História City of Angels - I am home - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Tags Annabeth, Annabeth Chase, Annie, Percabeth, Percy, Percy Jackson
Exibições 211
Palavras 3.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


VOLTEI, BADIAS, SENTIRAM MINHA FALTA??????????????????
PORQUE EU SENTI DE VOCÊS E JÁ VOU COMEÇAR COM O PEDIDO DE DESCULPAS E DIZER QUE TO MUITO TRISTE DE TER DEMORADO TANTO.
Mas sério gente, o que foi esse mês. Tive que viajar todos os domingos pra fazer vestibular e mesmo indo no shopping um pouquinho depois, não deixou de ser extremamente desgastante (fora a pressão, as provas, os estudos, essas coisas sabe). Novembro, mesmo com a ajuda dos meus amigos, do meu aniversário (ADIVINHA QUEM FEZ 18TÃO E NÃO PODE MAIS ROUBAR UM EXTINTOR DE INCÊNDIO SENÃO TEM QUE CHAMAR OS ADVOGADOS? ISSO MESMO, A LINDA AQUI) e do meu namorado (A TIA TA NAMORANDO, VOU CONTAR PRA VOCÊS, O ROLO DEU CERTO E CONSEGUI CHEGAR NO PRIMEIRO MÊS DE NAMORO SEM MATAR ELE, OLHA QUE LINDO, PALMAS PRA VOCÊ, VICTOR), não deixou de ser tenso (fora toda a carga do ano, a notícia da aprovação da PEC 55 e do acidente com os jogadores do Chape e dos outros envolvidos). Pra vocês terem uma ideia, a Fuvest (VAI TOMAR NO CU, FUVEST) era a última prova, no dia 27, e eu acabei indo fazer ela gripada porque minha imunidade tava extremamente baixa (isso porque eu nunca fico doente, precisa de neve quase pra eu ficar gripada) e a prova já é FÁCIL NÉ, então imaginem,
Mas, venhamos e convenhamos, aqui estou e morta de saudades de vocês <3 Me contem as novidades, as coisas boas que aconteceram com vocês esse mês, as decepções, os conselhos que vocês querem, to aqui querendo ouvir <3 Vale mandar mensagem no privado se estiver com vergonha (a gente troca até whats se quiser).
Enfim, é bom estar de volta e eu tenho uma perguntinha que vou deixar pro final mesmo, já tem textão aqui.
*Divirtam-se*

Capítulo 4 - Como se fosse a primeira vez


*3ª pessoa

Annabeth resmungou pela terceira vez no dia, deixando o lápis de lado e enfiando as mãos entre os cabelos. Estava tendo um bloqueio criativo imenso naquele dia e precisava terminar aquele desenho em poucas horas até ter de leva-lo de volta para a empresa. Ouviu a porta se abrir e virou para ver o rosto sorridente de Percy.

- Você vai precisar de carona? – ele perguntou, entrando no escritório.

- Só vou sair daqui a algumas horas – ele ficou ao lado dela, observando seu desenho.

- Sem querer me meter no seu trabalho...

- Mas já se metendo – ela murmurou e ouviu Percy rir baixo.

- Eu vim aqui duas vezes hoje e o desenho não parece muito diferente. Tem algo que eu precise saber ou buscar?

- Antes fosse – ela bufou e deitou a cabeça no encosto da cadeira.

- Bloqueio de novo? – ela assentiu.

- Tem que acontecer uma vez a cada dois meses, senão não sou eu – ela abriu os olhos e fez um pequeno bico. – Você bem que podia me dar alguma inspiração, né?

- E a minha perfeição em pessoa já não lhe basta? – ela revirou os olhos e se endireitou, virando a cadeira em direção a ele.

- Você entendeu o que eu quis dizer – ele sorriu e se inclinou sobre ela, beijando-a rapidamente.

- Eu entendi sim, mas não posso me atrasar hoje. O diretor vai mandar um assistente supervisionar minhas aulas hoje pra mandar um relatório pra não sei onde – ela resmungou e Percy teve uma ideia. – Eu já volto.

