História Cinde... Louis? - Larry Stylinson - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Cinderela, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Romance
Exibições 53
Palavras 3.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


EU SEI QUE ERA PRA SER UMA ONESHOT MAS EU SOU LOKA!!!!1

"Mas tia Ferda, é a segunda vez que você faz isso!!"

To ligada, perdão, eu vou procurar tratamento o mais rápido possível hnfsadilas Enfim, espero que vocês fiquem felizes que eu resolvi continuar isso aqui :3

Pra quem quiser entrar no clima do capítulo, a música que o Louis tá dançandinho é DTF, da Adore Delano

Capítulo 2 - Pra sempre?


Harry quase não conseguia acreditar no que seus olhos estavam vendo quando ele adentrou a porta de sua nova casa - que não era nem de perto tão grande quanto a antiga, mas ainda assim, era gigante para o padrão. Louis estava com uma camiseta branca pouco maior do que o seu tamanho, uma calça de moletom cinza toda manchada, dobrada até o meio de suas canelas, saltos nos pés e um espanador nas mãos, dançando sensualmente (isso enquanto limpava a casa, e Styles realmente não sabia como ele conseguia tal feito) uma música a qual Harry nunca ouvira, mas que Louis parecia conhecer muito bem, já que dublava - ou cantava, não era possível saber ao certo - cada palavra com excelência.

A música tocava tão alto nas caixas de som, que o barulho que a porta fez ao ser aberta não foi percebida por Louis, e ele também estava tão entretido em sua limpeza/dança que um Harry sorridente sentado no sofá também foi quase ignorado. Quase.

Louis se deu conta que o menino de cachos o fitava, depois de ter rebolado até o chão e levantado os olhos, encontrando os verdes e sobressaltando-se um pouco por não esperar que o mais novo estivesse ali, porém Tomlinson não deixou transparecer o susto, colocou-se de quatro e engatinhou até os pés de Harry, no ritmo da música. O maior agora não estava mais sorrindo divertido, ele tinha uma sobrancelha levantada, enquanto Louis erguia-se lentamente, espalmando as mãos pelas coxas de Harry, gradualmente arrastando os dedos para cima, passando por seu abdômen e peito, parando em seus ombros, para depois se sentar sobre o colo de Harry, começar a rebolar ali, e arranhar com as unhas perfeitamentes pintadas de azul bebê o peito de Harry, usando a mão que não segurava o espanador.

Agora, tão pertos um do outro, Harry tinha certeza de que Louis estava cantando e não apenas dublando a música - que era um tanto suja, devo dizer -, com aquela voz doce e aguda, única de Tomlinson, aquela que ele nunca se esqueceria, e reconheceria em qualquer lugar. Sentiu um arrepio demorado, que veio da base da sua espinha até sua nuca, quando Louis sensualmente cantou “I’m DTF*” junto com a música em seu ouvido, mordendo o lóbulo depois e descendo a boca para distribuir beijos, lambidas e mordidas pelo seu pescoço, que agora estava um pouco pendido para lado, para que assim Louis pudesse fazer o que quisesse e deixar quantas marcas achasse necessário ali.

As mãos de Harry foram instintivamente para a bunda de Louis e apertaram a carne farta do mais velho, que parou um pouco com os chupões para sorrir e beijar os lábios de Harry ferozmente, totalmente diferente do jeito calmo que eles se beijaram no dia da festa de aniversário de Styles, sem nunca parar de rebolar no colo de Harry.

O de olhos verdes levou uma das mãos para os cabelos de Louis, encaixando os dedos ali e os puxando para trás, com força o suficiente para fazê-los separar os lábios, mas não ao ponto de machucar o pequeno ser sentado em suas pernas.

“O que você está fazendo?” Perguntou rouco por causa da excitação.

“Lap dance” Louis respondeu, direto, com um sorrisinho de lado desenhado em seu rosto. Harry negou com a cabeça e desligou a música com o controle remoto do rádio que estava jogado ao lado dele no sofá, causando no ouvido dos dois um zumbido irritante devido ao silêncio repentino.

