História Cinde... Louis? - Larry Stylinson - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Cinderela, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Romance
Visualizações 30
Palavras 1.728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Eu fui um idiota


Louis não dormiu na casa de Adam naquele dia, porque Parker pediu gentilmente para que eles deixassem para outra hora, já que era aniversário de Luna e ele passaria a noite com ela e Eric. Também não foi no dia seguinte, pois Harry acabou o convencendo (não totalmente) de que ele deve ter ouvido alguma coisa errada, já que as coisas que ele dissera não faziam o menor sentido. Mas foi no próximo, não porque queria exigir explicações de Adam, mas sim porque havia brigado com o namorado e precisava de um ombro amigo.

Quando Adam abriu a porta, esperava ser bombardeado de perguntas, que ele já não sabia como iria responder para Louis, mas a imagem do pequeno chorando a sua porta o fez esquecer de todas as desculpas esfarrapadas e correr para abraçá-lo.

Achou que, a partir do momento que Louis passasse a viver com Harry, essas chegadas repentinas do castanho com lágrimas molhando sua face no meio da noite iriam acabar totalmente. Estava errado ao que parecia.

Envolveu o garoto nos braços e o puxou para dentro de casa, colocando um cobertor em seus ombros e lhe trazendo uma xícara de chocolate quente - estava bastante frio lá fora. Estava fazendo a bebida para si, mas seu melhor amigo parecia precisar mais naquele momento.

Louis fungou baixinho e assentiu com a cabeça, e Adam sabia que aquilo significava que ele estava o agradecendo. Segurando a xícara com as duas mãos, Louis a levou até a boca e fechou os olhos, aproveitando o quão gostoso era aquele chocolate quente. Ousava até compará-lo com o de sua mãe, de tamanha maestria de Adam preparava aquilo. Talvez fosse dom que se adquirisse quando tinha um filho. Será que quando Louis fosse pai ele também seria apto a fazer chocolates quentes divinos como esse?

Adam se sentou ao lado de Louis no sofá, pousando a mão na coxa alheia e começando a acariciar ali lentamente, esperando Louis se acalmar para começar a contar o que estava acontecendo. Louis já havia parado de chorar, mas só desabafaria quando terminasse a bebida quente que segurava entre as mãos. Não iria correr o risco daquilo esfriar, não é mesmo?

Deixou a caneca com desenhos de coração em cima da mesinha de centro e olhou pela casa, percebendo que Luna não estava ali, ou já teria vindo correndo para seus braços. Já estava com Eric novamente? Além disso, a casa de Adam estava cheia de caixas de papelão e as coisas faltando indicavam para Louis que estavam guardadas nelas. Então o mais velho iria realmente se mudar. Uau. Tudo bem, Eric era um cara legal, não iria discutir mais com Adam sobre isso, não valia a pena.

Soltou um longo suspiro e olhou para Adam. Seus olhos claros curiosos pediam silenciosamente para que Louis começasse a falar, mas não queria fazer tal pedido verbalmente, para que o mais baixo não se sentisse incomodado.

“Na real, eu fui um idiota” Riu fraco, pegando de volta a xícara só para ter algo para brincar entre os dedos. Enxugou os resquícios de lágrimas em suas bochechas antes de continuar “Nós discutimos por um motivo bobo e eu fiz drama de mais e saí de casa. Me arrependi quando estava na metade do caminho, mas sou muito orgulhoso para voltar então eu continuei o caminho pra cá. Precisava falar com você mesmo.”

Adam franziu o cenho e Louis não o encarava, provavelmente estava com vergonha por ter sido, nas palavras dele, um idiota.

“Se você for sair de casa a cada discussão boba que você tiver com Harry, é melhor nem morar com ele. Você sabe, casais discutem o tempo todo.”

“Eu sei” Louis falou, quase que interrompendo o loiro “Como eu disse, fui idiota e talvez um pouco infantil.”

“Talvez? Um pouco?”

