História Cinquenta e três desejos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bandas, Bangtan Boys, Bts, Coréia, Drama, Hetero, Kpop, Kpopper, Morte, Sexo
Exibições 107
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Harem, Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ahh, como vão vocês?
Tomara que estejam bem, se não, eu vou ai e tentar te animar.

Obrigado pelos favoritos, sinceramente, eu não achava que iria passar do cinco.

Eu estou muito agradecida eu meio que dei uns pulinhos lokassos. Mas isso não vem ao caso.

Boa leitura.

Capítulo 2 - " O mundo já caiu só me resta dançar sobre os destroços "


 

Aonde é a nona delegacia?- Resmungo, puxava meu cabelos para livrar a forma de nervosismo .— Provavelmente perto da praia. E Com toda certeza isso é apenas uma cômica e irônica coincidência. E apenas essa bagaça de universo dizendo: “caiu no conto do vigário, seu trouxa.— Dizia em voz alta para eu mesma para manter a sanidade da minha mente que já estava deliberando a completa insanidade. Sentei-me e fui em direção do interruptor.—Vei, tinha algo falando sobre ela por aqu..- comecei a procurar nos mapas que Noah gostava de ter para vários nadas e que agora teria uma função.- Achei desgraça.- Levantei o mapa para perto do meu rosto pelo fato de eu está sem minhas lentes por um motivo que eu não sei.— Rua Pedro Américo. Cacete isso e longe daqui.

Peguei minhas lentes e as coloquei. Okay, agora dá para ver perfeitamente. Então me toquei: Ai meu deus eu tenho que contar para Noah. Fui até a sala onde ele estava dormindo igual a um anjo, seus cabelos estavam desgrenhados pelo seu rosto e ele estava sem camisa e com uma bermuda de banho de mar. Se fosse aqui qualquer menina da sala dele, provavelmente estaria com pensamentos bem pervertidos. Cheguei perto dele e disse:

—Noah é urgente—Não adiantou muita a minha fala porque nem mexer ele se mexeu.—Pela consideração que você tem pela sua irmã acorda.— E de novo ele nem se mexeu. Me abaixei na altura do seu ouvido e meus cabelos castanhos levemente  avermelhados caíram sobre meu olho.— ACORDA LOGO DESGRAÇA— Eu gritei alto, não ligando para o horário.

—SUA QUENGA VOCÊ QUER ME DEIXAR SURDO- e pelo jeito o meu irmão “adorável” acordou. Ele olhou para o relógio de pulso que tinha- Scarleth do céu, me fale qual motivo ou situação que você me acordou às quatro FUCKING horas da manhã—.Ele disse asqueroso, provavelmente ele estava me xingando em sua mente.

— Sabe temos que ir para delegacia— minha voz tinha um timbre calmo, mas eu queria gritar e chorar. Todavia, eu não poderia chorar na frente do meu irmão caçula. Isso só deixa as coisas mais tensas e desesperadoras. — Guilherme tem que identificar um corpo.

Ele sentou-se e seu rosto ficou mais pálido. Noah era muito amigo de Guilherme.

—O que aconteceu?- ele perguntou passando as mãos em seu cabelo.

— Um saveiro vermelho encontrado no rio com um corpo destroçado- E neste momento eu o abracei, ele parecia estar ligando algum tipo de potinho para entender. Logo ele me retribui o abraço fortemente.

—Onde ele está?—Sua voz fraca estava mostrando o como seu interior estava. Seus olhos estavam tão marejados que o  denunciavam.

—Nona delegacia.

—Vamos

—Você realmente não pretende entrar em uma delegacia sem blusa, né?

—Você está de biquíni e eu não disse nada.

—Ta vendo isso aqui?- peguei o tecido de poliéster de minha blusa- Se chama blusa, vai lá colocar a sua.

