História Ciano-electric - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Del Tha Ghost Rapper, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Tags Amor, Drama, Gorillaz, Hannibal, Musica, Noodle, Romance, Stuart
Exibições 51
Palavras 1.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meus amoressss! Tô aqui, não morri não!
Explicações no final xoxo

Capítulo 19 - XIX. Palheta


Fanfic / Fanfiction Ciano-electric - Capítulo 19 - XIX. Palheta

Um mês depois

Os dias passaram depressa, tudo estava perfeitamente normal. Stuart e eu estávamos cada vez mais apaixonados, aproveitávamos cada momento que podíamos juntos. Tinha a impressão de que nunca enjoaria de estar perto dele.

Murdoc havia voltado para casa, finalmente. Permanecia meio calado na maioria do tempo, mas já não tinha a aparência triste de antes. Ele levava uma menina para casa algumas vezes, Denise. Finalmente eu consegui fazer amizade com uma mulher, e ela era extremamente parecida comigo em personalidade.

Ela deixava o Murdoc menos triste, e isso já era motivo suficiente para gostar dela. Pela primeira vez na vida, eu o vi tratando uma mulher com respeito e admiração. Eles se conheceram na festa do Russ e, desde então, estão numa espécie de romance.

– Ah, aí está você – Stu adentrou o estúdio, logo sentando ao meu lado no chão – Fico feliz que esteja trabalhando na sua música, porque o próximo show está perto – ele sorriu e cruzou as pernas, depositando um beijo em meu ombro – então... Qual música está ensaiando? – Stu encarou as partituras no chão e olhou para o meu violão em seguida.

– Tomorrow Comes Today, nosso primeiro hit – sorri, com a lembrança de 16 anos atrás.

– Boa, você toca e eu canto... Pode ser? – me lançou um olhar empolgado e eu apenas assenti, sorrindo.

Enquanto Stuart cantava ao som dos acordes, era como mágica. A sintonia daquela noite que cantamos no palco retornara, e eu não consegui deixar ele terminar a primeira estrofe: joguei o violão no canto e engatinhei até ele, beijando-o de surpresa. Seus lábios se contraíram em um sorriso, e suas mãos vieram de encontro ao meu rosto. Nos beijamos e beijamos e beijamos. Rimos de nós mesmos, atrapalhados, sedentos. Éramos felizes e não sabíamos.

 

X

 

– Prontos pro show, crianças? – perguntou Russel, animado, enquanto ajeitava o retrovisor interno.

– Sim! – eu e Stu respondemos em uníssono, enquanto Murdoc trancava a mala do carro e acomodava-se no banco carona.

– Vai ser do caralho – bateu a porta, logo depois acendendo um cigarro.

Ele apanhou o celular e começou a digitar disfarçadamente, em seguida colocando-o bem pertinho da boca, para evitar os nossos ouvidos curiosos.

– Oi, amor – disse entre dentes – Sim, sim... Já estamos indo. Te encontro lá então? Ok. Então tá bem – ele fez uma pausa e olhou pros lados, enquanto nós três fingíamos não prestar atenção na conversa – Te amo – ele acrescentou, quase em um sussurro, desligando o aparelho e dando outra tragada longa em seu cigarro.

Russ lançou um olhar sapeca para mim pelo retrovisor, enquanto 2D disfarçava risadas com as mãos.

– Denise, como você é maravilhosa – Russel disse em um tom mais fino que o normal, caçoando do relacionamento inexperado do colega – Você me faz tão bem, Denise... Ahhhh, eu fico o dia todo pensando no seu cabelo ruivo.

Todos nós rimos alto, tirando Murdoc, que fechou a cara em desaprovação.

– Dá pra parar com essa porra e dar partida no carro? Mais um pouco a gente se atrasa.

– Você quer ir pro show ou quer encontrar com a … – Stu fez uma pausa, logo fazendo uma voz de escárnio – Denise?

Explodimos em risadas mais uma vez. Murdoc virou repentinamente, ameaçando socá-lo, fazendo com que Stu se encolhesse no banco. Russel segurou a mão de Murdoc no ar, balançando a cabeça negativamente.

– Okay, chega. Vamos.

A viagem foi tranquila, me fez lembrar os velhos tempos com a banda, quando ainda morávamos em Kong Studios e fazíamos longos trajetos até os nossos shows. Tirando que agora, eu estava bem mais crescida e minhas mãos encontravam-se entrelaçadas as de 2D – o homem por quem eu era apaixonada.

 

X

 

Chegamos ao Royal Albert Hall com umas quatro horas de antecedência e eu já estava morrendo de ansiedade. Assim que estacionamos, Denise saiu do estabelecimento com a equipe responsável pela nossa segurança e funcionamento do show, correndo direto pros braços de Murdoc, que a receberam calorosamente. Russel apenas olhou para Stu sorrindo e logo depois voltou-se para eles.

– Então, casal... Vamos entrar? – e a equipe começou a retirar tudo de dentro do carro e levar para dentro do local, sem demora. Russ, Murdoc e Denise entraram primeiro, deixando eu e Stuart para trás.

– Ei, espera – ele puxou minha mão, antes que eu pudesse entrar também. Fitei seu rosto calmo em dúvida, sem entender muito bem.

