História Cidade das Sombras - Interativa - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Bolacha-

Exibições 44
Palavras 3.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O
L
A
R
!

Olaaar! Estou aqui com meu capítulo, espero que gostem! Desculpem o título meio +\-, é que bateu aquela falta de criatividade do Inferno.

Além disso, esses dias (esse último mês, na verdade) eu to um retardado completo (mais do que geralmente sou). Ultimamente eu já: esqueci de estudar pra prova, dormi em cima do meu fone, e ainda por cima derrubei água da minha garrafa na minha própria cara no meio da aula de tanto sono! Então se tiver algum erro me avisem pq eu sou um lerdo com L maiúsculo de Lucas!

(Vcs vão ver um dos motivos de eu estar me chamando de lerdo nas notas finais, e vão concordar comigo pq é muita lerdeza pra uma vida só!)

Depois de ler essa biografia que escrevi aqui em cima, to até achando q vcs tão pensando: "Kirido, ninguém liga". (Leiam as notas finais ;) Espero que gostem!

Capítulo 8 - Capítulo 7: O prazer de conhecê-los


Fanfic / Fanfiction Cidade das Sombras - Interativa - Capítulo 8 - Capítulo 7: O prazer de conhecê-los

Angel Brooks


   Tá legal. Essa com certeza foi a noite mais estranha, triste e bizarra da minha vida. Primeiro sou atacado por pessoas-demônio. Depois sou raptado por duas lobisomens. Depois minha família inteira é sequestrada, conheço matadores de demônios, um vampiro ataca uma das lobisomens, conheço uma feiticeira e agora estou entrando na casa dela. Estou precisando de umas longas férias da minha vida.

   Além de tudo isso, ir para a festa de Valquíria, ou melhor, Valfor foi inútil. Eles disseram que estariam lá, mas não estavam. Será que alguém os tinha raptado também? Era só o que me faltava. Se algo acontecesse com…

   – Angel! – Maddison me sacudiu, cortando minha linha de pensamento. 

   – O que foi? – perguntei, irritado.

   – O que foi? Você ficou aí parado feito uma porta enquanto todo mundo entrava na casa da Valquíria! – Respondeu ela, bem direta.

   – Foi mal – eu disse. – Vamos.

   A casa da feiticeira era ainda mais impressionante por dentro. As paredes também eram de mármore branco e haviam vigas que provavelmente não eram necessárias, mas dava ao lugar um ar meio… grego, eu acho. Os moveis eram em sua maioria brancos ou pretos, deixando o lugar ainda mais brilhante. Haviam quadros, nenhum com Valquíria dentro, mas muitos históricos. Quando entramos todos já estavam na sala de estar, se jogando no sofá branco que provavelmente custava mais do que eu ganharia minha vida toda.

   – Alguém mais quer ficar aqui pra sempre? – perguntou Dominik, se espreguiçando no sofá.

   Nico, Genevieve, Alice, Maddison e eu levantamos as mãos.

   – Fico feliz que tenham gostado – Valquíria apareceu de um outro cômodo, e sua voz tinha um tom obviamente sarcástico. – Agora, acho que todos gostariam de um banho, não? 

   Olhamos carentes para ela, que fez uma careta.

   – Ah, era só o que me faltava – ela virou de costas e começou a andar. – Quem quiser tem três banheiros aqui, um no final daquele corredor, um naquela porta e outro naquele quarto – ela apontou para os lugares. – Não ousem mexer nas minhas coisas ou eu não vou ser mais tão legal.

   Sua voz era carregada de desgosto. Ela saiu e foi para outro cômodo.

   – Eu vou tomar banho – disse Dominik, se levantando.

   – Eu também – disseram Camille e Genevieve, e os três saíram. Agora éramos só eu, Maddison, Nico e Alice na sala.

   Me joguei no sofá que devia valer mais que minha vida e dei um longo e demorado suspiro.

   – Ei, você tá legal? – perguntou Nico, se sentando ao meu lado.

