História Chuva De Prata - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Maito Gai, Naruto Uzumaki
Tags Kakashi Hatake, Naruto
Exibições 22
Palavras 1.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii...
Olha quem voltou! Aeeee
'-'
Demorei né?
Mas, gente, quero explicar para vocês porque demoro tanto. Eu tenho quatro etapas antes de postar, e elas não são rápidas:
1 - Depois de uma semana eu começo a escrever o próximo
2 - Demoro uma semana pra ter a ideia e mais alguns dias pra montar ela e escrever
3 - Leio umas sete vezes pra corrigir
4 - Espero um tempo pra ter certeza que vou postar sem fazer alterações antes.
E por fim, posto.

Entenderam? É um tanto quanto demorado, e , pra variar, quando o capítulo já estava com 900 palavras, e eu só consegui recuperar a metade!
Enfim, espero que entendam.

Capítulo 11 - "Colhemos o que plantamos"


Fanfic / Fanfiction Chuva De Prata - Capítulo 11 - "Colhemos o que plantamos"


Adentrou a casa sem muita sutileza, chutando a porta. A madeira já velha e escura rangia devido aos passos pesados. A cortesia de deixar os sapatos na porta fora completamente ignorada, fazendo o chão parecer ainda mais oco com o "toc-toc" irritante dos saltos. Suspirou. O dia não havia sido ruim, mas a noite conseguia deixa-lá de mau humor apenas por estar próxima. 

{¤}

O banheiro era pequeno, como quase tudo na casa. O velho balcão de mármore branco serviu de acento para Amaya, que assobiava algo enquanto retirava os sapatos sem muita vontade. Os assobios eram devorados pela amarga sanção de solidão da casa, servindo apenas para irrita-lá mais. Já despida, levantou-se, dando de cara com um grande espelho retangular, acima da pia.

O reflexo se tornou fosco, desfocado, e quando a nebulosidade se dissipou conseguiu ver exatamente o que não queria: A si própria. Aquela no entanto era bem diferente, o sorriso cínico e quase sempre sarcástico não estava mais nos lábios vinhos. Os caninos afiados eram exibidos com cautela dentro do sorriso psicótico, os cabelos estavam completamente desgrenhados, como se tivesse acabado de voltar de uma guerra. O sangue que escorria do nariz era limpo, novo, seu. Enquanto que o sangue que lhe tingia as mechas de cabelo e o colo pertenciam a outras pessoas. A pequena parte a mostra do kimono estava destruída, rasgada e velha. Talvez não fossem tão diferentes assim...

- Egoísta. - Os lábios sibilaram como se várias pessoas estivessem falando ao mesmo tempo - Tudo pelo certo não é querida? - Perguntou, cínica. Amaya a encarou de frente - Então, me diga como você está dormindo fácil. Como você só está pensando em si mesma. - Bradou. 

A voz rouca e cínica falhou, aos poucos o reflexo começou a se contorcer de dor, e a voz foi ficando cada vez mais demoníaca. Amaya sentiu o coração bombear tanto sangue que pode sentir o gosto metálico do líquido.  A boca se arreganhou mais que o normal, arregaçando a carne e rompendo a pele, a boca de um animal saiu dali, disforme, podre, trazendo ao ar um cheiro de enxofre. A carne começou a ser destroçada, revelando a segunda pele.

A imagem horrenda fazia o seu estômago revirar. E, aos poucos os olhos saíram das órbitas, a língua humana foi devorada pelo animal, os ossos do crânio se partiram e o corpo se abriu ao meio revelando o animal insano que realmente era. Riu gostosamente, se divertindo com a incapacidade de lidar com aquilo da ninja.

 - Nunca se esqueça, Guardiã...- Amaya estremeceu, arrancando gargalhadas da fera - ... Colhemos o que plantamos. - Fechou os olhos - Você tentaria fazer o certo, tentou e falhou não é? Mas agora suas chances acabaram! - Rugiu - Você apenas se distorceu ao longo do tempo, esqueceu o que realmente é, e a onde pertence...- A voz se assemelhava com a de um juiz, acusador - Você esqueceu da sua família! Tudo por essa vila maldita, por ela você...