Annabeth esperou alguns minutos, revezando o olhar da porta para seu desenho, vendo Percy voltar com alguns livros nas mãos. Ou melhor, álbuns de fotografias.

- Percy, ficar me vendo nua não vai adiantar muita coisa, eu faço isso todos os dias – ela disse, vendo o título do primeiro álbum sobre a pilha “ensaio Annabeth nº 1”.

- Se você prestar um pouco mais de atenção, vai ver que esse não é o tema central desses álbuns – ela foi desmanchando a pilha e observando as datas e os nomes. “Formatura”, “Casamento Silena”, “Aniversário de namoro nº3”, “Aniversário Chloe 1º ano”, “Passeio com gêmeos nº 2”.

- São todas as nossas fotos da Califórnia – ela disse, sorrindo. – Pensei que estava brincando quando disse que ia por tudo em álbuns.

- Não depois do desconto que me ofereceram na gráfica – ela riu baixinho. – E eles ainda me deixaram revelar algumas fotos, já que algumas ai quase nos causaram problemas uma vez – ele apontou para “ensaio Annabeth nº 2” e a loira sorriu.

- Ok, mas por que me trouxe isso?

- Já que não posso te dar uma inspiração, trouxe momentos pra você relembrar – ele indicou os álbuns. – Alguns nossos, outros com nossa família... Espero que ajude.

- Você é ótimo, Cabeça de Alga – ela disse e ficou de pé para beija-lo, abraçando o pescoço de Percy.

- Prometo atender seu pedido mais tarde, Sabidinha.

- Vou esperar ansiosa – ela retribuiu ao sorriso e ao beijo dele e foi com Percy até a porta, trancando-a e voltando para o escritório. Colocou os álbuns no chão e formou cinco pilhas, uma para cada ano de faculdade, organizando-as ainda por datas. Depois de ver mais da metade e limpar o rosto, Annabeth prendeu os cabelos num coque firme e se concentrou no desenho a sua frente, finalizando-o em menos de uma hora e indo se trocar para leva-lo de volta para a empresa.

- Quem dera pudéssemos ter uma equipe de Annabeth por aqui – o chefe lhe disse e ela sorriu envergonhada, cruzando as mãos em frente ao corpo.

- Obrigada, senhor – ela respondeu e ele a liberou. Annabeth andou até o elevador, mas escutou sua colega de escritório lhe chamar e entregar um rolo, o que a desanimou um pouco. – Outro projeto?

- Você esqueceu isso em sua mesa – a amiga sorriu, então ela soube que desenho era aquele. – Melhor ficar mais atenta, ou a casa dos Jackson não vai sair do papel.

- Você nem brinca com isso, me deu tanto trabalho e... – Annabeth abriu a boca, batendo na amiga com o rolo do projeto. – Se você ousar falar com Percy sobre isso, eu mato você, Marina.

- Dou minha palavra de honra – a amiga ergueu a mão direita e Annabeth revirou os olhos, se despedindo dela e indo para casa. Ela chegou e deixou o rolo em cima do sofá e resolveu já tomar um banho, olhando para a geladeira enquanto secava os cabelos e lembrando que era sua vez de ter ido ao mercado.

“Percy sempre gostou de comer pizza mesmo”, ela pensou, dando de ombros e ligando para a pizzaria, pedindo os sabores favoritos dele e indo até o escritório, pegando os álbuns espalhados e levando-os de volta para seu lugar, organizando-os junto com os outros. Mas então ela viu um deles que passara despercebido e, depois de ler o nome, sorriu e voltou com ele para a sala.

Aquelas fotos eram do fim do último ano de curso deles, num ensaio que haviam feito no quarto ano de namoro, onde Percy aceitara usar o tripé e tirar fotos com ela. Acontece que a ideia inicial não durou muito e os inocentes sorrisos acabaram tirando as roupas dos dois e aquilo se tornou um ensaio sensual, mas era um dos favoritos de Annabeth, pelo fato de conter um momento íntimo deles, mas sem nenhuma parte de seus corpos exposta completamente. Todas as fotos ficaram perfeitas, ou com um deles de costas, com lençóis ou com o outro lhe tampando onde necessário. Annabeth sorriu ao rever as fotos e nem se deu conta quando Percy entrou e ficou de pé ao seu lado.

