História Chords of My Life - Capítulo 35


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 72
Palavras 1.454
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Talvez...?


Sitting, Waiting, Wishing - Jack Johnson

 

 

Terceiro dia das gravações para o álbum e eu estava agitada pela sala de Benny, surtava enquanto a cafeína tomava conta do meu ser. Eu havia convencido meu amigo a ir na farmácia comprar um remédio pra enjoo já que eu não parava de vomitar desde que havíamos comido burritos que pareciam ter sido do dia anterior. E eu já estava prestes a por pra fora o café ingerido também. Coloquei Sitting, Waiting, Wishing nos speakers de Benny.

Sentei-me no sofá de repente ao me sentir tonta de tanto ficar girando pela sala. Peguei o celular e fui para o Twitter, ele andava bem movimentado depois da estreia do videoclipe estrelado pela Cara Delevingne. Eu pedi que fosse o mais a ver com a música possível e havia amado o resultado.

Lembrei então das gravações do clipe com Edward. Suspirei.

Aparecemos somente rapidamente, e a maior parte das cenas ele não está lá já que o vídeo não era focado em nós e sim os dançarinos que protagonizavam os personagens principais.

No fim do vídeo, porém, quando os personagens se encontravam, eu e Edward também. Foi a única vez que o vi desde o estúdio e tive que ir correndo até ele antes de abraçá-lo. Felizmente, ele não teve chance de falar nada.

O anúncio sobre a performance no BRITs havia sido feito há algumas horas e lá estava mais uma tag sobre AnniEd, eu só queria me matar.

 


@oopstyles: queria saber quando q eles vão assumir que tão juntos #AnniEd

@rwinbows: pleno século 2019 e o OTP tá separado #AnniEd

@lovecraft: gente ninguém tá com nenhuma notícia deles dois juntos? A última foi mesmo o snap da tay? #AnniEd

@partyofone: sobre o OTP se escondendo: bota a cara no sol mona bicha bonita não se esconde nã #AnniEd

@tomlinson_mrs: gente #AnniEd é só a Annie querendo ibope pelo amor

@heyyou: @tomlison_mrs bata na sua cara antes que eu bata #AnniEd

@shysheeran: @tomlison_mrs falou pouco mas disse tudo #AnniEd

 

Revirei os olhos só fechando a tag. Peguei o cachorro de Benny, Dan, e tirei uma foto com ele.

 


@AnnieMcFly: apresento a vocês meu novo namorado imagem

@kayisapenguim: @AnnieMcFly GRITO POR UM SEGUNDO ACHEI QE ERA O ED #AnniEd

@larrywithtea: AÍ GENTE #AnniEd ME FAZ MAS DE TROUXA QUE LARRY @AnnieMcFly

 


Ri daquelas reações por um segundo. Se eles ao menos soubessem da cagada que havíamos feito...

Coloquei então no Snapchat.

– Olá, pessoal! Eu não venho falado muito com vocês porque começaram as gravações do Stranger Places há três dias. – me sentei no sofá de Benny e coloquei pra gravar novamente. – Eu estou na casa de Benny com o baby Dan. – mudei a câmera para o buldogue que estava babando um brinquedo de borracha. – Ele é o primeiro cão inglês do Benny. – enviei o snap e já pus pra gravar outro. – Estou entediada. Benny saiu e hoje só seremos nós dois nas gravações, ontem à banda toda estava aqui e não paramos quietos. – enviei o snap e logo há gravava mais um. – Eu estou morrendo de cólica, sério, não comam burritos estragados, crianças. – pensei por um segundo e então gravei o último. – Comam doces e lembrem-se, crianças, diabetes são as mulheres do Diabo. – falei a última parte em português. Ri do meu retardo mental pensando que deveriam me chamar para o "A Praça é Nossa".

Virei-me pelo sofá e cocei os olhos, a cafeína não deixava minha perna ficar simplesmente quieta e aquilo já estava me irritando.

Passei a mão pelo pé da barriga meio irritada por causa da cólica.

Então arregalei os olhos.

Ah, não...

Me pus de pé e fui atrás da minha bolsa pela casa, lágrimas já ameaçavam cair.

Calma, Annie, você não pode simplesmente pirar por...

A porta se abriu, lá estava Benny.

– Você não vai acreditar por que aconteceu na farmácia! – ele vinha em minha direção com um tom animado. – Eu estava passando e... – parou ao me ver. – Você está chorando? – rapidamente limpei as lágrimas que haviam caído sem meu consentimento.

– Eu tenho que ir.

– Annie...

– Eu só vou... Andar um pouco.

– É sério, você...

– É sério, Benny, não é nada demais... – ele bateu o pé no caso com força.

