História Chords of My Life - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 70
Palavras 1.652
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - Casa do Benny


Misery - Maroon 5

 

 

ED SHEERAN

Estava sentado no banco do carro confortavelmente, batucava com os dedos o volante dele. Esperava Jasper voltar para lá com as bebidas.

Era uma pequena festa na casa de Benny, algo sobre ele finalmente conseguir uma cidadania britânica.

E eu fui sem pensar duas vezes na esperança de vê-la.

Desde a manhã de primeiro de fevereiro não havíamos mais trocado uma palavra. Não que eu não quisesse, eu tentava! Eu tentava de verdade! Estava a ponto de invadir a casa dela e obriga-la a falar comigo!

Se fosse mesmo pra ser como ela disse, pra esquecermos sobre aquela noite e seguir em frente, por que ela me evitava? Por que ignorava todas as minhas mensagens? Era frustrante!

Jasper entrou no carro enquanto eu repassava os momentos que lembrava daquela noite, de como tínhamos acabado daquela forma... Pensar sobre tudo aquilo era tão bom! Annie me fazia sentir  coisas inexplicáveis.

Neguei com a cabeça, eu precisava pensar em outra coisa.

Mas era um desafio enorme, várias musicas já surgiram e minha agonia para falar com ela só aumentava a cada minuto, o que foi ainda pior quando cheguei à casa de Benny e Jasper estava só!

Parei em frente à casa do meu amigo e desci, sendo seguido pelo loiro que trocava mensagens e sorria. A música era animada e pôde ser ouvida de fora.

Fui com ele até a cozinha, alguns casais estavam aos agarrou por lá, servi dois copos de gim com limão e entreguei um para Jasper, que agradeceu.

– Podemos ir atrás do Will? – o loiro perguntou perto do meu ouvido, assenti e segui com ele pela casa.

Olhava para os lados à todo o tempo, quase paranóico. Ela poderia estar por lá, não poderia? Talvez eu não a tivesse visto antes, mas agora ela poderia estar dançando perto das caixas de som com um sorriso e os cabelos bagunçados, sob efeito do álcool.

Sim, ela poderia.

Ela poderia chegar até aonde eu estava e dizer que não achava que aquilo havia sido um erro.

Ser era errado, por que me parecia tão certo? Por que cada toque que havíamos trocado parecia ser exatamente o que deveríamos ter feito?

Queria que ela me dissesse que me desejava tanto quanto eu desejava a ela, que não queria estar com Murray, e sim comigo. Afinal, todas as carícias e beijos que eles trocavam em minha frente... Era como de alguém tivesse arrancado meu coração do peito e o esmagado sem dó nem piedade.

Ela poderia também falar que queria que eu acabasse com a Cherry e ficasse com ela. Deus, como eu queria isso!

E era tudo que se passava em minha cabeça enquanto William e Jasper conversavam e riam. Eu não falava com ela há duas semanas, e ela era meu entorpecente. Estava tendo uma crise de abstinência naquele exato momento.

– Então, Jasper. – não consegui me conter. Eu queria ao menos escutar sobre ela! – Por que a Annie não veio?

– Ah, aquela louca? Esta tento bloqueio criativo e decidiu ficar puta com o mundo... Aposto que é TPM, porque vou te contar! Ela tá mais porre que o normal ultimamente. – percebi que Jasper falava meio alto e embolado, tinha dois copos de bebida e bebia dos dois. Por quanto tempo eu estava voando mesmo? – Tomara que o Murray dormindo lá resolva algo como resolveu outras vezes. – sua fala me fez ficar paralisado por uns instantes. Não, aquilo não podia ser verdade!

– A-Ah... – balbuciei. Queria me jogar pela janela do segundo andar da casa, naquela hora. – Eles dormem muito juntos? – Jasper ficou me analisando por uns segundos, Will o cutucou como se tivesse preocupado.

Então o loiro começou a rir desesperadamente.

– Está brincando, não está?! – mordi o lábio e desviei o olhar, esperava que Jasper não compartilhasse meu questionamento com a amiga ao mesmo tempo que queria matar o meu primo. – Edzinho, meu querido, quem muito fala pouco faz! – tocou meu nariz com o indicador. – A minha amiga é virgem.

– O que?! – me engasguei com a própria saliva naquela hora.

Era claro! Por isso ela estava tão mal! Eu havia sido um estupido!

– Ela é virgem.

– Você tem certeza disso?! – ele assentiu.

– É engraçado, até. Quando alguém questiona algo sobre ela e sexo, a Annie fica vermelha e muda de assunto. Ela tem vergonha disso, então não fala pra ninguém que eu te falei. – ele colocou o indicador perto dos lábios, como se pedisse silêncio.

Saí andando no meio das pessoas sem falar nada. Precisava desabafar com alguém naquele exato momento, se não ia explodir!

Felizmente achei Benny trocando a música no celular, fui até ele rapidamente.

– Precisamos conversar. – falei com um tom urgente.

– Acabou a bebida de novo? Você e o Jasper não compraram um monte?

– Não é isso! É sério, Benny! Por favor, vamos para um lugar vazio, eu tenho que falar com você! – o cacheado franziu o cenho. Afinal, não era sempre que as pessoas tratavam de coisas sérias com ele.

