História Cicatrizes. - Capítulo 7


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Alan Ferreira, Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Personagens Originais
Tags Alan, Dor, Drama, Luba, Morte, Romance, Saudades, T3ddy, Youtubers
Exibições 5
Palavras 990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - 1 Ano.


Levanto-me da mesa e pago a minha conta saindo do estabelecimento logo em seguida.

Entro no carro mais não dou partida, apenas fico sentada observando a vida pacata das pessoas.

Semana que vem é a minha tão esperada viajem para os estados unidos, minha viajem para Washington, talvez esteja me batendo uma ansiedade desesperadora. Amanhã eu verei minha nota e confirmarei que passei no curso. Se tudo der certo eu irei agendar a entrevista para liberarem meu passe para os estados unidos e comprarei as passagens o mais rápido possível, definitivamente eu não posso me prender mais ao passado.

Sinto meu celular vibrar e me tirar de meu transe temporário.

Luba: Onde você está? Preciso das minhas coisas, AGORA.

Eu: (Emoji de joinha).

 Ligo o motor do carro e saio pelas pequenas ruas de Carazinho, cidade tranquila e pacata que trouxe a mim poucos momentos de felicidade, tão poucos quanto à antiga eu.

Quando chego a casa Maria conversava animadamente com o Luba, eles já pareciam amigos de longa data. Eles se conhecem? , pergunto enquanto olho em volta a procura da Marta, a dona do carro.

— Marta está uma fera com você. — Maria diz notando a minha cara de preocupada.

— Agora me conte uma novidade. — digo um pouco indiferente.

— Luba é um cara super legal, não acredito que nunca me contou sobre ele.

— Eu o conheço a pouco, eu não teria o que falar. — digo guardando as chaves do carro.

— Mas o trouxe para dormir aqui em casa... Isso não foi uma atitude responsável.

— Tire uma estrelinha do meu quadro de boa aluna, tia... — Digo provocante. — Vamos, irei pegar a sua mala.

Eu geralmente deixo a porta do meu quarto trancado não gostaria que as meninas futricassem em algumas caixas com as fotos minhas e do Rafael, elas poderiam me reconhecer e me denunciar.

Confiar se torna extremamente difícil quando se está em “apuros”. Hoje olhando para trás eu percebo que não fazia sentido eu ter fugido, já que matei o Lukas em legitima defesa, mas… Algo me dizia que era o certo e sensato a fazer.

— Margot… — o Luba me cutucava. — Preciso dessa mala para hoje, abre a porta do quarto.

Eu balanço a cabeça espantando os pensamentos para longe, entrando e pegando a mala do Luba.

— O que foi com você, hein? Está tão séria, pensativa. — o Luba me encarava franzindo o cenho.

— Nada, eu só não dormi bem esta noite. Eu estou ansiosa com o resultado de um teste, bem ansiosa.

— Ok… Nós iremos nos ver depois? — ele pergunta estendendo os braços e abraçando-me sem cerimonias. — Obrigado por ontem à noite, agora eu vou até minha casa temporária. — ele dá uma risada e sai pela porta.

Eu escuto as rodinhas da mala dele até o mesmo sair de casa, eu fecho a porta silenciosamente e pego uma caixa de sapatos que estava dentro do meu guarda-roupa, eu retiro a sua tampa revelando porta retratos e álbuns de fotografias antigos. Eu olho tudo aquilo e sinto falta da minha mãe, dos abraços carinhosos e do aconchego.

As poucas informações que eu tive antes de sair de são Paulo de vez foi que minha mãe havia entrado em depressão e que eu tinha dado como morta depois de semanas desaparecida. Os policiais suspeitavam que o Lucas houvesse me matado e sumido com meu corpo e depois se suicidado.

Eles levaram em conta os problemas que o Lucas passou na infância, ver o padrasto matar a mãe em sua frente e logo em seguida ele matar o homem que o criou e fugir.

Ele era um cara estranho e perturbado, mas as poucas lembranças que eu tinha com ele eram boas o suficiente para me fazer dar risadas, mas tudo vinha em ordem cronológica, o amigo, melhor amigo e assassino. O que fazia com que eu me sentisse culpada, pois estava sorrido novamente para aquele tolo, mesmo que por foto.

Alguém bate na porta e eu guardo a caixa de sapatos o mais rápido possível.

— Oi? — Digo abrindo a porta e torcendo para que a Maria não perceba que as lágrimas estavam prestes a cair. Pisco algumas vezes nervosa, a lente começava a incomodar.

— Vamos sair para almoçar, faz um bom tempo que não fazemos isso, que tal? Como antigamente.

— Sim. Eu só vou passar um colírio… — volto a entrar no quarto.

 

Nós fomos a um restaurante que costumávamos ir quando ainda éramos universitárias e fazíamos o curso de inglês juntas.

— A quantos fucking meses nós não vínhamos aqui?! — ela diz quando paramos na porta do restaurante.

Ele estava relativamente vazio, como sempre, costumava lotar apenas a noite, durante o dia apenas alguns estudantes apareciam, mas agora o lugar estava com um visual diferente, estava sério, creio que por alguns homens de gravata bebericarem seu café do lado de fora do estabelecimento, com seus jornais em mãos. Algumas mulheres com saias lápis que lhe marcavam bem às pernas e deixavam suas curvas acentuadas enquanto comiam de seus pratos caros, ignorando os olhares famintos em seus corpos. Tudo estava diferente.

— Nada nunca é como antes. — eu resmungo enquanto entramos no estabelecimento.

Ele continuava do mesmo jeito, vazio. Mas a decoração estava diferente, tudo estava minimamente combinando com algo, no cardápio comidas que somente a pronuncia do nome já indicava o quão caro era.

— Isso não é como antes, Rosa. — digo frustrada olhando para aquele cardápio totalmente trabalhado nos bordados, tudo bem detalhado.

— Por favor, melhore a porra do seu humor. O Luba falou que você estava estranha e eu resolvo sair com você para que possamos descontrair, para VOCÊ ficar melhor, e você só sabe reclamar.

— Pegue leve… — digo abaixando a minha cabeça e encarando o cardápio.

— Tudo bem, desculpas. Mas por que você está assim? —ela parece ter percebido minha cara de choro. — Desculpa aí meu deus, não chora... Por favor, me perdoa.

— Eu que peço desculpas. — Digo enxugando algumas lágrimas. — Hoje faz um ano que meu pai morreu…

 

 


Notas Finais


Desculpa a demora, os erros e tudo mais
eu estou muito ocupada esses tempos que eu estou escrevendo mais duas fanfics, e uma já está na reta final, eu estou dando foco nela e tal...
comentem o que acharam (quanto mais comentários mais motivada a escrever eu me sinto.)
bejao.


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