História Ciano-electric - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Del Tha Ghost Rapper, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Tags Amor, Drama, Gorillaz, Hannibal, Musica, Noodle, Romance, Stuart
Exibições 68
Palavras 1.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIEEEEE <3
Demorei, mas chegay
Tudo bom com vcs, meus amores?
Tô tooooda atarefada, mas consegui tirar um tempinho pra escrever esse e o XVI!
Devo postar amanhã ou ainda hoje mesmo, só falta revisar e tal!
Amo vcs!!!
Boa leitura!

Capítulo 15 - XV. It was about time


Fanfic / Fanfiction Ciano-electric - Capítulo 15 - XV. It was about time

 

Uma semana depois

[Noodle's POV]

Eu sou uma pessoa geralmente bem calma, só que não dava pra ficar tranquila enquanto Hannibal continuasse dormindo no sofá da minha casa. Completaram-se exatos 7 dias. E ele estava cara vez mais grudento e próximo. Não que eu não goste de atenção, mas tudo tem um limite, né... O que aconteceu foi que ele me pareceu muito triste, e eu fui deixando ele ficar.

Hannibal estava passando por um momento difícil. Talvez um dos mais difíceis de sua vida. Eu precisava ser paciente e menos egoísta. Nem tudo se resumia ao meu bom estar.

Com essa história toda, Murdoc não aparecia em casa faziam alguns dias. E quando ele dá esses sumiços, não há demônio que ache! Não tive tempo para conversar sobre a doença de seu pai com o baixista, mas imaginei que provavelmente precisava de um tempo sozinho, além de não aguentar ficar na presença do irmão. Já sabem, né? Implicância de longa data. Uma característica típica dos Niccals.

Meu relacionamento com 2D era praticamente inviável com Hannibal farejando meus passos a cada cinco minutos. Tivemos poucos momentos sozinhos e, quando tivemos, não fizemos nem falamos nada muito fora dos padrões. Um pena... Bastava vê-lo pra minha libido gritar feito louca. Calma, Noodle, calma... Não dava pra fazer isso. Não agora. Não com o Hannibal naquele estado.

A verdade é que com o contato escasso, cada troca de olhares ou esbarrões leves já eram o bastante pra querer tirar a camisa dele na hora. Eu estava ficando maluca? Talvez... Mas a culpa era dele.

Ouvi algumas batidinhas na porta do estúdio. Demorei um pouco a me levantar, dado o cansaso proveniente da noite passada em claro, já que estava gravando algumas demos pro novo álbum. Praticamente me rastejei pelo carpete da pequena salinha, logo abrindo a porta pesada.

– Oi – Hannibal sorriu – Posso entrar?

– Claro – acenei com a cabeça, enquanto dava espaço para ele passar.

– Eu tenho pouco tempo, então eu vou cortar o papo furado, ok? – Hannibal passou suas mãos pelos cabelos.

– Ok – fechei a porta e cruzei os braços.

– Hoje eu tô voltando pra casa, muito obrigado por me deixar ficar esses dias aqui. De verdade.

– Ah, não é nada – olhei para os meus pés.

– Ah, é sim... Você foi super legal comigo – um sorriso de gratidão apareceu em seu rosto, e pude sentir meu rosto corar. Senti uma tremenda culpa. Por tê-lo traído e por não o querer por perto. Por o ouvir dizendo que me amava e não poder dizer de volta. Por ter me oferecido um anel e eu não aceitar – E... Já que eu tô indo embora, queria retormar aquele assunto.

– Qual assunto? – me fiz de desentendida, enquanto ele rolava os olhos pela sala, como se estivesse em busca de palavras certas para usar.

– Sobre aquilo que conversamos em meu apartamento – ele pigarreou, nervoso – Eu sei que você pensaria a respeito, e bem, já faz uma semana...

– E...?

– E... Que eu realmente preciso de uma resposta, Noodle. Eu tô numa situação complicada, aqui – ele fez uma pausa e suspirou lentamente, baixando um pouco o tom de voz – Você é a primeira mulher que consigo amar e esse jogo tá me deixando maluco.

– Isso não é um jogo, Hannibal. Eu realmente preciso de um tempo.

– Mais tempo que isso? - franziu o cenho, incrédulo – Sério?

– Sim – disse, tentando parecer coerente.

– O que aconteceu, Noodle? – seus olhos se estreitaram um pouco.

– Como assim, o que aconteceu? – descruzei os braços, mantendo-os grudados ao meu corpo.

– Com você, ué... Você não era indiferente assim – sacudiu negativamente a cabeça.

– Eu não estou indiferente, Hannibal – falei entre dentes – Só que não é fácil pra mim ter que lidar com os seus sentimentos...

– Sim, eu entendo isso – sua face ficou entristecida por um momento, mas logo voltou a estar como antes – Mas... Mesmo assim. Eu não sei o que tá acontecendo com você. Você anda distante, fria. Por mais que não me ame de volta, não há razões para estar me evitando. Achei que você quisesse me amar, mas não vejo nenhum esforço da sua parte.

Não respondi nada, apenas o observei por um momento. Sentei-me na poltrona vermelha que tinha no cômodo, apoiando meus cotovelos nos braços do móvel. Encarei o ventilador de teto. Eu queria terminar tudo, mas não podia. Eu não o amava, de fato. Mas me importava com ele, não queria vê-lo sofrer.

– Você... Por acaso... Conheceu outro cara?

