História Cidade de Bronze Celestial - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Qual é seu problema com facas?


POV. Suzannah

Se eu tivesse chegado um pouquinho mais tarde Christian estaria morto, mesmo assim ele está um bagaço, apanhou feio. Pedi pra ele me seguir e ele nem hesitou, talvez ache que está alucinando.

— Me explica isso direito. – pede ele.

Então começo a contar o que aconteceu nos últimos três meses.

— Descobri que sou uma semideusa há três meses. Eu vi uma garota em um beco sendo atacada por um cachorro enorme e demoníaco, fui até ela tentar ajudar e o cachorro virou pó, então ela me contou o que ela era e o que eu era. Ela tem um irmão, ambos conheceram um sátiro que tentou ajuda-los há dois anos. O sátiro acabou morrendo para salvá-los, mas, antes de morrer ele havia ensinado várias coisas para os irmãos, ele disse que há um acampamento para semideuses, onde podemos ficar seguros. O sátiro tinha uma mochila cheia de adagas de bronze celestial, ele havia dito que enquanto os irmãos tivessem uma daquelas poderiam se manter seguros por si mesmos. Parece que estava prevendo a própria morte.

Olho para Christian, ele parece um tanto melancólico.

— O sátiro acabou salvando mais do que duas vidas, eu e você somos a prova disto. – diz ele.

— Sim, você não vai me chamar de louca ou surtar? – pergunto curiosa.

— Não, eu sempre vi coisas estranhas, pode parecer maluco, mas isso tudo se encaixa sabe. – diz ele.

— Sabe o que semideus significa né? – pergunto.

— Claro, somos filhos de deuses, isso explica o porquê nunca conheci meu pai. – diz ele. – Você sabe de quem é filha?

— Não faço ideia. – digo.

— Onde estamos indo? – pergunta ele.

— Para o hospital. – digo como se fosse óbvio.

— O quê? Não posso ir pra lá. – diz ele. – Minha mãe trabalha lá.

— Qual é, tá com medo da sua mãe? – pergunto provocando.

— Ela me odeia desde que nasci, se ela me ver nesse estado vai achar que estou envolvido com gangues. – diz ele amargurado.

— Relaxa, se você não quiser ser visto, não será visto. – digo. – Só me diz o que ela é.

— Recepcionista. – diz ele.

— Ok, coloque o capuz. – peço.

Ele coloca e começa a mancar, juntos vamos até a recepção onde uma mulher loira nos atende.

— O que houve? – pergunta ela.

— Meu irmão foi assaltado, bateram nele, ele precisa de ajuda. – falo desesperada.

— Tudo bem, leve-o para a sala de espera. – diz ela. – Só preciso do nome dele e a identidade.

— O nome dele é Carter Hale, levaram a carteira dele, a identidade estava nela. – digo quase chorando.

— Querida você poderia ligar para seus pais? - pergunta a mulher.

Nessa hora passo uma rasteira em Christian o fazendo cair, me ajoelho fazendo escândalo e falo baixinho para ele entrar no jogo, logo aparece enfermeiros com uma maca e o levam para uma sala.

Depois de um tempo me autorizam vê-lo, Christian me olha de um jeito engraçado quando entro na sala de espera em que ele está.

— Era sua mãe? – pergunto e ele assente. – Não se parece nada com você.

Realmente eles não se parecem em nada, à mulher é loira, tem olhos negros, a pele pálida e não é muito alta. Enquanto Christian tem cabelos negros, olhos dourados, a pele tem um leve tom pálido, ele é alto, enfim ele é gato.

— Você não precisava ter me derrubado. – ele fala zangado.

— Não tinha quase ninguém no hospital, eles iriam te dar um chá de cadeira e sua mãe ia desconfiar. – digo. - Eu tenho que ir, te encontro amanhã na escola.

Ele me olha preocupado e antes que diga algo entrego uma adaga de bronze celestial a ele.

— Fique com isso, já sabe o que tem de fazer se algo aparecer. – falo. – Se cuida tá?

— Vou tentar. – diz ele. – Ah e obrigado, acho.

Dou um sorriso para ele e sigo meu caminho.

***

POV. Christian

Eu disse para mim mesmo que não ia pirar, e não vou. Para minha sorte não quebrei nenhum osso, só trataram meus ferimentos, então uns vinte minutos depois que a Suzannah foi embora eu fui liberado. Cheguei em casa exausto e cai na cama.

No outro dia nem queria ir para a aula, mas precisa saber mais sobre o que aconteceu ontem. Eu estava dolorido, mas acabei ignorando a dor e fui para a escola.

Quando entrei na sala meu amigo Tadeu arregalou os olhos.

— Cara o que aconteceu? – pergunta ele.

— Fui assaltado. – digo. – Tá tão ruim assim?

— Está muito ruim. – fala Suzannah aparecendo ao nosso lado.

— Explica isso direito. – pede Tadeu.

— Assim que sai do serviço fui atacado por três idiotas, queriam meu celular, então eu comecei a bater neles. – digo.

— E apanhou no processo. – fala Suzannah com um sorriso.

— Você estava lá? – pergunta Tadeu á Suzannah.

— Sim, eu tive que ajudar esse maluco a ir pro hospital. – diz ela.

***

No intervalo Suzannah me puxou em um canto.

— Preciso que você conheça meus amigos. – diz ela. – Eles são como nós.

Vejo um garoto caminhando em nossa direção, ele é alto, tem os cabelos loiros cacheados e olhos num tom de azul profundo, é quase verde pérola. Uma garota um pouco mais baixa que ele caminha a seu lado, os olhos dela são idênticos ao do garoto, ela tem a mesma cor de pele que ele, já seu cabelo é castanho claro, noto que ambos tem aparências élficas.

— Estes são Nathan e Emma.

— Oi, vejo que a Suze não mentiu sobre você ter apanhado. – fala Nathan.

Fico confuso, sinto uma dor no meu braço, quando olho vejo que Emma me cortou com uma faca de bronze celestial.

— Qual é seu problema com facas? – pergunto.

Ela me da um sorriso travesso.

— Você é realmente um de nós, bronze celestial não fere humanos - diz com um encolher de ombros. - Só estava testando.



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