História Chords of My Life - Capítulo 39


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Visualizações 107
Palavras 1.345
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 39 - Tapete vermelho


Bad Blood - Taylor Swift

 

 

Murray acariciava meus cabelos à caminho do BRITs, estreávamos o novo carro de Jasper, ele dirigia com Will ao seu lado. Eu, Murray e Ana Laura nos apertávamos nos bancos de trás.

Havíamos meio que "voltado". Benny viajou para passar uns dias em Dublin, eu voltei pra casa.

Murray e Jasper haviam virado grandes amigos, então ele sempre estava por lá.

Parte de esquecer o que havia acontecido entre mim e Ed era voltar com o Murray, e ele esperava pacientemente por isso. Então lá para o segundo dia desde que eu havia voltado, já nos agarrávamos no sofá da sala.

E o Aquário encolhia mais e mais a cada dia.

– Eu estou sofrendo bullying aqui. – Ana Laura reclamou. – Não sou a terceira roda, sou a quinta.

– É mesmo. Bem dispensável. Sei nem porque tá aqui. – Jasper falou com desdém.

– Eu além de ter sido convidada pela Annie, também fui pela Taylor. Você que não deveria estar aqui, amor.

– E eu fui pelo Ed! E você está no meu carro, guria chata! Se cale se não eu te chuto aqui mesmo.

– Calem a boca os dois! – revirei os olhos.

– Você sabe que nos amamos. – Ana Laura apertou minha bochecha. Ela estava estonteante, e também havia trabalhado muito bem comigo.

Não era novidade que eu não me vestia como... Menina. Ela havia me enfiado em um de seus vestidos brancos, feito meu cabelo com uma máquina que o deixou cheio de cachos e me maquiou. Eu parecia outra pessoa aquela noite.

Por pouco não me convenceu a por um salto também, mas depois de uma pequena demonstração de como eu parecia um pinguim perneta de salto, ela desistiu. Eu já era muito alta, só a sapatilha já estava de bom tamanho.

– Eu não amo ninguém. – Jasper falou impassível.

– Eu pago o seu salário.

– Eu amo a Annie. – Jasper completou, arrancando algumas risadas de Murray.

– E eu, amor? – Will perguntou com uma voz triste.

– "Eu te amo" não é o suficiente, bae.

– QUE NOJENTO! – gritei dentro do carro. – Nossa, nunca na minha vida achei que ia ouvir o Jasper falando algo assim! Caralho, abram a porta que eu vou vomitar! – eu literalmente queria vomitar, mas ninguém precisava saber...

– E eu, Jasper? – Murray perguntou parecendo ultrajado. – Estou esperando um filho seu!

– Eu só te fodi e te larguei, bicha enrustida. – dei um riso meio nervoso, senti vontade de me jogar pela janela.

– Não sou bicha enrustida, que absurdo! Foder pode, só não pode olhar no olho que aí é viadagem.

– No homo, though. – Ana Laura falou antes de começar a rir.

– Chegamos, viadada! – Jasper falou quando parou na entrada principal, aonde eu sairia. Eles entrariam pelos fundos, que era aonde fomos instruídos que os convidados entrariam, aonde não estaria cheio de repórteres.

– Tchau, viadada! – imitei Jasper. Murray selou meus lábios rapidamente antes que eu descesse.

Automaticamente, vários flashes começaram, o que me deixou desorientada por uns segundos. Mas logo dei meu melhor sorriso feio e andei um pouco até chegar ao tapete vermelho. Tantas pessoas barradas por seguranças de um lado e de outro, tantos famosos por lá...

Tantas câmeras...

Respirei fundo para não vomitar ali mesmo e comecei a falar com alguns fãs, autografar algumas coisas rapidamente, sair em várias fotos...

– Annie, Annie! Como se sente no tapete vermelho de sua primeira premiação?

– São muitas... Câmeras. – foi a única coisa que consegui pensar, o entrevistador riu.

– Realmente são. Mas então! Como se sente com tantas celebridades por perto?

– Eu não sei se vai ser muito estranho se eu correr até aonde eles estão e pedir um autógrafo também. – o cara sorriu, parecia se divertir com aquilo.

– E hoje está concorrendo a um prêmio! Como se sente com isso?

– Eu não estou bem concorrendo, já que é contra a Taylor Swift. – ele riu novamente. – Mas sem brincadeira, estou mais que feliz com a indicação. Sou a primeira brasileira concorrendo a um BRIT, afinal de contas.

– Você vai tocar hoje, não vai?