   – Claro! – respondi, sarcástico. – Acabei de perder minha família inteira em umas 24 horas. Eu to ótimo!

   Alice se sentou do outro lado.

   – Não se preocupe – disse ela. – Vamos encontra-los.

   – Valeu – disse, chateado. – Mas eu acho que o namoradinho da Maddison é de longe nossa melhor pista, e duvido que seja muito.

   Maddison me encarou feio. 

   – Tudo bem! – joguei as mãos pra cima. – O EX-namoradinho da Maddison.

   – Muito engraçado – ela me olhou como se dissesse durma de olho aberto essa noite e começou a andar pela sala.

   Ficamos em silêncio por um longo tempo. Nico balançava uma daquelas espadas brilhantes na mão, Alice olhava para as unhas e Maddison continuava andando, perdida em seus pensamentos. Mesmo depois de Camille, Genevieve e Dominik voltarem continuamos em silêncio. 

   Foi então que Valquíria apareceu, vestida diferente dessa vez.

   – Agora que todos vocês estão aqui – disse ela, quebrando o silêncio. – Me expliquem detalhe por detalhe o que aconteceu e por que estavam na minha festa, e talvez eu não esmague a cabeça de todos vocês com um simples movimento de mãos.


Alice Silverhood


   Contamos para Valfor detalhe por detalhe sobre o que aconteceu. Desde eu e Mad temos achado Angel e Kai na floresta até salvarmos Mad do Trevor. Bom, mais ou menos. Isso foi tecnicamente por causa da Valquíria, mas isso é o de menos.

   – Bom, essa é uma história e tanto – disse ela, colocando as mãos atrás da cabeça. – Mas tem uma coisa que eu ainda não entendi. Por que vocês foram pra minha festa?

   – Angel nos guiou até lá – respondeu Mad, confusa.

   Todos começamos a encarar Angel. Ele encolheu os ombros.

   – Então, Angel, por que exatamente a minha festa? – perguntou Valquíria, o encarando com um olhar fuzilante.

   – Bom… ah… bem… – ele babulceava enquanto falava, provavelmente de propósito. – Tem uma explicação. É que…

   De repente uma memória me deu uma ideia.

  – Quem você queria encontrar? – perguntei.

   Ele ficou vermelho.

   – C-como assim quem? – perguntou, nervoso.

   – Você ficava murmurando “onde eles estão? Onde estão?” – respondi. – Quem são eles?

   Agora o rosto dele parecia um hidrante. Ele se encolheu no sofá e tentou mudar de assunto.

   – Eu acho que o mais importante aqui é discutirmos sobre o namorado vampiro ou sei lá o que dá Maddie – disse ele.

   Acho que, se não fosse pelas testemunhas, Mad teria estrangulado ele e nem precisaria da força de lobisomem pra isso.

   – Eu concordo – disse Camille, surpreendendo a todos. – Foi uma experiência bem estranha. Você não faz mesmo ideia de como ele virou vampiro?

   – Não – Mad colocou a mão na cabeça, pensando. – Eu não via ele fazia anos. Não tinha ideia de que tinha virado vampiro.

   – E além de vampiro virou um tremendo canalha ou escravo de algum – disse Nico, e Mad o fuzilou com o olhar que mandara para Angel. – O que? Ele disse que tinha alguém com a família do Angel e com a sua. É óbvio que trabalha para alguém.

   – Talvez o pessoal do Hotel Dumort tenha alguma informação – sugeriu Dominik.

   – Ah, ótimo! – se lamentou Valquíria. – Além de licantropes e Caçadores de Sombras vou ter que me meter em assuntos vampiros? Não mesmo.

   Ela encarava Angel com curiosidade. O que estaria passando por sua cabeça?

   – Além disso, acho que o líder do clã de Manhattan não ia violar os Acordos dessa forma – disse Camille.

   – Então temos que dar um jeito de encontrar o Trevor – concluiu Genevieve. – O que sabemos sobre ele?

