História Chords of My Life - Capítulo 34


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 69
Palavras 2.306
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - Boa, Sheeran


I knew you were trouble - Taylor Swift

 

 

O Aquário nunca esteve tão pequeno.

Ana Laura era a mais nova moradora do Aquário, e dessa vez, era uma moradora fixa! Ela moraria um ano conosco, havia vindo para Londres para uma pós-graduação e então voltaria para Florença.

Jasper já procurava um lugar maior para nós, já que além de Ana Laura, Fernanda viria dentro de uns meses. Ele deixava declarado que iria enlouquecer perto de tantos brasileiros.

Mas ele estava me enlouquecendo.

A paz que eu tanto queria nunca era alcançada, levando em consideração o fato de minha casa sempre estar cheia de amigos dele e de Will que bebiam, falavam alto e ficavam se pegando, além de Murray que aparecia constantemente e ficava sem me olhar diretamente, assim como eu fazia.

As pílulas faziam falta, mas eu havia progredido consideravelmente sem ela devido meu afastamento de Murray e Edward, além de sair muito com Ana Laura que queria conhecer a cidade, mesmo com seus questionamentos sobre quando veríamos Sheeran novamente - os quais eu sempre desconversava. -, ela me distraía bastante. Era meio menininha demais pra mim, mas também era divertida e uma ótima amiga.

Eu estava prestes a começar a gravar o álbum, já tinha quase todas as musicas prontas, Benny chegaria em Londres dentro de duas horas e então teríamos sessões e mais sessões em seu estúdio.

Estávamos quase entrando no mês de fevereiro e eu começava a ensaiar para minha apresentação no BRITs.

– Já está bom, vagabunda, pode parar agora.

– Eu não acho que está bom o suficiente... Vão ter câmeras lá!

– Você está ótima, Annie. – Ana Laura interviu, vindo até mim. – Sério. Perfeita! Vai arrasar e os BRITs ainda estão bem longe!

– Mas eu nunca me apresentei pra rede mundial... Muito menos só! – eu havia desafiado a mim mesma a tocar sem o apoio da banda.

– Ainda assim, você já tocou a música umas 10.000 vezes, caralho! – Jasper revirou os olhos. – Já até enjoei de ouvir! Além do mais... – meu celular começou a tocar naquela hora, eu revirei os olhos e atendi após verificar que a ligação era do meu manager.

– Alô, Pete?

– A apresentação do BRITs mudou... – franzi o cenho.

– Co-Como assim, Pete? – perguntei já ficando triste automaticamente. – Não vou mais tocar?

– Não, não é isso! Longe disso... Mas eu marquei com o Stuart Camp uma coisa que vai te beneficiar muito... – Ah, não... – Ele me disse que você e Ed escreveram uma música juntos. Por que não havia dito, Annie? Isso é perfeito! Vocês a estrearão na premiação, podemos até gravar um videoclipe e lança-lo logo após o fim, e...

– Eu posso discordar disso?

– Por que discordar? Você e Edward são amigos, não são?

– É... – pigarreei. – Tipo isso.

– Então... As shippers AnniEd provavelmente pirarão, subirão alguma tag e BOOM! Divulgação grátis para o álbum. – engoli em seco não tão muito feliz com essa notícia.

– Não posso discordar então?

– Já está decidido, Annie. – ele falou um pouco bravo, engoli em seco. – Vá para casa do Benny amanhã, você e Ed vão terminar de gravar e então vão ter que começar a treinar a música para a apresentação ao vivo, enquanto isso eu e Stuart resolveremos os detalhes do clipe.

– Certo, Pete...

– Até logo, Annie... E não fique assim, vamos! Vai ser divertido, não vai?

– É... Talvez. – suspirei e desliguei o celular.

– O que aconteceu? Você não vai mais tocar lá? – via nos olhos de Ana Laura que ela já se preparava pra comprar umas barras de chocolate e fazer uma maratona de Frozen comigo pra que eu não ficasse só na foça.

– Eu vou, vou sim... – forcei um sorriso feio de lado. – Quer ver o Ed amanhã?

...

Estava nervosa em frente à porta de Benny, chegava a tremer levemente. Ana Laura parecia pular em excitação ao meu lado, o que me fez revirar os olhos. Eu já estava nauseada é aquela rapariga só piorava as coisas com toda aquela animação!

– Calma, criatura! Não é como se você nunca tivesse visto ele na sua vida!

– Ah, me deixa em paz!

– Nossa, devia ter te deixado em casa.

– Annie!

– Annie! – Benny imitou o tom de Ana Laura que ficou meio envergonhada com aquilo.

– Benny, essa é Ana Laura, ela tá morando comigo e com o Jasper agora.

– Ah, certo... Ela vai ajudar? Se formou em música com vocês?

– Não, essa inútil só veio pra ver o Edward mesmo. – falei com desinteresse, Ana Laura me mostrou a língua.

