História Chords of My Life - Capítulo 41


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 74
Palavras 1.463
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - BRITs


Bad Day - Daniel Powter

 

 

Eu estava no camarim, encarava meu reflexo enquanto puxava o ar profundamente pelo nariz antes de soltá-lo pela boca. Tudo bem, aquilo aconteceu... Uma dança, somente uma dança! Ainda são amigos...

Segui de volta para a mesa que estava antes da apresentação, me esgueirava pelas pessoas tentando não esbarrar em nada, agradecia a alguns que me elogiavam pela apresentação timidamente.

Eu queria muito vomitar.

Engolia em seco pensando se era uma boa ideia ir para o banheiro ou se eu só devia ignorar e seguir adiante quando achei a mesa de Cara e os ex-integrantes da One Direction.

Parei em frente à eles e me sentei no local que estava.

– A apresentação foi divina, Annie. – Cara falou comum sorriso encorajador.

– Você com o Ed... É simplesmente natural. – Harry falou com uma pequena ruga entre os olhos. É, pelo menos pra ele o Sheeran não havia contado nada.

– Somos amigos.

– Tem certeza disso? – Louis perguntou com um sorriso presunçoso. Engoli em seco.

– Estão parecendo minhas fãs, sabiam?

– Annie? – uma voz feminina conhecida me chamou.

– Taylor! – Cara abriu os braços para abraçar Swift, mas logo se separaram quando ela veio me cumprimentar.

– Querem sentar conosco? Estamos em frente ao palco. – falou com um sorriso. – Seus amigos estão lá, Annie. E o Sam também. – virou-se então para os três homens sentados na mesa. – Boa noite Louis, Niall... Styles. – Harry deu um sorriso irônico. Eles haviam namorado há tantos anos... Não parecia ser real que ainda se odiassem.

– Boa noite, Taylor... – o loiro respondeu simpático. Taylor sorriu pra ele.

– Então... Vamos, sim? – antes que eu pudesse concordar, Cara já se despedia dos meninos.

– Bom, caras... Adorei conhecer vocês. – dei um sorriso de lado. – Até algum dia, talvez.

– Pega meu número! – Niall falou já anotando em um guardanapo antes de passar. – Devíamos sair nós todos qualquer dia desses, que tal?

– Eu adoraria. – respondi sincera. Eles eram boa companhia e eu sinceramente andava muito só.

Me despedi então depois de guardar o número de Niall na capinha do meu celular e fui andando seguindo Taylor e Cara um pouco mais de longe, escadaria acima.

Me arrependi disso assim que paramos à mesa: Ed e Cherry estavam lá.

Ah, que surpresa!

"Como você não tinha deduzido isso, sua tapada?!".

– Annie, o que aconteceu com o meu vestido?! – Ana Laura perguntou com um quê de preocupação quando eu cheguei.

– Está no banheiro. Infelizmente não intacto, uma puta derramou vinho em mim. – suspirei sentando entre Murray e Jasper, o mesmo apertou minha mão por de baixo da mesa.

– Sua apresentação foi perfeita.

– Obrigada, Cummings. – sorri pra ele sincera, buscava ao máximo não olhar para Ed.

– Deixe-me adivinhar: é a puta que namora o ruivo?  – Ana Laura mudou a expressão pra uma de raiva automaticamente. Não era nova a raiva que nutria por Cherry.

– Essa mesmo, viada.

– Eu vou matar essa piranha.

– Se controla, oh!

– Será que as senhoritas poderiam parar de falar em português? Agradecido, a gerência. – Jasper nos interrompeu, revirei os olhos.

– Você podia por favor...?

– E a campeã de melhor artista feminina não-britânica é... – fui interrompida por uma voz masculina, virei-me pra Taylor.

– Parabéns por...

– Annie McFly! – arregalei os olhos nessa hora, as câmeras pararam em mim enquanto um holofote me iluminou.

– Que?

– Vai logo, porra! – Ana Laura me cutucou e eu me levantei automaticamente. Fui o mais rápido que pude até a escada que estava logo ao lado de nossa mesa e tratei de subir o resto dela em direção ao palco.

– Eu... Não sei o que falar, sinceramente. – disse no microfone assim que o homem que falava me deu o prêmio. – Bom, acho que devia agradecer a minha mãe por apoiar meu sonho, ao Jasper e ao Benny por sempre me ajudarem com as musicas e... – engoli em seco. – Ao Ed e ao Peter por terem me dado uma chance. Eu prometi que não os decepcionaria e estou aqui dando o meu melhor. Fico extremamente feliz que as pessoas estão gostando e dando uma chance pra minha música, porque eu tento me superar um pouco mais a cada dia. – dei meu sorriso feio. – Obrigada a todos que ouvem minha música, isso é tudo.

Desci a escada com os olhos grudados no prêmio em minha mão e uma sensação de felicidade indescritível, estava quase saindo dela para chegar na mesa.