Quando ele se levantou e foi em direção eu permiti sair algumas lágrimas de meus olhos também marejados. Se ela realmente estiver morta e não for apenas um grande mal entendido eu não viria ela mais, certo? Nem ouviria sua risada com o nervosismo do meu irmão, certo? Ou até mesmo vê-la reclamar do seu namorado e dois segundos depois falar o quanto ele é perfeito, certo?

 

Ela tinha que está viva, se não, eu a ressuscitaria para matá-la.

 

Limpei meus olhos e meu irmão voltou quase na mesma hora, sorrir. Um sorriso fraco porém - com tentativas- de reconforta-lo. Ele estava nervoso (QUEM NÃO ESTARIA) e em sua mão tinha a chave da casa. Ele me pegou em minha mão e me puxou rapidamente para fora da casa. Ele trancou a casa e nem colocou embaixo do carpete, colocando as no bolso. Ele apertou rapidamente o botão de chamar o elevador e continuava a apertar como se isso fosse fazê-lo mais rápido.

— Eu super espero que isso não seja uma pegadinha sua. — ele resmungava — Porque se for eu vou TE ODIAR PELO RESTO DA MINHA VIDA.

O elevador chegou, nunca as portas deste elevador foram tão lentas. Eu entrei rápido e ele em seguida.

— Eu nunca brincaria com essas coisas — Bati três vezes numa estrutura de madeira que cercava o elevador —Tá queimado em nome de algum coreano.

Ele deu uma risada nervosa.

Se estava demorando para abrir, descer era uma eternidade.

O nossos pés estavam batendo no chão em forma de se aliviar daquele nervosismo. Mas, o de Noah simplesmente era mais alto por ele estar com sua Havaianas branca com sola azul.  

Finalmente.

As portas se abriram, corremos mesmo não sabendo como iríamos e consequentemente a moça da portaria gritou um “Não corram” e logo resmungar  um “Crianças idiotas”.

Olhamos desesperados um para o outro.

—Uber?

—Uber— ele respondeu, e logo pegou seu celular chamando-o.

Então estávamos sentados na calçada até aquele maldito táxi chegar. E quando chegou, era um velho que mais parecia um urso —porém, engomadinho—  e tinha mal cheiro. COMO EU DETESTO O UBER. O cara de se virou e olhou na nossa cara como se perguntasse: "ô desgraça aonde você querem ir?".

— Rua Pedro Américo, nona delegacia.— Meu irmão disse, com um olhar “Cala boca e dirige”. E pelo jeito o Senhor. Urso também entendeu. Eu dei uma risadinha baixa. Pelo jeito ele achava que nós fossemos psicopatas, mas quais psicopatas vulgo Boyne e Clyde pegariam o Uber?

 Eu observava a orla da praia novamente e pela mesma causa: Taís.

Virei-me e deitei no ombro do meu irmão caçula. Lá vai alguns minutos sofrendo com o cheiro do Senhor. Urso. Que por sinal era insuportável. Quando o carro parou eu agradeci internamente. Meu irmão pagou o táxi e saímos. E lá estava ela, a grande e arquitetônica Nona Delegacia do Rio de Janeiro. Com seus modelos antigos e sua entrada grandiosa, entretanto, ela podia ser repleta de harmoniosidades mas que eu tava com um puta medo eu tava.

Entramos, e a primeira coisa que eu e ele vimos foi Guilherme. Guilherme estava em um estado deplorável. Ele estava com seus olhos cheios de lágrimas e discutia com um policial. Ele estava sentado na cadeira e o policial estava em sua frente em pé, ele batia os dedos na cadeira como uma forma de mostrar impaciência. Eles discutiam de um jeito mais aquietado porém era o que mais chamava atenção na delegacia completamente deserta.

—POLICIAL, DEIXA EU VER SE ELA É MINHA IRMÃ- e do nada Guilherme grita — VOCÊ NÃO ENTENDE O QUANTO ISSO É AGONIANTE?

Noah iria lá mas eu o segurei.

