História Chords of My Life - Capítulo 36


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 85
Palavras 1.527
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Beijo


Can't Stop The Feeling - Justin Timberlake

 

 

– I got this feeling, inside my bones... – comecei, fiz uma careta e comecei a gritar a letra da música pela casa. – IT TURNS ELETRIC, BABY, WHEN I TURN IT ON!

– Cala a boca, Annie! – recebi o grito de Ana Laura. – Eu já te falei que to estudando, demônia!

– Ui, tá parecendo o Jasper já, baranga! – revirei os olhos e me deitei no sofá.

Eu não podia ficar com a cabeça desocupada.

Vamos, Annie, pensa em qualquer coisa... Qualquer coisa! Só não sobre Edward. Só não sobre s possível consequência daquela noite.

Eu já estava prestes a tomar todos os chás abortivos que achasse pela frente antes mesmo de descobrir se eu realmente estava grávida, mas Benny havia me feito prometê-lo que não faria nenhuma besteira antes de falar com ele.

Então lá estava eu morrendo de preocupação toda vez que tinha um tempo só.

Corri até o meu quarto e peguei minha pequena caixinha de som via Bluetooth. Parei na frente do quarto de Ana Laura e coloquei Can't Stop The Feeling para tocar no último volume.

– Só pode estar de brincadeira. – Ana Laura ria de dentro do quarto, abri a porta já convulsionando - a.k.a. dançando. - e a morena logo se levantou e ficamos duas retardadas dançando e pulando de mãos dadas pela casa.

– CAN'T STOP THE FEELING! – fiz minha voz o mais fina que pude para imitar o Justin Timberlake.

– Okay, que porra é essa que está acontecendo na minha sala? – Jasper chegou lá juntamente a Will, ambos tinham sacolas de mercadinho na mão. Olhei pra Ana Laura com um sorriso e ela entendeu o que era pra fazer.

Fomos pulando como duas gazelas com lepra até aonde estava o Jasper, o seguramos e começamos a pular ao ritmo da música, o obrigando a pular junto. Tirei o meu celular de dentro do bolso e gravei aquilo no snap.

Jasper aos poucos deixava a cara carrancuda e já estava dançando e se divertindo junto conosco, Will logo se juntou.

Gravei vários snaps e a música já se repetia pela terceira vezes quando o loiro desligou o speaker.

– Ah, Jasp...

– Tá bom, crianças, acabou a festa. – negou com a cabeça, como se desaprovasse tudo aquilo. – Ana Laura... – falou com o sotaque adorável. – Você não deveria estar estudando?

– Eu deveria, mas... – ela se virou pra mim. – I CAN'T STOP THE FEELING! – fez também a vozinha fina, ri alto.

– Depois me perguntam o porquê de eu querer pegar essa mulher maravilhosa.

– Credo, não venham com lesbicagem pra cima de mim não.

– Will, controle a sua biba. – Ana Laura o empurrou.

– Como se você não gostasse de pepeca! – revirei os olhos.

– Amo pepeca. – ele respondeu prontamente. – Mas não a sua.

– Quem disse que eu tenho pepeca?

– Ui! – Will riu. – Vão sair hoje? Chamamos um povo, se não quiserem a gente fica por aqui conversando.

– Precisamos urgentemente sair do Aquário... – passei a mão nos cabelos. Aquele lugar era apertado demais para as pequenas reuniões que os dois sempre promoviam.

– Mas por que? Eu adoro o Aquário. – Will falou com um biquinho.

– A gente odeia o Aquário. – eu e Jasper respondemos em uníssono. Eu não entendia sinceramente o porquê das pessoas amarem tanto aquele lugar minúsculo.

– Credo. Sai desse corpo que não te pertence entidade do mal! Tão falando até juntos. – Ana Laura gesticulou contra nós, como se estivesse "purificando nossa alma".

– Que merda que ela disse mesmo? – Jasper perguntou se virando pra mim. Eu tinha que periodicamente traduzir o que ela falava, já que tinha muito mais pratica no inglês que ela.

– Está nos exorcizando. – expliquei.

– Faz sentido. – Will deu de ombros.

– Mas e aí...? Quem chamaram? – sentei-me no sofá, precisava decidir entre ficar lá ou dar o fora para o meu refúgio na casa de Benny.

Algumas pessoas no Twitter já perguntavam se estávamos tendo um caso já que estávamos constantemente nas redes sociais um do outro. Eu gostei daquilo, desviaria o foco de AnniEd.

Eu tinha até deixado um dos violões é uma mochila com roupas lá, do tanto que ia. Aproveitávamos para gravar também, e estávamos quase na reta final com 3 semanas de gravação.

É, talvez fosse mesmo uma boa ir pra casa de Benny, gravar mais um pouco e então acabar com aquele mistério.

Alguém bateu na porta.

– Chegaram! – Will saiu de onde estávamos.

– Tenho que sair daqui pra estudar! Vou pra casa da Linda.

– Você só vai pra lá se for pra ficar ouvindo gemidos. – falei a apontando o dedo. – Mas se começarem uma suruba, me chamem.