“Eu não estou falando disso” Harry apontou para onde Louis estava sentado, com um sorriso básico, sem mostrar os dentes “Estou falando disso aqui” pegou o espanador da mão de Louis e esfregou na cara dele, fazendo o menos espirrar e dar um tapa no ombro de Styles, que riu “Você sabe que não precisa mais limpar nada, não é? E quem, em nome de Deus, limpa a casa usando saltos?”

“Mas eu não estou limpando nada em nome de Deus” Louis riu ao que Harry rolava dramaticamente os olhos, mas logo ficou sério quando foi responder a principal pergunta que o outro fez “Força do hábito, é a primeira coisa que eu faço quando acordo desde que minha mãe… Bom, você sabe. Eu só uso saltos e danço porque foi uma maneira um pouco mais divertida que eu encontrei de ser escravizado”

Louis fez menção de sair do colo de Harry, mas este o impediu, agarrando o de olhos azuis num abraço desajeitado, e após dois segundos de surpresa, Tomlinson retribuiu o gesto, forçando a si mesmo a lutar contra as lágrimas e sorrir, dando um beijinho em cada uma das bochechas de Harry, quase num pedido silencioso para que eles mudassem de assunto, mas Harry era lento demais para perceber isso.

“E como o seu padrasto está com essa história toda de mudança?”

Louis engoliu em seco, e dessa vez não foi impedido de sair do colo do Styles e se sentar do lado dele, com as pernas cruzadas e as mãos relaxadas sobre elas. Chegava a ser chato o jeito que suas costas estavam retas, como se Louis estivesse se esforçando muito para ficar naquela posição e aquilo era extremamente desconfortável. Ele olhava para baixo e ficou brincando com os saltos por um tempo, antes de responder baixo.

“Eu não contei nada para ele, só fugi…”

Harry arregalou os olhos verdes e correu os dedos pelos cabelos, desesperado, e depois prendeu-os num coque extremamente frouxo; se ele balançasse um pouco a cabeça, os fios iriam se soltar novamente.

“Louis, no que você estava pensando?” Começou a repreendê-lo, mas antes deixou um suspiro escapar de sua boca “Um problema de cada vez, Harry… Hm, Lou, me espere aqui, sim? Nós vamos conversar, mas antes eu preciso… Ir ao banheiro.”

Louis sorriu travesso porque sabia exatamente a razão de Harry precisar ir ao banheiro. Isso fez com que ele desmontasse um pouco a pose certinha que tinha se colocado e desse um tapa na bunda do mais velho quando se levantou.

“Pense em mim!” Gritou para Harry, que subia as escadas, e riu fraco com o comentário de Louis. Não é como se ele precisasse pedir.

Louis não sabe exatamente quanto tempo Harry levou no banheiro. Para ele, parecia ter sido algo entre dois e cinco segundos, já que ele estava muito tenso e nervoso de conversar sobre sua família, mas com certeza ele levou mais tempo do que isso. Fazia uma semana que Harry e Louis estavam morando juntos, e eles ainda não tinham falado sobre tal assunto, Louis preferia ignorar, deixar para trás, fingir que não aconteceu. Ele sabia que o que fez não foi nada inteligente, mas que outra escolha tinha?

Quando Harry voltou, tirou os sapatos de salto dos pés de Louis, porque aquilo parecia um tanto incômodo, retirou as próprias botinas e se sentou com “perna-de-índio” no sofá, de frente para Louis, e o induziu a fazer o mesmo. Louis ainda estava visivelmente incomodado, então Harry sorriu reconfortante e pegou uma de suas mãos, fazendo uma massagem ali e esperando pelo tempo de Louis para que ele contasse o que aconteceu.

