História Cidade Maravilhosa - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Nijimura Shuuzou, Takao Kazunari
Tags Ação, Akashi, Aokagakise, Aokise, Aomine, Crimes, Drogas, Fanfic Derivada De Dogs, Favela, Kagakise, Kagami, Kise, Kise Prostituto, Kise Travesti, Kuroko, Midorima, Nijimura, Oi Mãe, Sasahtrakinas, Takao, Talvez Vai Ter Midotaka, Violencia
Visualizações 79
Palavras 2.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Romance e Novela, Seinen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiolaa, gente bonita~ :y
Olha só quem voltou~ kehehehe
Finalmente consegui escrever alguma coisa pra essa fanfic! \o\

Enfim, aproveitem o capíutlo :*

Bjs na bunda e boa leitchura -D

Capítulo 9 - A ajuda loira


A fumaça corre entre os lábios rosados de Kise, dispersando-se no ar.

            Mais uma noite se iniciava em Roanopra, e mais uma vez estava trabalhando. Ao lado de suas colegas, da esquina deu para ver certa movimentação de carros correndo em alta velocidade nas ruas estreitas da favela em direção á avenida que levava ao Magican Palace.

            De inicio achou estranho, perguntando-se o que havia acontecido naquele palácio para tantos carros irem em sua direção tão desesperadamente.

            Apesar de estar curioso, não poderia deixar-se levar e ir á Magican Palace, tinha trabalho á fazer, todavia, quando deu mais uma tragada no cigarro, escutou latas de lixo fazerem barulho no beco ao lado.

            Levou um pequeno susto, virando-se em direção ao som. Com uma de suas sobrancelhas arqueadas, esperava algum bicho sair em meio ás latas, porém, um garoto de aparência angelical, rosto corado e um tanto machucado, cambaleava com dificuldades.

            Apoiando-se no muro, Kise o viu perder as forças, despencando contra o concreto, murmurando de dor.

            O loiro correu em sua direção, jogando o cigarro em qualquer lugar, aproximando-se do azulado a agachando-se perto de si, sem o tocá-lo.

            -Ei, garoto... –Murmurou, encarando-o com certa curiosidade. Percebera que o azulado estava sangrando e tinha vários outros hematomas, dando sinal de que havia entrado em conflito a pouco tempo.

            -[M-me ajude...]

            O loiro estreita os olhos, tombando a cabeça um pouco para o lado, um tanto confuso do que acabara de escutar. O garoto era estrangeiro? Pensava.  

            -[Você não é daqui?] –Disse Kise num inglês britânico perfeito.

            -[Eu não... N-não entendi o que disse...]

            Ryouta suspira, percebendo que o garoto não falava inglês e nem espanhol. Cogitava que aquilo era Japonês, ou Chinês, mas o loiro não sabia falar nada dessas línguas.

            -Isso vai ser complicado... –Resmungou, passando as mãos nos cabelos, bagunçando-os.

            Não era do feitio de Kise Ryouta ajudar os outros, pois já possuía seus próprios problemas e não queria herdar de mais ninguém, todavia, tratando-se de uma criança –Pois pensava que era uma –Seu lado humano fazia-se presente.

            -Tá bom, vem... –Envolveu-o em seus braços, pegando-o no colo –Vou te ajudar...

 

 

                              

CIDADE MARAVILHOSA – CAP. 9

 

 

                Esperava encontrar Aomine em sua casa assim que adentrou a mesma, porém não encontrara nada além de uma bagunça imensa na completa escuridão.

            Com o azulado em suas costas, Kise acendeu a luz da sala, aproximando-se do sofá e colocando o menor no mesmo.

            -Cadê aquele maldito do Aominecchi? –dizia enquanto olhava de um lado para o outro.

            -O-onde estou? –murmurou.

            -Hm? –Kise virou-se rapidamente para ele, surpreso –Você consegue falar espanhol?

            Em resposta, balançou a cabeça devagar, positivamente.

            -Então que língua era aquela que estava falando?

            -Nihong- digo... –interrompeu-se, pensativo. Ainda estava alterado, e sua cabeça uma bagunça. Com a voz rouca, conseguiu montar as palavras certas –J-japonês...

            -Que legal, você sabe falar duas línguas– sorriu, enquanto afastava os suspensórios do azulado de seu ombro, e começando a desabotoar sua camisa –Não é daqui, não é?

