História Circumitus - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Sehun
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Kyungsoo, Nohate
Exibições 125
Palavras 4.774
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey hey
última parte, era two e virou three
eu não falei antes, mas vcs perceberam que o Baek é mais novo, ne? De qualquer forma espero que mesmo não dizendo isso, vcs tenham percebido, qualquer coisa eu edito também. E DESCULPA SE A PARAGRAFAÇÃO CAGOU TUDO
segunda fic, n? Rainha noob presente
e tem umas formatações do spirit bem cagadas, sinto muito, não foi culpa minha.
eu ia deixar 13 k aqui de uma vez nem a pau
bom é isso, boa leitura, piteizinhos
<3

Capítulo 3 - Nem as pedras podem te impedir


Fanfic / Fanfiction Circumitus - Capítulo 3 - Nem as pedras podem te impedir

 

Min Hye tinha visto tudo, desde a noite anterior até o momento em que seu marido entrara no bar correndo. Ela tinha visto os ladrões também.

Aquilo só foi possível por causa do sobrado onde moravam ter pé direito bem alto, então as casinhas de interior facilitavam a visibilidade, mesmo que tivesse chovendo.

Ela tinha visto Chan Yeol sair da igreja bem mais tarde e percorrer um caminho diferente para casa. Não por possessividade, mas por estar na varanda da casa acidentalmente. Não havia muito que pudesse fazer, então apenas observou, angustiada, o grandão correr para se livrar dos bandidos. Aquela hora, a última coisa que haveria na rua seria um carro de polícia.

O estranhamento ao ver seu tão certinho marido entrando no bar foi natural, mas esperava que ele logo saísse. O que não aconteceu pela chuva ter ficado ainda mais forte.

O que lhe restava era rezar para que o Park não caísse em tentação. Ele não jogaria cinco anos de casamento no lixo. Não seria possível. Ele sempre fora disciplinado, servia às regras do Senhor, nunca faltava à missa.

A jovem esperou que ele voltasse alguma hora da noite, mas resolveu dormir quando viu que o aquele que por tanto rezara, de fato, só apareceria pela manhã.

Já eram nove horas e ele ainda não tinha dado as caras. O moreno tinha que ir trabalhar e todas as coisas necessárias estavam em sua casa. A escolha que lhe parecia mais sensata era ir ao bar ver o que tinha acontecido.

Felizmente, foi bem recebida por um dos ajudantes, que limpava as bagunças do dia anterior. Quando questionou por Chan Yeol, ele apenas lhe indicou o rumo dos quartos. Não queria ser rude, forçando apenas um sorriso e indicou que havia reforço nas portas, ensinando brevemente que deveria bater antes.

Claro que Sehun sabia o que tinha acontecido, mesmo com a música do bar era possível ouvir os gritos de prazer dos dois dentro do quarto. Para não prejudicar o casal, tentou, pelo menos, enganar um pouco a senhorita que lhe questionava. A confusão seria certa, mas que quebrasse o mínimo possível de coisas. Todos lá dentro sabiam o que Baek Hyun sentia pelo Park.

Não foi difícil para Min Hye achar o quarto; à luz do dia o corredor tinha outra vida, mas o que denunciou o casal que se embrenhava nos lençóis, foram os gemidos e suspiros, mesmo que baixos. Aquela hora, a maioria das pessoas já estavam ou trabalhando, ou já haviam saído do bar para evitar justo a confusão que aconteceria, logo, o silêncio do local era quebrado pelos sons emitidos pela voz inconfundível de Park e pelos gemidos manhosos do Byun.

Com a raiva que se apossava de seu corpo, a mulher ao menos pensou ao pegar o martelo que era a proteção do extintor, para arremessá-lo contra a porta que a impedia de ver o ato pecaminoso do casal que estava na cama.

O arrependimento falou mais alto, e cada passo que dava para fora do estabelecimento, era como se todos os moradores a julgassem e soubessem do que havia acontecido, mas na verdade era apenas uma paranóia. Tudo o que queria era chegar em casa, tomar um bom banho e fingir que estava tudo em ordem.


         Pouco depois de Min Hye, o Park chegou em casa, vendo-a sentada no sofá, com a face inchada de choro que ainda escorria de seus olhos.