– O que?! – Levantei em um pulo da poltrona, deixando-o atordoado com o susto – Outro cara? Não, claro que não... Não fala besteira, Hannibal.

A culpa mais uma vez. Mais uma mentira. Me senti podre por dentro.

– Então, antes de qualquer coisa, deixa eu te mostrar meu amor. Só mais essa vez – Hannibal deu alguns passos, parando bem próximo a mim – Só pra você ver se vale a pena se esforçar pra esse que esse relacionamento seja tão importante pra você como ele é pra mim – suas mãos foram de encontro as minhas, entrelaçando-as – Por favor.

Apenas encarei meus pés, sem resposta.

Hannibal tinha o incrível dom de bloquar minhas palavras. Lá estava eu: muda novamente.

Uma de suas mãos devencilhou-se da minha, indo em direção ao meu queixo. Com leveza, levantou meu rosto até nossos olhares estarem conectados. Um leve porém visível sorriso apareceu em seu rosto. Podia enxergar uma flama em suas íris castanhas, prontas para me incendiarem. Minha respiração começou a ficar escassa, como sempre. Mesmo que em contradição, bem lá fundo, algo me impulsionava a deixá-lo me beijar. Seu cheiro usual de tabaco misturado a algo refrescante – menta, provavelmente – me trouxe a memoria dos nossos beijos anteriores.

Fechei os olhos e me entreguei. Foda-se. Eu já estava enrolada até o pescoço com minhas mentiras de qualquer forma.

Primeiro, senti seus lábios beijarem os meus de forma delicada, como se quisessem tentar me convencer de algo. As mãos de Hannibal começavam a delinear as laterais de meu corpo, enquanto o beijo se intensificava. Depois de um tempo, sua língua me pareceu desesperada... Nunca tinha presenciado tanto desejo nele. Acho que esses dias de seca devem ter contribuído. Mordeu meu lábio, e, dando-me outros poucos selinhos, voltou a me olhar com a mesma expectativa de antes. Hannibal abriu um largo sorriso, enquanto massageava minha cintura, e tudo que pude fazer foi forçar outro.

Não tinha sido um beijo ruim, não mesmo. Hannibal sabia beijar muito bem, mas... Eu não consegui sentir nada. Nem um pinguinho de sentimento. Nem mesmo cinquenta por cento daquela excitação de antes.

Ele tinha técnica e talvez até paixão.

Mas ele não chegava nem perto do menino com os cabelos cianos.

Quando Stuart me beijava, sentia meu corpo formigar de uma forma extraordinária. Minha mente entrava em extase, quase que em uma dimensão paralela. Quando um beijo acabava, meu corpo urgia por outro, mesmo que fosse arriscado ou errado. Nossos corpos unidos eram elétricos e se encaixavam perfeitamente.

– Bem – Hannibal disse, já rodando a maçaneta do estúdio, antes de deixar o cômodo – espero que você pense com carinho sobre tudo – e acenou com a cabeça, dando outro sorriso largo.

Assim que ouvi o estrondo da porta, me larguei na mesma poltrona de antes, relaxando meu corpo, finalmente.

Não havia nada a ser salvo nesse relacionamento. Eu precisava tomar coragem e acabar logo com ele. Só precisava de mais um tempinho para descobrir como diria tudo isso para Hannibal.

 

X

 

Eram quase sete horas da noite, quando decidi tomar um banho de banheira. Precisava relaxar um pouco, já que finalmente Hannibal tinha ido embora e eu teria um tempo sozinha. Russel tinha saído com o Roy e outros amigos, e disse que não precisaríamos esperar acordados (como se esse fosse um ato comum entre a banda), Murdoc estava perdido por dias e Stuart ainda não tinha voltado da loja.

E ao som de Alt-J, deixei que cada músculo do meu corpo relaxasse com a ajuda dos sais de banho e da água quente. Prendi meu cabelo num coque, deixando que a água me cobrisse só até o pescoço. Uma das minhas músicas preferidas da banda começou a tocar, “Breezeblocks”. O som deles é realmente muito envolvente, por vezes até... sexy. Como uma música pode ser sexy? Não sei, mas era. E sabe quem cantaria perfeitamente aquela letra, deixando-a ainda mais excitante? Sim, Stuart... Imaginei-o cantando aquela letra para mim em sua voz quase rouca. Meus olhos reviraram-se sozinhos, enquanto mordia meu lábio inferior. Caralho, 2D. Ele era capaz de me deixar louca mesmo que só em pensamento. Desci minha mão para minha coxa, apertando-a, enquanto a outra apoiava-se na borda da banheira. Fechei os olhos instintivamente, enquanto me acariciava lentamente. Escorreguei meus dedos até meu clitóris, alternando movimentos circulares e verticais, sentindo alguns espasmos em minhas pernas. Senti meus mamilos se eriçarem, mesmo que na água fria, e levei um dos meus braços até meus peitos, apertando-os com vontade. Joguei a cabeça para trás, com os estímulos causados pelas minhas mãos, gemendo baixinho, sorrindo e mordendo meu lábio ao mesmo tempo.

“Precisava tê-lo”, pensei. E seria essa noite. Não podia esperar outro dia.

Não conseguiria esperar outro dia.

 


Notas Finais


Bem, esse capítulo foi meio curtinho, mas o outro já está escritinho e acho que vcs vão gostar mumumumuito hehe
Beijuuu, até daqui a pouquinho e não se esqueçam de comentar <3


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