Mas Louis não faria isso, ele iria ficar quieto e agir como se tivesse esquecido do que a conversa se tratava. Para isso, colocou um sorriso inocente nos lábios e perguntou alguma coisa idiota para Harry, como qual a estação do ano favorita dele, por mais que já soubesse que a resposta era primavera. Harry respirou fundo e prendeu o ar nos pulmões por alguns segundos antes de soltar devagar, e não se deu ao luxo de responder. Arqueou as sobrancelhas e intensificou o olhar para intimidar o garoto a sua frente a falar, mas na visão de Louis, ele só parecia um louco fazendo uma careta engraçada, com os olhos arregalados e as narinas dilatadas. Na verdade, se ele parasse para pensar, Harry o lembrava de Tarzan e tal pensamento fez Louis cair na gargalhada.

Styles cruzou os braços na frente do peito, com a expressão emburrada e fazendo um biquinho sem ao menos perceber, e Louis não resistiu deixar um selinho ali. Estavam assim um com um outro durante a semana toda, agindo como namorados, se abraçando como namorados, dormindo de conchinha como namorados, mas sem nada oficial. Louis não queria dar esse passo, na visão dele, era Harry quem tinha que pedi-lo em namoro, mas por enquanto, os dois estariam bem aproveitando o que quer que eles tinham.

“Lou, pare de correr desse assunto. Pode falar, eu não vou ficar bravo.”

Louis suspirou e ficou quieto, procurando as palavras para usar. Não era algo tão complicado de se explicar, no entanto, não era algo que ele realmente queria conversar sobre, mas também sabia que Harry não o deixaria em paz se não o fizesse, então…

“Primeiro eu pensei em escrever uma carta de suicídio e fingir minha morte, mas aí eu cheguei na conclusão de que isso não daria certo, principalmente porque, bem, eu estou morando a quatro quadras da minha rua antiga.” Louis começou “Então eu achei que seria melhor ir embora quando ninguém estivesse prestando atenção.”

“Louis, isso é loucura!” Harry se exaltou, mas depois se recompôs e pediu desculpas por ter gritando “Por quê você não simplesmente pediu permissão para sair?”

A pergunta foi acompanhada por uma risada alta de Louis, e Harry não conseguia identificar se aquilo era ou não forçado. Parecia uma mistura dos dois.

“Harry, essa opção é pior do que fingir suicídio.” Colocou o melhor sorriso que conseguiu no rosto, afim de disfarçar a verdade presente na frase com o humor, como se aquele sorriso fosse enganar Harry e ele começaria a rir como se fosse a piada mais engraçada que ouviu, mas não, Harry tinha plena consciência de que aquilo era um sorriso forçado, porque conhecia Louis o suficiente para saber que quando o moreno sorria de verdade, as ruguinhas do lado se seus olhos iriam aparecer, e agora elas estavam escondidas. “Ele não me deixaria ir, Harry, você sabe. E eu provavelmente não sairia inteiro de uma conversa desse tipo com ele. Era minha única opção. Além do mais, já faz uma semana desde que eu saí daquele inferno e ninguém fez questão de me procurar. Eles não se importam, Harry. Talvez tenha sido até melhor para eles, se livrar do peso que eu sou. Agora eles podem ficar com toda a fortuna dos Tomlinson. Yey!”

“Não, Louis! É por isso que você tem que voltar e lutar. Essa fortuna que eles tanto querem é sua por direito! Não dê a eles o que eles querem, assim, de mão beijada.”

“Não é minha, Hazz.” disse triste “Minha mãe não…Minha mãe não deixou quase nada para mim no testamento. Eu não tenho nada, eu não tenho ninguém.” Louis nem tentou segurar as lágrimas, ele só deixou que a água salgada saísse de seus olhos e levasse consigo todas as dores e sujeiras que o incomodavam, e ele se sentia mais leve a cada segundo, porque chorar é a melhor forma de colocar para fora qualquer sentimento. E Louis chorava muito. E isso não o fazia mais fraco, muito pelo contrário, só demonstrava o quanto ele era forte.

