História Cidades de papel - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Cidades de Papel (Paper Towns), Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Ana, Cato, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Rey, Ricardo, Sharon, Simón, Tamara, Tino, Yam
Visualizações 26
Palavras 1.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores tudo bem com vocês? Espero que sim😄. Criei um grupo de quiz no whats quem quiser entrar o link estará nas notas finais. Curtam o capítulo.

Capítulo 3 - 02


Girei na cadeira de rodinhas quando ouvi a janela ser aberta, e os olhos verdes  de

Luna me encaravam. No início eu só consegui enxergar os olhos dela, mas logo

minha visão se ajustou e eu percebi que ela havia pintado o rosto de preto e vestia

um moletom com capuz também preto.

— É sexo virtual? — perguntou ela.

— Estou no chat com Simon Álvares.

— Não foi o que perguntei, seu pervertido.

Soltei uma risada esquisita, então caminhei em direção a ela, me ajoelhei

junto à janela, meu rosto a poucos centímetros do dela. Eu não fazia ideia de por

que ela estava ali, na minha janela, daquele jeito.

— A que devo a honra de sua visita?

Luna e eu ainda éramos cordiais, acho, mas não amigos do tipo que se

encontravam no meio da noite usando tinta preta na cara. Luna tinha amigos

para isso, tenho certeza. Só que eu não era um deles.

— Preciso de seu carro — explicou ela.

— Não tenho carro — respondi, o que eu encarava como um ponto fraco.

— Bem, preciso do carro da sua mãe.

— Mas você tem o seu — argumentei.

Luna encheu a boca de ar e bufou.

— É, só que meus pais pegaram a chave do meu carro e trancaram em um

cofre que eles guardam debaixo da cama deles, e Myrna Mountweazel — a cadela

de Margo — está dormindo lá dentro. E Myrna Mountweazel tem uma porcaria

de um aneurisma toda vez que me vê. Quer dizer, eu poderia entrar lá, roubar o

cofre, descobrir a combinação, arrombar, pegar minhas chaves de volta e ir

embora, mas o problema é que nem vale a pena tentar, porque se eu abrir uma

frestinha da porta Myrna Mountweazel vai latir feito louca. Então, como eu

disse, preciso de um carro. E também preciso que você dirija, porque tenho que

fazer onze coisas hoje à noite e para pelo menos umas cinco delas é necessário um

piloto de fuga.Quando desfoquei a visão, ela se transformou apenas em olhos, olhos

flutuando no etéreo. E então focalizei o rosto dela de novo, e enxerguei o

contorno, a tinta ainda úmida na pele. As bochechas formando um triângulo

com o queixo, os lábios negros quase se curvando em um sorriso.

— E isso envolve algum delito grave? — perguntei.

— Hum… arrombamento e invasão de domicílio são delitos graves?

— Não — respondi com firmeza.

— Não, não são delitos graves, ou não, você não vai ajudar?

— Não, não vou ajudar. Nenhuma de suas lacaias pode dirigir para você? —

Âmbar e/ou Tamara sempre faziam as vontades dela.

— Na verdade, elas são parte do problema — respondeu Luna.

— E qual é o problema? — perguntei.

— São onze problemas — respondeu ela, meio impaciente.

— Nenhum delito grave — afirmei.

— Juro por Deus que você não vai ter que cometer nenhum delito grave.

E naquele instante os holofotes em volta da casa de Luna se acenderam.

Em um movimento rápido, ela deu uma cambalhota para dentro de meu quarto

e se enfiou embaixo de minha cama. Em questão de segundos, o pai dela estava

de pé no quintal do lado de fora.

— Luna! — gritou ele. — Eu vi você!

— Ai, Jesus. — Ouvi um murmúrio abafado vindo de debaixo da cama. Ela

saiu de lá, ficou de pé, foi até a janela e disse: — Fala sério, pai. Só estou tentando

conversar com Matteo. Você vive me dizendo que ele poderia ser uma influência

maravilhosa para mim.

— Só conversando com Matteo?

— Só.

— Então por que você está com a cara pintada de preto?

Luna fraquejou por apenas um breve instante.

— Pai, explicar isso levaria horas e horas de contextualização, e eu sei que

você provavelmente está muito cansado, então por que você não volta pa…

— Já para casa — explodiu ele. — Agora!

Luna me agarrou pela camisa e sussurrou ao meu ouvido:

— Volto em um minuto.

E então pulou a janela.

* * *

Assim que ela saiu, peguei na mesa minhas chaves do carro. As chaves são

minhas; o carro, infelizmente, não. Quando completei dezesseis anos, meus pais

me deram um presente pequenininho, e no instante em que o peguei eu soube

que era uma chave de carro, e quase mijei nas calças de emoção porque eles já

estavam cansados de dizer que não tinham dinheiro para me dar um carro. Mas,

quando me entregaram aquela caixa pequenininha embrulhada para presente,

eu percebi também que estavam tentando me enganar, e que, no final das

contas, eu ia ganhar um carro. Rasguei o embrulho e abri a caixa. E sim, tinha

uma chave lá dentro.

Olhando com mais atenção, vi que era a chave de um Chrysler. A chave de

uma minivan Chrysler. A mesma minivan de sempre da minha mãe.

— Meu presente é uma chave do seu carro? — perguntei a ela.

—Berni — ela se virou para meu pai —, eu avisei que ele ia se encher de

esperanças.

— Ah, não venha colocar a culpa em mim — respondeu ele. — Você está só

sublimando sua frustração com meu salário.

— Esse diagnóstico precipitado não é nem um pouquinho passivo-agressivo?

— perguntou minha mãe.

