História Cidade das Almas - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Adeus!


Era 15 de junho, eu, Ana Laura e Isabelly estávamos voltando da quadrilha da escola, voltamos nós três de carro com minha mãe no banco da frente do passageiro e minha vó Anésia dirigindo, minha vó estava reclamando de um fiat uno que fechou-a na frente, o trânsito realmente estava louco em Jacoará nesse dia. Enquanto minha mãe estava preocupada se Juliana já tinha feito o almoço, vendo eu e as meninas ainda gargalharmos da euforia do arraial, ela virou e disse:

- Tava linda na sua última festa junina.

- É verdade, a última festa junina de Fran. - Replicou a minha vó.

Me chamarem de linda naquele vestido laranja xadrez, era antítese para lá de absurda, mas confesso que estava engraçadinha, e ainda acompanhada daquele chapéu sem fundo forrado dos mesmos dois tecidos do vestido, com aquela bota de cano longo, bem, eu pensei - é melhor deixar quieto a análise desse meu traje - realmente estava ridícula aquela fantasia, mas não poderia continuar ruminando esses pensamentos negativos; quando minha mãe continuou os elogios às meninas ao meu lado, Ana Laura respondeu:

- Não Dona Cácia, realmente não estamos bonitas nesses vestidos, não mesmo! Ah aquela costureira Dona Célia...

Foi quando Izabelly afirmou:

- É verdade, perdi meu dinheiro nessa brincadeira

- Aqueles 150 reais? Com certeza, sem dúvida alguma! - concorda Ana Laura, virando a cabeça rígida imediatamente para o retrovisor para evitar olhar para a região do colo, onde estufava aqueles panos vermelhos e xadrez cinza.

Olho para o lado e Isabelly parecia meio preocupada, alisando seu vestido verde florido, analisando minuciosamente o caminho que estávamos percorrendo quando minha mãe avisou:

- Dona Anésia vamos lá para casa almoçar, Juliana está fazendo estrogonofe de frango, e vocês também vão, viu meninas? - Diz minha mãe olhando para cada integrante daquele carro, avaliando as expressões faciais de cada um.

- Estrogonofe? Tá, tudo bem. - repete todas as três em um coro desordenado, sei que minha irmã mais velha Ju ainda não possui essa autêntica habilidade de "atrair as pessoas pelo estômago", pelo menos não para mim, mas a ideia de comer algo nada cotidiano instiga todos os passageiros do carro, isso não dá para negar.

Ao chegar em casa, tiro o chapéu de imediato mas ao mesmo tempo com cuidado para não desmanchar os cachos modelados, apresso os meus passos em direção as escadas, enquanto ordenava que as meninas seguissem-me; subo-a segurando o vestido para obter uma melhor visão dos degraus ao mesmo tempo que as meninas repetiam, logo atrás, os meus movimentos. Íamos dando gargalhadas, estar com elas em qualquer situação, era motivo de afobação e alegria, logo quando chego no fim da escada, vejo Juliana surgir do corredor dos quartos com cara de sono,

- Já chegaram?

- Já, o almoço está pronto?

- Já, só vou dar uma esquentadinha novamente, vó está aí?

Foi quando antes mesmo de eu responder, ela me avalia de cima a baixo e diz entre pequenas risadas:

- Não Fran, esses vestidos de vocês, sinceramente, não estão gatinhos não - ao mesmo tempo que ia se aproximando de mim.

Foi quando Laura, sacudindo a cabeça, retrucou:

- Oh, não fale não...

- Vem cá para eu ver um negócio. - Juliana continuava, aproximando-se cada vez mais de mim.

- Não! - Afasto-me andando para trás, em direção ao fim da escada, evitando que ela notasse algum defeito a mais no meu vestido.

- Vem cá, criatura. Cuidado com a escada aí. - Ela insiste.

- Já disse que nã...

Ao pisar na penúltima pedra do último degrau, ela se solta do concreto e eu caio escada abaixo, batendo fortemente a cabeça antes de terminar de descer todos os degraus, a escada era giratória e mesmo assim consigo chegar rolando até o chão. Escuto um grito, percebo uma respiração ofegante

E essa é a última coisa que lembro de acontecer nesse mundo.



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