História Cinzel - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistérios Da Mente, Obras Escultóricas, Romance
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - INTRODUÇÃO: Geométrico


Fanfic / Fanfiction Cinzel - Capítulo 1 - INTRODUÇÃO: Geométrico

INTRODUÇÃO: “GEOMÉTRICO”

Cinzel (s.m.)

Instrumento manual que tem numa extremidade uma lâmina de metal resistente muito aguçada para entalhar, esculpir, cortar ou gravar materiais duros.

 

Hoje é reveillon.

E fiz uma promessa que vai contra a natureza do ser humano. Prometi para mim mesma que iria me manter feliz durante um ano inteiro porque, em 2015, passei pelos piores momentos da minha vida. Intrigas familiares, problemas na escola, em relacionamentos amorosos, tudo estava em crise. Tudo estava cinza.

Na hora que sinto apatia chegar eu entro em um conflito interno, me desespero pois eu perco a vontade de fazer as coisas, tento apenas lembrar de como faço para pensar positivo e noto que já não me recordo mais. Os problemas tomam conta da minha mente, e eu não consigo mexer nem um músculo para fazer eles irem embora. A irritabilidade anda de mãos dadas com esses tais momentos difíceis. Posso explodir a qualquer momento, aumentar o que já estava ruim, ver que no final não poderei voltar atrás.

 

                Eu não posso fugir do problema quando o problema sou eu.

                E esse já é o meu primeiro erro.

               

Jamais contei com a minha família, muito menos com amigos, tão pouco alguém que eu possa ter amado... A grande verdade é que eu nunca soube o que é amar. Tudo que eu já tive foram paixões disfarçadas de amor.

No passado eu costumava ter um péssimo hábito de pessoa desocupada e cruel, que consistia em caçar alguém na internet para conversar com segundas intenções, iludir, manter um relacionamento a distância que já tinha um fim pré-determinado. Minhas principais “vítimas” eram homens mais velhos, que pareciam serem mais maduros, responsáveis, vividos, um desafio para mim que tornava mais divertido. As vezes eu chegava acreditar que estava me apaixonando de verdade, mas logo me cansava e simplesmente descartava-o. O ciclo se repetiu várias vezes, acredite, eu nunca senti remorso por estar brincando com o coração de alguém.

Quando finalmente me dei conta do que fazia, parei imediatamente e me afastei de tudo e todos. Eu não podia descontar a minha falta de emoção em alguém que eu ao menos me importava em conhecer completamente; Eles se entregaram para quem se passava por outra pessoa. Vejo o meu eu do passado como um monstro.

 

                E esse é o meu segundo erro. Brincar com o que não devo.

 

Alguns meses antes do Reveillon, eu me apaixonei por um rapaz mais velho. Dessa vez era de verdade, finalmente consegui sentir um pouco do lance de amor verdadeiro. Só tínhamos um único defeito: era real somente para mim... Então não durou muito, mas me marcou. Provei do meu próprio veneno, não o culpo, acho que até mereci ter essa experiência, isso me ajudou a me pôr no lugar de outra pessoa (Um ponto que tenho muita dificuldade em fazer, minha mente simplesmente se auto bloqueia quando tento).

 

                E esse foi o meu terceiro erro. Acreditar em relacionamentos a distância.

 

Começar 2016 foi simples. Consegui mascarar muito bem o meu estresse por tentar me manter feliz vinte e quatro horas por dia. Com a volta às aulas eu pude ocupar a minha cabeça que tanto me auto destrói... Enquanto havia uma pilha de trabalhos para fazer, a solidão e o fracasso eram encobertos pelas obrigações.

 

                Já totalizamos quatro erros consecutivos. Mentir para si mesmo.

 

Sabe... Essa história, na verdade, é sobre o que é o amor da realidade que enfrentamos. Aquilo que não foi calculado nem planejado, o que não tem rédea, nem sequer um pingo de controle, mas repleto de sentimentos. Se acha que podemos medir o amor com uma régua ou fita métrica, está completamente enganado! Amor não se pode segurar entre os dedos, o amor escapa e retorna com a mesma facilidade. Provar a água do amor de verdade te faz crer que não conseguirá mais viver sem, e se conseguir viver sem, é porque nunca foi real.

Infelizmente, é também sobre o turbilhão de uma mente agitada, sobre a insegurança, sobre o auto descobrimento e a busca do reencontro da ligação eu lírico-material.

 

Estamos acostumados a ler aventuras, coisas interessantes ou utópicas... Então ler sobre a realidade tende ser cansativo e entediante. O principal objetivo da leitura de ficção é se transportar para outros lugares e aqui temos o inverso do propósito, porém, outro objetivo da escrita também é o desabafo, o expressionismo, a organização, depositar os sentimentos numa folha.

 

 

Introduzindo agora a minha maior ambição – que demorei algumas semanas para notar a presença na minha sala de aula: Um garoto da mesma idade, mais baixo, quieto, atraente, que aparenta ser interessante e com uma postura absurdamente correta.

 

                O responsável por me mostrar um novo mundo.



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