            Balançou a cabeça negativamente.

            -Você também falou em outra língua... –Murmurou.

            -Oh, sim –Sorriu, tirando a camisa do azulado, parecendo não se incomodar com o corte no peitoral. Por alguns segundos, ficou encarando o ferimento, perguntando-se internamente o que havia acontecido, porém, afastou os pensamentos e voltou ao assunto –Assim como você, eu não nasci aqui... Bom, é só olhar bem pra mim e perceber que não sou daqui –Soltou uma risada descontraída –Branco e loiro demais para um país quente como esse... Mas de qualquer forma, isso não importa. Se machucou em mais algum lugar? –perguntou.

            -Meu corpo inteiro dói... E-eu preciso de minhas drogas para melhorar.

            -Drogas? –o loiro arqueou uma de suas sobrancelhas.

            -Sim... –respirou fundo, sentindo os olhos lacrimejarem.

            Estranhando, Kise aproxima uma de suas mãos do rosto do menor, abrindo bem suas pálpebras –Estas que estavam frisadas, não deixando ver seus olhos com clareza –Levando um susto assim que as viu alteradas, esparramadas. Parecendo olhos de cabras.

            -O-o que diabos é isso!? –afastou-se um pouco.

            -M-me ajude, por favor –choramingou –eu não aguento mais!

            -Qual sua idade para já estar viciado, garoto?

            -Vinte... E alguma coisa... –Estava tão desnorteado que não conseguia deduzir a própria idade.

            -Mas tem cara de criança.

            -E-eu fui criado... –Engoliu a saliva presa na garganta –Cientistas me criaram...

            -E o que faz aqui? Está me dizendo que não é humano?

            -Eu não posso dizer mais nada... Não quero comprometer ainda mais a missão que me foi dada –Afundou a cabeça contra o estofado, sentindo os efeitos colaterais da falta da droga aumentarem novamente –M-me ajude, por favor~

            -No que eu fui me meter... –Levantou-se, pondo as mãos nos cabelos nervosamente. Encarando o menor começar a se encolher no sofá, resmungando e soltando gemidos, fez o cogitar seriamente em o jogar num córrego e deixá-lo morrer, para se livrar de qualquer problema, porém, vê-lo sofrer daquele jeito o incomodava. Algo dizia para ele o ajudar.

            -Que se dane... –Respirou fundo, catando a carteira de cigarros presa na alça da calcinha, acendendo um maço e tragando fundo, soltando a fumaça logo em seguida –Sinto que estou entrando numa furada em te ajudar garoto... Mas prometa para mim, que quando se curar, vai embora.

            -M-mas eu não tenho para onde ir... E-eu não-

            -Não interessa –Interrompeu-o –Eu já estou lhe fazendo um grande favor em salvar a sua vida. Por você não ser humano, um robô, ou qualquer merda que for, acredito que esteja envolvido num grande assunto que não estou interessado...

            Sem saber o que responder –Pois parecia entender os motivos do loiro e seus receios –Aceitou a caridade do mesmo silenciosamente, fechando os olhos enquanto o rosto permanecia afundado no estofado do sofá.

            -Vamos, eu vou te tirar daqui. Não quero envolver Aominecchi, escondendo você aqui na casa dele... Eu tenho um lugar para onde possa te levar e te ajudar.

           

 

XXx

 

 

            Fazia um bom tempo que Kise não ia á sua própria casa. Quer dizer, perguntava-se se deveria chamar aquele “esconderijo” de casa. Há uns dez anos, aquele cubículo que se escondia no subsolo, onde a entrada era uma janelinha de vidro empoeirada a baixo de uma casa, era o lugar onde os antigos traficantes da área escondiam as drogas. O lugar tinha dois cômodos e um banheiro.

            Depois que os traficantes foram presos e suas drogas roubadas por outras facções, Kise encarou aquele esconderijo como moradia; e naquele tempo, quando ainda era um jovem adolescente que havia acabado de chegar em El Salvador, Roanopra, não tinha lugar para onde ir, e por conta disso, dormia e ficava por ali.

            Porém, com o passar dos anos, quando começou a se prostituir nas casas noturnas e a “pertencer” á cafetões, Ryouta parou de dormir no esconderijo. E assim que conheceu e passou a namorar Kagami e Aomine, não teve o porquê de voltar para o tal lugar, já que vivia dormindo com os brutamontes, revezando dormir com um e com outro.