– O que foi? – sorri, sem jeito – Vamos, a gente precisa ir pro camarim!

– Calma, garota... Que pressa é essa? – ele cruzou os braços – Estamos com tempo.

– Apenas assenti, para que ele continuasse a falar.

– Vira de costas – obedeci – Isso.

Senti ele puxar meu cabelo para trás e logo depois colocar uma correntinha em meu pescoço, tendo dificuldade para fechá-la depois (típico da lerdeza dele). Assim que o fechei, me virei para ele de novo.

Suas mãos foram de encontro ao pingente, seus olhos sem deixar de encarar os meus por um momento sequer.

– Isso daqui foi a minha primeira palheta – olhei para baixo, avistando uma peça triangular preta, com os dizeres “The Clash” em branco, com uns arranhõezinhos e meio desgastada pelo tempo – Comprei numa loja a não sei quantos anos atrás e guardei na minha carteira até hoje... - ele sorriu, agora olhando para o pingente – E eu tô te dando porque... Bem, quando você chegou na minha vida, até o meu modo de fazer música mudou. Você foi a inspirações de várias composições minhas – ele fechou os olhos, ainda sorrindo – E também porque é a sua banda preferida. Eu fiquei na dúvida se comprava uma que tinha un... – cortei sua fala, dando um selinho rápido em seus lábios e acomodei meus braços sem sua cintura. Olhei para cima, encarando seus olhos.

– Eu amei – disse com seriedade – Foi o melhor presente que já ganhei. Ficamos parados por um tempo, em frente a entrada.

– O que você acha da gente tornar nosso relacionamento público hoje?

Ele apenas me deu outro beijo em resposta, que eu interpretei como um sim.

 

X

 

As horas se passaram rápido no camarim, enquanto eu repassava rapidamente alguns acordes na guitarra e fazia aquecimentos vocais, andando de um lado para o outro. Fiz algumas anotações em um pedaço de papel, preocupando-me com algumas notas que eu sempre fazia questão de esquecer.

Faltando cinco minutos para irmos pro palco, ouvi umas batidas na porta e antes que eu pudesse abrí-la, Murdoc colocou metade do corpo para dentro, pendurando-se no batente.

– Tudo pronto? – sorriu de lado, observando meu nervosismo.

– Acho que sim – franzi o cenho, achando graça de mim mesma – Tô meio nervosa.

– Não fique. Você é a mais talentosa de nós todos – ele piscou – Vai dar tudo certo.

Cruzei os braços e sorri timidamente, olhando para ele, que raramente era gentil.

– Fica atenta a campainha: ela vai tocar uma vez primeiro, depois duas vezes e quando ela tocar três vezes é pra ir pra cochia, ok?

– Ok.

E com um aceno breve, ele saiu.

Ouvi outras batidas na porta, enquanto adentrava o closet e procurava por minhas botas.

– Entra, Murdoc – falei alto, para que ele pudesse escutar do corredor. Coloquei as botas rapidamente.

– O que foi? O sinal já toc...

Senti meu corpo gelar. Um arrepio que começou dos meus cabelos até as unhas do pé.

– Oi, Japa – Hannibal encostava seu corpo na porta, bloqueando-a.

– O que você tá fazendo aqui? – falei rapidamente com uma falsa coragem, parecendo mais valente do que esperava.

– Calma, senta aí.

– Sentar? – franzi o cenho, o nervosismo já querendo aparecer – Não, muito obrigada, eu estou com pressa – nesse exato momento, a primeira campainha já ecoava pelo camarim, fazendo meu coração palpitar.

– Pressa de que? – ele sorriu com desdém, enquanto me analisava – Sabe, eu tinha esquecido o quanto você era bonita.

Engoli em seco, dando passos para trás.

– Hannibal, é sério... Deixa eu passar.

– Não – ele negava com a cabeça, enquanto sorria calmamente – Você vai vir comigo.

– Como?

– Sim, a gente vai dar um passeio hoje.

– Eu não quero dar um passeio – o encarei, com um ódio crescente – Eu. Quero. Ir. Pro. Palco – falei pausadamente, ainda entre dentes.

– Ah, mas é um passeio rápido – a segunda campainha acabara de tocar. Minhas mãos começaram a suar compulsivamente.

– Hannibal, para de brincadeira.

– VOCÊ ACHA QUE ISSO É UMA PORRA DE UMA BRINCADEIRA? – ele veio rapidamente em minha direção, com seu rosto totalmente vermelho, uma veia do pescoço sobressaltada.

– Sai de perto de mim! SOCORRO! – comecei a me debater em seus braços, enquanto ele tentava abafar minha boca – SOCORRO! TEM UM MALUCO AQUI!

Logo depois, senti uma pancada forte em meu crânio, fazendo-me cair no chão. Minha visão começara a ficar turva e pude ainda observar seus sapatos sociais pisando no carpete. Tudo ficou escuro.


Notas Finais


Gente! Eu tô de férias, mas eu viajei na primeira semana e agora eu tô arrumando as coisas pra mudança... Mas já deu uma baixada boa, pelo menos... Espero que tenham gostado e desculpa pela demora :( Eu juro que não é por mal...
Beijão, até o próximo <3


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