História Chords of My Life - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 73
Palavras 2.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 37 - Teste


Don't let me down - The Clainsmokers

 

 

– Você não acha que devia tomar algumas das suas pílulas mágicas da paz hoje? – Benny perguntou sem nem desviar os olhos da tela do laptop, tinha um ouvido fora do fone para ouvir minhas reclamações sobre como eu não parava de vomitar e também sobre aquele resultado não chegar nunca. – Só hoje...

– Eu estou insuportável, não estou?

– É... Um pouquinho. – Benny falou me analisando. – Reclame o quanto quiser, mas isso só vai atrasar o meu trabalho.

– Desculpa se eu quero logo comprar a droga do teste. – bufei me deitando no tapete, baby Dan já vinha até aonde eu estava para brincar com o meu cabelo solto no chão.

– Dramática da porra. – Benny fechou o laptop e deitou do meu lado, o cachorrinho agora latia em excitação já que tinha duas cabeças para brincar. – Quer que eu vá comprar logo? – eu havia pedido para que ele fizesse isso, não queria ser vista em uma farmácia comprando testes de gravidez.

– Quero que acabe logo as musicas...

– Annie, você já fez toda a sua parte, agora é minha vez... Só estarei com tudo finalizado em, no mínimo, 3 semanas levando em consideração outras músicas que tenho que acabar e o prazo do ser pra daqui a um mês. – ele suspirou, ajeitei seus cachos morenos que caíam sobre os olhos. – Não acha melhor que eu compre logo? Não acha melhor resolver esse mistério?

– Não é mais tão mistério assim... – suspirei. – Eu sei a verdade, eu só... Preciso da confirmação pra lidar com isso.

– Como assim? – Benny levantou-se um pouco, com o cenho franzido.

– Pode ser que seja o meu psicológico me pregando peças mas... Meu corpo meio que está mudando.

– Não seja ridícula, se você estiver mesmo grávida ainda tá cedo.

– Não na verdade... 8 semanas, 2 meses.

– Porra, é verdade. Estamos em Março! – ele se levantou – Não demoro.

– Benny!

– Você quer acabar logo com esse mistério, admita! Só está com medo... – suspirei e assenti. – Muito bem, baby Dan te fará companhia. – ele bagunçou meu cabelo. – Já volto.

– Não demora...

– Não vou. – então me deixou.

Eu peguei o celular e encarei meu reflexo na tela. Eu torcia desesperadamente que aquilo tudo fosse um engano idiota, como torcia...

Liguei a tela e o desbloqueei, coloquei nos grupos.

 


x Cookie Piska x

Você: oi pessoal...

Você: alguém?

Você: preciso falar com vocês

Você: To entediada

Você: ninguém?

Você: certo, são três da manhã no Brasil

Você: desculpa

 


x Edtube x

Você: pessoal tem alguém acordado?

Você: ninguém?

Você: tá...

 


x Certisse x

Você: alguém aí?

Você: oi

Você: apareçam por favor

Você: tá, tá bom...

 


Lari Gô: oi anê

Lari Gô: To acordada

Você: Lari menina quanto tempo bicha

Lari Gô: oi qosoaos

Você: por que me deixou no vácuo lá no Edtube?

Lari Gô: prefiro conversar em pv

Lari Gô: também To no tédio, amanhã não vou pra aula pq To doente

Lari Gô: e o que te faz estar acordada quase as 4 da manhã?

Você: aqui ainda são uma da manhã pra falar a verdade

Você: eu To com uns problemas

Lari Gô: com o álbum? O que teve?

Você: são meio que pessoais...

Você: e não, o álbum está ótimo. Acabei com as gravações e agora ele vai passar pela edição do Benny e de outro produtor mas em pouco mais de um mês já vai estar à venda

Você: é irônico pensar que minha vida profissional vai às mil maravilhas mas a pessoal tá um lixo

Você: por favor não diga a ninguém que eu te disse isso

Lari Gô: não se preocupa, menina! Pode me contar o que for viada

Lari Gô: e não importa pelo que esteja passando, eu sei que você é Forte e vai conseguir dar a volta por cima, Annie ;)

Você: Vamo se bja

 


Ouvi um barulho na fechadura, Benny estava chegando.