 - Espero que não tenha ficado vendo fotos o dia todo – ela ergueu o rosto e sorriu pra ele, fazendo sinal para que se sentasse ao lado dela.

- Esse é sem dúvida um dos meus ensaios favoritos, sabia? Olha como você saiu lindo em todas as fotos – ela folheou o caderno para lhe mostrar sua teoria.

- Mas você saiu bem mais linda do que eu, olha isso – ele mesmo então folheou o álbum.

- Eu estava tendo um dia bom com meu cabelo – ela deu de ombros e Percy riu, beijando sua bochecha. – Eu pedi uma pizza pra gente.

- Eu sei que sim, se esqueceu de fazer compras de novo, né? – ela deu de ombros. – Amanhã eu resolvo isso, não se preocupe – eles ouviram a campainha tocar. – Já volto – ele ficou de pé e foi até a porta, pegando a pizza e depois indo para o quarto, deixando Annabeth sozinha com as fotos. Ela as observou um pouco mais e então decidiu ir arrumar a cozinha para comerem, se sentando na mesa com ele quando Percy apareceu na cozinha. – Eu termino isso aqui, não se preocupe.

- Vou guardar aquelas coisas da sala, não demora – ela acariciou seu cabelo e saiu dali, se sentando no chão e pegando o álbum nas mãos. Mas então ela viu o rolo com seus desenhos ali do lado e resolveu abri-lo, não sabendo muito bem por que.

Tirou todos os papeis dali, já que muitas de suas anotações e coisas a acrescentar estavam anotadas em papeis anexos. Tudo estava pronto, cada detalhe do que ela gostaria de ter em sua própria casa e que ela pensava agradar Percy também. Se perdeu nos rabiscos, imaginando se o namorado aprovaria, e nem percebeu quando o próprio se aproximou e se sentou atrás dela, lhe assustando.

- Então é isso? – ele disse, observando os desenhos de Annabeth enquanto ela tentava lhe dar mais espaço.

- Acho que sim – ela olhou pra trás. – O que acha?

- Que você causa muitas brigas entre os arquitetos dessa cidade, já que fica tomando todos os clientes deles – Percy respondeu, vendo Annabeth sorrir e beijando-lhe a bochecha. – Você é incrível.

- Obrigada – ela retribuiu, sentindo as bochechas esquentarem. – Percy, ainda sobre o desenho...

- O que tem ele?

- Acha que seria um tempo bom pra começarmos isso? – Annabeth se virou totalmente, ficando de frente para ele.

- É a hora daquela conversa de adultos, né? – ela assentiu e Percy segurou suas mãos, acariciando-as. – O que é que você acha?

- Você sabe que eu quero esse escritório mais do que tudo no momento e também... – ela ergueu o rosto de suas mãos e quase se perdeu em sua imensidão verde favorita. – Quando eu escolhi a arquitetura, eu tinha em mente que queria construir algo concreto algum dia, que durasse por minha vida toda, no mínimo – ela sentiu Percy segurar mais forte suas mãos, incentivando-a a continuar. – E quando você apareceu, eu sabia que não era preciso me formar pra conseguir isso, porque o que nós temos já é o que eu esperava – ela viu o sorriso de Percy crescer em seu rosto. – A construção dessa casa seria só mais um incremento nisso tudo, um passo gigantesco que eu estaria disposta a dar com você.

- E você espera que eu diga não como com isso tudo e esses olhinhos brilhando pra mim? – ele respondeu e Annabeth riu, se inclinando ao mesmo tempo que Percy e o beijando por alguns segundos.

- É sério, Cabeça de Alga – ela disse quando se separaram. – Você quer isso ou não?