   – Que ele é um tremendo gato – respondeu Nico. Mad o encarou mais uma vez. – O que? Alguém vai discordar?

   Odeio admitir, mas eu não discordava.

   – Acho que ela quis dizer se você sabe pra onde ele iria, Mad – eu disse. – Você sabe?

   – Bom, ele disse que estava na antiga casa dos pais em Midtown.

   – Será que estava falando a verdade? – questionou Angel.

   – Só há um jeito de saber – disse Valquíria. – Vocês vão a Midtown amanhã e, se ele estiver lá, deem uma surra nele e o obriguem a falar.

   Ela foi bem direta.

   – Eu concordo com essa ideia – disse Genevieve, animada. – Quem mais tá de acordo?

   Todos levantaram a mão.

   – Perfeito. Agora, estou exausta. Valfor, será que…

   – Podem dormir aqui – se antecipou ela. – Só se lembrem de não mexer nas minhas coisas. Os quartos daquele corredor são todos de hóspedes. Mas lembrem-se, vão embora à noite. Entenderam?

   Afirmamos com a cabeça. Eu tinha que concordar com Genevieve, estávamos todos exaustos. A única coisa que queríamos era dormir.


Angel Brooks


   Eu estava tão exausto que nem me incomodei em dormir às 7 da manhã. Assim que entrei no quarto, me joguei na cama como uma fruta caindo da árvore e me preparei pra dormir, mas uma batida na porta me interrompeu.

   – Angel – era Valquíria. – Posso entrar?

   – Eu quero dizer que não, mas já que estou na sua casa sou meio que obrigado a dizer sim – resmunguei, e ela entrou como se sequer tivesse ouvido.

   Ela se sentou na beira da cama e olhou para o lago pela janela. 

   – Não tive a chance de dizer isso, mas sinto que sua família tenha sido sequestrada – disse ela, sem olhar para mim. – Espero que os encontre logo.

   – Obrigado – eu cocei a cabeça. – Você só veio aqui pra falar isso?

   – Não – respondeu ela, com o humor exatamente igual ao meu. – Vim falar sobre você. Você é um feiticeiro, certo?

   Eu pensei por um momento na pergunta. Deve ter sido a mais estranha da minha vida até agora.

   – Todo mundo tá dizendo que sou, então acho que sim – respondi, cansado.

   – Entendo – ela parecia curiosa. Como se tentasse decifrar um enigma. – É estranho. Eu não vi nenhuma marca em você.

   De novo aquele negocio de marca?

   – E o que é exatamente uma marca? – perguntei.

   – É algo que diferencia os feiticeiros dos humanos – respondeu ela. – Podem ser coisas sutis como a cor dos olhos ou do cabelo. Podem ser coisas um pouco menos, como cor da pele ou chifres. Outras, como as minhas, são um pouco mais escandalosas.

   – Qual é a sua? – perguntei. – Não vi nenhuma em você.

   – É um feitiço – ela estalou os dedos, e agora eu vi.

   Nossa.

   Ela tinha asas e uma cauda. Ambas azuis. A cauda era cheia de espinhos e as azas de penas brilhantes e azuis.

   – Eu não quero ser grosso, mas estou impressionado e apavorado ao mesmo tempo – eu disse, o mais gentil possível.

   – Na verdade, eu não ligo muito – respondeu ela, e acho que vi um sorriso. – Só estava curiosa para saber por que você não tem uma. Todo feiticeiro tem.

   – Por que? – perguntei, e ela pareceu ter encolhido em seco. Acho que eu não ia gostar da resposta.

   – Escuta, feiticeiros são filhos de humanos com demônios, por isso possuem marcas que os diferenciam dos humanos comuns – ela falava lentamente, e minha cabeça latejava só com as palavras.

   – Espera – eu disse. – Você tá me dizendo que eu sou filho de um demônio?

   Ela fez uma pausa.