         O maior havia conseguido parar de chorar na rua, enquanto pensava no sorriso de um certo loirinho quando estava em seus braços. A maior burrice que tinha cometido for ter dito a ele palavras tão rudes, quando a única coisa que o pequeno lhe deu foi amor. De um jeito errado, e que magoava outras pessoas, mas ainda amor. E o moreno queria consertar sua burrada. As palavras ditas no calor do momento lhe doíam o suficiente, mas que consertasse a primeira besteira que tinha feito.

         -Chan Yeol, não precisa falar nada, tudo bem. Eu te perdoo. Como uma... Boa esposa, eu compreendo. O pecado da carne falou mais alto e te corromperam.

         -Eu não te pedi perdão, Min Hye. Mas acho que precisamos conversar.

         -Você me traiu. Adultério é digno de pena de morte. Você sabe disso, está na bíblia. Claro que tem que me pedir perdão.       

         -Acho que não preciso dizer o que eu penso sobre isso. - havia várias pontos em que os pensamentos do Park se divergiam da bíblia. - mas eu te devo um pedido de desculpas pela cena que você viu. Eu realmente não queria que você visse uma cena tão… explícita, me desculpe por isso.

         -Não tem problema, nosso casamento é perfeito. Foi a primeira vez, não é? - ela estava disposta a esquecer de tudo. E Chan Yeol já se irritava com a passividade a qual ela aceitava tudo.

       -Você não vai me bater? Não vai gritar? Não vai dizer o quanto eu estou errado? É isso?

         -As leis do senhor não me permitem. Eu devo me conter.

-Mas não é ele quem controla sua vida!

 -É você. É necessário que eu lhe deva obediência.

  -Não, Min Hye. É você. Eu não posso controlar você, muito menos gosto dessa ideia. De onde você tirou esse absurdo? Você é livre, eu nunca vou te impedir de nada.

-Mas é isso que eu penso. Minha mãe me ensinou assim. E mesmo que você tenha essas... Tendências sodomitas, ainda te entendo e aceito, foi o momento.

 -E eu detesto essa sua passividade. Achava que você já tivesse saído da barra da saia da sua mãe há algum tempo, mas pelo visto… não o chame de sodomita. Nem na minha frente, ou em momento algum. Espero que possamos nos acertar alguma hora.

-Chan Yeol, vem aqui, querido. Eu não disse por mal. - O moreno ao menos respondeu, estava atrasado para o trabalho, apesar de ser o chefe da empresa. Pegou seus materiais e uma muda de roupa. 

-Tomaria banho no escritório mesmo e queria desfrutar um pouco mais do cheiro de Baek Hyun que ainda estava impregnado em sua pele. Ele tinha rejeitado o loiro, mas ao mesmo queria mais dele. A contradição lhe dava dores de cabeça.

O dia passou arrastado, assim como a consciência do maior, que não saía de seu pequeno amante por nem um segundo. Sua mulher não parecia tão importante e ele ainda estava chateado ela ao menos ter reagido ao descobrir o que havia acontecido. Essa foi uma das razões para ter dormido na sala, apesar da insistência dela de que os dois ficassem juntos.··.

Estava tudo bem se ela quisesse se dedicar à família e ser uma ótima dona de casa, mas a forma como ela encarava a vida a dois, de um marido que comanda a mulher, era simplesmente inaceitável para Chan Yeol. Ele queria que ela se divertisse também, mas ela sempre se policiava tendo em vista as regras da Igreja. Aquilo chegava a ser fanático. Ambos eram jovens e mereciam curtir essa juventude. E apesar de ser extremamente disciplinada, Min Hye não parecia contente.

A noite também não foi das melhores, sonhou com o pequeno e quis muito mais abraços, mais beijos e mais carinhos. Sua mulher estava ali, mas para a cabeça de Chan era como se ela fosse apenas alguém por quem ele sentia indiferença. O furacão Baek Hyun causara um estrago e tanto.

 As horas seguintes tiveram pouco de expectativa, o moreno tinha dito que nunca voltaria, porém queria fazer justo o contrário. Nisso, não foi difícil que esperasse o Sol diminuir, para que, ao anoitecer fosse correndo de volta para o bar. Geralmente, ele chegava em casa próximo das dez da noite e mesmo que conversasse bastante com o loiro, talvez pudesse chegar em um horário parecido. Ele não sabia como seria recebido, se o menor aceitaria suas desculpas e muito menos queria vê-lo trabalhando, mas não resistiu ao passar na porta da floricultura, comprando um buquê cheio de variedade, por não saber muito os gostos do pequeno loiro.