- É claro que sim, Annie, achei que isso estava claro quando nós abrimos aquela conta do “vamos construir a casa que Annabeth está desenhando” há dois anos. Já temos o dinheiro, o terreno, você tem os contatos e desenhos e eu tenho... – ele pareceu pensar. – Bom, eu tenho muito apoio moral pra dar, então acho que tá ótimo – Annabeth riu de novo.

- Então amanhã eu já começo a deixar isso pronto – então ela caiu em si e encarou Percy, vendo que ele também só estava entendendo a situação naquele momento. – Nós vamos construir uma casa.

- E vamos morar lá – ele completou e se jogou em cima dela, beijando-a e deitando por cima dela, ouvindo Annabeth gritar e rir depois. – Sem regras, sem dores de cabeça por causa de vizinhos a uma parede de você...

- Sem horário pra não poder fazer barulho, sem crianças inoportunas na campainha enquanto eu tento me divertir com você – Percy revirou os olhos, voltando a beija-la.

- É, vai ser incrível – ele disse, colocando uma mecha de cabelo dela para trás. Os dois se observaram alguns segundos antes de voltarem a se beijar. Conseguiram se sentar e Percy puxou Annabeth para seu colo, ficando de pé com a garota e andando até o quarto com ela. Embora estivessem com um pouco de pressa, não pularam suas adoradas preliminares, sorrindo um para o outro. Quando terminaram, depois de um bom tempo, Annabeth dormiu imediatamente, recebendo carinho na cabeça de Percy, que pensava no que tinha ocorrido tempos antes.

Eles iam começar aquela casa, de verdade! Quando tiveram a ideia de criar uma conta pra juntar dinheiro, ele não pensou que conseguiriam tão rápido, mas ambos haviam sido promovidos pouco mais de um ano depois de serviços e seus salários triplicaram, o que lhes deu muito mais para guardarem (mesmo fazendo ao menos duas viagens ao ano para a Califórnia para verem os amigos). Então ele observara Annabeth gradativamente desenhar e planejar aquela casa enquanto moravam naquele apartamento, que ela também havia decorado, e quando ela lhe mostrou o projeto inteiro ele finalmente percebeu que aquilo iria mesmo acontecer e estava mais do que feliz por isso. Mas então ele se lembrou do dinheiro que viera juntando secretamente desde que pensara no que poderia ser o maior passo responsável de sua vida. Olhou para a loira a seu lado e decidiu que iria sim fazer aquilo porque tinha certezas muito grandes em sua vida, mas nenhuma tão grande quanto à de que amava Annabeth perdida e enlouquecidamente. E sabia que aquilo era a coisa que o motivava cada dia mais, então que mal faria oficializa-lo?

*****************************************************************************

*Annabeth

Acordei com a luz vinda do lado de fora e a voz de Percy me chamando, bem humorada demais para uma manhã de sábado.

- Percy... – resmunguei e me virei para o outro lado, ouvindo-o rir baixo.

- Você definitivamente esquece tudo quando vai dormir – ele respondeu e eu me virei, vendo-o com uma bandeja nas mãos e um sorriso no rosto.

- Não é minha culpa alguém me deixar extremamente cansada – disse enquanto me sentava, sorrindo para ele. – Feliz vários anos de namoro, Cabeça de Alga – abracei seu pescoço e senti-o beijar minha bochecha enquanto retribuía.

- Você tem sorte que eu também não lembro quantos anos são – ele sorriu de volta e eu contei.

- Quatro anos na faculdade e mais três de novo no Brasil – ele pareceu pensar alguns segundos também. – Deuses, Percy, sete anos! Acho que só sua mãe aguentou tanto tempo assim com você.

- E ela começa o dia já com as mesmas piadinhas sobre não me aguentar, como sempre – ele disse sarcástico e eu ri.

- E ela já começa o dia amando você pelo fato de adorar quando eu faço essas piadinhas porque sabe que são verdade e que mostram o quanto eu amo você – rebati, vendo-o revirar os olhos.

- A pior parte é que você tá certa e sabe disso – dei de ombros enquanto ele colocava uma mecha de cabelo minha para trás. – Eu amo você, Sabidinha. Obrigado por sete anos incríveis.