            -Bem vindo ao meu palácio –Disse Kise assim que entrou com o azulado –Não é muito aconchegante, mas é o que tenho no momento –Botou as mãos na cintura, encarando aquele lugar que a muito não visitava –Me surpreende que ainda tem energia, aqui... O gato ainda funciona –Sorriu –Ah, espera um pouco...

            Foi até o banheiro, abrindo o chuveiro e vendo que dali escorria água –Uau, ainda tem água! –Esperou mais um pouco e: -E quente!

            Saiu do banheiro, secando a mão no short –Está com sorte, garoto. Tem energia e água quente do chuveiro. Tudo está funcionando, mesmo eu não vindo pra cá á um tempinho. Bom, fique aí quieto, vou sair para comprar curativos e... –Deu uma pausa -Qual droga você usa?

            -E-eu não sei muito bem mas... Ouvi dizer que é uma droga que num corpo humano normal, dá uma sensação de prazer, de puro êxtase, mas no meu organismo o efeito é o contrário...

            -Heroína? –Murmurou pensativo, imaginando o quão horrível é ficar com abstinência á uma droga. –Ok, então, eu já volto... Não faça nada.

            Kise abriu a pequena janela e se apoiou na cabeceira do sofá para sair, deixando o menor sozinho.

            Não demorou muito ao encontrar uma farmácia aberta, entrando na mesma e pegando tudo que iria usar para fazer os curativos de primeiros socorros no rapa -Já ajudou tantas vezes Aomine e Kagami com os ferimentos que ás vezes ganhavam, que acabou pegando o jeito- e produtos de higiene, caso o mesmo fosse tomar um banho.

            Assim que saiu da farmácia, andou pelas calças das ruas, olhando de um lado para o outro, procurando por grupos de homens reunidos, onde provavelmente seria um ponto de droga.

            Procurando mais um pouco, finalmente encontrou, ao lado de um barril de óleo pegando fogo, um grupo de homens conversando entre si. Eles tinham uma tatuagem em comum, demonstrando que faziam parte de uma gangue.

            -Vocês vendem drogas, não vendem? –Perguntou assim que chegou.

            -Hunf, primeiro diga boa noite, cara –Sorriu um deles, erguendo a sobrancelha –É para você?

            -Isso não importa, vocês vendem ou não?

            -Pra conseguir comprá-las, você tem que ser educadinha, princesa –Levantou-se numa posição relaxada, com os ombros baixos e cabeça erguida. Levantou uma de suas mãos para acariciar uma de suas mexas loiras –São naturais?

            -Oe, Ramon, esse é Kise Ryouta, é homem, ta? –Comentou um outro homem, dando gargalhadas.

            -Homem!? –Afastou-se imediatamente –Pensava que era uma mulher despeitada, inferno! –Pigarreou, olhando de cima a baixo, direcionando os olhos aos pequenos shorts jeans apertados, vendo um pequeno volume –Tsc, que merda.

            Escutando a barulheira, um outro homem sai de dentro da casa que estava com as portas abertas, afastando a cortina artesanal com pedrinhas de bijuteria.

            -Kise Ryouta, não é? –Comentou –Está infortunando meus homens?

            -Eu só quero comprar drogas... Eles que estão enchendo meu saco. –Frisou as sobrancelhas, mostrando irritação.

            -Queira os desculpar, são uns completos idiotas. Qual droga quer? Chegou um novo lote, se tiver interessado.

            -Heroína... Tem?

            -Tá usando coisa pesada agora, é? –Levantou uma de suas sobrancelhas grossas –Vai acabar arruinando o seu rostinho bonito se usar essas coisas.

            -Não é pra mim.

            -Ah, entendi... Espere um pouco, eu vou pegar. –Assim que iria entrar dentro da casa, logo voltou a porta, chamando a atenção do loiro –Quanto quer?

            -Um frasco ta bom.

            -Tem seringa?

            -Não.

            -Ok.

            E por fim sumiu em meio a cortina artesanal, deixando o loiro de braços cruzados o esperando.

            Minutos depois, o homem aparece com uma sacolinha preta.

            Ryouta pega a sacola e vasculha no bolso do short, dinheiro. Acaba pegando umas notas amassadas, entregando a ele, sem saber o quanto havia dado.