“Oh, Lou, não diga isso” o mais novo o puxou para o abraço, deitando-os no sofá grande e aconchegante, fazendo um carinho delicado por entre os cabelos lisos e sedosos de Louis,

que tinham cheiro de maçã. “Você tem a mim. Sempre teve e sempre terá”

“Pra sempre?” Louis, com a voz embargada e ainda soluçando um pouco, levantou o dedinho.

“Para sempre e sempre” sorriu Harry, entrelaçando o dedinho com o do de olhos azuis, e recebendo um sorriso. O de verdade dessa vez.

-x-

Nenhum dos dois sabia dizer em qual momento adormeceram abraçados no sofá, mas ambos sabiam que não queriam sair da posição confortável ao extremo que se encontravam para atender a quem quer que estivesse repetidamente e irritantemente tocando a campainha, sem dar nem um segundo sequer de tempo entre uma e outra.

Harry achou adorável quando Louis levantou, com a franja totalmente desarrumada, e coçando o olho direito de um jeito quase infantil e abriu a porta para um furacão. Um furacão com nome e sobrenome, cheio de energia, cabelos loiros e uma mochila de rodinhas rosa decorada com glitter.

“Da próxima vez, Louis, tente não transar perto da hora que eu disse que viria, eu não tenho tempo para ficar esperando lá fora enquanto vocês têm um orgasmo!”

“Nós não estávamos transando” Harry disse para o loiro de olhos azuis que conseguia ser alto do que ele. E era difícil Harry se sentir pequeno perto de alguém.

“Olá para você também, Adam, estou bem, obrigado por perguntar. Ah! Claro que pode entrar, sinta-se à vontade” Louis ironizou para o melhor amigo, que já estava há muito tempo dentro da casa, e havia colocado a mochila de porte médio em cima da mesa de jantar, abrindo-a e revelando vários compartimentos onde suas maquiagens, milhares de pincéis, algumas roupas e sapatos estavam guardados. Louis realmente não sabia como ele colocava tudo aquilo ali dentro, deveria ser algum truque de mágica ou algo do tipo.

“Não temos tempo para conversinhas, Tomlinson, vista logo essas roupas enquanto eu separo as maquiagens que você vai usar e tentar dar um jeito nessa sua cara de sono desgraçada.” Adam jogou um vestido preto relativamente curto, uma camisa de flanela vermelha e uma meia arrastão para Louis, que quase deixou as peças irem direto para o chão, e subiu até o seu quarto, reclamando sozinho sobre o quanto o amigo era grosso. Harry ficou parado no meio da sala, tentando identificar em que momento sua casa virou aquela bagunça enquanto olhava Adam separar aquele monte de coisas que ele nem ao menos sabia a função. “E você? Vai ficar parado aí? Vá ajudá-lo com o espartilho” Parker disse, sem ao menos olhar para Harry.

“O que?”

Adam não disse nada, apenas virou-se para Harry, sorriu, e fez uma contagem regressiva com os dedos, começando do três. No exato momento em que Parker terminou de contar, a voz de Louis se fez presente, gritando do quarto por ajuda.  Harry ficou abismado com o timing perfeito que aqueles dois tinham.

“Ele nunca consegue colocar o espartilho sozinho. Seja útil de alguma forma e suba para ajudá-lo.”

Styles resolveu não discutir e ir logo ajudar Tomlinson com a droga do corset, subindo as escadas o mais rápido que pode. Louis já estava com uma meia calça fina, da cor da sua pele, apenas para tornear as pernas e segurar um pouco do enchimento - que Harry achava extremamente desnecessário, porque Louis já tinha uma bunda bem grande e que daria inveja em qualquer mulher - e a meia arrastão que fora jogada para ele. Lou segurava o corset em seu corpo, mas não conseguia fechá-lo completamente, e nem apertar como deveria para afinar sua cintura.

“Oh, Harry, eu achei que o Adam que viria, mas, tanto faz. Pode me ajudar com isso?” Virou-se de costas para o mais novo, que ficou um pouco sem saber o que fazer “É só puxar e depois amarrar. Eu até conseguiria fazer, mas, você sabe, não consigo alcançar minhas costas.”

