História Cinquenta Tons de Esdeath - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Akame ga Kill!
Personagens Esdeath
Tags Akame, Esdeath, Tatsumi
Visualizações 31
Palavras 1.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Harem, Hentai, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


proximo capítulo só semana que vem, meus leitores <3

Capítulo 19 - Tatsumi


Fanfic / Fanfiction Cinquenta Tons de Esdeath - Capítulo 19 - Tatsumi

Tatsumi estava no pátio principal, treinando movimentos com uma espada de madeira, as espadas de treino eram, geralmente, mais pesadas do que as armas de verdade, mas Tatsumi estava acostumado com o peso da madeira e do núcleo de chumbo. Entretanto estava fraco, o ferimento em seu ombro já havia sido cuidado, mas ele não sentia fome e quando comia tinha a vontade de vomitar, e isso o deixava com uma sensação de fraqueza absoluta.

Wave estava o observando, havia sido instruído por Esdeath para vigia-lo, e também vigiar qualquer visita que viesse em sua ausência, mas ninguém veio vê-lo. Tatsumi ergueu a espada com o braço bom, tentou move-la em um arco, movimento que outrora era tão fácil quanto andar, mas falhou, a espada voou de seus dedos e aterrissou a poucos metros de Wave.

-Ainda não está em bom estado- disse Wave- Deveria descansar.

Tatsumi o olhou friamente.

-Descansar não vai me levar a lugar nenhum- andou em direção à espada- Preciso continuar, eu quero continuar.

Wave ouviu aquelas palavras e imaginou se aquilo de fato era o pensamento de Tatsumi, ou se era algo inspirado nas ações de Esdeath, que era impiedosa com a fraqueza.

-E eu quero beijar a Kurome, mas isso não me avança nem me empata- disse Wave, com um sorriso amigável no rosto. Nos últimos dias havia aceitado o que sentia pela companheira- Você se feriu em batalha, Tatsumi, deve agradecer por estar vivo e acima de tudo deve se recuperar- apanhou a espada do chão e descreveu um semicírculo com a ponta- Descansar é o melhor que pode fazer.

Tatsumi deu de ombros, depois se sentou na grama molhada pelo orvalho da manhã.

-Kurome é?

-Kurome- respondeu Wave- Eu a acho maravilhosa.

-Inusitado- disse Tatsumi- Deveria falar com ela.

-Não me parece surpreso com a afirmação.

-E não estou, para ser sincero era até bem obvio. Acredito que ela também sinta algo especial por você.

Wave pareceu surpreso com a afirmação.

-Ela lhe disse alguma coisa?

Tatsumi balançou a cabeça.

-Tudo o que Kurome tem por mim é desprezo- respondeu, com um sorriso triste no rosto- Mas ela o trata de forma diferente, vejo nos olhos dela, é amor.

-Nos olhos?- Wave riu- Acredita tanto assim no amor?

-Eu acredito que é possível olhar nos olhos de uma pessoa e perceber que não será possível viver sem ela, e que a ausência dela pode deixar a nossa alma solitária, triste e vazia- Tatsumi calou-se por alguns momentos, imaginando o que havia acabado de falar, mas a única imagem que veio a sua mente foram os olhos de Mine, brilhantes como duas joias de rubi- Acredito que somos todos sozinhos, e que procuramos alguém que possa nos guiar na escuridão.

‘’O amor era o mais doce dos venenos da alma’’, pensou Tatsumi, lembrando-se das palavras de um velho sábio que conheceu ainda em sua vila.

-E fala essas palavras pensando em Esdeath, ou em Mine?- questionou Wave.

A pergunta pegou Tatsumi de surpresa, mas ele foi inteligente o suficiente para fingir uma expressão de desentendimento.

-Quem?

-Não se faça de tolo, Tatsumi, não aqui, pelo menos, não há pessoa alguma aqui para julga-lo- Wave se ergueu e se aproximou de Tatsumi, sentando-se a sua frente- Quem é Mine?

-Se chegou ao ponto de me fazer essa pergunta, acho que já sabe quem ela é- retrucou Tatsumi, imaginando o que ocorreria a seguir.

-Sei que Mine é o nome de uma rebelde, e sei que ela tem uma Tengu que tirou muitas vidas de homens do império. São delas os olhos que você não pode esquecer?

Tatsumi suspirou, não poderia mentir para Wave, ele provavelmente já sabia de boa parte da história, Wave era um homem inteligente, e Tatsumi já havia ficado próximo a ele por tempo o suficiente para perceber isso.

-Mine é minha amiga- declarou.

-Amiga? É amigo de rebeldes?

-Eu era um rebelde- replicou Tatsumi- Ou se esqueceu de minhas origens?

- Mas você não é mais um deles, ao contrario, é um agente da maior das inimigas da Night Raid.

-Tem razão quanto a isso.

Wave ajeitou-se no gramado e o encarou com um certo ar de tédio.

-Ainda não respondeu minha pergunta, quem é Mine? E não me diga que ela é só uma amiga.