— E acusações retóricas de agressão passiva não são inerentemente passivo-

agressivas? — retrucou meu pai, e eles continuaram assim por um tempo.

Resumindo: eu tinha autorização para usar a maravilha automobilística

que é uma minivan da Chrysler, exceto quando minha mãe estivesse com ela. E,

como ela ia de carro para o trabalho todos os dias de manhã, eu só podia usá-lo

nos fins de semana. Bem, nos fins de semanas e no meio daquela maldita noite.

Luna levou mais do que o minuto prometido para voltar à minha janela,

mas não muito mais. No entanto, assim que ela voltou, recomecei com os

pretextos:

— Amanhã tem aula.

— É, eu sei — respondeu ela. — Amanhã tem aula, e depois de amanhã

também, e pensar muito nisso pode enlouquecer qualquer garota. Ok, tudo bem.

Amanhã tem aula. É por isso que a gente tem que ir logo, para voltar antes de o

dia nascer.

— Não sei, não.

— M — disse ela. — M. Meu bem. Há quanto tempo somos amigos?

— Não somos amigos. Somos vizinhos.

— Ai, Jesus, M. Eu não sou legal com você? Eu não mando todos os meus

diversos discípulos serem legais com você na escola?— Ahã — respondi, na dúvida, embora na verdade eu sempre tivesse

suspeitado de que Luna tinha sido a responsável por fazer Arcade Parson e sua

laia parar de sacanear a gente.

Ela piscou. Tinha pintado até as pálpebras.

— M— disse ela —, a gente tem que ir.

* * *

E então eu fui. Abri a janela, e corremos pela lateral lá de casa, cabeças abaixadas

até abrirmos as portas da minivan. Luna disse em um sussurro para não

batermos as portas — faz barulho demais —, e assim, com as portas abertas,

coloquei a marcha em ponto morto, pus o pé para fora, dei impulso no chão e

deixei o carro descer pela entrada. Deslizamos em ponto morto por mais algumas

casas, até que dei partida no motor e acendi o farol. Batemos as portas e então

dirigi pelas ruas sinuosas da imensidão de Jefferson Park, as casas ainda com

aspecto de novas e artificiais, como uma vila de brinquedo que abrigava dezenas

de milhares de pessoas de verdade.

— O problema é que eles sequer ligam — começou Luna a falar. — Eles

acham que eu faço tudo só para estragar a reputação deles. Agora mesmo, sabe o

que ele me falou? Ele disse: “Eu não ligo a mínima se você destruir sua vida, mas

não nos envergonhe diante dos Balsano, eles são nossos amigos.” Ridículo. E você

não tem ideia de como eles dificultaram a minha vida para sair daquela maldita

casa. Já viu que nos filmes de fuga da prisão colocam um monte de roupas

debaixo das cobertas para fingir que tem uma pessoa ali? — Assenti. — Pois é,

minha mãe colocou uma merda de babá eletrônica no meu quarto, para ouvir

minha respiração a noite toda. Então tive que pagar cinco pratas para Delfina

dormir no meu quarto, e aí botei o montinho de roupas no quarto dela. —

Delfina é a irmã mais nova de Luna. — Agora é como Missão Impossível. Antes eu

podia sair de casa feito uma cidadã normal. Era só sair pela janela e pular do

telhado. Mas, Deus, agora é como se eu vivesse em uma ditadura fascista.

— Você vai me dizer aonde a gente está indo?

— Bem, primeiro a gente vai ao Publix. Por razões que vou explicar depois,

preciso que você faça umas compras para mim. Depois seguiremos para o Wal-

Mart.

— O quê? A gente só vai fazer um tour por todos os supermercados da

Flórida Central? — perguntei.

— Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os

primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir

completamente o mundo, precisamos fazer compras.

E assim entrei no estacionamento quase vazio do supermercado Publix e

estacionei.

— Escute — disse ela —, quanto dinheiro você tem aí?

— Zero dólares e zero centavos — respondi.

Desliguei o carro e olhei para ela. Ela enfiou a mão no bolso da calça jeans

preta justa e sacou várias notas de cem.

— Felizmente, o bom Deus distribuiu sua graça.

— Que merda é essa? — perguntei.

— O dinheiro do meu bat mitzvah. Não tenho acesso à conta, mas sei a

senha dos meus pais porque eles usam “myrnamountw3az3l” para tudo. Então

eu fiz um saque. — Tentei disfarçar meu espanto, mas ela reparou o jeito como

eu estava olhando e sorriu maliciosamente para mim. — Basicamente — disse ela

—, esta vai ser a melhor noite da sua vida.


Notas Finais


Quais são esses 11 problemas da nossa Lunita?

❤ Olá seja bem vinda (o)! ❤
Esperamos que goste bastante do grupo e que se divirta com os inúmeros games que temos.

➡ Primeiro de tudo escolha sua casa/equipe que depois enviaremos os links:
Sou Luna ⛸
Pretty Little Liars 🅰
Teen Wolf 🐺


➡Agora conheça nossas regras:
🚫 Não pode trocar a foto e nem o nome do grupo sem a permissão de uma ADM
🚫 Não pode xingar ninguém. Deve-se manter o respeito sempre.
🚫 Para as tarefas, missões ou desafios as respostas devem ser entregues somente no PV de uma das adms
🚫 Não pode estar em duas casas ao mesmo tempo
🚫Somente as adms podem fazer games
🚫Para todo tipo de resposta deve ser acrescentado o emoji de sua casa
🚫 Qualquer dúvida as adms estão a disposição
🚫sem pornografia
🚫divulgar grupos só com autorização das adms
🚫Sem brigas e xingamentos
https://chat.whatsapp.com/KUh2oGzoej00K6O7PsCBWY



Entrem ai


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