 


Você: Benny chegou, tenho que ir

Lari Gô: quando quiser é só falar ;))

 


– Benny! Comprou quantos? – fui rapidamente para entrada da casa, mas não era Benny lá. – O que faz aqui?! – cruzei os braços e franzi o cenho, Edward fechou a porta atrás de si. Cambaleava um pouco, provavelmente estava bêbado.

– Eu vim falar com o Benny...

– Bom, ele não está. Pode voltar.

– An, sobre aquele dia...

– Enfia a porra do "An" no cu e gire. – esbravejei. – Por favor, meu dia já está ruim o suficiente para ter que aguentar você infernizando minha vida hoje!

– Eu juro que não demoro.

– O seu "é rápido" da última vez resultou em um beijo, se não se lembra!

– E eu lembro muito bem de você ter correspondido. – respirei fundo. Eu iria acabar vomitando ali se esse homem não fosse embora.

– Eu sinto muito por isso, mas tenha certeza que não vai acontecer novamente.

– Mas eu quero que aconteça. – Ed deu um passo para frente e eu recuei.

– Minha mãe encontrou meu pai fodendo a amiga dele na cama dela. – cruzei os braços. – Eu repudio traição! Sempre repudiei! Eu me senti horrível por um mês inteiro porque levei a culpa para o meu lado, porque eu achei que eu era a vadia da história! Mas ao que parece, é só você que é o cafajeste mesmo! – bufei olhando para o lado. – Vai embora!

– Acredite, eu não quero continuar desse jeito... – ele se aproximava, eu não me movia mais. Esse filho da puta ia ver só o tapão que ia levar se tentasse algo novamente. – Olha pra mim, An. – tentei colocar o máximo de raiva possível quando meus olhos encontraram os dele, mas não tive sucesso. Assim que o fiz, suas incríveis orbes me acalmaram de algum jeito. – Eu quero terminar com a Cherry.

– E eu não quero que termine seu namoro por um erro nosso.

– Você não me respondeu naquele dia, Annie. Se eu não estivesse namorando? Se não estivéssemos bêbados? Você consideraria um erro? – engoli em seco desviando o olhar novamente. – Eu sei que o que fiz foi errado, mas não quero que você se sinta mal! Quero... Que seja a mulher mais feliz do mundo. Eu queria te fazer a mulher mais feliz do mundo...

– Você está mentindo. – falei impassível. – Você quer por algum motivo me levar pra cama de novo.

– Não! Eu...

– Vai embora daqui, Edward.

– An, me ouve!

– Me ouve você, caralho! Quantas vezes eu já te disse pra ir embora, porra? – o empurrei em direção à porta.

– Por favor! – nessa hora, a chave girou do lado de fora da casa, Benny entrou com o saco da farmácia em mãos.

– Bem, isso é estranho...

– Benjamin, tira ele daqui! – falei autoritária e possessa de raiva, Benny suspirou e virou-se para o ruivo.

– Vamos, Ed.

– Benny...

– Você já fez merda demais ultimamente. Vamos, saia. – ele respirou fundo olhando de mim para o cacheado. – Não temos o dia todo.

– Eu juro que não vou fazer nada, por mais que queira... Eu também nunca te forcei a nada, se não se lembra...

– Ed, a porta. – Benny o interrompeu.

– Mas se um dia quiser me ouvir, eu posso explicar pra você! Tudo! – ele segurou a maçaneta da porta. – Eu prometo, se me der uma chance, eu...

– Eu não quero mais falar com você.

– Por favor, Annie, essa é uma história que você mesma criou para ter motivos de se afastar de mim... Mas eu não sou assim! Eu não sou o seu pai, só me ouve...

– Não hoje. – Benny o empurrou de leve pra fora. – Vamos, dude, ela não quer falar com você.

– Só pensa nisso! Podemos acabar com tudo isso de vez... – suspirei antes de cruzar os braços novamente. – Promete que ao menos vai pensar?

– Tchau, Edward. – Benny fechou a porta e a trancou. Fui até o moreno e o envolvi em um abraço. – Você está tremendo.

– Quantos comprou?

– 5. – suspirei aliviada. – Sabia que você é uma exagerada?

– Fazia ideia. – peguei a sacola de sua mão e corri para o banheiro.

Fiz os 5 testes de uma vez e os deixei em cima da bancada de mármore, sai de lá e me sentei no chão da sala, baby Dan veio até mim e começou a lamber minha mão enquanto eu acariciava seu rosto.

