História Cidade do Pecado - Capítulo 16


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Categorias Barbara Palvin, Cara Delevingne, Justin Bieber, Ryan Butler, Zayn Malik
Personagens Barbara Palvin, Cara Delevingne, Justin Bieber, Zayn Malik
Tags Justin Bieber Criminal, Policial, Romance, Tragedia
Visualizações 64
Palavras 1.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Se foi.


 

 

 

 

 

        As informações eram poucas, ninguém dizia o quê ou o porquê daquilo, simplesmente o silêncio inundava a sala da casa de Valentim. Ryan olhava o celular sem se importar com o mundo a sua volta, Haley era a única que parecia se interessar com alguma palavra que saia daquela maldita boca, e eu estava voando junto com os pensamentos.

 

     A bebida balançou dentro do copo, meu olhar preso no quadro atrás da mesa de madeira, a maneira em que Dylan James e Valentim planejavam o próximo passo e eu ao menos conseguia prestar atenção.

 

– O que você acha sobre isso Bieber? – pisquei algumas vezes virando meu rosto podendo encarar Valentim. – Preocupado com alguma coisa?

 

– Não. – engoli seco. – O que eu acho sobre o que?

 

– O prefeito. Quero mata-lo. – falou naturalmente como se aquilo fosse uma coisa simples. Abaixei o olhar prendendo o riso na garganta.

 

– Então mate. – dei de ombros sentindo o whisky queimar minha garganta. – Você é o grande Valentim, esqueceu?

 

– Você não consegue disfarçar, não é? – gargalhou. Dylan abaixou a cabeça a balançando de um lado para o outro. – Está preocupado com Cassy? Acho que tivemos essa conversinha ontem.

 

      Sorriu e aquilo me fez querer jogar o copo na sua cara. Ontem. Mais uma das brigas intermináveis com o próprio diabo. “Cassy está bem.” Era tudo que ele dizia, mas ninguém tinha certeza disso.

 

– Sim, estou preocupado com ela. – seu sorriso se afinou e eu fiquei de pé. – Mas é porque sem ela nenhum de seus planos vão dar certo. Cassy é melhor nisso do que qualquer um dentro dessa sala.

 

– Está tentando me dar alguma ordem? – Valentim ficou de pé apoiando a mão na mesa.

 

– O que ele esta querendo dizer... – Barbara falou na minha frente. – É que já faz duas semanas que a única coisa que ouvimos é "Cassy está bem." Você não deixa nenhum de nós vê-la e ela é a nossa chefe. Seja lá o que estiver acontecendo nos precisamos saber.

 

– Está vendo isso James? –Valentim sorriu. – Esta vendo? Essas crianças querendo me dizer como eu devo agir? Está vendo? –Dylan deu passo para trás balançando a cabeça em um sim. – Seus idiotas! – o cinzeiro de cristal voou pela minha cabeça batendo na parede e se espalhando pelo chão. – Pensam que estão falando com quem?

 

– Com você. - falei sério sentindo meu maxilar latejar. – Acha que somos soldadinhos que fazem só o que você quer? Não seja patético! Eu quero ver Cassy ou eu não faço nada pra você.

 

– Você acha que tem alguma autoridade comigo Bieber? – bateu a mão forte sobre a mesa, pude ver o corpo de Emma saltar de susto. – Acha mesmo que pode vim até a minha casa e dar algum tipo de ordem? Ainda mais pra mim? Isso sim é patético!

 

– A única coisa que estou pedindo é para que me deixe ver Cassy! – dei um passo a frente. – Ninguém a vê a duas semanas, tudo que sabemos é o que você nos diz e isso já passou dos limites. Já entendi que você é que manda aqui, Chaz pagou o preço por isso, mas isso não significa que eu tenho que colocar uma venda nos olhos e fazer tudo que você manda sem questionar nada.

 

– Quer notícias sobre ela? – perguntou, a voz sem nenhum resquício de emoção. – Então vá. Você e mais ninguém. Última porta a direita no segundo andar. – ele sorriu, como se aquilo fosse realmente engraçado. – Depois me conte se gostou do que viu.

 

Encarei Chris que por sua vez me questionou com o olhar se aquilo realmente era necessário, eu bem sabia que o medo de mais um de nos morrer era bem vívido em sua cabeça.

 

    

 

      Todos estavam em silêncio, girei o corpo devagar em direção a porta, só agora notei que eu prendia a respiração. O corredor estava vazio quando passei por ele, gelado como uma geladeira sem nenhuma sombra de alguma alma nele.

      A porta era branca, meu coração gelou. Fazia duas semanas que eu não a via, não conseguia entender a necessidade que eu tinha que isso acontecesse. Eu queria ela longe, muito longe – e provavelmente naquela noite, talvez com toda certeza – a culpa era minha pelo acidente, mas desde quando eu me preocupava? Ninguém sabia, pelo menos Valentim não sabia que ela estava comigo naquela noite. Mas porque isso importa?

 

 

– Cassy? – empurrei a porta e a mesma rangeu. Coloquei porte do rosto para dentro do quarto, estava quieto. – Está aqui?