         Kyung Soo deu um riso soprado ao ver novamente a figura incomum, não esperava que o moreno aparecesse tão cedo, ele sabia que Baek Hyun estava triste e que tinha pedido folga justo por aquele motivo, mas ao ver a cara de arrependimento e as flores, nem mesmo ralhou com o outro, como queria. E Chan, perdido em suas desculpas, nem se lembrou de brigar com o pequeno olhudo por tê-lo trancado no quarto de Baek, embora se fosse fazer algo, seria agradecer pela melhor noite de sua vida.

         Ao bater na porta, que estava surpreendentemente consertada, por instinto, o maior escondeu as flores em suas costas e não quis responder quando o pequeno questionou quem era, esperando paciente ao ouvir os passinhos leves do outro.

         -Oi, Baek. - O Park coçava a nuca, desconcertado por ver Baek Hyun com olheiras profundas e um ninho de rato na cabeça.

         -Oi, Chan Yeol.

Todos os quartos estavam de portas abertas, apenas observando o momento tenso entre os dois. Mas percebendo aquilo, o menor pediu para que o outro entrasse. O que não demorou a acontecer porque ambos estavam constrangidos, mas o Park não hesitou em puxar o buquê e mostrar ao Byun.

         -São para você. Eu queria pedir desculpas por ter sido tão grosso ontem. Eu realmente não queria, mas acho que você entendeu a minha situação.

         O loiro ficou completamente abobado e com um sorrisinho feliz lhe enfeitando o rosto bonito. Nunca lhe deram flores, nem pediram desculpas por coisas assim. Ele nunca tinha se apaixonado por alguém com quem se deitara e só de imaginar que Chan Yeol havia pensado nele, foi o suficiente para que seu coração começasse a se alegrar. Ele queria se matar por se sentir daquele jeito, mas não era como se pudesse controlar seu coração.
        

-Tudo bem. Eu entendo. Só acho um pouco estranho você pedir desculpas ao pecador, não é? - Claro que o menor estaria relutante, apesar de não sentir falta de seu orgulho. O menor sabia valorizar a sinceridade alheia.
        

-Você me disse isso ontem, mas eu sei que não está tudo bem, eu mal dormi essa noite, pensando no que você me disse. E eu não consigo achar errado. Me desculpe, por favor, eu nunca imaginei que você pudesse ter sentimentos por mim. Mas o fato é agora sou eu quem parece estar sentindo algo por você.

-Você ainda sente nojo? - Aquilo foi como se arrancassem um membro de seu corpo. Chan Yeol sentiu até mesmo seus ouvidos doerem e seu rosto enrubescer, preferia um tapa a ouvir a voz de Baek rouquinha.

-Me desculpe! Por favor! Eu nunca quis dizer isso. Eu nem sei por que disse. Me perdoe, Baek Hyun! Eu fiquei abalado por ela nos ver daquele jeito, mas eu percebi que nunca tive nojo do que fizemos. Nem de mim, nem de você. Eu imploro, me perdoe por tamanha besteira.

A única coisa que o menor conseguiu fazer foi enlaçar os braços no pescoço alheio e puxá-lo para um abraço extremamente apertado que exalava saudade, ainda que não tivessem ficado nem quarenta e oito horas separados. Mas não durou muito porque o próprio Chan Yeol já não se aguentava mais e puxou o pequeno para um beijo quase de reconciliação, o pegando no colo e enganchando as pernas roliças em sua cintura para caminhar de forma quase cega até uma poltrona mais próxima.

As bocas se encontravam e se reconheciam com uma calma que nunca tiveram antes. As línguas se envolviam de leve, apenas aproveitando o sabor alheio, assim como a cada estalo dos beijos, os dava mais vontade de continuar. As mãos de Baek seguravam os fios negros do Park, lhe fazendo um cafuné e depois lhe arranhando parte das costas e da nuca.