– E aí? – Benny estava no fim do corredor. Me olhava com um ar curioso.

– Tenho de esperar um pouco até o resultado. – expliquei, ele assentiu como se fizesse sentido e então sentou-se ao meu lado, deitei a cabeça em seu ombro.

– O que fará se der positivo?

– Eu vou tirar. – falei sem nem pensar duas vezes, Benny engoliu em seco.

– Você tem certeza disso?

– Sim. Tenho. – respirei fundo. – Eu não sou boa com crianças, eu nem ao menos gosto de crianças. Não tenho paciência! Além do mais eu só tenho 22 anos, minha carreira está começando agora, estou brigada com o "pai" e não quero que caia na mídia que sou uma vadiazinha que deu pra alguém comprometido.

– Já conversamos sobre isso. – Benny falou. – Você não é nada disso.

– As revistas gostam do que vende. E eu sou sim, Ed disse a verdade. Ele nunca fez nada contra a minha vontade... Eu tenho uma parcela de culpa querendo ou não. – fiquei brincando com minhas mãos então.

– Você vai falar com ele, não é?

– Huh?

– Vai contar pro Ed antes de fazer o aborto? – franzi o cenho.

– Está maluco?! É claro que não!

– Annie... – Benny se afastou um pouco para olhar-me nos olhos. – Ele merece saber.

– Não, isso só vai complicar tudo! Ele não vai querer que eu faça isso, ele é doido pra ter filhos! – falei lembrando-me sobre todas as vezes que ele disse em entrevistas e também quando conversamos sobre futuro na turnê. Ele quer casar, viver em uma pequena fazenda que havia comprado perto da cidade aonde nascer, viver trabalhando lá e escrevendo musicas para outros artistas, lotar a casa com filhos... Aquilo não tinha nada a ver comigo!

Não que eu fosse a esposa do sonho ideal de Ed, eu só ia ser a intrusa que tinha tido seu filho mais velho antes que ele finalmente conhecesse a mulher com quem iria se casar, se esta não fosse Cherry.

– Você não iria querer saber? – Benny perguntou olhando-me fixamente nos olhos.

– Não saber vai poupa-lo de sofrimento, não acha?

– Eu sou o defensor da verdade.

– Não vou mentir! Vou omitir...

– Annie... Por que tem tanto medo de contá-lo? – engoli em seco.

– E se ele acabar falando pra todo mundo? Ele... Ele prometeu que não falaria pra ninguém sobre aquela noite e disse pra três pessoas! – abracei minhas próprias pernas.

– Se ele falar pra alguém, eu prometo que vou ser a primeira pessoa a quebrar a cara dele.

– E se ele contar por raiva? Já que... Você sabe, eu não vou manter a criança.

– Ele não vai fazer isso.

– Como tem tanta certeza?

– Annie, o Ed pode ser um idiota mas... Ele é louco por você. Ele não mente quanto a isso. – fiz que não.

– Você que está louco. – me pus de pé.

– Não entra nesse banheiro.

– Por que não? Já deve ter dado o tempo. – ele se levantou.

– Antes de olhar o resultado vai ter que me prometer que contará ao Ed se for positivo.

– Benny...

– Se não por consideração a ele, por consideração a mim! – ele me olhava sério. – Eu sei que sou meio desequilibrado, mas eu sempre sonhei em ser pai e... Engravidei uma menina há dois anos atrás. Ela abortou sem nem me deixar saber e isso de alguma forma doeu muito mais...

– Ed nunca vai saber.

– Annie, por favor... – suspirei.

– Por você. – Benny sorriu satisfeito, então assentiu.

Respirei fundo duas, três vezes. Entrei no banheiro.

– E então? – o cacheado se esgueirou pela porta enquanto eu encarava os testes à minha frente sem muita surpresa, pra falar a verdade, nem desespero. Eu só... Sabia.

– Quatro positivos. Um negativo. – disse por fim, encostei a cabeça na parede.

– É. Sinto muito. – Benny suspirou, me virei para abraçá-lo novamente.

Não derramei uma lágrima, agradeci por isso. Caí no sono, porém, ainda abraçada à Benny. Ele deve ter dormido de uma maneira desconfortável, mas não reclamou. Eu precisava daquilo naquele dia e ele entendeu isso.



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