 

– Valentim? – disse saindo do banheiro. O cabelo molhado caído sobre a camisa cinza. – O que você está fazendo aqui? – seu tom ficou alto, me encarando sem se mexer.

 

Seu rosto havia marcas, cortes e roxos espalhados por ele. As pernas brancas e nuas abaixo de um pequeno short azul. Senti um arrepio, balancei a cabeça tentando tirar aquela sensação.

 

– Como você está? – segurei a porta adentrando no quarto. – Todos estão preocupados com você. – ela sorriu com ignorância. – Você poderia ter uma conversa civilizada pelo menos uma vez?

 

– Você quer ter uma conversa civilizada? - segurou a barra da camisa apertando-a. – Ótimo. Vá embora, não pedi pra você vir aqui, não quero você aqui. Peça a uma das garotas que venha pra cá, mas você não.

 

– Eu não? – dei um passo a frente. – Qual é o seu problema? Me culpa pelo acidente? Não seja criança! – gritei sem ao menos me importar se tinha pessoas no andar debaixo. – Você dirigiu feito louca. Você que foi até a minha casa. Você que age feito uma pessoa maluca e sem um pingo de noção. Não culpe as pessoas pelos seus erros Cassy.

 

– Você tem razão. É meu erro. – agora foi ela que se aproximou. – Meu erro foi envolver trabalho com o pessoal. Meu erro foi sequer pensar em você de outra maneira. Meu erro foi achar. Por que achar não faz parte da minha vida, eu sempre vivi na base da certeza e com você eu não tenho nenhuma, então, por favor, me deixe aqui com os meus erros e suma da minha vida!

 

– Você o escolheu. – disse baixo, seu olhar preso no meu feito cola. – O escolheu quando você poderia escolher qualquer coisa. Você só se preocupa em ser a princesa de Las Vegas e escolheu o homem que executou o meu amigo, o meu irmão! Então não me culpe por ter escolhido Jhode. Por ter escolhido uma pessoa que não vivi em uma montanha russa e faz o que convém a ela sem se importar com quem está a sua volta.

 

– Você é fraco. – ela disse. – Quando eu entrei naquela rodovia, na frente daquele carro, eu me sentia dessa maneira. Me sentia como você. Uma pessoa incapaz de lutar pelo que quer porque, ao contrário de você, tudo que eu fiz e faço e para sobreviver e você? Você faz por medo. Você tem medo de tudo e todos e agora eu sei que eu não poderia ficar com uma pessoa fraca. Você tem medo e por isso seu amigo morreu.

 

– Quem tem medo é você. – dei mais um passo a frente, o cheiro entorpecedor do seu cabelo. O sangue correndo pelas minhas veias fazendo-as latejar. Isso tudo era ódio? – Medo de lutar, medo de sofrer, medo de se arriscar, medo de amar. – seu olhar caiu, mas logo subiu de volta ao meu. – Você tem medo e diz que faz para sobreviver, quando eu sei que é mentira. Naquela noite você foi me dizer tudo aquilo e não aguentou ouvir uma rejeição. Porque isso é difícil, não é? Ser rejeitada quando se uma mulher linda, com um corpo maravilhoso e uma boca deliciosa.

 

– Saia daqui. – sua voz saiu baixa e eu não contive em olhar quando ela molhou os lábios. Ela estava perto, tão perto que eu ouvia sua respiração e isso fazia meu corpo tremer.

 

– Não. – segurei sua cintura e sua mão apertou a minha. – Não. – disse mais uma vez deslizando meus dedos pelo seu braço até chegar na sua nuca e entrelaçar os fios de cabelo na mão. – Não.

 

    Puxei sua boca em direção a minha, abrindo caminho e invadindo a mesma com a língua. Eu não sabia que eu queria tanto até fazer aquilo. Essa mulher. Por Deus porque essa mulher? Era como beijar o capeta e pedir perdão por gostar.

 

     Sua mão subiu por dentro da minha blusa, quente deixando um rastro de calor pelas minhas costas, era diferente, quente e delicioso. Porque com ela sempre era quente e delicioso. Ela mordiscou meu lábio inferior fazendo-me soltar um leve gemido, puxei seu corpo o colando mais no meu, apertando-o para que todas as células do meu corpo a sentisse.

 

Sua mão bateu no meu peito me fazendo dar um passo para trás, ela me encarou, as bochechas vermelhas. Então sua mão se chocou contra o meu rosto.

 

– Não faça isso nunca mais. – ela disse ofegante. – Não toque em mim nunca mais.

 

– O que aconteceu com você Cassy? – disse baixo tentando entender toda aquela maldita situação. Meu rosto formigava. – O que aconteceu?

 

– O que aconteceu? – riu debochada. – Eu morri. Você me matou. E obrigada por isso.

 

– Você é um monstro Cassy Williams.

 

– E você se apaixonou por mim.

 

 

Suas palavras martelaram a minha cabeça, ecoando e se espalhando como ervas daninha. Sem encara-la por muito tempo, virei-me saindo daquele quarto, era como ser consumido por um buraco negro, ter tudo sugado de dentro de si e arrancado com toda a força possível, eu não estava apaixonado, eu odiava essa mulher. Essa mulher instável, maldita, eu odiava essa mulher... Deliciosa.

 



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