- Eu é que agradeço. Por me ajudar esse tempo todo e cuidar para que eu não surtasse de vez.

- Sempre que precisar – ele sorriu e pegou a bandeja a seu lado, colocando-a entre nós dois. – Agora, se não se incomodar, eu fiquei meia hora preparando isso aqui.

- E eu vou ficar honrada em deliciar cada coisa disso.

- Se sobrar alguma coisa pra você, né – ele disse antes de atacar os morangos que estavam cuidadosamente cortados. Revirei os olhos e sorri quando ele me estendeu um e então começamos a conversar, eu perguntando o que ele havia planejado para o dia. – E como é que você sabe que eu planejei algo?

- Sério, Percy? Quando foi que, nesses sete anos, eu consegui planejar algo de aniversário de namoro? Ou você sempre planejava ou eu acabei esquecendo por estar com muitas coisas na cabeça.

- Você só esqueceu um ano e o motivo foi totalmente compreensível.

- Exatamente.

- Mas isso não justifica você achar que eu sempre planejo as coisas.

- E você não planejou? – ergui a sobrancelha. – Café da manhã na cama, talvez algo me esperando no banheiro ou na cozinha...

- Deuses, Annabeth, você é tão sem graça – comecei a rir, vendo-o cruzar os braços. Então peguei um morango, dei a volta na cama e me sentei em frente a ele.

- Percy, você quer um morango? – coloquei-o a sua frente.

- Não estou com graça com você no momento, senhorita Chase – ele respondeu quase bravo e eu revirei os olhos, comendo o morango e me sentando em seu colo, abraçando seu pescoço e beijando repetidas vezes seu rosto.

- Para de gracinha e me ama de uma vez, Perseu Jackson – ele virou o rosto para mim, esperando. – Porque eu já to fazendo isso desde que acordei. Sete anos atrás – então ele sorriu e me beijou de verdade, puxando minha cintura para mais perto. – Obrigada pela surpresa, Cabeça de Alga. Você é incrível.

- Incrível é você e sua capacidade de conseguir me fazer rir a cada dois minutos – senti as bochechas esquentarem um pouco. – E ainda ficar adoravelmente vermelha depois de tantos anos quando eu a elogio.

- É, fazer o que – dei de ombros e então nós terminamos de comer o restante das coisas dali, já que Percy tivera todo o trabalho de fazer (e comer quase todas) panquecas azuis com calda especial.

Ele ficou de pé e estendeu a mão para mim, me puxando até o banheiro e indicando a banheira já cheia. Soltei uma risada e um pequeno grito quando ele me ergueu em seu colo, andando até a pia e me deixando ali, me ajudando a tirar meu pijama e delicadamente (ou tão delicado quanto Percy podia ser) nos jogando na banheira.

Então nós demoramos pelo menos duas horas ali (mais meia hora para poder realmente tomar banho) e decidimos ir almoçar fora, já que nenhum dos dois estava disposto a arrumar a bagunça da cozinha e ainda ter de cozinhar.

- Eu queria dizer que estou surpreso ao ver os dois aqui, mas já me acostumei a guardar essa mesa pra vocês há três anos – o gerente do restaurante disse enquanto os levava até a mesa da janela, o que fez os fez rir. – Fiquem a vontade e feliz aniversário – eles agradeceram e Percy puxou a cadeira para Annabeth se sentar, ficando ao lado da namorada e segurando sua mão.

- Ele tem razão, Percy – ela disse, deixando sua bolsa de lado. – Todos os aniversário que tivemos aqui no Brasil foram nesse restaurante.

- Você quer mudar?

- Claro que não – ela pegou o cardápio, mas o deixou de lado logo em seguida. – Pode pedir o especial de sempre, estou morta de fome.

Percy sorriu, erguendo a mão para chamar o garçom e fez o pedido, pegando seu celular quando terminou. Respondeu a mensagem de Thalia e Luke e guardou rapidamente o aparelho, vendo Annabeth observa-lo. Ela perguntou quem era, mas ele desconversou, dizendo que era da escola e que poderia resolver depois, então ela deu de ombros e voltaram a conversar até sua comida chegar.

