História Cidade dos Demonios Alados - Capítulo 15


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Personagens Originais, Rainha Seelie, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Simon Lewis
Tags Sebastian Morgenstern
Exibições 20
Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Uhu, estamos entrando em uma nova fase dessa trama... Coisas estão por vir HAHAHAHAHA *risada maligna*
Esse cap ta pequeno, mas espero que gostem

~Boa Leitura

Capítulo 15 - Imencidão de Nada


Nunca vamos saber

O que fica atrás da porta

Mas tenho uma sensação

É uma sensação pela qual vale

a pena morrer

Feche os olhos e prenda sua

respiração

Pois isso é uma sensação boa

 

Melissa abre os olhos tentando se acostumar com a claridade. Seu corpo inteiro dói muito. Ela tenta se lembrar do que aconteceu e conforme as imagens retornam a sua cabeça a dor parece aumentar. Ela olha ao redor e não reconhece o lugar onde está. Se senta no divã onde antes estava deitada e observa cada detalhe do quarto.

Um divã vermelho; Uma pequena mesa de madeira com uma cadeira vitoriana de estofado avermelhado; Uma cama de casal de madeira; Uma comoda de madeira e um espelho dourado na parede; Além de duas portas, uma que dá para o corredor e a outra para o banheiro.

Ela tenta se levantar, e o corpo dói como se milhares de agulhas estivesses sendo enfiadas ao mesmo tempo. Passa a mão pelo seu pescoço e sente uma ardência insuportável. Mesmo assim, insiste em se levantar, se põe de pé, mas perde totalmente a força nas pernas e cai no chão. Sua respiração fica ofegante como se tivesse corrido por quilômetros.

Sua cabeça dói como se tivessem batido nela com um cassetete, então, coloca a mão nas têmporas massageando-as afim de aliviar a dor. Ela coloca a mão na beira do divã e se impulsiona para subir. Depois, deita-se em posição fetal e fecha os olhos com força.

Deveria estar se curando, deveria se sentir melhor a essa altura, mas nem sequer sente seu corpo trabalhando para isso. É como se fosse uma mundana, se curando de forma lenta e desgastante. A porta do quarto se abre e uma senhora com uma aparência cansada e doente, entra com uma bandeja de prata. Ela deixa a bandeja em cima da mesa fazendo Melissa abrir os olhos.

 

– Quem é você? Onde eu estou? E por que não estou me curando? – A feiticeira pergunta se esforçando para se sentar novamente.

 

A senhora não responde. Permanece calada olhando para Melissa sem ânimo algum. Como um automato que só fala e faz o que está programado. Embora, seu rosto não demonstrem qualquer expressão seu olhos parecem dizer muita coisa, como se pedissem socorro.

A senhora caminha até Melissa e gesticula para que se apoie em seu ombro. A feiticeira segue o ordenado e é guida ate a mesa, onde se senta. Logo em seguida a mulher se retira do quarto e o barulho da fechadura sendo trancada pode ser ouvido.

Melissa olha para bandeja em sua frente. Tem uma sopa e um suco, além de alguns pãezinhos, e uma rosa. Uma rosa vermelho-sangue cheia de espinhos. Ela pega a rosa e a analisa com cuidado. Parece uma rosa comum mas tem algo de muito estranho em seu tom avermelhado. Não é como as outras rosas que transmitem beleza e vitalidade. Essa transmite apenas morbidez e solidão. Então ela olha melhor para a rosa, analisa as pétala e nota que em uma delas há uma mancha preta. Poderia ser uma mancha comum, um pequeno defeito, mas a mancha tinha forma to de M.

Melissa aperta a rosa em sua mão estragando-a. Sua mão se corta e pequenos filetes de sangue escorrem.

Isso é um sinal de que ela não esta em um lugar seguro. Um sinal de que esta mais perto de Sebastian do que gostaria. Ela se levanta da cadeira com dificuldade, usando a mesa como apoio. Começa a andar em direção a porta da saída devagar. As vezes precisa se apoiar na parede para não cair. Quando chega em frente a porta gira a maçaneta.

Trancado

Ela pensa em algo que poderia a ajudar a abrir. Mentaliza coisas que poderiam livrá-la dali, e, depois de muita concentração, estala os dedos esperando que algo apareça magicamente para ajudá-la. Mas, nada acontece. Ela tenta mais uma vez... duas... três... quatro vezes, mas nada muda.

Seus poderes não estão funcionando.

Ela encosta suas costas na parede do quarto e se permite escorregar ate o chão. Tem algo errado acontecendo e ela não faz ideia do que seja. Se sente cansada, dolorida, faminta e triste.