   – Sim.

   – Não, é muita coisa pra processar num dia só – me recusei a pensar sobre isso e me deitei na cama. – Eu penso nisso amanhã. Agora eu vou dormir. Boa noite, ou bom dia! Foda-se!

   Valfor pareceu estranhar minha reação, mas não discutiu. Logo depois, ouvi a porta do quarto fechando atrás dela.

   Agora que eu estava sozinho, só queria dormir um pouco e descansar. Mas é claro que meus sonhos não deixariam.

   
Odessa Jasmine Penhallow


   Como eu sabia que não adiantaria ir atrás do vampiro, pensei seriamente em voltar para o Instituto. Mas que graça isso teria? Eu precisava fazer alguma coisa divertida. 

   Chequei meu celular e vi que Nico me mandou uma mensagem já fazia tempo. Dizia que ele, Angel, Mad e o resto do pessoal estavam na casa da Valquíria e que iriam dormir lá. Também tinha o endereço e… nossa. Era muito longe para ir com aqueles saltos. 

   Acho que eu não tinha escolha. Como eu não tinha dinheiro para um táxi, teria que voltar para o Instituto. 

   Foi quando vi aquele garoto com cabelo platinado sair do Taki’s e algo brilhante passou pela minha cabeça. Por que não me divertir um pouco e seguir ele?


Angel Brooks


   Eu estava no topo de uma colina. Estava, de alguma forma, feliz. E a paisagem que via era simplesmente incrível.

  Era uma espécie de cidade. As casas numerosas que haviam nela eram de tijolos cor de mel, e brilhavam lindamente com o por do sol. Mas o mais impressionante eram, com certeza, as torres que se encontravam nos limites da cidade. Eram feitas de um material brilhante, de certa forma transparente, que ficava incrível ao por do sol. Sinceramente, não me lembrava de ter visto algo tão lindo. E, por algum motivo, eu sabia o nome da cidade. Alicante.

   – Finalmente te encontrei.

   Alguém falou atrás de mim, e me virei rapidamente. Dei de cara com um homem de prováveis 20 anos, com cabelos pretos e olhos… azuis. Estranho. Aqueles olhos eram…

   De repente o sonho mudou. Eu estava dentro da casa de alguém, deitado em um sofá. Me sentia pequeno, como um bebê. E provavelmente era um.

   Olhei ao redor e vi minha mãe. Ela parecia muito preocupada, e conversava com o homem com asas. Ele mexia algo em uma espécie de caldeirão, enquanto minha mãe falava desesperada. 

   Uma dor aguda percorreu meu braço direito, se espalhando por todo meu corpo. Era muito forte, como se minha pele estivesse queimando. Gritei pedindo ajuda, e minha mãe veio correndo até mim.

Angel, Angel, Angel… eu ouvia uma voz dizendo.

   – Não se preocupe, querido – disse ela, colocando a mão na minha testa. – Vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem.

Angel, Angel…

   A dor ficava cada vez mais forte. Era simplesmente impossível não gritar, a dor era intensa demais. Era como se meu corpo inteiro estivesse pegando fogo agora. 

Angel, Angel, Angel…

   Sem poder fazer mais nada, me entreguei a dor e caí em uma profunda escuridão.

   
   – ANGEL!

   Acordei, quase pulando, e dei de cara com a cabeça de alguém. Seja lá quem fosse, iria ficar com um galo sinistro. A pessoa gritou e caiu no chão. Ah, era a Maddie.

   – Sabe, você poderia me avisar quando entrar no meu quarto – resmunguei, colocando a mão na testa. 

   – Ah, cala a boca – ela se levantou do chão e me encarou irritada. – E, aliás, não fui eu que dei uma cabeçada na garota que só veio te acordar.

   – Acordar pra que? – perguntei, enfiando a cara no travesseiro. 

   – Sei lá, pra salvar sua família de quem quer que tenha levado eles? – respondeu ela, com um sorriso irônico. – Anda, já está anoitecendo.