- Onde nós vamos agora? – ela perguntou enquanto saiam do restaurante.

- Fazer uma coisa que não fazemos a muito tempo – ela ergueu uma sobrancelha e esperou, seguindo Percy até o carro e vendo-o tirar uma bolsa lá de dentro, juntamente com uma rosa azul.

- Deuses, Percy – ela riu, pegando a flor e o abraçando com a mão livre, tomando cuidado para não bater na bolsa da câmera. – Onde pretende fazer isso? – ele indicou a praça em frente ao restaurante e Annabeth puxou a mão do namorado até lá. Ela segurou seu vestido com uma das mãos e tirou os saltos com a outra, vendo Percy tirar a câmera da bolsa e fazer a mesma expressão que sempre fazia antes de fotografa-la.

- Assim que estiver pronta – ele disse e Annabeth sorriu, deixando os sapatos perto de uma árvore e permitindo-se sentir seus dezenove anos de novo. Enquanto isso, Percy observava as mudanças em sua modelo favorita e fotografava cada uma delas, torcendo para que conseguisse enrolar Annabeth tempo o suficiente para que sua surpresa ficasse pronta. Demoraram uma boa hora ali e, depois de ele ainda leva-la até alguns pontos especiais que ela havia arquitetado (e que ele se maravilhava em observar), Annabeth reclamou de fome e eles foram embora, já que escurecia aos poucos.

Annabeth colocou a mão na maçaneta e viu que a porta estava aberta, o que já lhe fez ficar mais atenta. Mas então ela se lembrou de que Percy havia ficado encarregado disso e, como suspeitava, ele não tinha certeza se havia mesmo passado a chave. Ela não conseguiu focar nos detalhes, na verdade, ela só acordou de seu devaneio quando Percy estava ajoelhado em frente a ela, com uma caixinha nas mãos e um belíssimo anel dentro.

- Você me daria a honra de se tornar minha esposa? – ele finalmente perguntou e, balançando a cabeça em aprovação (ela não conseguia pronunciar nenhuma palavra), Annabeth aceitou o pedido e sentiu Percy ergue-la do chão enquanto se abraçavam. – Deuses, eu nem acredito que você disse sim.

- Pensou que eu fosse recusar? – ela perguntou quando ele a colocou no chão.

- Digamos que eu pensei em todas as coisas de errado que poderiam acontecer e essa era a primeira delas.

- Pois acredite, Cabeça de Alga, porque nós vamos nos casar de verdade – ela passou a mão por seu rosto, vendo o sorriso dele crescer ainda mais.

- Não sabe o quanto eu fico feliz ouvindo isso – ele respondeu e beijou a namorada, agora noiva, e querendo congelar aquele momento para sempre, mas sabendo que não podia. E pensando bem, ele não precisava, todos os momentos ao lado de Annabeth mereciam ser congelados e reprisados, mas vendo que ela aceitara um convite completo para passar o resto de sua vida ao lado dele, quem precisava congelar o tempo? Ele tinha o amor de sua vida ao seu lado para garantir que todo e qualquer momento dali em diante fosse memorável.


Notas Finais


Enfim, amores, a perguntinha que a tia tem é: vocês preferem que eu poste o capítulo seguinte agora (tipo amanhã ou no outro dia no máximo, vou esperar bastante gente responder) ou querem esperar eu escrever o último capítulo (sorry, mas só tem mais dois mesmo, tentem me amar mesmo assim) e postar os dois últimos no mesmo dia? Vocês que mandam aqui, to devendo essa pra vocês.
Enfim, me respondam isso e as perguntinhas do começo sobre o mês de vocês.
Ah, só deixando claro, mesmo que novembro tenha sido pesadão, não deixei de amar cada segundo dele porque aconteceram coisas maravilhosas pra mim durante ele (muitas mesmo), então, obrigada novembro <3
Tava com saudades <3
Beijinhos.
- A


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