História Chords of My Life - Capítulo 38


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 74
Palavras 1.946
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - Amigos?


Friends - Ed Sheeran

 

 

– Me mata. – falei jogada no carro de Benny depois de mais uma sessão de vômitos. Eu estava direto com ele para esconder dos meus companheiros sobre os enjôos e tonturas frequentes. A casa de Benny, que antes era sempre movimentada, nunca esteve tão quieta e silenciosa. Ele trabalhava muito em músicas para outros artistas e também em meu álbum e eu...

Bem, eu basicamente ficava tocando no estúdio, vomitava, tentava escrever alguma coisa, vomitava, brincava com baby Dan, vomitava, via série, vomitava, dormia e vomitava.

Já mencionei que eu andava vomitando muito?

Por mais horrível que isso soasse, eu não via a hora de fazer o aborto e me ver livre daqueles enjôos.

Mas não tinha coragem de enfrentar Edward e contar-lhe sobre o pequeno embrião que crescia dentro de mim e me fazia pôr para fora qualquer coisa que engolisse.

Eu já havia começado o processo que seria mais ou menos demorado, tinha que passar por duas sessões com psicólogos, duas consultas médicas - e eu só faltava ir em uma. - e então faria o pequeno procedimento. Estava nervosa sobre aquilo, ninguém em nenhum momento me escondeu o quanto doeria.

– Estamos quase chegando, será que dá pra controlar? – revirei os olhos.

– Estou tentando! – Benny estava me levando para um ensaio no palco do BRITs, eu teria de ficar ao lado de Edward e aproveitaria a oportunidade para conversar.

Eu era muito orgulhosa, mas lá estava a Annie, pronta para abaixar a cabeça mais uma vez e tentar desculpa-lo. Queria que essa guerra acabasse antes de contá-lo sobre a criança.

E também queria que fosse depois do BRITs, para que a apresentação não fosse afetada.

E depois disso eu teria duas semanas para fazer, mas faria o mais rápido possível.

 Com a apresentação a uma semana de distância, tudo se complicava, a começar por meu psicológico estar fodido com a possibilidade de falar com Ed.

Eu já havia o perdoado e estava me castigando por isso. Ele havia sido sujo e imbecil! Por que merdas você estaria o perdoando, Ana Caroline?!

Talvez fossem pelos discursos em prol de Edward que Benny dava, eu nunca de verdade achei que ele só queria sexo, e meu amigo me fazia ver aquilo com mais clareza.

Mas não conseguia também ver outra explicação para o beijo.

E por mais que Benny insistisse que Edward era louco por mim, eu não conseguia simplesmente acreditar naquilo. Por que ele seria afinal?

Enfim, eu estava fodida psicologicamente e fisicamente, nem eu mesma estava me entendendo e só queria que aquele drama acabasse de uma vez, queria que esquecêssemos sobre aquela noite e sobre o beijo e que continuássemos amigos, queria que ele aceitasse minha decisão e então que um dia terminasse com Cherry para que não precisássemos ter uma "amizade escondida".

Benny logo parou o carro no local aonde seria a premiação, peguei minha bolsa, e segui o meu amigo para dentro do prédio. A sacada parecia ser antiga, mas toda a Londres era falares jeito. O interior era moderno.

Não tive muita chance de olhar ao redor, uma mulher que devia ser da produção chegou e perguntou se eu queria algo e quando disse-lhe que não, a mesma já foi me indicando aonde estaria o palco. Benny não nos seguiu e eu tive vontade de bater nele por isso.

A mulher que me disse se chamar Trisha ajeitou o microfone e equalizou o som de acordo com minha voz. Encarei as mesas que estavam dispostas pelo local abaixo do palco, em alguns dias elas estariam cheias de celebridades britânicas.

Ouvi passos se aproximando, era Edward. Ele tentava não me olhar, parecia estar envergonhado. Suspirei e me aproximei dele.

– Sheeran. – o ruivo virou-se para mim rapidamente, tinha um quê de esperança em seus olhos. Mordi o lábio. – Podemos... Ér... Tomar um café depois disso? Conversar? – ele sorriu de uma maneira adorável.