– Ele já está aqui. – o tom que Benny usou foi estranho, engoli em seco.

– Certo, vamos pro estúdio de uma vez. – me esgueirei pela porta e andei direto pela casa, meu coração batia de forma descompassada, eu queria vê-lo, queria muito.

Mas ao mesmo tempo eu não tinha coragem. Eu tinha medo de vê-lo, tinha medo de sua reação quando finalmente conseguisse uma maneira para conversar comigo sobre o ocorrido.

– Hey, Annie. – Benny foi até aonde eu estava antes que eu abrisse a porta do fundo que levaria em direção ao quintal e, por consequência, a pequena casinha que era o estúdio.

– Oi... – ele passou o braço por minhas costas. Ergui uma sobrancelha.

– Que é? Me deixe.

– Tá bom... – fui andando desse jeito com ele, Ana Laura apareceu depois de uma carteirinha para nos acompanhar, já que tinha ficado presa com o cachorro amarelo de Benny, o qual ele chamava de "baby Dan".

– Aonde estamos indo? – ela perguntou em português.

– Ao estúdio que o Benny tem. Essa casinha aí.

– Parece uma que eu ia pra brincar de bonecas. – eu ri alto. – Sonho de consumo da infância.

– Fale isso pra ele que ele vai te matar.

– As senhoritas poderiam por favor falar em uma língua que não seja sul-americana? – ele parou rapidamente e se virou para nós duas. Parecia querer retardar nossa chegada ao estúdio, e eu ao mesmo tempo que apreciava isso, queria dá-lo um soco e correr em direção à Edward.

– Português se originou na Europa. 

– Então uma língua que não seja europeia.

– Mas inglês se originou na Europa. – foi a vez de Ana Laura, Benny fingiu ter ficado com raiva, eu e ela rimos e demos um high-five.

– Certo! Estão proibidas de falar qualquer língua que não tenha sido inventada em uma ilha europeia.

– Sabe falar irlandês, Nalaura?

– Não, mas você sabe grego?

– Vocês estão proibidas de falar qualquer língua que não tenha sido criada na Inglaterra.

– O que é que as duas meninas mas estão enjoando o pobre Benny? – arregalei os olhos quando a loira saiu de dentro do estúdio.

Ela usava um vestido goleado de bolinhas pretas, seu cabelo estava perfeitamente arrumado junto com uma maquiagem leve e o velho e característico batom vermelho.

– Ah, Taylorita, eu sei muito bem me cuidar só. E não preciso de proteção, não dá Annie.

– Hey!

– Porque ela é uma garota forte, mas ela também me ama. – ele tentou fazer cócegas nas minhas costelas, mas não foi bem-sucedido já que eu não tinha nenhuma.

– Vamos só entrar de uma vez. – suspirei. – Prazer em te conhecer, Taylor, sou a Annie, essa é minha amiga, Ana Laura.

– Grande fã. – ela falou meio exaltada. Swift sorriu e piscou pra ela.

– Podemos conversar enquanto eles estão gravando, o que acha?

– Adoraria! – ela foi a primeira a entrar no estúdio. Fiquei respirando fundo enquanto o olhava, Benny não tirava os olhos de mim nem por um segundo... Parecia preocupado. – Antes que pergunte, eu estou sim me sentindo bem, não vou passar mal.

– Não ia perguntar isso... – franzi o cenho.

– Bom... Certo. Vamos só entrar. – repeti. Ele foi à minha frente, eu hesitei um pouco antes de entrar.

Minha amiga estava sentada ao lado de Taylor no sofá. Ed estava na parte interna, aonde ficávamos para ser gravados. Ele estava com seu violão, uma camiseta preta e cantava I Knew You Were Trouble de uma maneira que eu achei muito sexy, mas não admitiria.

Meu coração pareceu encolher naquela hora, era tão bom vê-lo! Eu queria tanto um abraço perfumado com o cheiro dele que havia se impregnado em mim por dias depois da noite da virada do ano...

Mas ao mesmo tempo era desesperador.

Eu só percebi que segurava a respiração quando Benny fechou a porta atrás de mim e me ofereceu um frappuccino de caramelo, o meu preferido. Olhei para Ana Laura, ela assistia à Ed de boca aberta, Taylor tinha os olhos fechados e um sorriso sem mostrar os dentes, balançava à batida da música.

E então ele parou. Tudo pareceu durar uma questão de segundos, mas a música já tinha terminado.

Taylor e Ana Laura aplaudiram exasperadas, eu só suspirei e fui tirar meu violão de dentro da capa dele, sentia o olhar dele sobre mim.

Entrei no estúdio sem mais palavras adicionais, liguei o violão com o cabo que estava no chão e engoli em seco ao notar que todos estavam em silêncio, me encarando. Parei e olhei pelo vidro, me aproximei do segundo microfone que estava lá.

– Que foi, gente? To com as calcinha mostrando? – Benny riu, e negou, apertou num botão.