Louis estava ficando um pouco estressado com o jeito que Harry não apertava o espartilho direito com medo de machucá-lo, mas finalmente havia conseguido a cintura perfeita e não estava com cabeça para brigar com Harry. Ele só estava sendo prestativo, afinal.

“Como você consegue ficar com essa coisa?” Perguntou o cacheado, enquanto Louis colocava o vestido preto, totalmente liso e simples. Parecia mais como uma camiseta vários tamanhos maior que Louis, mas com uma gola diferente. Tomlinson deu de ombros.

“Costume, eu acho. Aliás, essa não deve nem ser a pior parte.” Amarrou a camisa de flanela xadrez vermelha e preta na cintura, fazendo assim visível o tamanho esforço que os dois tiveram - e que Louis ainda tem - com o corset.

“E o que você faz com o seu-”

“Não vamos entrar em detalhes, Harry, por favor” - Riu baixo, ao que colocava alguma coisa na cabeça que Harry não sabia o nome, mas que provavelmente serviria para prender os cabelos curtos de Louis para baixo da peruca que ele colocaria eventualmente. “Você viu minhas botas pretas por aí?”

“Aquelas enormes que vão até o joelho? No closet” Respondeu, ainda um pouco em choque, tentando imaginar como Louis fazia para, bem, esconder o pênis. E nenhuma das opções parecia agradável. Chacoalhou a cabeça, para afastar tais imagens e pensamentos. “O que vocês estão fazendo, afinal? Digo, sei que estão se montando, mas para que?”

“Não te contei? Depois que eu fui montado para sua festa, Adam resolveu que eu tinha oficialmente perdido a vergonha de quem eu era e marcou uma apresentação para nós dois num clube qualquer por aí. Não é o melhor dinheiro do mundo, mas já ajuda, sabe? E eu adoro estar montado, então, por que não?”

“Eu não entendo o seu ponto, você não precisa de dinheiro” Comentou Harry, e foi ajudar o mais velho com as botas ao perceber certa dificuldade.

“Harry, eu não disse nas exatas palavras, mas creio que ficou subentendido na nossa conversa mais cedo: Eu estou quebrado.”

“Louis, eu disse nas exatas palavras, e creio que ficou bem entendido na nossa conversa mais cedo: você tem a mim.”

“Eu amo você, e agradeço tudo que você está fazendo por mim, mas, Hazz, eu não quero ficar dependendo do seu dinheiro para fazer minhas coisas” Terminou de fechar o zíper da bota e ficou de pé. Ainda com saltos era menos do que Harry e o pensamento quase o fez revirar os olhos, mas se conteve. “Já basta eu estar morando de graça na sua casa, não é?”

“Louis, eu-”

“Vocês estão aí para fechar um maldito espartilho ou pra transar de novo? Que inferno, estamos atrasadas, Louis!” Adam gritou do andar de baixo, interrompendo o qualquer coisa que Harry ia falar.

Louis não deu chance para Harry tentar argumentar contra novamente, e já estava no meio das escadas, descendo rápido, mas tomando cuidado por causa das botas altas. Adam já estava totalmente trocado e Harry se questionou se eles realmente demoraram tanto tempo no quarto, ou se Adam que era rápido demais para esse tipo de coisa.

Demoraram pelo menos duas horas, se não mais, para que os dois meninos ficassem prontos. Durante esse meio tempo em que se arrumavam e conversavam, Harry resolveu que, por trás dessa grosseria quase falsa, Adam era uma pessoa muito legal, que ele conseguiria facilmente segurar uma conversa por horas, assim como é com Louis. Adam era divertido com seu jeito exagerado e inquieto, parecia não conseguir ficar parado por mais de cinco segundos e às vezes soltava alguma piadinha sem nem perceber, mas também sabia ser sensível e levantar o humor de Louis quando necessário. Não era de espantar a Harry o quanto os dois eram amigos.