– An, você não sabe o quanto eu fico feliz que tenha...

– Edward. – o interrompi. – Você vai me ouvir e só vai falar algo se concordar com tudo que eu te disser, está bem? – ele mordeu o lábio, mas ainda assim parecia aliviado. Assentiu.

Sheeran fez a harmonia de base e usou o seu loop pedal para criar o ritmo e alguns arranjos de solos com o violão. Tocamos a música umas três vezes enquanto nos movimentávamos pelo palco fingindo ser mesmo uma performance ao vivo e olhávamos um para o outro constantemente. Ele sorria pra mim quando isso acontecia.

– Você foram brilhantes! – declarou Trisha que sorria e aplaudia. Ela devia ter seus 25 anos, gordinha e com os cabelos ruivos como os de Ed. – Sério, os melhores! Mal posso esperar pra ver como vai ser na hora.

– Vai estar cheio de câmeras. – gemi em desaprovação.

– Não se preocupa, An. – Ed guardava o violão dentro de uma case. – Eu tenho certeza que vai se sair bem.

– Eu posso tirar uma foto com os dois? – ela tinha ficado da cor de seus cabelos naquela hora. – Se não puder tudo bem, só... – olhei pra Edward me perguntando se seria uma boa ideia, se Cherry sabia sobre aquele ensaio.

– Claro. Não há problema nenhum. – ele segurou o celular da mulher e apertou o botão da foto, então a devolveu.

– Bom... Vamos? Tem um café aqui do lado.

– Claro, claro. Só vou avisar ao Kev. – ele falou pegando o celular, seu sorriso havia aparecido novamente.

Fomos andando até uma pequena cafeteria que estava vazia, a velha que nos atendeu não pareceu nos reconhecer levando em consideração o fato de Edward estar usando um capuz preto e óculos. Mandei uma mensagem para Benny avisando sobre a minha localização enquanto meu estômago dava cambalhotas em nervosismo por estar lá.

– Posso só perguntar uma coisa antes? – suspirei e assenti. – Você realmente acredita no que falou naquele dia? – mordi o lábio.

– Eu não vejo outro motivo.

– Realmente nada a mais passa em sua cabeça, An? – ele me encarava sério.

– Isso não veio ao caso. – pendi a cabeça para o lado esquerdo. – Agora como combinamos. Não pode falar nada até concordar com tudo, entendido? – ele assentiu. Comecei a brincar com minhas mãos enquanto meu olhar caía para elas. Como começaria com aquilo?

– Seu chá, senhor. – a idosa deixou uma xícara generosa de leite e chá em frente ao ruivo. – Tem certeza que não vai querer um? – minha barriga roncou em protesto enquanto minha cabeça negou com um movimento. Eu não havia comido nada naquele dia, mas só a ideia de vomitar logo após tomar aquele delicioso chá...

A mulher então voltou para o balcão, Edward deu um pequeno gole na xícara sem desviar o olhar por de trás de seus óculos de grau de mim.

– Minha proposta é a seguinte: vamos esquecer sobre o Rio. E dessa vez eu estou falando sério, esquecer completamente! Nunca mais falar sobre aquilo nem entre nós mesmos nem com outra pessoa, está me ouvindo? – mordi o lábio. Eu seria a primeira a quebrar a tal promessa quando o contasse sobre o bebê. Ele continuou a me encarar, como se me encorajasse a continuar. – E também sobre aquele... Beijo no meu quarto. E sobre... – respirei fundo, o nervosismo aumentava, meu coração estava acelerado. – E sobre eu estar possivelmente apaixonada por você e querer te matar enquanto dorme. – ele ergueu uma sobrancelha.

– Está falando em português.

– Eu sei, inferno! – respirei fundo mais uma vez. – Esqueceremos todo esse drama e seremos amigos, tá bom? Mesmo por trás das costas da sua namorada que não deve ficar nem feliz por isso.

– Não vou te esconder.

