História Chronoclasm - Long Imagine Kim Taehyung - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Carma, Fan, Jikook, Kim Taehyung, Kookmin, Long Imagine
Visualizações 34
Palavras 1.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não to muito motivada pra continuar essa história, mas vou postar aqui só pra salvar em algum lugar, já que meu celular tá sem memória pra nada.

Capítulo 3 - Coffee hot


Fanfic / Fanfiction Chronoclasm - Long Imagine Kim Taehyung - Capítulo 3 - Coffee hot

O cheirinho de café flanava pela sala de lazer dos médicos, tudo parecia estar mais calmo que maré em dias de sol, até agora, pelo menos, se não fosse pelo meu grito que deve ter até revivido os mortos. Soo Bong sempre com o seu olhar de "pare de ser tão escandalosa" em mim enquanto eu dava pulinhos de alegria no centro da sala, como uma criancinha. Meu expediente só acabava às sete, mas Soo disse que cobriria o meu turno enquanto eu estivesse lá no aeroporto e eu só pude agradecer. Aquele era o primeiro dia da minha vida que nada deu errado, estava sendo tudo perfeitamente perfeito e eu não tinha o menor direito de reclamar dessa vez.

 

– Para quieta – Soo segurou-me pelos braços obrigando-me a parar de saltitar como uma criança. Oras, a culpa não era minha que estava explodindo confetes, glitter e seja lá mais o que for que possa explodir – de felicidade. Ele ajeitou minhas roupas e arrumou meus cabelos, resmungando algo sobre eu estar "toda errada".

 

– Ah, eu estou tão feliz – disse e dei um grito agudo, segurando meu amigo pelos ombros e o chacoalhando, trazendo-o para a atmosfera agitada do meu pequeno surto – Eu vou vê-los de pertinho, acredita? Acho que vou infartar!

 

– Aish, anda, xô – enxotou-me para fora, mas antes que pudesse fechar a porta, sussurrou um desejo de boa sorte para mim e vedou a mesma em um baque. Soo Bong era quase uma pedra de gelo por fora, mas por dentro era mais doce e amoroso que qualquer um. 

 

Desloquei-me para a entrada do hospital, e durante o trajeto todo até estar fora do estabelecimento, sentia minhas pernas fraquejarem com a ansiedade; toda vez que pensava que daqui alguns minutos eu estaria cara a cara com o meu grupo favorito, meu corpo inteiro tremia e meus dentes chegavam a se chocar um contra o outro. Por sorte, meu táxi não demorou a chegar e logo eu já estava a caminho do aeroporto. A música que tocava nos meus fones de ouvido era do BTS, meu fundo de tela e o broche preso à minha jaqueta também, meus pensamentos nem preciso dizer que estavam direcionados aos meninos da mesma forma. Desde que passei a acompanhá-los, a única coisa que consigo realmente pensar e conversar é sobre os sete, como se fossem o único assunto do mundo, ou a coisa mais interessante que já existiu na face da Terra – para mim era, inclusive. Era a mesma sensação de estar apaixonada: você só sabe falar dessa pessoa, pensar no quão maravilhosa ela é, ficar cega aos outros assuntos que não contradizem sobre aquela pessoa, e seu coração acelera quando escuta seu nome, sua voz, quando vê uma foto, vídeo e quase infarta quando vê pessoalmente. No meu caso eu sentia esse mesmo sentimento por sete olhinhos puxados.

 

– Moça? – olhei para o taxista no banco da frente e notei que o carro estava parado – Já estamos no aeroporto – eu estava distraída, oras, como iria perceber que havíamos chegado?

 

– Oh, sim.

 

Logo que paguei o homem, me dirigi para dentro do local. E, Deus, era muita gente. Os gritos de todos que estavam ali era ensurdecedor, em um lado alguns gritavam o fanchat do BTS em coro, do outro eu nem sabia mais distinguir que música estavam cantando – ou melhor, berrando. Pensei por uns segundos, que se eu ousasse entrar naquela multidão, morreria esmagada por tanta gente. Ignorando o alerta soando na minha mente e fingindo que não percebia a minha intuição dizendo que algo ruim poderia acontecer, me enfiei no meio daquelas pessoas todas, tendo que me esquivar de várias coisas que quase acertaram o meu rosto, dentre elas Army Bombs, cartazes e essas coisas que tinham os rostos dos meninos estampados.

 

 

 

No meio de todo aquele aglomerado, mesmo que sendo empurrada de um lado para o outro, acabei sendo levada pelo fluxo e consegui um lugar bem na frente, onde eles passariam e eu poderia ver tão de perto que temi que meu coração não aguentasse tanta proximidade na hora. No momento que meus olhos foram direto à entrada, escutei uma gritaria tão alta que meus ouvidos chegaram a doer, mas pouco prestei atenção quando vi Suga logo ali na frente. Gritar foi automático, era tudo muito surreal. Passei quatro anos da minha vida vendo esses sete apenas por vídeos e fotos, eles são tão angelicalmente acurados e impecáveis que olhando assim não parecem ser pessoas, mas sim bonequinhos perfeitos de porcelana. Ele passou por mim muito rápido, mas os meros segundos foram o suficiente para eu apreciar aquela pele branquinha tão perfeita de perto e ver o quão bonito Min Yoongi era pessoalmente; logo atrás veio Jin, tão maravilhoso que senti meu coração falhar uma batida, principalmente quando, no meio de todas aquelas mãos esticadas em sua direção, ele tocou na minha e de algumas outras garotas, só faltou nós todas morrermos ali mesmo; logo após Jimin veio, com um sorriso tímido no rosto, aqueles olhinhos quase fechados pelas maçãs do rosto avantajadas, juro que pude sentir seu perfume doce quando passou por mim; depois que Jimin atravessou por aquele corredor, vieram Rap Monster e V caminhando lado a lado e atrás Jungkook e J-Hope da mesma forma.