As duas Drag Queens estavam deslumbrantes, Adam era realmente muito bom com maquiagem, mas Harry não ficava para trás deles, por mais que estivesse vestido de forma simples. Uma calça jeans, camisa aberta até o peito e suas inseparáveis botinas. Louis pensou que Harry continuaria lindo mesmo vestindo um saco de batatas.

O menino de cachos decidiu que iria para a tal balada com eles, depois de Louis insistir muito que seria sua primeira apresentação e queria que alguém especial como ele assistisse.

Foram os três no carro de Adam, Harry dividindo o banco de trás com mais vestidos, calças e sapatos e Louis no banco do passageiro.

O clube não era o melhor da cidade, mas também não era nem um pouco ruim. Cinderela e Paris tinham entradas VIPs por serem a atração da festa, e arrastaram Harry com eles. Elas também tinham acesso ilimitado ao bar e a uma parte mais vazia do lugar. Apesar disso, Paris resolveu se jogar no meio da pista de dança, trazendo Cinderela consigo, mas Harry decidiu que o bar seria sua primeira visita, e pediu qualquer coisa mais leve, já que não queria ficar bêbado logo no começo da noite.

Adam e Louis se entregavam completamente à música muito bem remixada pelo DJ do local, e pareciam se divertir bastante. Paris costumava dizer que aquilo era bom para desestressar e ficar menos nervosa antes de qualquer apresentação.

Cinderela sentiu mãos grandes e fortes agarrarem sua cintura por trás, e começou a dançar e rebolar junto com a pessoa que ela julgou ser Harry, mas quando virou-se para encará-lo, levou um susto tão grande, que não pode segurar um grito fino de sair de sua garganta.

A pessoa era ninguém menos do que seu meio-irmão Scott.

Agarrando sua cintura e o puxando para mais perto.

Dançando e tentando seduzi-lo.

Numa droga de boate gay.

'Tudo bem’ Louis pensou 'Seu irmão está dando em cima de você, mas você é uma linda mulher e o pior que pode acontecer é ele te reconhecer... Por Deus, isso seria terrível, você não pode deixar ele te reconhecer.’

“Meu nome é Scott” ele disse, ainda balançando-se no ritmo da música eletrônica que tocava, e forçando Louis a dançar com ele. As mãos de Louis tremiam levemente e ele tentava se esforçar para sua voz não sair do mesmo jeito.

“Cinderela” respondeu, fazendo uma voz mais aguda que o normal, afim de disfarçar o timbre facilmente reconhecível, mas aquilo soou horrível e Louis se amaldiçoou logo depois “Muito prazer”

“Prazer é só na cama” Scott disse, com um sorriso no rosto, e Louis sentiu um enjôo brincar em seu estômago. Olhou para os lados procurando por ajuda, mas não encontrou nem Harry e muito menos LaRue. Teria que dar um jeito de se livrar de seu irmão sozinho.

Que opção melhor do que dizer para o irmão hétero a verdade? Não a verdade de que era Louis, é claro, mas a verdade de que era um homem. Cinderela colocou a mão no peito de Scott e o empurrou levemente um passo para trás, mas, de qualquer jeito, teve que se aproximar novamente para que ele ouvisse direito por causa da música alta.

“Você sabe que eu não sou uma mulher, certo?”

Scott abriu um sorriso largo, mostrando os dentes e seus olhos castanhos brilhavam um pouco. De novo, passou os braços na cintura de Louis colando os lábios em sua orelha, e isso fazia a cabeça de Tomlinson rodar e pensar “Perto demais, perto demais, perto demais!” repetidamente.


             “E quem foi que disse que eu gosto de mulher?”


Notas Finais


* I'm DTF = Pra quem não tá ligado, DTF é uma sigla que significa 'Down To Fuck', traduzindo 'Afim de foder'

É isso aí pessoal, espero que tenham gostado e vejo vocês no próximo capítulo :3


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