Chan Yeol acariciava desde os tornozelos daquele que estava em seu colo, como subia as mãos com pressão pelas panturrilhas, as coxas ganhavam alguns apertões a mais, assim como a bunda do pequeno e sua cintura. O Park julgava que não havia lugar melhor para Baek do que em seu colo.

Não havia o que perdoar, por mais luxurioso que fosse, era um sentimento proibido, que ambos não consideravam como tal, assim como era estranho e confortável a facilidade que tinham para ficarem juntos, sem timidez. Era algo maduro de espírito jovem.  A cada beijo uma peça de roupa ia ficando para trás assim como cada pedaço do remorso por mergulhar de alma no corpo de que tanto sentiu saudade, como se aquilo fosse a mesma coisa que estar em um deserto e finalmente achar água.

A mesma poltrona grande foi palco da primeira vez onde os dois se amaram, sem qualquer pressa, sem culpa. Duas noites atrás o que predominava era sexo, um desejo incontido, mas nessa vez eles fizeram com algo diferente.

Não seria a última porque quase todo dia o Park voltava ao bar, mesmo que em cada uma dessas vezes ele dissesse que seria a última. O menor apenas ria de si e lhe roubava a boca por mais um tempo, até hora de se despedirem. Claro que vez ou outra ele perdia a paciência com a relutância do outro, mas sabia que ele acabava voltando. Não o impedindo de expulsar o outro de seu quarto algumas vezes.

O trato de não marcar áreas visíveis era silencioso, mas eles sabiam muito bem. Fora um tanto estranho para Chan Yeol que as pessoas não olhassem para seus olhos, mas sim para o pescoço extremamente roxo do maior, no fatídico dia do flagra.

Cada vez que ele voltava era surpreendido pelo pequeno, fosse com uma fantasia diferente, fosse com uma dança diferente. Baek era seu imã, e os encontros passaram a não ficarem somente restritos ao bar. Ele aceitava bem que, mesmo ainda casado, havia construído um relacionamento com o loiro. Era muita bandeira para as pessoas fofoqueiras do trabalho do pequeno. Tanto que, muitas vezes, eles saíram do quarto ou marcavam de ficar no bar apenas conversando, já que Baek trabalhava servindo as bebidas.

Não seria bom que espalhassem boatos sobre si e Baek Hyun na cidade pacata. Então quanto mais aparentassem uma amizade, mesmo que estranha, melhor seria.

Baek pouco se importava sobre o que lhe falavam de mal, além de adorar o fato que de que havia conquistado alguém diferente e essa pessoa ao menos lhe tinha julgado. O loiro era suficientemente bom para entender o princípio de *só quem é importante para mim pode me machucar.* O moreno se encaixava nisso.

Na verdade, o pequeno estava mesmo era pouco se lixando em ser o outro. Ele não tinha o problema de querer exclusividade. Sentia que o sentimento do Park por si era forte. E mesmo que um dia a magia acabasse, não seria estúpido de sair remoendo os momentos bons e os ruins, mas procuraria por mais momentos bons. Não para preencher um vazio interior, mas para ficar feliz com suas experiências. Fossem estas boas ou não. O significado de bola para frente era completo e nítido para si.

Ele tinha se apegado bastante ao maior, mas se fosse necessário esquecê-lo, Baek tinha um sangue de barata vindo de muito tempo. Com vinte e dois anos e pouca idade ele acumulava experiências suficientes para entender com o que era preciso perder a cabeça. E isso, geralmente, estava associado com sexo.

Chan Yeol continuou indo à missa, e sendo extremamente respeitoso e gentil, mas nunca esteve tão distante de Min Hye. Sua mulher achava que aquele flagra fora o único momento que ele desrespeitara o casamento. Ele continuou se encontrando com Baek, que apenas mudou sua rotina de trabalho. E tudo parecia normal, se não fosse pelo desejo de ambos de assumirem o que realmente sentiam.

 

No kind of love is wrong

 

Os dois estavam na garagem do escritório do moreno e era um local arriscado por, vez ou outra, a esposa do maior dar as caras com a justificativa de que ele tinha esquecido alguma coisa, sendo que só queria vigiá-lo. Porém a escuridão do local lhes deixava mais seguros, ainda que ela tivesse sentidos apurados, achando até mesmo o quarto de Baek. E já era de noite, havia só os dois, como uma hora extra de final de expediente.