—SE FOSSE SUA MÃE? OU SEU PAI? VOCÊ NÃO ‘TARIA NA MESMA? HIPOCRISIA DO CARALHO, CERTO? ARGH, COMO EU DETESTO A POLÍCIA BRASILEIRA.

O soltei. Noah andou até ele em passos rápidos e colocou a mão em seus ombros sussurrando alguma coisa, o fazendo ficar mais calmo. Aproximei-me deles e sentei no chão encostando no pé da cadeira que Guilherme estava sentado. Ele se abaixou —ignorando o fato de ainda ter um policial na sua frente—ficou perto do meu rosto e disse:

— Como você ‘tá?

—Na medida do possível, e você?

Ele apenas assentiu, como se dissesse a mesma coisa do que eu e voltou a sua posição anterior. Guilherme era um cara legal, entretanto, na maioria das vezes ele estava de mal humor. Que cá entre nós, mal humor é terrivelmente chato. Quando ele não estava de mau humor, ele até era um cara bastante gente boa para se conviver.

— Ninguém pode sentar no chão.— O policial disse agressivo.

—Ninguém pediu sua opinião e eu não jogo na cara — disse exalando todo o meu bom  humor.

— Moço—meu irmão interrompeu a minha fala — Desculpe a minha irmã ela é imprudent...- O policial saiu ignorando a fala do meu irmão.

Guilherme dá uma risada fraca e bufa.

Entre nós, Guilherme era o mais impaciente, Noah era o mais otimista e eu era somente eu.

[...]

O sol estava nascendo na praia, já estávamos horas para uma simples identificação de corpos. Eu ainda estava sentada no chão e minha bunda já estava doendo e provavelmente ela estaria “quadrada”.

Guilherme estava quase incendiando a delegacia com todos essas pessoas burocráticas.

—  Eu vou queimar esta delegacia e vou rir dos funcionários pegando fogo— Concluiu.

— Guilherme Moura — O policial diferente o chamou.

— Fala.— disse fingindo bom humor. Coisa que era provavelmente impossível.

— Identificação da mulher de um metro e meio, encontrada em um saveiro vermelho rebaixado em um rio perto de São joão de meriti.

Ele se levantou rapidamente e foi em direção ao policial, em pouco tempo, mal dava mais para ver ele.

—FINALMENTE— Noah disse se espreguiçando.

— Agora é a hora do vamos ver.

Noah concordou e foi beber água naquela espécie de bebedouro. Então lá estava eu sentada no chão com medo de 3 palavras (que não eram: Eu te amo. Quem dera que fosse). Era algo mais mórbido e com mais sentimentos confusos do que aquelas mais simplórias palavras: Ela está morta.

[...]

Guilherme voltou descabelado, sua expressão estava pálida e eu estava preparada para o pior. 

—É ela.— Ele disse com uma voz fraca.

Entre todas as coisas que eu queria ouvir essa não era uma delas. Como dizia Clarice Lispector; O mundo já caiu….

[...]

Noah não tinha dito nada até agora, eu o entendia muito bem. Já tinha umas três horas que nós tínhamos recebido a notícia e ele teria que ir para escola. Enfrentar a escola é algo bem complicado. Eu não aguentaria. E eu  não deixaria ele ir.

Estávamos em casa, eu estava sentada no sofá com meu celular em mãos. Na decisão de ouvir aquele áudio de novo ou não. Eu ouviria o áudio. Corri até meu armário para pegar a porra dos fones. Então a vi, aquela maldita caixa. A caixa, aquela caixa. Peguei meus fones junto com a caixa e sentei na cama do meu irmão. Dei play no áudio enquanto abria aquela caixa.