“Okay, muito idiota e infantil” Revirou os olhos, mas deixou que um sorrisinho desenhasse seus lábios.

Adam deu um leve soquinho no ombro de Louis, que fez uma cara afetada como se aquilo tivesse realmente doído muito e formou um bico exagerado na boca, que foi desaparecendo aos poucos quando ouviu a próxima pergunta do melhor amigo.

“E qual foi o motivo dessa discussão boba?”

Louis tomou bastante ar nos pulmões e olhou intensamente Adam nos olhos, do mesmo jeito que no dia da festa de Luna, fazendo o loiro se remexer na cadeira..

“Ele disse que achava que era coisa da minha cabeça quando eu falei que ouvi você chamar o Eric de Adam, mas eu tenho certeza de que não foi. Quer me explicar sobre isso?”

Adam engoliu em seco e mudou novamente de posição, um pouco intrigado. Louis conhecia sua linguagem corporal: estava certo, não era coisa de sua cabeça. Adam sempre ficava desconfortável quando pensava em alguma desculpa, e uma desculpa não seria necessária se Adam quisesse lhe contar a verdade. Tomlinson então intensificou o olhar e arqueou uma sobrancelha. Sentia-se um policial interrogando um criminoso, mas a parte ruim disso que era só o seu melhor amigo mentindo para si, o que tornava tudo bastante horrível. Apesar de ter sido obrigado a mentir muitas vezes, odiava que mentissem para ele.

“Eu concordo com Harry. Você ouviu errado.”

Louis balançou a cabeça negativamente, suspirando. Sabia que Adam ia mentir, tinha certeza, mas não conseguia acreditar quando ele o fez de fato. Por que estava mentindo? Droga, Louis confiava cada pequeno detalhe de sua vida para Park, por que o outro não podia fazer o mesmo? Por que estava sempre mentindo? Não confiava nele? Seu peito havia se enchido com um sentimento horrível de traição.

“Não acredito.”

Louis se levantou, largando o cobertor no sofá junto com a caneca e pisando fundo, como se quisesse quebrar o chão, em direção a porta. Adam o seguiu tão rápido quanto, impedindo o garoto antes que ele pudesse encostar na maçaneta, segurando seus dois pulsos com força o suficiente para que ele não saísse dali, mas também não ao ponto de machucar o mais novo.

“Por favor, não seja assim” Pediu e Louis soltou uma risada debochada e irônica.

“Então me conte o que há de tão errado!”

“Eu não posso, Louis, eu não posso” A voz de Adam soou derrotada demais, fraca demais, e ele queria chorar “Eu só quero te proteger.”

“Me proteger do que, inferno? Não tem mais do que me proteger, você não vê? Já foi tudo praticamente resolvido, eu não preciso mais de proteção!” Louis se exaltou, tirando as mãos do amigo de seu pulso. Agora ele andava de um lado para o outro, estressado por esse assunto ser trazido à tona mais uma vez, em tão pouco tempo “Você não queria que eu conhecesse Eric e nada de ruim aconteceu quando eu o conheci, foi tão difícil assim?”

Parou de andar e olhou para o loiro, que encarava o chão sem saber muito bem o que falar. Parker odiava estar nessa situação com todas as forças, mas sabia que Louis tinha razão, em partes. Queria apenas que o menor entendesse os motivos dele, mas não teria como isso acontecer, se não o explicasse. E definitivamente, Adam Parker não podia explicar.

Então Louis parou. Parou de andar, de falar, de fazer absolutamente qualquer coisa. Apenas tombou a cabeça para o lado e encarou o melhor amigo por segundos que pareciam eternos.

“Você não queria que eu o conhecesse por medo que eu conhecesse seu segredo, não é Adam? Isso se eu posso te chamar desse jeito, é ao menos seu nome? Eu não sei de nada sobre você, nada!” Gritou, jogando os braços para cima e voltou a se sentar no sofá “Tudo bem, eu não sei o seu segredo, só que essa história está toda estranha. E você não confia em mim para me contar.”