Afinal, não faz ideia do que aconteceu às pessoas que deixou naquele campo de guerra. Poderiam estar bem, mas poderia estar mortas. Sebastian é muito mais esperto do que ela esperava e muito mais engenhoso do que imaginou que seria possível. Nem mesmo Valentim teria conseguido fazer o que o filho fez. Uma raça só para ele.

Ela se levanta com muito esforço e vai até a mesa se sentando. Pega a delicada colher de prata e mergulha na sopa levando a boca logo em seguida. Não era uma sopa gostosa, ou algo que ela gostaria de comer, mas, ou ela come ou ela morre de fome, além disso, precisa se alimentar para se curar.

Depois de comer diversas colheradas ela sente uma dor horrível na cabeça, a pior que ela já sentiu. Empurra a bandeja para longe fazendo os pratos e copos se quebrarem no chão. Coloca a mão nas têmporas e fecha os olhos gemendo de dor.

É como se estivesse recebendo cargas de eletricidade na cabeça e não pudesse controlá-las. A dor parece aumentar a cada minuto e parece que a cabeça dela vai estourar. Suor escorre por sua testa e sua respiração se torna descompassada, seus batimentos perdem o ritmo constante, saltando algumas batidas. E ela perde totalmente a consciência de tudo. As coisas ficam pretas e ela desmaia caindo no chão.

[…]

Melissa acordou minutos depois. Sua vista estava turva e multiplicada. A dor na sua cabeça havia passado parcialmente. Ela não sentia seus ossos, como se tivessem se transformado em borracha.

Apoiou a mão no chão e se esforçou para se sentar. Se sentiu tonta mas aos poucos sua visão foi voltando e conforme a vista se tornava melhor percebeu que não estava no quarto de antes. Agora, se encontrava em um lugar completamente estranho. Um lugar deserto, sem ninguém, sem nada. O chão de terra preta como se outrora houvesse tido um incêndio. Não haviam arvores, apenas a imensidão de nada. O ar repleto de névoa dificultava a visão. Os céu não podia ser visto, nuvens acinzentadas cobriam tudo.

Ela se levanta com dificuldade e começa a andar. Seus pés doem e espetam, por estar descalça. A cada passo mais pedras a machucam, mas ela não se importa, continua a andar. Anda sem rumo por um bom tempo. Seguindo direção alguma. Até que avista algo brilhante de longe, um lago. Corre naquela direção com toda a disposição seus pés sangram pelas feridas.

Quando se aproxima da margem se joga no chão perto da água. Sua respiração está ofegante e descompassada. Ela olha para o lago, para sua água acinzentada e morta.

Vê um reflexo na água, uma mulher magra, velha, cansada. Sua pele está seca e suja. Cheia de manchas da idade. Seus cabelos não são brancos, são de um amarelo desbotado e feio e estão bagunçados e mal cuidados. Seu rosto é magro, quase esquelético, como se tivesse passado por um longo período de fome. Seus olhos são de um verde sem graça, mas que aos pouco começam a tomar um tom avermelhado cada vez mais forte, até perder totalmente a humanidade e se tornar um olho vermelho sem pupila. Melissa olha para o reflexo da mulher e demora alguns instantes para reconhecer a si mesma

Abaixa o olhar para suas mãos. Elas estão velhas e enrugadas. Os dedos magros e feridos, as unhas ruidas e fracas, além de sua palma cheia de calos. Ela começa a se sentir desesperada, tenta gritar, mas sua voz não sai. Ela se esforça, dá tudo de si, mas não sai nenhum som de sua boca.

Por fim, desiste. Volta a olharapara o reflexo na água. Ainda se vê velha e suja. Sorri e o reflexo, obviamente, a acompanha. Depois fica séria, porém o reflexo continua sorrindo. Seu coração pula.

 

– Você é tão tola – o reflexo diz com uma voz estranha, desumana – Cega, estúpida, inútil. Não é a toa que todos te odeiam – O reflexo começa a rir descontroladamente – Todo mundo te odeia

 

O chão começa a tremer, as pedras balançam e se chocam umas com as outras. A água se remexe fazendo com que o reflexo não possa ser visível. Aparecem rachaduras no chão que vão se tornando cada vez maiores. Melissa continua sentada, inexpressiva. O chão começa a desmoronar ao redor dela dando lugar a um espaço branco. A destruição se aproxima até que chega nela fazendo com que o pedaço de terra em que estava caia na imensidão de nada.