            -Tá certo? –Perguntou o loiro.

            -Na verdade, não... -Contou mais uma vez –É, tá faltando três dólares.

            -Então isso paga –Pegou a carteira de cigarros que estava na alça de sua calcinha, entregando ao homem. –Valeu... –Deu meia volta, saindo dali.

            -Ei, chefia, vai deixar três dólares passar? –Perguntou um dos homens.

            -Não viu que ele me deu a carteira de cigarros dele?

            -Mas você nunca deixou as pessoas pagarem com outra coisa a não ser dinheiro.

            -Acorda idiota, ele é Kise Ryouta, não vê? Esse prostituto é protegido de Aomine Daiki e Kagami Taiga, se alguém encostar nele é jurado de morte pelos dois.

            -Aomine Daiki e Kagami Taiga? Os dois são viados!?

            -Eu sei lá –Deu de ombros, enfiando o dinheiro e a carteira de cigarros nos bolsos –Eles comem qualquer coisa.

 

 

xXx

 

 

            Kise voltou para seu esconderijo, encontrando o azulado no sofá, estremecendo, soltando murmúrios. O loiro, preocupado, aproximou-se rapidamente, temendo que o mesmo estivesse tendo uma convulsão.

            -Ei, o que está acontecendo? –O sacudiu, pegando-o pelos ombros.

            -Ngh! –A boca soltava saliva, babando o queixo. Corpo trêmulo, queimando internamente com a alta febre que começara a aparecer –D-drog~Ahh!

            -Merda.

            Afastou-se rapidamente do menor, vasculhando na sacola preta, até encontrar o frasco e a seringa que havia comprado. Destampou o frasco e enfiou a seringa, enchendo-a.

            -Onde eles costumam injetar?

            -Pescoço, pescoço, pescoço~ ! –Disse rapidamente, desesperado.

            Sem pensar duas vezes, Ryouta afastou o rosto do menor, mostrando seu pescoço, e depressa, enfiou a agulha, injetando a droga.

            O jovem rapaz soltou um grito mudo, revirando os olhos para cima, salteando as veias. A coluna que estava envergada, aos poucos endireitava-se; as pernas tremulas, aos poucos, acalmavam-se; a respiração que era sôfrega, agonizante, agora, acalmava-se.

            Vendo o corpo do garoto mais tranquilo, Kise aos poucos acabava deixando-se também.

            -Se sente melhor? –Perguntou, ainda desconfiado.

            -U-uhum... –Murmurou cansado, com os olhos fechados, parecendo querer dormir.

            -Uow, que alívio –Respirou fundo, sentando-se no chão, passando as mãos nos cabelos.

            -Obrigado...

            Kise sorriu.

            -Bom, temos que dar um jeito no corte de seu peito, mas antes, temos que te limpar.

            -Sim...

            Kise percebera que ele ainda estava fraco, e por conta disso, o carregou até o banheiro. Assim que tirou suas roupas, ligou o chuveiro. Pegou o sabonete, esfregando no pequeno corpo, limpando cada sujeira e mancha de sangue que possuía. Empenhou-se em lavar os cabelos azulado, certificando de fazer bastante espuma para que limpasse bem.

            Ryouta nunca imaginou que se dedicaria tanto em cuidar de uma criança...

            -Pronto, assim está melhor –Disse, secando-o com uma toalha. Aproximou o rosto em seus cabelos, respirando fundo, sentindo o doce cheiro do shampoo –Hmm, cheirozinho! Hahahaha. Apenas precisamos comprar roupas novas.

            -Sim.

            -Ah, percebi que ainda não sei o seu nome... Não perguntei...

            -Hm... Meu nome é Kuroko.

            -Oh... Que nome bonitinho.

 

xXx

 

            Dois dias depois, Aomine resolvera levar as armas que Akashi havia pedido para recuperar.

            Assim que estacionou a moto num dos estacionamentos que havia de frente para o cassino, estranhou logo de cara algumas coisas que pareciam diferentes. Apesar de estar de dia, o lugar parecia totalmente vazio.

            Quando entrou, viu que grupos de pessoas estavam arrumando o grande salão. Recolocando mesas, trocando os luxuosos lustres, arrumando as máquinas danificadas, entre várias outras coisas.

            Viu no centro do salão, com uma prancheta na mão e dando ordens aos chefes dos funcionários, um rapaz magrela de cabelos castanhos escuros. Este parecia substituir Akashi.