– Em respeito a ela, eu quero isso. Podemos continuar nos falando, você... É importante pra mim. E não, eu não acredito que só queria sexo, eu acredito que está confuso.

– An, eu...

– Não me interrompa! – esbravejei, ele assentiu. – Promete isso? Que seremos amigos e nada mais? Que... Não vamos mais ficar bêbados perto um do outro e que vamos esquecer de toda aquela merda?

– Eu só quero estar perto de você, se é amizade que você quer eu aceito. – ergui uma sobrancelha me perguntando quais eram as reais intenções dele se não amizade então.

– Não queria que fôssemos amigos?

– An, não acho que sejamos amigos, nem acho que já fomos algum dia. – engoli em seco.

– Por que isso? – fechei os olhos em agonia. – Por que fala isso se você ainda está com a Cherry? Porra, Ed, eu juro que tento te entender, mas é impossível! Sabe o que o Benny me fala? Que você gosta de mim! Mas se gosta, por que caralhos está com ela então? E se gosta mais dela que de mim, por que continua com esse jogo? – o olhava veemente, sentia raiva e ao mesmo tempo alívio por finalmente estar falando tudo aquilo.

Mas tudo era contraditório, Edward era um paradoxo ambulante desde aquela noite em New York, desde aquela entrevista em Vancouver, desde que nos conhecemos!

– Eu não a amo. – ele falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, como se estivesse ensinando a uma criança que dois mais dois equivaliam quatro. Engoli em seco e soltei a mesma resposta que disse para Nicolas naquela noite em Los Angeles.

– Eu não me importo se não a ama, está comprometido com ela. – me levantei e peguei a bolsa, prestes a sair de lá de uma vez.

– An...

– Você aceita ou não, Edward? – me virei pra ele, o coração acelerava um pouco mais a cada instante.

– Desculpa. Eu realmente sinto muito por ter feito tudo isso. Eu entendo que te ponho em uma posição ruim e me arrependo do fundo da minha alma por isso. Eu queria que tivéssemos uma chance, mas a vida ama trazer a pessoa certa na hora errada. – ele respirou fundo e fechou os olhos. – Eu fui idiota, impulsivo, e agora não estou te dando exatamente as respostas que quer ouvir. Não nos conhecemos há muito tempo, mas sei o que você quer que eu te diga, An: que eu não sinto nada por você, que só estava confuso e que amo a Cherry. A verdade é que eu não a amo, não fui confuso naquele dia e sim impulsivo e idiota, e estou apaixonado por você. – o ruivo abriu os olhos então e se aproximou. A velha atendente nos olhava com um ar curioso. – Eu também sou um idiota por te falar isso, eu deveria esconder para que fosse menos confuso para você, mas eu também não posso te falar o porquê de não terminar com ela. – Edward passou o polegar por minha bochecha e eu já estava paralisada e trêmula. Queria que ele não me beijasse, já que eu não ia conseguir simplesmente não corresponder e o empurrar. Estava desesperada para que me beijasse. Sheeran me transformava em um paradoxo. – Mas se você ainda quiser que sejamos amigos, eu juro que vou tentar esconder isso de você novamente. Não vou esquecer, não dá pra esquecer se é a primeira coisa que me vem à cabeça quando acordo e se são os pensamentos que me acompanham antes de eu cair no sono. – ele suspirou e tirou a mão de lá, se afastou. – Só não me pede pra ficar longe mais, por favor...

– Eu não vou. – pigarreei. Minha voz saiu tão fraca que me admirou ele ter ouvido. – Seremos amigos então. – o ruivo assentiu. Peguei minha bolsa e deixei a pequena cafeteria, busquei o carro de Benny e logo entrei nele. Encostei a cabeça na janela e encarei a cidade enquanto ele andava pelas ruas.

Então comecei a rir histericamente.

– Ih! Tá louca, menina?

– Levando em consideração o fato da minha vida ter virado um script de novela mexicana é menos de 3 meses! – suspirei. – É melhor rir pra não chorar.



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