-Baek Hyun, você ainda transa com outros caras? - A pergunta deixou o loiro surpreso.

-Para ser bem sincero, faz bastante tempo que não. Você dá conta do meu fogo sozinho. - a risadinha travessa fez o maior abrir um sorriso de canto de boca. - Mas eu acho que antes mesmo de nós nos conhecermos eu já não sentia mais tanto desejo por outros caras.

-É? Então quer dizer que faz muito tempo que você é só meu? - E lá estavam juntos de novo, abraçados sobre o capô do carro do loiro, na proteção dos braços fortes do moreno. Ele gostava de ficar daquele jeito, assim como gostava quando era o Park que ficava encolhidinho contra seu peito.

-Posso dizer que sim, embora eu também possa mudar de ideia e voltar a me prostituir. Era um dinheiro a mais.

-Eu realmente não gosto nem de pensar nessa ideia, Baek, mas se você quiser, eu não posso, muito menos vou te impedir. E se você for feliz assim, eu prometo tentar não me importar.

-Você está falando sério, amor? - Talvez o Park fosse um homem melhor do que ele jamais pudesse imaginar.

-Estou. Eu sei que antes todo mundo te conhecia na cidade e você ganhava um bom dinheiro com isso.

-Sabe, Channie… - ambos já estavam dentro do carro, devidamente sentados no banco de motorista e passageiro, de mãos dadas e com o aquecedor ligado. - Eu nunca fiz por causa de dinheiro, eu sempre guardei algumas economias do meu pai e era aquilo que me sustentava, além do Kyung Soo ser bastante bonzinho comigo e me cedendo o quarto. Eu quis me prostituir não por falta de opção, mas por sexo ser algo que eu sempre gostei muito. E convenhamos, baby. Não é delicioso? - Outra coisa que o loiro adorava era montar no colo de Chan Yeol, justamente o que estava fazendo, ao deixar o banco do motorista. Um casal meloso.

-Se for com você é um pouco mais do que isso. Você me deixa completamente sem rumo. - A mania de descansar a cabeça no ombro alheio para sentir o cheiro um do outro também já podia se considerar uma mania antiga, desde a primeira noite. - Então você estudou, bebê?

A conversa entre sussurros era muito melhor do que ter que discutir com Min Hye ou simplesmente ter que morar sob o mesmo teto. Depois de um tempo com Baek Hyun, Chan Yeol percebeu o quanto ainda podia aproveitar de uma juventude que nunca deu atenção. E sua esposa só parecia alguém antiquada, infeliz e conformada, por mais que o maior sempre tentasse anima-la.

-Eu sou formado, grandão. - os olhos do Park ficaram maiores ainda. - O que foi? Achou que todos os prostitutos fossem iguais?

-Essa é nova. Em que você tem graduação, pequeno? - apertou ainda mais o menor, que estava em cima de si, pela cintura.

-Administração. Eu sempre gostei de ver como as coisas andavam na fazenda, mas o merda do meu pai sempre inventava um caixa dois e eu não quis mais segui-lo. Era horrível ver o que ele aprontava e nunca poder fazer nada por não ter poder suficiente. Mas eu cresci e mostrei que não preciso ser pau mandado de ninguém.

-Sabe, eu estou pensando em ir para a capital. Meus negócios estão melhores lá do que aqui e já faz um tempo que eu tenho bons recursos lá e um apartamento bom. - era um plano arriscado o que Chan Yeol propunha, mas ele não hesitaria em largar tudo por Baek Hyun.

-Você vai se mudar? Acho que você podia pelo menos ter me dito antes de eu me envolver tanto. Você sabe que eu sinto algo especial por você, Chan. Você vai jogar tudo isso fora e…-  se houvesse a confirmação, o pequeno realmente choraria, ele estava sobre o peito do mais velho e o apertava como se aquilo o impedisse de se afastar ou ir embora como na noite de um mês atrás. Ele sofreria, evidentemente, mas aprenderia a lidar com aquilo.

-Foge comigo. - quando viu o que o Byun pensava tratou de interrompê-lo. - Eu preciso de alguém na cidade. Não só como amigo, mas alguém para me ajudar na gerência dessa parte da empresa. Você é ideal para isso.

-Channie… -a voz estava quebradiça, mas fora a melhor notícia que o pequeno poderia ter recebido em muito tempo.