            Aproximou-se do mesmo, tocando seu ombro, chamando sua atenção.

            Furihata levou um grande susto ao ver que era Aomine, confundindo-o com algum assaltante por causa de suas roupas.

            -D-desculpe a minha falta de educação, s-senhor... A-aomine Daiki, né?

            -Sim –Revirou os olhos –Vim trazer as armas que Akashi pediu para recuperar na central –Empurrou a grande mochila pesada para o rapaz que teve dificuldades em segurá-la.

            -O-obrigado, ngh! –Com esforço, conseguiu pelo menos colocar a alça no ombro –Certificarei que será pagado pelo serviço, assim como Kagami Taiga –Curvou-se minimamente –Obrigado pelo trabalho duro.

            -Não se preocupe com o Kagami –Soltou uma risada nasal, perguntando qual seria a reação do ruivo em não ser pago por um serviço que quase perdeu a vida. –Mas de qualquer forma, me responda uma coisa –Com as mãos na cintura, encarava de um lado para o outro, aquela grande movimentação de funcionários contratados –O que está havendo aqui? Reforma?

            -Bom, s-sim... –Respondeu incerto –Senhor Akashi decidira que deveria mudar algumas coisas no cassino –Riu amarelo, esforçando-se para ocultar a verdade. Não deveria vazar qualquer informação do acontecido sem a ordem de Akashi.

            -E cadê ele?

            -Senhor Akashi está se recuperando de um ferimento. Ele se feriu num conflito que teve alguns dias atrás.

            -Hunf, um dia ele vai acabar morrendo –Sorriu, dando de ombros. –Estou esperando meu pagamento, diga a ele para não demorar. Até mais.

            Daiki deu meia volta, saindo do salão do cassino, deixando Furihata encarregado de levar a mochila pesada para os andares acima.

            O moreno ajeitou a mochila no ombro, e com dificuldade, subiu a grande escada de mármore que estava sendo restaurada por especialistas.

            Algum tempo depois, Furihata bate na porta do aposento que Seijuro estava descansando. Assim que escutou o sinal de que podia entrar, empurrou a porta devagar, vendo o ruivo deitado na cama com o ombro enfaixado, lendo um livro qualquer.

            -Boa tarde, senhor Akashi –Sorriu, aproximando-se da cama, sentado numa poltrona ao lado da mesma –Como o senhor se sente?

            -Bem... –Fechou o livro, tirando os óculos de descanso –Como estão as coisas lá em baixo?

            -A encomenda de novos caça níquel chegou juntamente com as mesas de jogos, já contratei alguém que pode instalar os caça níquel e alguém para pôr as mesas. O espelho que cobre a grande parede já foi posto e o andamento da reforma da escadaria de mármore já está quase finalizada. –Deu um tempo, para recuperar fôlego –Simplificando, acho que a reforma do salão principal está 70% concluído.

            -Que bom –Respirou fundo, reconfortando-se na cabeceira da cama –Alguma nova noticia?

            -O senhor Aomine Daiki veio entregar suas armas.

            -Ora, finalmente! –Exclamou, irritado, porém entusiasmado –Quantos dias faz?

            -Se acaso quiser, posso trazer a mochila para o senhor conferir se está tudo de acordo...

            -Não se preocupe com isso, ultimamente está trabalhando demais, Kouki... Quando foi a ultima vez que voltou para a casa? Sei que essa reforma está sendo bastante cansativa.

            -Não precisa se preocupar comigo, senhor Akashi, eu agora sou seu braço direito e não estou fazendo mais que minha obrigação –Sorriu, confiante – Precisa de mais alguma coisa?

            -Mande prepararem um café da tarde para mim, estou com fome. E mais uma coisa...

            -O que?

            -Quero que escute com atenção, é sobre a caçada que iniciarei para a captura daquele maldito garoto drogado.

            -Sim, senhor... –Ficou sério, apertando os punhos sobre os joelhos.

            - Além de eu espalhar cartazes por todas as ruas oferecendo uma recompensa por sua cabeça, o que acha de eu contratar mais duas pessoas para este serviço?

            -Para irem capturar o garoto?

            -Sim... Estava pensando em contratar Daiki e Taiga, o que acha? –E um sorriso perverso surgiu em sua face. 


Notas Finais


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