– Sim... Com o Ed. – dei um sorriso feio ao mesmo tempo que meu estômago ficava em uma temperatura glacial ao pensar em ver o ruivo novamente.

– E como vai a vida amorosa, Annie? – naquela hora meu sorriso se desfez. Hesitei por uns segundos.

– Eu meio que estou em um relacionamento, pra falar a verdade.

– Quem é o felizardo? – o homem insistiu. Ah, inferno! Faltava tão pouco para que aquele tapete acabasse, por que ele não foi atrás de alguém mais interessante?

– Ainda é muito recente para ser divulgado, ainda nem temos uma definição, sabe? Quero que continue desse jeito.

– É o Benny Blanco?

– Benny é um bom amigo, nada mais que isso.

– E quanto a Ed Sheeran? – engoli em seco. – As fãs de vocês dois são doidas por isso.

– Ele está feliz com a namorada dele, não está? Estão juntos há três anos. Somos... Somos amigos. – beliscava meu próprio braço em desaprovação sobre minha resposta nada convincente.

– Tem certeza?

– Absoluta.

– Não parece. – "Alguém me segura que eu vou atacar esse repórter".

– Por que não pergunta ao Sheeran então quando ele chegar aqui? – dei um sorriso irônico, mesmo tentando disfarçar ela rio destacada em minha voz.

– Anotado então. Boa sorte com o prêmio, Annie.

– Obrigada. – entrei rapidamente antes que fosse parada novamente. Prendi a respiração ao ver tantos famosos juntos.

Todos riam, bebiam e pareciam bem descontraídos. Eu sempre amei ver o BRIT Awards pela televisão, sempre parecia ser uma apresentação mais leve, mais verdadeira. Não algo formal e forçado, como o Oscar ou algo teen demais como a MTV, era perfeito.

Sorri ao pensar que agora fazia parte daquilo, algo que nunca havia passado por minha mente.

Mas também não fazia ideia de aonde estavam meus amigos e não conhecia nenhuma das celebridades presentes.

– Annie! – Cara Delevingne vinha em minha direção. Okay, calma, isso é normal... – Como vai, querida? – me abraçou. Okay, calma, isso é normal!

– Melhor agora! Não conheço ninguém e duvido que gostarão de falar comigo se eu chegar e falar. "Oi, sou a Annie, tira uma foto comigo, por favor! Amo tal música sua". – Cara riu enquanto negava com a cabeça, como se me achasse hilária.

– Vamos, eu te apresento a uns amigos.

– Eu não sei falar com pessoas! – exclamei enquanto ela já me puxava.

– Hey, Sam! Essa é a Annie. – congelei ao ver o homem à minha frente.

Seu cabelo meio crespo estava em um topete bem arrumado e uma barba rala, mas bonita. Usava um terno e seu alargador era bem destacado, seus olhos azuis chamavam atenção. Ele sorriu, o que o deixou com várias ruguinhas de expressão pelo rosto, quando me viu.

Era. Sam. Smith!

– Oi, Annie. Você que é a cantora de Clouds, não é? – meneei com a cabeça debilmente, podia jurar que tinha a boca aberta. – Eu amo essa música!

– O-Obrigada! – falei extasiada e com o sotaque muito puxado. Minhas bochechas já ficavam vermelhas, Sam riu.

– Ela é muito fofa.

– Ela é Little Sailor. – expliquei na 3ª pessoa mesmo, o que o fez rir ainda mais.

– Fico honrado.

– Eu que fico! Suas músicas são simplesmente demais! Eu não consigo nem descrever o quanto cada elemento musi... – fui interrompida por uma pessoa que caiu em cima de mim.

Ela segurava uma taça de vinho e derramou todo o conteúdo em meu vestido.

– Aí, Annie! Sinto muito! – o tom falso de Cherry e seu sorriso irônico chegaram em meus ouvidos. Respirei fundo enquanto minhas feições ficavam ainda mais vermelhas. Eu queria chorar de raiva e voar na cara daquela vagabunda, mas no fundo eu sabia que merecia aquilo.

– Deem-me licença. – falei tentando soar impassível ao me virar para Cara e Sam. Os dois pareciam realmente preocupados.

– Quer ajuda? – ela perguntou.

– Não tem muito o que fazer, não é? – ri ironicamente. – A premiação já vai começar, não tem que se preocupar com isso.

– Eu insisto. – ela sorriu tentando me deixar tranquila.

– Sinto muito, Annie, mas ela não parece que fez isso sem querer não. – Sam disse ainda encarando Cherry desconfiado. Ri ironicamente.

– Vamos esquecer sobre ela, tá? Não vai estragar a noite.

E eu estava errada novamente.



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