– Podem começar do início, crianças. – assenti e já fui conferir a afinação do violão.

– Boa tarde, An... – fechei os olhos já sentindo vontade de fugir de lá. O que era ridículo! Caralho, Annie, você enfrenta tudo de cabeça erguida, quanto mais um garoto idiota!

Não que eu achasse que Edward fosse um garoto idiota, mas sendo ele do sexo masculino eu obrigatoriamente não tinha de abaixar a cabeça em nenhum segundo. E se havia alguém nessa terra que era venenosa, essa pessoa era eu.

– Boa, Sheeran. – respondi ainda preocupada com as cordas. – Pode começar. – olhei para o microfone depois de por os fones de ouvido. A harmonia que havíamos gravado em Nova York preencheu meus sentidos.

Os primeiros versos saíram de forma melodiosa, rouca e calma da garganta de Edward, me aproximei para fazer a voz harmônica quando a música seguia e se aproximava do refrão, então fiz a voz principal neste e harmonizei com Ed em alguns momentos.

Na segunda parte fui eu quem cantei só com a voz harmônica de Edward vez ou outra.

Depois fomos orientados por Benny sobre coisas a serem modificadas, regravamos as partes que ele achou necessário.

Então quando Edward acabou de passar um arranjo no violão para que fosse encaixado na parte da ponte, Benny apertou no botão para poder falar conosco.

– O laptop vai descarregar, já volto. – e saiu da sala correndo.

Fiquei prestando atenção no que Taylor e Ana Laura conversavam, mesmo sem poder ouvi-las. Até que as duas sorriram uma pra outra e saíram.

Ótimo. Perfeito. Delicioso.

Fui em direção à porta.

– An, não sai, por favor... – parei enquanto girava a maçaneta.

– Eu to com sede. – dei de ombros e me virei com minha melhor expressão impassível. Seus olhos azuis encaravam meu rosto, meus olhos, minha boca...

– An, já faz 3 semanas... – ele subiu o olhar para meus olhos novamente. Engoli em seco, ele parecia estar em agonia naquela hora o que me deixava ainda mais nervosa. – Você não tem nada pra me dizer?

Parei por um instante, descendo o olhar para seu violão.

– Tenta subir uma oitava quando for solar a parte do refrão, eu acho que...

– An, por favor, você sabe o que eu quero dizer... – ele deu um passo em minha direção, eu recuso um automaticamente, já estava na porta.

– Não, não sei.

– Não finja que esqueceu. Você pediu pra que eu fingisse isso, mas se realmente tivesse esquecido não estaria estranha desse jeito comigo! – ele falava as palavras como se estivesse profundamente machucado.

– Ed, eu... – minha voz saiu falha, pigarreei. – Eu não estou preparada pra discutir sobre aquilo, tá bom? Eu não consigo nem olhar na cara do Murray, quem dirá a sua...

– Murray não tem culpa disso... – ele falou com certa dificuldade. – Você gosta dele, não precisa se afastar por aquilo.

– Por um terrível erro que eu cometi? Você não acha que eu sei que o Murray não tem nada a ver?! Eu não consigo controlar, quando chego perto de vocês eu só... – respirei fundo tentando me calar naquela hora antes que minha voz saísse embargada. Eu estava emocional demais.

– An, eu sinto muito, eu juro... Não queria que tivesse sido daquele jeito. – ergui uma sobrancelha pra ele. – A culpa é minha, você merecia algo melhor... – franzi o cenho.

– A culpa é nossa. – concluí. – Mas se você me considera uma amiga ou se algum dia me considerou, quero que se afaste. Por favor, eu... Eu não consigo suportar a culpa que sinto... – e lá estavam os cenários em que me chamavam de vadia e destruidora de casais se passando em minha mente enquanto o no se formava em minha garganta e meus olhos começavam a pegar fogo. – Só me prometa isso, e eu prometo que quando superar isso podemos tentar ser o que éramos antes. – Ed assentiu se afastando.

– Por favor, só me diz uma coisa... – eu já tinha aberto a porta novamente, e parei de andar com a agonia espalhada por todo o meu ser. – Você acha mesmo que foi um erro? Quer dizer, se eu não estivesse com a Cherry e não estivéssemos tão bêbados... Seria um erro pra você?

Naquela hora Benny voltou com o carregador em mãos, e eu só fui até o frigobar que ele mantinha ali tomar água. Assim que acabamos as gravações eu fui embora, deixando Ana Laura que queria continuar conversando com Taylor - e já havia até marcado uma sessão de compras a três, a qual eu teria que convencê-la de que não iria mais tarde pelo simples fato de que odeio compras.

Dentro do uber eu puxei meu caderno de musicas e logo pus-me a começar uma nova. Era o que eu sempre mais admirava em artistas, transformar a dor que sentiam em algo bonito. Era o que eu mais amava fazer. Foi o que eu fiz.



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