 

Foi nesse momento que as coisas saíram um pouquinho do controle. As pessoas a minha volta estavam tão histéricas e amontoadas que mal conseguia respirar, e a garota atrás de mim me empurrava para tentar passar na frente e eu só quis matá-la por aquilo. Fiquei até com pena dos seguranças naquela hora, que faziam uma corrente com os braços na frente das fãs enlouquecidas, eles mal podiam criar uma barreira direito para conter aquela multidão gigante. Namjoon – tomando, quase que desastrosamente pela confusão, seu café em um copo de isopor – e Taehyung vinham meio desviando das mãos intrusas em seu caminho, evitando qualquer possível incidente, tentando não ferir alguém e mesmo assim buscando ser simpáticos com todos, às vezes acenando e sorrindo para as câmeras por ali. Quando eles passaram na minha frente, naquele exato momento, a garota de trás me deu um empurrão particularmente forte, por isso acabei tropeçando no meu cadarço que até então não havia percebido que estava desamarrado, quebrando a barreira de dois seguranças e esbarrando justa e catastroficamente com Namjoon. Como se tudo entrasse em um lapso de tempo completamente lento, vi o copo de café que segurava voar de suas mãos com a tampa se abrindo, para então o líquido quente ir tragicamente direto naquela roupa caríssima da Gucci de Kim Taehyung. Tenho toda a certeza que ele não chegou a nem me ver, mas escutei sua exclamação pelo café estar muito quente, o vi agarrar a parte suja pela bebida quase fervente e afasta-lá de sua pele. E mesmo que ele provavelmente não deve nem ter visto quem fez isso, tinham muitas câmeras em volta. Céus, por que essas coisas só acontecem comigo? Nem tive tempo para ver Hoseok e Jungkook passarem, fiquei com tanto medo de que alguém percebesse que fui eu que escapei dali em dois segundos, se não menos. Por Deus, como consigo ser tão azarada? Por mais que eu tente e planeje para que tudo saia mais perfeito que a perfeição, uma coisa sempre desmorona e leva todo o resto junto, como ser sugada por um buraco negro. É, o buraco negro do azar, e olha que nem sexta-feira treze é.

 

No caminho para casa dentro do táxi, fiquei me lastimando mentalmente, deplorando o fato de que eu não tinha uma forma de tentar me desculpar e dizer que sentia muito por aquilo. Oh, Deus, o que eu fiz? Ou melhor, o que aquela maldita garota que estava atrás de mim fez? Aquele empurrão foi tão forte, aquela menina devia ser jogadora de futebol americano, porque não é possível alguém ter mãos tão pesadas para me lançar em cima de um idol tão rudemente quanto fez. E além de ter derrubado café em Taehyung, eu empurrei Rap Monster, espero muito que não tenha o ferido. 

 

Estou completamente ferrada, muito ferrada mesmo.

 

Quando cheguei em frente ao meu prédio, paguei o taxista e me dirigi para dentro do edifício, pensando e repensando no acontecido a cada degrau que eu subia. Eu ainda podia sentir o impacto entre o meu corpo e de Kim Namjoon, ainda podia ouvir as pessoas gritando quando tudo aconteceu, quando Taehyung reclamou em alto e bom tom "aish, isso está quente!" – bem irritado, aliás. Chegando em frente à porta do meu apartamento, antes de pegar as chaves no meu bolso, encarei o número "505" preso à madeira – na verdade, apenas o "05", por que o primeiro número havia caído e ali só estava a marca do "5" em poeira e uns furos de prego –, soltando um longo suspiro e em fim resolvendo me mover pra destrancar a porta. Adentrei o local após fechar a mesma com um chute fraco e me joguei no sofá, choramingando e me debatendo contra o inocente material estofado em uma birra bem infantil. 

 

– Aigoo, como isso pode acontecer? – falei em tom manhoso, batendo minha cabeça incontáveis vezes contra o braço do sofá e soltando sons chorosos como uma verdadeira criança – Isso era pra ser um dia bom! Por que as coisas nunca dão certo pra mim?

 

Depois de mais um tempo da minha pirraça, resolvi tirar o celular do bolso e olhar minhas redes sociais, já esperando o que viria pela frente. Okay, talvez nem tanto. Assim que abri o Twitter e vi em todos os lugares vídeos de vários ângulos da trágica cena da linda camisa de Taehyung sendo manchada por café quente, todos os perfis e fanclubes tweetando sobre isso, tendo incrivelmente até uma tag nos trendings, assustei-me tanto que cheguei a gritar e largar imediatamente o celular sobre o sofá como se o aparelho pegasse fogo. Depois que murmurei um "isso não pode estar acontecendo", dei mais uma olhada nos vídeos, notando que em nenhum deles era possível ver o meu rosto. Cacei pelo aplicativo algum vídeo em algum ângulo diferente que tivesse me capturado inteira, mas não encontrei nada, por sorte, no momento do acontecido, meu cabelo ficou completamente em frente ao meus rosto e ficou impossível de enxergar. Aquilo já era um alívio, mas ainda estava em um certo pânico depois de ver a proporção que esse acontecimento tomou. O apelido que recebi em todos os cantos foi "a maluca que derrubou café no V", isso não era nada bom. Por Deus, estão todos me odiando por aí, o que eu faço?

 

❝ Amor, então, 
também, acaba? 
Não, que eu saiba. 
O que eu sei 
é que se transforma 
numa matéria-prima 
que a vida se encarrega 
de transformar em raiva. 
Ou em rima.❞

 


Notas Finais


Bem curtinho, mas é o que tem.


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