   – Espera. Eu passei 12 horas dormindo?

   – Quase isso – respondeu ela. – Não se preocupe. O resto do pessoal também não acordou tão cedo. 

   Ela parecia irritada e perturbada ao mesmo tempo. Será que também havia sonhado com alguma coisa estranha também? Bom, tomara que não, por que meus sonhos eram sem sentido demais.

   Ela saiu do quarto sem dizer nada, me deixando sozinho. Me levantei e me olhei no espelho que tinha no quarto. Nossa. Nem ter dormido umas 12 horas melhorou minha aparência. Precisei tomar um banho no banheiro que tinha naquele corredor antes de ver os outros.

   Depois de ter me trocado, fui até a sala de estar. Todos pareciam estar me esperando.

   – Aí está a Bela Adormecida – disse Nico, rindo.

   – Se você falar mais alguma coisa, jogo uma bola de fogo na sua cara – garanti a ele, e me sentei no sofá junto com Genevieve, Dominik e Alice. O resto estava de pé.

   – Que bom que decidiu se reunir a nós, Angel – disse Valfor. – Acho melhor já irem para Midtown.

   – E você não vem? – perguntou Camille.

   – Como se o prazer de ter conhecido vocês já não fosse o suficiente – respondeu ela, se virando e voltando para o quarto. – Fechem as portas antes de saírem ou eu faço todos se matarem.

   Por algum motivo, eu gostava desse jeito dela.

   Sem comentar, nós nos levantamos e os Caçadores de Sombras pegaram suas armas brilhantes malucas. Saímos da casa (e tenho certeza de que muitos se viraram para admirá-la mais uma vez) e, antes de entrarmos na picape, uma voz atrás de nós gritou.

   – Angie!

   Me virei, e o que vi me aliviou muito. 

   Uma garota baixa de cabelos castanhos escuros e olhos azuis brilhantes corriam na nossa direção, junto com um garoto de cabelo castanho claro e olhos igualmente azuis. Daisy e Josh.

   Abracei meus dois melhores amigos com força. Quando nos soltamos, os dois tinham expressões preocupadas.

   – Meu Deus, o que aconteceu com você? – perguntou Daisy. 

   – Nós tentamos te encontrar na boate, mas não te achamos – disse Josh. – Você tá bem?

   – Eu to, não se preocupem – isso não era exatamente verdade. 

   Foi então que percebi que os dois encaravam Maddie e o pessoal atrás de mim. Nossa, como eu explicaria pra eles? “Gente, esses são os matadores de demônio e as lobisomens que estão tentando me ajudar a resgatar minha família”? Não.

   – Daisy, Josh, esses são Dominik, Genevieve, Alice, Nico, Camille e Maddison – eu disse. – Pessoal, esses são meus amigos Daisy e Josh.

   Os dois grupos se encaravam. Era como se se analisassem. Como se soubessem da existência um do outro. 

   – Interessante, Angel – disse Nico, com um sorriso sarcástico. – Por que nunca nos disse que tinha amigos fadas? 


Aaron George Verlac


   Andei pelas ruas de Nova York até chegar ao Centro. Mandei uma mensagem sobre Trevor para uma amiga, e ela queria discutir alguma coisa sobre ele. Alguma coisa bem importante, pelo o que ela disse.

   Cheguei no prédio e entrei. Peguei o elevador até o andar da minha amiga e, quando chegou, abri a porta do apartamento dela sem cerimônia e entrei.

   Bianca estava na sala de estar, sentada no sofá com uma taça de vinho na mão e outra na mesa de centro. Como sempre, ela parecia estar me esperando. Seus longos cabelos ruivos estavam soltos.

   – Demorou, Aaron – disse ela, estendendo a taça de vinho. – Pensei que não iria vir.

   – E como eu diria um não a você? – respondi, e me sentei ao lado dela no sofá. – E então? Como vai passando? Faz muito tempo que não nos vimos.