– Boa noite, pessoal. – me sentei como gente quando Murray chegou lá, ele olhava diretamente pra mim. Edward estava atrás dele. Engoli em seco.

– Murray... – o moreno sorriu quase aliviado naquela hora.

– Annie... – veio me abraçar, e eu correspondi.

Estava tentando me reaproximar dele desde aquele dia no estúdio com o Ed. Não ia progredindo tanto, mas já era um começo. Encarei os olhos azuis do moreno por um segundo.

– Então, estou indo pra casa do Benny agora. Até uma outra hora, pessoal. – me levantei e ia para o meu quarto quando Ed me parou. 

– An... – o ruivo me encarava como se eu tivesse o dado um tapa na cara, revirei os olhos.

– Feliz aniversário atrasado, Sheeran. – abri a porta no quarto.

– Olha, eu sei que quer que eu fique longe, mas... – o encarei diretamente nos olhos, ele pareceu ficar meio intimidado com aquilo, mas não me importava. Eu tinha que me acostumar com aquilo se um dia quisesse me perdoar. – Posso entrar? Eu tenho algo pra te contar, mas é complicado, e... Eu preciso te falar, eu só... – suspirei e encarei os pés. Assenti.

– Seja rápido, eu já chamei o uber. – estava mentindo, mas ele não precisava saber. Edward entrou logo atrás de mim e eu fingia estar concentrada em organizar uma mochila de roupas.

– Vai dormir no Benny?

– Sim. Temos muito trabalho pela frente.

– Claro... – ele me encarava diretamente, estava parado na porta.

– Acho que eu te disse pra ser rápido.

– Sim, sim, eu... – respira fundo. – Naquele dia na casa do Benny... Quer dizer, eu... – o olhei, Sheeran estava vermelho, se enrolando com as próprias palavras.

– Eu sei que você contou pra ele. – cruzei os braços. – E espero que não se repita.

– Se é assim que quer, eu não contarei pra mais ninguém, mas...

– Você contou pra outra pessoa, Edward? – meu coração se apertou no peito naquela hora.

Cenários de Ed rindo e bebendo com amigos enquanto falavam o quanto eu era fácil e sobre tudo que havíamos feito naquele quarto de hotel. A náusea apareceu novamente, e eu duvidava que fosse pela possível gravidez.

– Sim.

– Quantas?

– Contando com o Benny? Três.

– Quem? – sentia minha mão tremer de leve. Eu queria muito agredi-lo naquela hora.

– Taylor e Cherry.

– Você o que?! – arregalei os olhos quase me engasgando com a própria saliva.

– Eu não podia esconder isso dela!

– E ela... Vocês terminaram?

– Não. – ele respirou fundo antes de fechar os olhos. Eu não sabia se ficava triste ou feliz com aquela notícia. – Ela não fará nada que te prejudique, tá bem? Ela sabe que não foi porque você realmente quis, eu expliquei tudo, e...

– Você é tapado ou é o que, Edward?! Bebeu tanto que vomitou os neurônios?! – eu já falava alto demais e o barulho do lado de fora cessou. Eles iriam prestar atenção na conversa, suspirei e me aproximei mais do homem à minha frente, o cheiro de perfume de bebê que ele inalava invadiu meus sentidos. – Ela já me odiava antes, agora deve estar querendo em matar! – sussurrei.

– Ela merecia saber.

– Não precisava dizer que foi comigo, só isso! – engoli em seco. – Você dizimou todas as chances que tínhamos de voltarmos a sermos amigos, sabia?

– An...

– Não ouse me chamar assim novamente, está me ouvindo?! – bufei indo pegar a mochila.

– Mas, An... Annie... Você é minha melhor amiga. – ele parecia estar em agonia novamente, mas eu não podia demonstrar que me importava. – Por favor...

– Eu sinto muito mesmo... – suspirei. – Mas não dá! Você tem sua namorada, e o que fizemos desrespeitou ela, não posso mas ficar por perto. Seu tempo acabou, Ed. – toquei na maçaneta da porta, ele segurou o meu braço. – Edward...

– Por favor, An, eu quero você...

– Sheeran, me solta! – não sussurrei dessa vez.

– Eu preciso de você. – seus lábios então se encontraram com os meus.

Eu suspirei quase aliviada com aquilo, Ed me encostou na porta e segurou em minha nuca delicadamente.

Abri os olhos no meio do beijo quando um pouco de sanidade me atingiu, me amaldiçoei por ter deixado aquilo acontecer. Empurrei-o.

– Que espécie de jogo doentio é esse?! – ele tinha um sorriso, eu revirei os olhos e deixei-o no quarto, ele não me seguiu. – Boa noite, pessoas. – falei novamente passando por todos que estavam reunidos na sala.

Entrei no carro e passei a mão pelos meus lábios. Por que eu ao menos havia correspondido aquilo? Ele tinha namorada! Era tão baixo quando Nicolas!

Puxei meu celular do bolso e fui até o chat com ele, não li nenhuma das mensagens que ele havia enviado.

 

Você: achei que fosse diferente, estou decepcionada

 

E então finalmente tomei a coragem necessária para bloqueá-lo.



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