História Chuva De Prata - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Maito Gai, Naruto Uzumaki
Tags Kakashi Hatake, Naruto
Exibições 62
Palavras 1.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas
Eu demorei de novo né? Pois é. Mas a semana de provas me pegou de surpresa e vocês sabem né? Último trimestre...pegar os pontos que não peguei nos outros dois hehe '-'
Décimo capítulo! Hurrul. Não é nada muito grande, mas eu resolvi colocar um pouco do passado da Amaya para comemorar. Enfim, quero agradecer as pessoas mais incríveis do mundo: Lullis e Cosquete que estão sempre comentando, amo vocês.

Enfim... o título do capítulo foi o nome de uma das músicas da banda 'Oomph!' (Meu Deus, essa autora só escuta essas bandas que ninguém conhece) e as partes grifadas pertencem a banda. No entanto, é como se ela estivesse escutando uma voz.

Capítulo 10 - 6 fuß tiefer


Fanfic / Fanfiction Chuva De Prata - Capítulo 10 - 6 fuß tiefer


   A porta foi aberta sem chaves, até porque a fechadura não estava funcionando. "Aparentemente nada aqui funciona." Suspirou. A luz amarelada piscava à cada três minutos, ocultando os móveis ainda cobertos por panos brancos. O gato preto sentado no encosto do sofá não fazia parte da decoração, no entanto, a morena tinha de admitir que ele combinava muito bem com o clima fantasmagórico do lugar.

   Andou até o banheiro sem muitavontade, conhecia bem a casa, e os corredores velhos e desbotados não escondiam nada de interessante. Ignorou o banheiro e caminhou até a varanda da casa, de lá, conseguia ver a floresta que costumava brincar quando era criança.

                    《Anos atrás》
  
   - Mamãe? - Perguntou com a voz um pouco mais alta que o normal e logo o riso sonoro da mais velha foi ouvido.

   - Vamos, você é uma ninja ou não é? - Provocou - Me ache!

   A gorota parou por um instante observado seu redor. Tudo era tão bonito. As árvores possuíam troncos claros e que, provavelmente estariam cheios de nomes e de juras de amor, caso não estivessem tão afastadas da vila. As folhas já amareladas caiam com o vento dando um ar mais doce ao ambiente e a velha e pequena ponte cortava o minúsculo riacho. Suspirou, era impossível acha-la ali.

   - Assim não vale! - Fez bico - Você é muito mais inteligente que eu! Como vou te achar?

   - Bom... Se você não me achar não irá com sua tia ao festival. - Respondeu. A menina fez uma careta, não ir ao festival estava fora de cogitação!

   Aguçando ainda mais os sentidos respirou fundo. Sorrindo pela vitória andou até uma das árvores e logo encontrou quem tanto procurava. Sorriu pulando no colo da mulher. Os longos cabelos eram tão verdes quanto a grama e os olhos tão catanhos quanto a pelagem dos cervos que pastavam a alguns metros dali.

   - Mamãe... - Chamou com a voz baixa. As orbes castanhas se iluminaram ao pousarem na filha - Por que ou sou tão diferente de você? - O sorriso sumiu.

   - Diferente? Como assim? - Se fez de boba, tentando disfarçar o próprio incômodo - Porque eu sou adulta e você...

   - Não. - Baixou a cabeça - Não isso. É que... eu reparei na mãe da Kurenai. Elas são parecidas. Porque nós não somos? - Tombou a cabeça encarando a mulher a sua frente enquanto deixava outra dúvida lhe escapar pelos lábios escuros - E o pai do Kakashi vai buscar ele de vez em quando. Por que o meu não vai?

   Encarou a filha por um instante, seria tão difícil explicar. Como o faria? Fechou os olhos e tornou a dar um sorriso terno.

   - Mas o seu tio Jiraya não vai te buscar todas as terças?

   - Mas é diferente, ele é o meu tio. Onde está o meu pai? - As mãos frágeis e delicadas foram até as bochechas arredondadas da mulher. Os olhos castanhos haviam perdido toda a graça devido a cor vermelha que o contornava.

   - Seu pai... ele está perto de você. - acariciou os fios negros e logo os olhos azuis se encheram de esperança - Você quer ver ele? - O sorriso de orelha a orelha respondeu por si - Então você o verá.

                 《Tempo atual》

   "Se eu soubesse de tudo o que aconteceria, em jamais teria feito o pedido. Por que raios eu queria tanto ver aquele maldito homem?! Por que raios ela se apaixonou por ele?!" As lágrimas não ficaram satisfeitas apenas em se formar e, aos poucos escorreram pelas bochechas ossudas da morena. Sorriu. Do que estava reclamando?! Por que estava fazendo drama se a única coisa que precisava fazer era sofrer em silêncio? Bom, essa tarefa estava fácil até tudo começar a pesar outra vez, der repente. E a ignorância não funcionar mais.

                    《Anos atrás》

   Os passos frágeis na escada eram eram mais que calculados. Deveria estar com medo, era só uma criança naquela imensidão, no entanto, a atração que sentia a impedia de se perder. Os dedos magros tocavam com leveza os pequenos detalhes nas paredes de mármore negro. Eram lobos. Nas mais diversas posições. Todos representados como se fossem deuses, iluminados, vorazes e predadores. As orbes não tinham mais cor, não existia íris ou pupilas,  apenas o vazio hipnotizante. Não comandava os próprios movimentos.