   – Um ano e meio, para ser mais exata – disse ela, tomando um gole do vinho. – Sua mensagem me surpreendeu. Não esperava saber de Trevor tão cedo.

   – Pois é – concordei, pegando minha taça e tomando um gole do vinho. – Eu não tinha notícias dele há muito tempo. Mas hoje o vi no Taki’s e ele parecia muito tenso. E o mais estranho foi que uma Caçadora de Sombras estava atrás dele.

   – Muito interessante – comentou Bianca, e senti que ela sabia de alguma coisa. Por que eu estava ali? – Então já começou?

   Ergui as sobrancelhas.

   – O que já começou? – perguntei, e ela pareceu ter despertado de um transe.

   – Ah, nada – respondeu ela.

   Eu a encarei por alguns minutos. Ficamos em silêncio por muito tempo, até ela abrir o jogo.

   – Tudo bem! – ela levantou as mãos em sinal de rendição. – Você sabe que raramente me envolvo em assuntos das fadas, principalmente Seelies. Mas eu ouvi muitos boatos nos últimos dois dias, e acho que você deveria saber.

   – O que? – perguntei, intrigado.

   – Bem, parece que há quase 10 anos a Rainha Seelie mandou duas crianças de seu reino se aproximarem de um garoto específico – respondeu ela, lentamente. – O garoto é um feiticeiro. Não sei qual é o objetivo da Rainha com ele, mas sei que é importante. Tem algo a ver com um Caçador de Sombras que morreu há 16 anos. 

   Refleti sobre isso um momento.

   – Interessante. Sabe mais alguma coisa? 

   – Só sei que o garoto cresceu com essas duas fadas como melhores amigos – respondeu ela. – Mas hoje ouvi algo muito interessante. Parece que, segundo o último relatório das fadas para a Rainha Seelie, o garoto está acompanhado de Caçadores de Sombras e a líder do bando de lobisomens de Nova York. Eles recentemente receberam a missão de tirá-lo da casa de uma feiticeira.

   Congelei. Será que eram os garotos que vi correndo e a garota que vi no Taki’s? Se forem, e se tudo isso tiver algo relacionado a Trevor, até eu posso estar com problemas.


Odessa Jasmine Penhallow


   Seguir o tal do Aaron trouxe resultados bem intrigantes. Embora o dia inteiro ele tenha ficado no super apartamento que tinha, e eu tenha tido que fazer novas marcas de silêncio no meu salto o tempo todo, à tarde ele decidiu sair. A partir daí segui-lo ficou divertido e útil. 

   Ele visitou uma amiga fada, muito provavelmente. Embora ouvir pela porta do apartamento não tenha sido a coisa mais sutil do mundo, tive sorte de ninguém perceber. Agora, eu precisava ligar pro Nico. Se fadas estavam indo pegar o Angel, queria dizer que teríamos péssimos problemas com os Seelies. Mas, quem não gosta de uma boa briga?


(Extra)

Valquíria Forseti


   Angel, Maddison, Alice e os Caçadores de Sombras pareciam entretidos com alguma coisa do lado de fora, e eu nem queria saber o que era.

   Quem realmente me intrigou foi Angel. Sua aparência, seu jeito, seus olhos. Tão parecido com alguém que conheci, anos atrás. 

   Alguém que eu esperava que estivesse morto.

   

   

 

   

   
   

   

   


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo! Como sempre, aceito todas as críticas e opiniões pq ninguém é perfeito!

As aparências:

Daisy:
https://goo.gl/images/w1MaQC

Josh:
https://goo.gl/images/wpBVoB

Bianca:
https://goo.gl/images/8QIe4f
(e minhas desculpas para a criadora da Bianca pq a bixinha apareceu mt depois q vc enviou a ficha e eu retardado também esqueci de avisar que ela tava aceita)

E é isso. Espero que tenham gostado e até o próximo cap! E fiquem a vontade pra xingar minha lerdeza!


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