Dois degraus.

Um degrau.

Um pé na minha frente.

Senti meu corpo rolar pela gemada escadaria e só parar no fim dela. Fiquei no chão desorientada por algum tempo.

Tudo havia sido rápido demais! Sentia algumas dores espalhadas pelo corpo mas a mais grave estava presente logo acima da minha virilha. Era absurdamente forte, tão forte que fez meus olhos marejarem e minha visão ficar escura.

...

Quando eu acordei estava com uma terrível dor de cabeça. Puta que pariu, aposto que havia bebido.

Cocei os olhos tentando me lembrar da noite anterior e usuária a outra mão pra ma apoiar e levantar se ela não estivesse tão pesada presa à algo.

Abri os olhos soltando um gemido de desaprovação quando a forte luz invadiu meus sentidos.

– Bom dia, flor do dia. – ouvi a voz irônica de Jasper invadir meus ouvidos.

– Aonde estamos, droga?

– Hospital. – seu tom me era estranho, engoli em seco e tentei me forçar a lembrar do porquê de estar ali. – O médico falou que poderia demorar a se lembrar do que aconteceu porque bateu muito com a cabeça. Qual a última coisa que se lembra?

– Hm... – demorei por alguns segundos. – Dancei com o Edward? – meus olhos estavam semi-abertos e então eu conseguia observar o quarto branco em que estávamos. Jasp ainda estava de terno, sentado ao lado da cama em uma poltrona, minha mão estava presa em uma tala improvisada e o soro fisiológico era introduzido em minhas veias para manter meu sangue hidratado, tentei me pôr de pé novamente.

– Fica quieta. – o homem se levantou e foi me segurar. – Você perdeu muito sangue.

– Sangue? – tentei forçar a memória e estava no palco do BRITs com uma estatueta na mão. Cocei os olhos novamente, a dor de cabeça se intensificava.

– Sim, Annie. Sangue. – ele suspirou se levantando. – Está apagada há 8 horas, Cherry pôs o pé no degrau quando você estava descendo, e então você caiu da escadaria. Só tenta se lembrar, tá? Eu vou avisar aos outros que você se acordou.

– Outros?

– Murray e Ed estão lá fora, você só pode receber uma pessoa de cada vez e eu não deixaria nenhum daqueles imbecis aqui. – Jasper respirou fundo. – Você precisa de um amigo agora. – fiquei o encarando por mais tempo, totalmente confusa.

Então as minhas memórias pararam na dor dilacerante que agora não estava mais tão forte assim. Suspirei, eu sabia o que aquilo significava.

– Jasp... – ele não respondeu, estava concentrado em um controle cheio de botões. Apertou um e a cama se inclinou, me fazendo ficar sentada de uma maneira confortável. O movimento fez com que a dor se acentuasse um pouco, mas nada demais. – Jasper...

– Estou te ouvindo. – ele tentava não soar duro, mas eu sabia que estava magoado.

– Foi duro pra mim esconder se você também. – mordi o lábio, não desviava o olhar do loiro que tentava disfarçar seu desapontamento.

– Você sabia que eu podia ajudar você, não sabia? – ele cruzou os braços. – O que ia fazer, afinal? Não poderia esconder de todos pra sempre!

– Você sabe muito bem o que eu iria fazer. – ele não precisou nem pensar por muito tempo pra assentir. – Eu confio em você, eu juro... Só estava com muita vergonha pelo que aconteceu, eu decidi que era melhor esconder do máximo de pessoas possível.

– Benny sabia, não é? – a pergunta dele foi mais retórica. – Por isso você vivia na casa dele. – suspirou. – Porque você não apenas disse pro Murray? – franzi o cenho. – Você sabe que ele respeitaria sua decisão. – compreendi então.

– Não era do Murray. – os olhos de Jasper se arregalaram. – Foi no... Réveillon. Estávamos a sós no elevador, bêbados e... – respirei fundo. – Esqueça isso. Por favor, tá? Acabou.

Não, não havia acabado. Não acabaria até que eu conversasse com Edward.

– Eu só... Vou avisar a eles que já podem ir pra casa e que você está boa.

– Jasp... – ele parou na porta e se virou com uma sobrancelha erguida. – Eu só... Diga pro Murray que assim que eu sair do hospital quero conversar com ele. – o loiro assentiu.

– Eu já volto... – ele ia em direção à porta.

– Espera! – o homem parou e se virou preocupado. – Obrigada por tudo, eu amo você. – ele suspirou e negou com a cabeça, como se desaprovasse.

– Que sentimentalista.

– Não posso evitar ao te ver assim tão lindo... Will é um cara de sorte.

– Tenha certeza que ele é. – Jasp se aproximou e me envolveu em um abraço com cuidado, caloroso. – Eu também te amo, sabia?



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