“—Ehh- ela começou a falar- eu deixei uma caixa no seu guarda-roupa. Por que né mona o seu aniversário e daqui a dois dias- ela começou a rir de empolgação- Lá tem os meus desejos de army louca para você rir das minhas idiotices- ela buzinou e gritou um palavrão . - Só são Cinquenta e três desejos, se no caso um meteoro cair em cima de mim. Você cumpre, okay? E não, provavelmente não vai cair. E, sim, eu sei que você deve ‘tar preocupada com esse meteoro”.

Dei uma risada sem graça. Realmente não foi um meteoro, foi você em um rio. Abri aquela caixa e vi milhares de fotos nossas fazendo merda. Em baixo daquelas ilustres fotos tinha um caderno de capa dura amarelo escrito: “Se você rir eu te mato.” e embaixo estava escrito “Mentira pode ri” em caneta verde.

Abri o caderno e lá tinha a letra dela - que por sinal as  vezes eu até acho que é de médico - então eu li:

“Eu espero que o Noah tenha me dado cobertura e você esteja lendo isso no na véspera do seu aniversário.” Tinha uns rabiscos no meio das palavras “Sabe, eu tava pensando daqui dois dias e dia oito- sim eu to escrevendo isso dia seis- e eu espero muito tirar uma nota boa” tinha uma carinha feliz desenhada do lado da frase. “Mas como eu sou uma k-popper iludida para o santo caralho eu simplesmente quero para passar na SNU*, eu falar todos as que quero fazer”

 “1) Passar na SNU, só para ter uma desculpinha para ir para Coreia.”

A partir daí, eu parei de ler. Meus olhos estavam muito marejados para eu poder ler mais algo. Eu já estava acabada e para completar o áudio acabou. Coloquei meu rosto sobre o travesseiro do super-man do Noah e despejei minhas lágrimas.

O tempo tinha se passado rapidamente, eu não iria ler mais aquilo, eu não queria ler o que minha melhor amiga do universo queria fazer e não conseguiu fazer. Eu queria saber como sair do labirinto, maldito Jonh Green que não meu deu a resposta*. Uma hora Noah saiu da sala e veio para o quarto, eu não precisava mostrar o audio para ele só o machucaria mais. Então ele fez menção de ir dormir,assim, eu me levantei indo para escadinha do inferno e deito na cama superior.

Eu sem dúvida não teria capacidade de entrar na faculdade mais disputada da Coreia, era loucura. Eu nunca fui o exemplo de boa aluna, e não só porque eu tirei um boa nota no vestibular que simplesmente estaria na melhor faculdade da Coreia. Repito a dizer: Isso é loucura, mas de qualquer modo, eu vou tentar.

Desci rapidamente- na verdade desabei porque eu não lembrei da escadinha- e fui em direção ao computador. Eu fiz tudo que tinha que ser feito.

[...] 


  — Scarleth —Noah me chamou. Já tinha passado duas semanas e o brilho que nós dois possuíamos se exalou  — Chegou correspondência de um troço com letras estranhas, acho que macumba. Mas, e para você é a única coisa que eu entendi foi as letras S, também entendi um  N é um U.

                                    Só me resta dançar nos destroços.

 


Notas Finais


*SNU= A faculdade mais disputada da Coreia.
*Eu queria saber como sair do labirinto, maldito Jonh Grenn que não me deu a resposta= referencia ao livro "Quem é você Alasca?" que tem uma frase assim "Como sair do Labirinto do sofrimento?" se referindo ao livro O coronel e seu labirinto.
*Clarice Lispector: Escritora "Brasileira".
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Então meus travesseiros de pudim - da onde eu tirei isso?- o que vocês acharam?
Minha escrita piorou?
Sei la, e só aquela sensação que eu to fazendo merda.
Mas enfim, Já Twittaram algo sobre o Jimin hoje?
Hoje é o aniversario dele.
Então
Boom
Aqui tem um novo capitulo.

E se você por acaso ver um erro grotesco me avise, se você não entender algo me avise, avise qualquer coisa, até mesmo se você de algum jeito conseguiu queimar o miojo.
Vocês preferiam o capitulo anterior ou esse?


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