-Você sabe que é muito mais que um amigo. Eu não te conheço por inteiro, mas eu já amo qualquer coisa relacionada à você. Eu tenho algumas coisas na capital. Posso te pagar um bom salário, mesmo porque é algo que seu cargo exige. E eu sei que você gosta de ser livre. É tudo isso que eu quero te dar. Foge comigo.

-E a Min Hye? É a segunda vez que eu te pergunto. Você sabe da minha profissão. Seria mesmo capaz de largar toda essa estrutura para ficar comigo? Não me importo de ficar com você, mas ela se importa. E tem uma mente oposta à minha.

-Eu quero o divórcio. E que se foda o que a igreja diz sobre isso. Esse último mês só me fez perceber o quanto eu sou louco por você. Fica comigo, vamos embora. Eu tenho certeza que na capital você terá muito mais coisas para aproveitar. Eu lembro que você me disse uma vez que queria dar o fora daqui.

-Eu fujo. - as mãozinhas sapecas já acariciavam o rosto do moreno, que passava o mesmo carinho para Baek Hyun. - Acho que nós podemos tentar ser felizes juntos, embora isso soe extremamente errado. - O sorriso de alegria de ambos era inevitável e chegava às orelhas de tão gostoso e largo. - Mas amar não é errado, né?

-Não, loirinho. Nem para as nossas condições. - E passaram a noite ali. Contando histórias, se descobrindo, se beijando e claro, montando um plano mais mirabolante que o outro para o domingo que viria. Chan Yeol não deixou de avisar à futura ex-mulher que fosse dormir, porque estava atolado de trabalho e chegaria de madrugada em casa. O Byun sempre lhe dava muito trabalho.

Era estranho como uma relação que vinha do sexo pôde evoluir tanto. Eles mesmos já haviam parado para pensar uma vez, sobre como sempre acabavam entre os braços um do outro. Chan Yeol afirmava que era pra compensar o tempo perdido dando tudo de si à alguém que ele realmente amava e Baek Hyun dizia que era da natureza deles ambos terem tanto “fogo”, ambos concordavam que eram nojentamente grudentos e não se importavam nenhum pouco com isso.

Quando um não estava tão afim de transar, eles sempre combinavam coisas novas ou outras coisas para fazer. Não era sexo salvaria um dia ruim, se não estivessem em sincronia, que não fizessem. E era justamente esse ponto que diferia Baek de qualquer amigo ou da própria Min Hye: Ele conhecia cada pedaço de Chan Yeol. Fosse pelo corpo, fosse pela mente. Eles se entendiam como ninguém mais conseguia.

Naquele aspecto, o amor que unia um casal era extremamente importante, mas eles ainda não podiam afirmar que se amavam e se não conhecessem os corpos um do outro também não saberiam identificar como cada um se sentia. Óbvio que o companheirismo, a amizade e o respeito que desenvolveram ao longo do mês eram os responsáveis pelo quanto eles se conheciam e se davam bem, ainda que fossem de mundos opostos.

 

(...)

 

Os dias passaram voando e em cada um deles, o casal se desdobrava para conseguir ajeitar as coisas, fosse no apartamento, fosse na administração da empresa que ficaria na cidadezinha pacata, fosse na bela Harley-Davidson que Baek Hyun escolhera ao trocar o carro, para se locomover com mais facilidade, não deixando de se importar com a beleza e a música emitida pelo motor. Claro que também mandou colocar sua barra de pole dance na sala do apartamento, afinal, ele nunca iria parar com algo que tanto ele, quanto Chan Yeol amavam.

Já o Park, resolveu que iria à sua última missa no domingo de noite, ele não tinha perdido sua crença, apenas tinha aprimorado-a conhecendo seu pequeno, que era ateu. Agora ele entendia que não era, nem nunca foi, pecado gostar de alguém do mesmo gênero. Que o amor existia e brotava onde bem entendesse, era tão livre e espontâneo quanto o próprio Baek Hyun. E que esse mesmo sentimento não era algo a ser definido por um grupo específico, mas sim, que era para ser sentido, independente de quem o fizesse. E era pura contradição de sua religião pregar o amor e semear o ódio. Eram sentimentos de intensidade parecida, que infelizmente, não era possível que qualquer um pudesse fazer a distinção.