"Procure-me no abismo de seus sonhos profundos
Estou vivendo seis pés abaixo do solo"


"Procure-me no abismo de seus sonhos profundos
Você deve olhar seis pés mais afundo"


"Então pegue a pá, pois ela te leva até mim
Você deve cavar ainda mais fundo, estou te esperando aqui
Cave o seu túnel pois ele te levará até o fim
A liberdade te espera no final"


"6 fuß tiefer"


   A enorme porta de mogno negro se abriu, convidativa e mais uma vez a voz a guiou. A sala não possuía janela e nenhuma fonte de iluminação se não por velas azuis, mas mesmo sem janelas era repleta de cortinas enormes que iam desde o teto e ainda se arrastavam no chão, todas azuis também. A pequena coluna chamava atenção no meio da sala, ramificações subiam até o topo, a onde uma taça repousava. O liquido desceu pela garganta, quente e arrebatador e, aos poucos, a energia jentil e mortal cobriu o corpo frágil e esguio.


                《Tempo atual》


    Balançou os ombros e saiu dali. "Ficar remoendo o passado não ajuda em nada. O máximo que eu posso fazer é rezar para que ele não me atormente"


   Riu de si própria, "rezar"?! Aquela era boa. E iria rezar para quem?! O "papai-do-céu"? Gargalhou. Se dependesse de sua fé já estaria no inferno.

   Abriu a velha geladeira e logo as mãos acharam o que queria. O pedaço de carne crua desceu garganta abaixo sem muito esforço. Já estava bem acostumada com o gosto ruim, no entanto, viciante. Fechou os olhos acariciando as têmporas. "Uma ótima noite pra si mesma, Guardiã." Ironizou o termo.

                《Dias depois》

   Riu encarando a ninja. No momento em que o Hokage havia dado a eles a missão de arrumar os pergaminhos teve certeza absoluta que a kunoichi voaria no pescoço do velho. Contudo, Amaya parecia realmente desanimada, os olhos que antes eram comparados com os de um lobo selvagem mais se pareciam com os de um cachorro desnutrido, ariscos e caídos. Não usava mais a regata preta e sim uma blusa cinza, com mangas curtas, a gola desdobrada subia até o maxilar e fecho um pouco aberto deixava o vale dos seios  à mostra. Observando ali se deu conta do quanto Amaya realmente estava magra, conseguia ver os ossos do colo da ninja.

   Vê-la daquele jeito doía, querendo ou não admitir. No fundo sentia um certo carinho por ela, carinho de irmão. De acordo com si próprio. Andou até a morena com uma ideia em mente, as mãos firmes tocaram os ombros magros sem pedir permissão e, com o próprio corpo, a empurrou para fora da sala.

   - O que pensa que está fazendo? - Arqueou a sobrancelha e o ninja sorriu, gentil.

   - Eu? Eu penso que estou te impedindo de desenvolver uma doença por falta de nutrientes. - Respondeu como se já tivesse o diagnóstico da ninja em mãos. Amaya estava prestes a falar quando se deu conta de que já estavam do lado de fora da sala e alguns ninjas os encaravam. Bufou, detestava gente curiosa.

   - O que foi?! Nunca viram duas pessoas juntas não? - Elevou a voz - Voltem para a vidinha medíocre de vocês! - Rosnou, mandona. Aos poucos as pessoas sumiam em meio os corredores. Pode ouvir a risada rouca do Hatake atrás de si; sorriu, deixando ele guia-lá até a porta do prédio.

   As pessoas observavam de longe, Kakashi não era desconhecido nas ruas, mas era raro ver o homem acompanhado de alguma mulher, ainda mais se tratando de Amaya, que ainda era um mistério para todos.

   - Haa como eu adoro chamar a atenção. - Ironizou, fuzilando o Hatake.

   - Relaxe, nós já vamos chegar.

   A praça devia ser bem afastada da vila, e ela conhecia o lugar, era o mesmo do festival. O Hatake se dirigiu até a ponte e se sentou, colocando os pés sobre a água, criando pequenas ondulações. A morena se sentou ao seu lado, ainda sem entender. Kakashi levou as mãos até a bolsa ninja tirando de lá um pequeno pote e hashis. Amaya recuou quando ele levou a comida até a sua boca.

   - Abra - Pediu - Ou quer que eu pergunte "cadê o aviãozinho"? - Brincou arrancando risadas da ninja que acatou o pedido. - O que foi? Tá tão ruim assim?

   - Não...- Desviou o olhar para a água, observando seu próprio reflexo. Definitivamente estava mal - Eu só não como comida a um tempo. - O Hatake fechou a cara.

   - Você vai adoecer se continuar assim. - Mais uma vez levou o hashi com a comida até a boca da ninja.

   Amaya o encarou enquanto mastigava. Por que ele se importava tanto se nem ela mais ligava? A vontade de perguntar sumiu quando sentiu os dedos do Hatake perto dos seus lábios. O jounnin retirou um pouco dos farelos de perto dos lábios da ninja e depois jogou na água.

   - Parece uma criança. - Provocou rindo. Amaya inflou as bochechas e depois sorriu, usando os pés para jogar água no grisalho - Então é assim? Tá certo. - Rebateu com um pouco mais de água. Ambos riram, continuando com a brincadeira. Definitivamente haviam se esquecido da missão, mas os pergaminhos podiam esperar.

            


Notas Finais


6 fuß tiefer = seis pés abaixo


E então? E esse carinho do Kakashi? E enquanto ao passado da Amaya?


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