- Eu não fasso parte disso! - Amaya levou as mãos até a marca em seu ombro esquerdo. As garras negras adentraram a carne com força, e com a mesma força, puxou. Como se as lembranças fossem arrancadas junto com a pele.

Os punhos se chocaram contra o espelho, alguns pedaços adentraram a carne, a força havia sido tanto que até a parede velha e encardida estalou, rachando em algumas partes. Passou a mão no cabelo jogando as mechas negras para trás. E o reflexo sibilou uma última frase:

- Durma tranquilamente em sua cama, o julgamento cairá em você ao amanhecer. 

Sentiu as costas queimarem e, aos poucos as linhas negras que criavam as tatuagens começaram a arder, a pele arrancada se repunha aos poucos, junto de uma intensa luz prateada. Ignorando a nudez deixou o corpo ir de encontro ao chão frio. Passou as mãos na nunca sujando algumas mechas e o colo de sangue. Sorriu ao ver o gato branco preto ao lado da porta. 

- Você estava aí todo esse tempo não foi? - Estendeu-lhe a mão. O bichano se levantou preguiçosamente e andou até a morena, parou por alguns segundos apreciando curioso as garras que ela tinha e aproveitou-se delas para coçar os bigodes. As patas ariscas tentavam achar uma posição confortável no colo desnudo da mulher. Pousou a cabeça entre os seios dela soltando um miado longo. - Acho que você encontrou um lugar um tanto quanto conveniente não? - Susurrou rindo fraco da falta de pudor do bicho.

- Eu sou um fracasso. - Sussurrou   antes de fechar os olhos e se entregar aos pesadelos. 

{¤}

Os passos apressados do ninja demonstravam certa urgência, o que não era essencialmente necessário, não era uma missão, perseguição ou algo do tipo. Preocupação. Forçava-se a pensar. No entanto, ao fundo de sua mente seu subconsciente retrucava "Saudades"  em letras maiúsculas. Deixando mais do que claro que Hatake Kakashi estava mais que preocupado. Talvez "Interessado" , "Curioso" , ou talvez até mesmo "Perdido". Traidor! Era a única palavra que definia seu senso de direção. Farejou o ar. Nada. Sentia o cheiro da relva, do pântano e da umidade que, ultimamente parecia estar cada vez mais densa, com chuvas demais, algo que não pareceu preocupar o velho Hiruzen. "Amaya..."  Foi a única palavra que ele soltou, fazendo um grisalho querer bater os pés e dar um chilique. Afinal de contas, o que raios Amaya estava fazendo ali? E por que raios ele não estava entendendo nem a porcaria do clima da própria vila? E o que caralhos aquela sensação avassaladora sigficava?!E por que ele estava andando em círculos?!

Respirou fundo, absorvendo a revolta, e só aí se deu conta da pequena construção que se erguia a sua frente, não era grande, estava mais para...compacta. Com trepadeiras em seu redor, dando um belo abraço e um charme único de descuido. Parecia ser do tipo de cabana que atraia adolescente problemáticos. Problemática. A palavra soou em sua mente quase que em negrito, lado a lado com o nome da mulher que procurava, algo como:  "Problemático = Amaya". Ignorando o fato de estar no meio de um território que não era dele o grisalho adentrou a pequena cabana. Fazendo um breve ruído, como se fosse um tipo de "Cheguei!".

Mas o curto anúncio do Hatake se perdeu na amargura do silêncio.

Continua...


Notas Finais


E aí? O que será que atormenta tanto a Amaya?
E esse Kakashi revoltadinho? Estou amando 😂
Bom, eu adoraria bater um papo com vocês, mas estou morta de sono.
Tchaau...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...