“Lou, eu já disse que não é isso.”

“Eu não vejo outra explicação” A voz de Tomlinson agora estava baixa, beirando a calma, mas não era assim que seu interior estava. Pelo contrário, era uma bagunça de sentimentos. Queria gritar, queria passar toda essa história a limpo, queria entender Adam, queria que o outro confiasse em si como ele confia em Parker. Estava quase a ponto de chorar, mas não o faria.

Adam se sentou ao lado de Louis e passou um dos braços pelos ombros do mais novo, que se limitou a olhar para ele e se desvencilhar de seu abraço e se levantar rapidamente de onde tinha se sentado antes. Seu rosto tentava expressar o tudo que estava sentido, e Adam não poderia estar pior por causa disso.

Louis tinha tanta, mas tanta coisa entalada em sua garganta. Tantas perguntas, tantas frases, mas de que adiantaria? Adam nunca o respondia. Nem havia respondido a pergunta mais simples: Se Adam era realmente seu nome, o que levava Louis a crer que não. Parecia loucura, não é? Tanto tempo confiando em alguém que não lhe dissera nem seu verdadeiro nome. Tomlinson não o julgaria, não importava a história que teria, mas era só lhe contar, será que era tão difícil lhe dizer a verdade?

Novamente, sentiu que as lágrimas o invadiriam, e antes de demonstrar fraqueza na frente de Adam - por mais que o mais velho sempre o visse chorar, nessa situação era diferente, pelo menos dentro da cabeça confusa do pequeno Louis -, se dirigiu para o banheiro daquela casa e trancou a porta.

Olhou-se no espelho e soltou um longo suspiro, que veio junto com duas lágrimas que desceram solitárias por suas bochechas. O garoto se sentia destruído, não podia nem contar com o melhor amigo agora. Limpou a água de seu rosto com as mangas, decidido a ir embora daquele lugar o mais rápido possível, precisava de um tempo para pensar e colocar os pensamentos em ordem. Mas antes disso viu um frasco de remédio.

Curiosidade pode ser tanto uma qualidade quanto um defeito. Louis não sabia onde se qualificava a dele, mas, definitivamente, era extremamente curioso, então pegou o frasco e olhou a bula, imediatamente franzindo o cenho quando olhou o que estava escrito ali. Não, não fazia o menor sentido. Por que diabos Adam estaria tomando aquilo?

Destrancou a porta do banheiro e calmamente andou até o sofá, onde Parker ainda se encontrava sentado. Jogou o frasco em cima do colo dele, que arregalou os olhos antes de olhar para Louis.

“Adam, por que você toma Testosterona?”


Notas Finais


Tia Ferda tá viva? Tia Ferda tá viva gente!! Okay, em primeiro lugar eu quero pedir desculpas por tanto tempo sem atualizar, sério, todos os dias eu me sentia culpada por isso, mas eu estava com um bloqueio criativo tããão grande pra essa história, parecia que nada do que eu escrevia estava bom, isso quando eu conseguia escrever. Ainda assim, eu acho que não tá legal e esse capítulo tá menor que os outros mas eu não conseguia ficar mais tempo sem postar pra vocês. Me perdoem, e não, eu não sei quando vai ter capítulo novo, desculpem de novo. Desculpa pelo capítulo pequeno, pelos possíveis erros, por não estar tão bom quanto os outros, me desculpem mesmo. Amo muito vocês e espero que vocês tenham gostado, mesmo assim.



*momento panfletagem*

Alguma capopera por aqui? Escrevi duas OneShots VHope, se alguém quiser passar lá.....

https://spiritfanfics.com/historia/boy-meets-evil--vhope-oneshot-9361615

https://spiritfanfics.com/historia/at-the-time--vhope-9056774

*momento panfletagem ends*


Obrigada a todo mundo que leu e apoiou até aqui, espero que vocês continuem com a tia Ferda nessa batalha diária que é escrever Cinderela dnscjsdncjsdc Até o próximo capítulo galera <3


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