– Não se atreva a dizer que não é nada demais, não se atreva a mentir descaradamente pra mim! – Benny cruzou os braços, ele parecia realmente irritado. – Eu não sou tapado como o Jasper, eu vejo que você está mal! – respirei fundo e fechei os olhos, outra lágrima caiu com isso.

– Ele te contou.

– Pode ter certeza que ele me contou, mas mesmo se não tivesse contado eu saberia! Porra, Annie, eu não sou do seu produtor, sabia? – ele me puxou pra um abraço. – O que o Ed fez dessa vez? – subi o olhar pra encontrar as íris azuis de Benny que pareciam preocupadas.

– Benjamin...

– Fala, é sério! Tenha certeza que eu tô no seu lado nessa... – enxuguei as lágrimas com a manga do suéter com estampa de um gato gótico que eu usava.

– Você não me acha uma puta por ter dado pra um cara comprometido quando estava bêbada? – ri ironicamente com aquilo. Era exatamente o que se passava em minha cabeça desde o ocorrido.

– Nem por um minuto. – Benny suspirou. – Ele que é um idiota por ter feito o que fez.

– Estávamos muito bêbados.

– Não só pelo que fez naquele dia, Annie. – o encarei curiosa. – Mas você ainda não me disse.

Engoli em seco. Eu teria que contá-lo... Benny podia ser maluco, mas era compreensivo. Ele já sabia desse segredo é havia o guardado, eu não podia arriscar contar pra mais ninguém. E eu precisava contar! Estava prestes a explodir!

Aquela experiência... Ter os braços do meu amigo ao meu redor me reconfirmando... Era simplesmente indescritível! Aquilo significava que eu não precisava mais carregar o peso do mundo só, não se ele estivesse lá.

E então as palavras saíram da minha boca sem nem que eu ao menos pensasse em um jeito de pensar em outra formando contá-lo.

– Eu estou começando a achar que estou grávida. – Benny arregalou os olhos parecendo engasgar com sua própria saliva. – Ridículo, não é? – cocei os olhos. – Ridiculamente imbecil. Não usamos camisinha e eu só fui tomar a pílula quase 4 dias depois tá aí porque! – sentei-me no sofá e abracei as pernas. – Eu sou muito burra.

– Sh... Ele também esqueceu, não foi só você. – ele sentou-se ao meu lado e me abraçou, escondi meu rosto em seu peito. Benny estava cheiroso naquele dia.

– Mas quem engravida sou eu, não ele.

– Foda-se, vocês dois erraram nisso, não só você. – Benny suspirou. – Você tem certeza disso?

– Faz um pouco mais de um mês e... A menstruação não desceu, e... Os enjoos, sabe? Tontura. – engoli em seco. – Tudo isso pode ser só efeito da pílula do dia seguinte, mas do mesmo jeito...

– Será...?

– Eu não sei... – coloquei o cabelo pra trás, me levantei e andei um pouco pela casa até que senti o vômito subindo pelo meu esôfago. Corri para o banheiro.

Em poucos minutos eu já escovava os dentes pelo que parecia ser a milésima vez no dia. Sentei-me na cama de Benny e meu corpo parecia tremer com aquilo. Respirei fundo, agora aquilo me deixava preocupada desde que havia ligado os pontos.

Benny logo entrou no quarto e deitou-se ao meu lado.

– Faremos o seguinte: hoje vamos esquecer de gravar, faremos maratona de Game of Thrones e dormiremos aqui, eu posso te emprestar uma roupa. Amanhã vamos cedo para a farmácia, e... – fiz que não. – Tá bom, amanhã vamos gravar o dia todo e então...

– Não. Eu acho melhor fazermos isso depois que acabarmos as gravações, tá bem?

– Você tem certeza disso? – Benny franziu o cenho. – Não vai ficar curiosa? Isso pode atrapalhar. – suspirei.

– É melhor correr esse risco que o risco de descobrir que realmente é verdade antes de ter acabado o álbum, tenho certeza que atrapalharia mais... – Benny suspirou.

– Tem razão. – o cacheado se levantou e andou até aonde estava o aparelho de DVD. O quarto de Benny era cheio de obras de arte moderna, sua cama era extremamente confortável e eu já tirava os coturnos e me aconchegava por lá, ele me trouxe uma bermuda de dormir dele junto com uma camiseta.

– Só quero que me prometa três coisas.

– O que quiser, senhorita.

– Primeiro: não contará para o Ed ao menos que eu autorize. – ele parou por um tempo, então assentiu. – Segundo: não tocará nesse assunto até que o álbum seja concluído.

– Certo, certo... Terceiro?

– Que nunca deixou o seu saco balançando nesse short aí, pelo amor de Deus. – ele riu já lançando a peça em cima de mim e eu dei um ataque histérico de nojo, imitando as maiores menininhas do mundo.

– Tá, prometo.

 



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