– Não, beleza, dude. Vamos pro estúdio. – Benny guardou o celular no bolso e foi comigo para o único local da casa onde não era permitido a entrada de convidados.

– Obrigado... – murmurei.

Lembrei-me do dia em que a conheci, de como ela estava nervosa e eu havia a trazido para aquele mesmo local para falar que tudo estava bem... Sorri com aquelas lembranças.

Ele trancou a porta e virou-se para mim, o isolamento acústico nos impedia de ouvir barulhos externos e de sermos ouvidos. Sentou-se na borrões em frente ao sofá que eu havia dividido com Annie há tantos meses atrás.

– Pode falar... – ele disse depois de alguns segundos de silêncio.

– Eu... – respirei fundo, não sabia por onde começar, não sabia como contá-lo. – Lembra-se de Nova York? Na sua casa? Eu e Annie na varanda escrevendo a música? – ele assentiu, ajeitei o cabelo para trás, estava com agonia. – Foi ali que eu descobri que estava me apaixonando por ela. Taylor me fez ver isso claramente quando fui conversar com ela no outro dia. – o sorriso que Benny deu foi engraçado, era uma mistura de felicidade com um toque de "eu sabia".

– Sem querer ser grosso, fico feliz de ter me dito isso, mas devia estar contando isso pra Annie, Ed.

– Mas eu estraguei tudo, Benny... – suspirei, nessa hora Benny ficou com o cenho franzido.

– O que quer dizer?

– Na sua varanda... Íamos nos beijar mas fomos interrompidos, estávamos bêbados, sabe? Mas... No ano novo estávamos bêbados também, só que naquele dia não tinha ninguém por perto pra nos impedir. – dessa vez ele arregalou os olhos.

– Vocês transaram e você não me contou?!

– Eu não contei pra ninguém! Nem ela, o Jasper não faz a mínima ideia do que aconteceu... Ela... Ela disse que foi um erro no outro dia.

– Ah... – Benny parou por um instante. – Ed, eu realmente sinto muito...

– Mas eu descobri hoje que ela era virgem antes daquilo... – Benny deu um tapa de leve na própria cara.

– Então você tirou a virgindade da garota quando ela estava bêbada?

– Basicamente. – me sentei, agoniado.

– Por isso que ela tá tão diferente! Ela deve estar super puta contigo!

– Eu não sabia! E também estava bêbado! Além disso não fiz nada que fosse contra a vontade dela...

– De uma garota bêbada.

– Benny!

– Não posso alisar sua cabeça, Ed, você fez merda, pra caralho.

– Eu sei! E eu quero ajeitar isso! Eu quero a Annie... – me pus de pé. – E eu vou na casa dela hoje.

– Ah, você não vai.

– Mas...

– Não vai, Sheeran! Ela é minha amiga também, deve estar se sentindo mal e querendo te matar! Só fazem duas semanas desde o que aconteceu, tenha calma! Deixe cicatrizar e então volte a tentar, eu aposto que vão se acertar! – ele no final deu um sorriso confiante.

– Sério?

– Sim. Eu já percebia que algo ia rolar entre vocês há tempos. E vamos ser francos, 3 anos com a Cherry já é muito, huh? – eu já ficava envergonhado novamente.

– Sobre isso...

– Não acredito que não terminou com ela! – pensei em todos os momentos que haviam se passado desde que cheguei da viagem

Como eu quase havia trocado o nome dela por "An", como eu ficava decepcionado ao acordar e ser a loira ao meu lado.

Como eu fechava os olhos e imaginava uma certa morena quando eu e Chezz transávamos...

– Não, eu... Fui honesto com ela, ela me perdoou, disse que entendia, que eu estava bêbado...

– Quando você vai perceber que essa mulher só quer teu dinheiro?!

– Não é bem assim! – respirei fundo. – A Chezz...

– "É importante pra mim!". – ele fez um sotaque britânico forçado. – "Eu não posso simplesmente terminar com ela", você não sente nada por ela, Ed, sente? – Benny falou exasperado, eu não o respondi. – Fica longe da Annie. – disse por fim.

– Benny...

– Você não merece ela. – Benny sorriu ironicamente antes de negar com a cabeça. – Aquela menina é muito mais do que o que você está acostumado.

– Mas...

– Você realmente está apaixonado por ela?

– Benny, eu só não quero ficar só! – quase gritei em desespero. – Não quero, e a Annie vai fazer isso, ela gosta do Murray, não de mim...

– Você tem que ver suas prioridades, Ed, tem duas opções! – ele falou, sério. – Então você prefere arriscar um futuro feliz com uma garota legal que você realmente ama ou ficar com a antipática idiota que só quer o seu dinheiro?

– Eu já falei que a Cherry não é assim...

– Responda, Edward! – ele esbravejou antes de cruAr os braços, mas eu não o fiz. – Ótimo, então fique com a Cherry e perca a Annie pra sempre! Eu vou estar aqui quando seu eu futuro miserável vier dizer que se arrepende pra dizer "eu bem te avisei". – ele foi em direção à porta.

– Benny...

– Só cala a porra da boca. – então saiu do local me deixando lá sozinho com meus pensamentos confusos, e embaralhados que me faziam sentir uma dor agonizante.

Eu já estava miserável.



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