O pequeno abusado o esperava ao final da missa, vestido em couro e encostado em sua Breakout, que também era um pouco do grandão. Assim que o mais alto o viu, apressou o passo sem ao menos dar importância àquela que um dia chamou de esposa, logo agarrando a cintura do Byun e o beijando na frente de todos os com a mesma vontade da primeira vez em que encostaram as bocas. Era sempre assim, como se nunca tivessem se beijado. Sempre com a mesma paixão, com o mesmo desejo. Eles sabiam o que fariam assim que chegassem a casa. Na nova casa.

O loiro, além de pular em seu colo em plena calçada da igreja, ousou até dar uma apalpada nas nádegas no mais velho durante o momento de carinho, apenas para provocar quem assistia à cena e foi impossível conter o riso ao ouvir o desgosto alheio. Min Hye estava abismada, quase sem cor em toda a sua brancura. Não era como se pudesse se mover ao ver a cena.

O show de Baek Hyun nunca poderia parar e nisso, subiram os dois na bela moto, com Chan Yeol pilotando e o pequeno na garupa, seguindo em direção à cidade grande, ao menos se importando com os olhares de reprovação dos moradores conservadores e dando um adeus feliz para os garotos do bar, que os ajudaram por aquele tempo. Claro que eles foram beneficiados, além de ter a oportunidade de visitar o apartamento na metrópole, eles também ganharam uma parceria muito boa com a empresa de Chan Yeol.

 

(...)

 

Durante o caminho os dois pombinhos conversaram sobre o quanto a vida de ambos mudou em tão pouco tempo, sobre o quanto foi engraçado ver a cara da população embasbacada com a fuga e óbvio que cada pedaço do corpo do Park se arrepiou tanto pelo vento fresco, quanto pelas apalpadas provocativas de Baek Hyun, não impedindo os dois de pararem a viagem umas três ou quatro vezes apenas para conter o desejo com mais beijos luxuriosos.

Não sendo diferente no apartamento, onde o pequeno mal esperou o elevador se abrir para pular no colo de Chan Yeol e agarrar-lhe a boca, como se não tivessem feito a mesma coisa há poucas horas.

         E só precisou mais um sorrisinho travesso junto a um manhoso “Chan Yeol, eu quero inaugurar a cama” para que os vizinhos soubessem que os novos moradores, além de ter vozes potentes, também gostavam bastante de usá-las a qualquer hora do dia. Verdadeiros ninfomaníacos.

Park Chan Yeol e Byun Baek Hyun de vez em sempre voltavam à cidade de origem, numa delas com o divórcio que permitiu a liberdade para os dois para se amarem, que Min Hye ao menos contestou. Ele havia deixado uma carta de despedida para ela e realmente rezava para que também conseguisse sua felicidade.  Mesmo se tentasse, ele nunca mais conseguiria trair ninguém. Sua alma estava presa à de Baek Hyun.

Para sempre eles ficariam conhecidos como “o empresário que fugiu com o prostituto” ou “o desviado e o corrompido” e não era como se isso fosse muito importante para os dois, que só se preocupavam em fazer um dia ser melhor e mais apaixonado que o outro.

O circumitus, ou o desvio que Chan Yeol fizera em uma noite tempestuosa, nunca lhe foi tão feliz, tal como a língua mordida de Baek Hyun, que em um de seus devaneios para Kyung Soo, no bar, disse alguma vez, que nunca se apegaria a ninguém. Eles haviam optado um pelo outro. E talvez fosse uma sábia decisão.


Notas Finais


Peço perdão pela formação mesmo, se alguém souber como colocar parágrafos na caixa de texto do ss, me ajuda, por favor.
Espero muito que vcs tenham gostado dessa (verdadeira) última parte.
errinhos smp vai ter ne, gnt, apesar de eu ter revisado, mas se tiver aqueles erros grossos, que vc fica tipo "atentado à escrita", avisem a pessoa que vos fala.
me digam o que acharam dar personalidades e tal... das polemicazinhas, que foram bem inhas
e reforço, meu objetivo nunca foi ofender ninguém.
Se eles merecem um especialzinho no apartamento, se Kyung Soo deve continuar sendo cupido hihihi

bitocas de morango


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