-Eu a conheci na torre do oeste, durante o ataque de Esdeath e a morte de Bulat- lembrar-se do nome do antigo aliado era doloroso- Bulat...  Ele era meu amigo, e ele me pediu para proteger quem estava dentro da torre, acontece que era Mine, uma das agentes de Najenda, eu a curei e a escondi, afinal, Esdeath queria Najenda, o que importaria se eu salvasse a vida dela?

-Então mentiu para a sua senhora- presumiu Wave- E você apaixonou-se por ela?

-Não, isso não- mas mesmo Tatsumi não tinha certeza se suas palavras eram verdadeiras- Não a encontre-a novamente depois daquilo.

-Não acredito em sua história- declarou Wave.

-Não pedi que acreditasse, me pediu para contar quem era Mine, e eu contei.

Wave articulou qualquer palavra, mas naquele exato momento duas pessoas entraram no pátio, era Esdeath e Kurome. A general tinha uma expressão sombria, enquanto Kurome, por mais incrível que pudesse parecer, sorria.

-Vá até ela- disse Tatsumi, com um sorriso no rosto- É sua chance.

Wave se ergueu e andou até as duas, fez uma breve posição de sentido quando Esdeath passou por ele, e ela o recebeu com um sorriso, mas continuou a andar em direção à Tatsumi, enquanto Wave e Kurome seguiam em outra direção.

Tatsumi se levantou e repetiu o gesto de Wave, mas o que Esdeath fez foi puxa-lo pelo braço até uma pequena casa de armas que ficava no pátio e o arremessar contra a parede, fazendo as armas ressoarem com a batida. Tatsumi abriu a boca para dizer qualquer coisa, mas Esdeath o abraçou de repente, um abraço frio como a neve, Tatsumi sentiu as roupas congelarem ao toque da pele da general, mas não se moveu, nem mesmo quando Esdeath o beijou profundamente e conduziu sua mão para o meio de suas pernas.

Tatsumi conseguiu se afastar momentos antes de toca-la, ofegante, o coração batia com vigor, e a cada batida a visão do rapaz se embaçava, estava fraco pela falta de alimentação e não pode impedir seu corpo de vacilar, mas Esdeath o apanhou antes que caísse e, com cuidado, colocou-o sentado em uma cadeira velha.

Esdeath sorriu. Sorria de uma forma que Tatsumi não a via sorrir desde as ultimas batalhas, o rosto era uma mascara de satisfação, e seus olhos brilhavam como safiras.

-E-Esdeath...

-Estamos em guerra!- disse ela, inclinando-se sobre o corpo de Tatsumi, ficando tão próxima a ele que era possível sentir a respiração ofegante- O príncipe declarou guerra ao império!

-E isso é uma coisa boa?

-Se é? É claro que é! As marchas devem se iniciar no mês seguinte, aquele homem, Numa, tem o sangue fervente dos dragões- Esdeath riu de repente, estava genuinamente feliz.

-Quem Kurome matou dessa vez para declararem guerra?- Perguntou Tatsumi, com a sombra de um sorriso no rosto.

-Ela não foi comigo, encontrei-a no caminho de volta. Mas nunca foi uma negociação de paz, Numa desejava a guerra.

-Então, por que ele aceitou te encontrar?

-Soberba, talvez, mas quando ele me viu... Ele pediu a minha mão em casamento.

Tatsumi franziu a testa.

-Como?

-O príncipe me desejou em seus lençóis, Tatsumi. Está com ciúmes?- perguntou, zombeteiramente, depois o beijou na testa- Não deveria, você é meu, e não tenho interesse algum em outra pessoa. Numa é só um garoto, tentando provar a si mesmo que é um homem, mas ele é um guerreiro impetuoso, matou Liver.

Tatsumi não esperava por aquela noticia, Liver havia salvado a sua vida, mas Esdeath não parecia se importar muito com o fato de um de seus homens ter caído. Importavam tão pouco assim para ela?

-Matou um usuário de Tengu, consegue imaginar o quão formidável ele é?

-Parece que você gostou dele...

-Eu o matarei- prometeu ela- Um oponente digno, é tudo o que eu sempre desejei. Agora que a Night Raid e aquele maldito Incursio pararam com as ações grandiosas por um tempo, sinto-me entediada, e com você ferido- passou o dedo levemente sobre a bandagem no ombro, depois desceu, tateando-lhe as costelas- Precisa comer mais, Tatsumi, como me ajudará a matar o príncipe herói?

Tatsumi, com as poucas forças que lhe restavam, ajoelhou-se diante de Esdeath e fechou os olhos.

-Minha espada é sua, minha senhora.

Ajoelhar-se, um velho rito da cavalaria, uma forma de juramento que colocava a honra de um homem a disposição de seu senhor, poucas pessoas faziam aquele tipo de rito nos dias de hoje, mas Tatsumi conhecia a honra, e era guiado por ela, Esdeath sabia disso e sorriu ao vê-lo jurar.

-Ergue-se, meu cavaleiro- Esdeath sabia que Tatsumi não tinha escolha alem de servi-la, mas ao vê-lo jurar por livre e espontânea vontade, sentiu-se mal por suspeitar de sua traição- Agora, preciso de um bom banho... Deseja me acompanhar?



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