Ela abre os olhos desesperada. E está novamente no quarto de antes. Continua no chão de madeira, que está úmido pelo seu suor. Ela se senta no chão tentando respirar. Seus olhos estão arregalado, seu coração disparado e ela não consegue recuperar o fôlego. Olha para as próprias mãos e elas continuam as mesmas.

Sente seu estomago revirar e se levanta com dificuldade. Anda com passos lentos a até a outra porta, que abre sem muito esforço. A porta dá para um banheiro simples e triste. Há apenas o essencial, um vaso, uma pia, e uma banheira. Também um pequeno armário de madeira em sima da pia, sem espelho. Na parede norte, logo acima da banheira, há uma pequena janela próxima ao teto. Uma janela pequena demais ate para um gato passar, e possui grades de ferro. Mas, pela pequena janelinha é possível ver que está escuro lá fora.

Melissa abre a banheira e deixa que a água se espalhe. Tira o vestido com cuidado. Ela ainda está vestindo a mesma roupa de ontem. Ela tinha um cinto com algumas armas debaixo da saia, mas ele não está mais lá. Ela entra na banheira sentindo a água fria. Se deita ficando completamente submersa pela água e fecha os olhos. Quando o oxigênio faz falta se senta., sendo acompanhada por uma dor enorme do pescoço, mas ignora completamente.

Só consegue pensar no que acaba de acontecer, na alucinação que teve. O que lhe aconteceu parece simplesmente inexplicável. Ela se sente inútil e burra por não entender as coisas que estão se passando. Mas nem mesmo a cabeça de alguém como ela seria capaz de desfazer tão facilmente a teia de Sebastian Morgenstern.

* * *

 

 

 

Tudo estava uma bagunça no instituto. Representantes da clave conversavam com Maryse há horas. Mas não é com isso que Clary está preocupada. Ela só consegue pensar em Melissa e em onde ela poderia estar.

Todos, Magnus, Clary, Jace, Alec e Simon, estão sentados na mesa de jantar enquanto discutem suas teorias. Magnus permanece com um olhar distante dês de o ocorrido com amiga

 

– Então é impossível rastreá-la? – Jace pergunta

 

– Ou eles estão em um lugar que não pode ser rastreado ou... – Magnus não termina a frase, mas deixa implícita a palavra 'morte' .

 

– Isso não tem lógica – Isabelle diz – Se ele realmente a quisesse matar teria feito isso enquanto estávamos lá, não esperaria para faze-lo.

 

Clary estava perdida em pensamentos. Quando conheceu Melissa a achou tão assustadora e mortal. Aos poucos foi vendo algo além disso, – Não que ela tenha deixado de ser assustadora e mortal – algo muito mais complexo e que a deixava fascinada. A alguns dias tentava desenhar Melissa. Os traços da feiticeira são tão perfeitos que Clary não conseguiu controlar o lápis. Alguns de seus desenhos ficaram incríveis, ela se sentiria feliz em mostrá-los a alguém, mas agora isso só a deixava ainda mas abalada.

Na mesma hora em que um pensamento veio a cabeça de Clary ela falou:

 

– Ele não poderia estar com a rainha do Seelie?

 

– Difícil – Magnus responde – Sebastian declarou guerra ao povo das fadas quando matou um deles, lembram-se?

 

– Mesmo assim a clave vai vigiá-los – Alec completa

 

– Eu quero ir falar com ela – Clary diz e todos a olham.

 

Jace a encara como se estivesse pensando exatamente na mesma coisa e diz:

 

– Podemos ir lá amanhã, eu quero falar com a rainha.

 

– Não sei se isso seria bom – Magnus diz se ajeitando na cadeira – O povo das fadas esta furioso com os caçadores de sombras pela sentença que lhes foi dada. E a rainha pode ser bem traiçoeira vocês sabem disso mais do que ninguém.

 

– Nós vamos – Diz Isabelle – precisamos ir

 

– Não sei – Alec se pronuncia – Não acho que ela vai nos receber bem depois de invadirmos sua casa, matarmos um de seus escoteiros mais fieis, a ameaçarmos e entramos em sua passagem para o Edom. Acho que ela deve estar um pouco zangada.

 

Simon que olhava tudo com grande curiosidade decide, enfim, se pronunciar:

 

– Não sei muito sobre o povo das fadas, mas acho que o Alec está certo.

 

– Você não tem que achar nada – Jace diz por fim – Precisamos fazer isso, não temos escolha. Nós temos que ir.


Notas Finais


Prevejo tretas!

Espero que tenham gostado
Deixem seu comentário e sua critica

~Bjus


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