História City of Dead Legends - Capítulo 22


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Opaaaa, esse capítulo saiu mais cedo do que o esperado
Geralmente os escritores tendem a deixar capítulos prontos e os guardam pra postar uma vez por semana, mas eu sei que tô em débito com vocês, por isso acho justo atualizar vocês, até porque essa história está bem longe de acabar, muito pelo contrário
Enfim, boa leitura, meus amores ♥

Capítulo 22 - Pay The Price


Point of View - Hayden

Eu queria muito achar que isso era algum trote ou que eu estava alucinando tudo isso, mas infelizmente, é real:

-Peter, tenho uma péssima notícia-digo, entregando a intimação a ele

-O que é isso?-ele questiona

-Uma intimação, ao que tudo indica, sobre a guarda de uma criança-respondo

Ele se senta no sofá, lendo a intimação, analisando palavra por palavra, parecia tão surpreso quanto eu:

-Sabe o que isso significa?-ele pergunta

-Sim. Nathan transou com uma vadia, teve um filho com ela e não quis assumir ou nos contar, então colocou o nome na certidão pra calar a boca da garota. Agora, nós vamos precisar arcar com essa criatura, isso SE for filha dele mesmo e SE a guarda for nossa-digo da forma mais fria possível

-Hayden, você faz idéia de como isso é incrível? Nathan deixou pra nós um presente!

As vezes eu me impressiono com a capacidade de Peter de ver tudo pelo lado colorido:

-Peter, não é um boneco, é a porra de uma criança! Tem que trocar, alimentar, dar banho, comprar fraldas, isso sem falar que essa criatura vai crescer e eu me recuso a criar essa criança se ela tiver a mesma personalidade do Nathan

-Hayden, toda criança é um presente da vida, independente de quem vem...

-Peter, não vem com esse papo pra cima de mim, você sabe que depois de Nathan, a coisa que eu mais odeio são crianças

-E o que você sugere?

-Não sei, mas não espere que eu seja babá dessa criatura. Vamos no fórum amanhã e ver o que pode ser feito pra evitar isso...

-Já parou pra pensar que essa criança tem o nosso sangue correndo nas veias dela?

-Tô evitando me envolver emocionalmente com qualquer criatura que seja....

Vou pra o meu quarto e pego meu celular. Digito um número que conheço muito bem:

-Alô, Coraline?

-Ah, oi Hayden? Você tá bem? 

-Não muito. Olha, me desculpa por tudo aquilo, eu não queria...

-Não se preocupe. Não matou ninguém. Não tô puta, só um pouco mal por você ter mentido

-Isso não vai se repetir. A gente... podia conversar hoje à noite?

-Claro, pode ser aí? 

-Sim, sim. Chama o Blake também

-Tá okay. Até mais tarde


*Quebra de tempo*


Algumas horas se passaram. Peter foi pra uma reunião de seu clube, o que facilitou minha conversa com os dois:

-Então, Nathan deixou um presentinho pra vocês depois que morreu?-Coraline questiona

-Infelizmente. Vocês conseguem me imaginar trocando a fralda de um bebê? Eu não consigo-digo, bufando-até depois de morto, ele fode com a minha vida, não é possível

-Olha, minhas aulas encerram semana que vem. Se precisar de ajuda...-Blake diz

-Não precisa, até porque tenho uma boa notícia pra você. Conversei com Lana e ela disse que tem uma vaga sobrando na PugHipster, e eu recomendei você

-É sério? 

-Aham, eu já enviei o seu Currículo

-Obrigado, Hayden!-ele me abraça apertado

-Não foi nada, já que seu estágio só começa mês que vem, é uma boa chance pra você ganhar um dinheiro extra

-Se bem que... Com uma criança aqui, creio que você vai precisar de mais dinheiro do que Blake, não?-Coraline pergunta-Pelo que você me disse, o Currículo de Peter no clube ainda tá em análise e se você e ele ficarem desempregados por muito tempo, o cinto aperta

-É verdade...-diz Blake

-Calma, gente. Tem muita vaga de emprego por aí, não vamos chegar a esse ponto. O importante no momento, é encontrar alguma alternativa de impedir essa criatura de vir pra cá

-Bem, eles procuram por parentes próximos, talvez vocês não tenham sido os únicos intimados-Caroline supõe

-Então, o jeito é torcer pra encontrar alguém amanhã que esteja disposto a criar esse bebê, que eu nem sei se é menino ou menina...

-Se  precisar de algo, é só ligar pra gente-Blake mostra o celular rosa que Coraline lhe emprestou-tenho um celular de última geração agora-ele diz, piscando pra mim

Não consigo conter a risada, algo que faço pela primeira vez desde que saí do hospital:

-Agora, eu preciso conversar sobre Wybie. Como vai ser a partir de agora?

-Simples, vou continuar fazendo parte do grupo, independente do que eu e Wybie passamos. Só não vou dirigir a palavra e responder qualquer pergunta ou comentário que ele fizer-respondo

-Vai agir como se ele não estivesse ali?-Blake pergunta

-Mais ou menos isso. Não se preocupem, estourei minha cota de homicídios...

-Okay, então. Precisamos ir, tá tarde...-Coraline boceja

-Tá bem, levo vocês até a porta

Os acompanho até a saída e tranco a porta. Vou pra o meu quarto e me deito, esperando o sono chegar

No dia seguinte (Fórum de Causas Familiares de Misthaven) [08:00]

Acordamos incrivelmente cedo (contra a minha vontade, é claro) pra chegar no horário. Não consegui dormir só de pensar no problema em que fomos envolvidos por causa da estupidez de Nathan:

-Peter e Nathan Vega-a recepcionista chama nossos nomes-e... Mercy Leontine

-Mercy Leontine?-questiono

-A única parente próxima do bebê,  por parte maternal. Enfim, o caso de vocês, será na sala 108, okay?

Seguimos pelos corredores do prédio até encontrar a sala. Nos sentamos à mesa. Em seguida, entrou uma senhora, aparentando ter por volta de 60 anos. Ela estava em uma cadeira de rodas:

-Oh, bom dia... Então vocês são os irmãos de Nathan...?

-Sim, me chamo Peter e esse é meu irmão, Hayden-Peter nos apresenta e eu aceno para ela-A senhora é...

-Mercy, mãe da Catherine

"Então o nome da garota era Catherine"-penso

-Eu sinto muito por sua filha...-Peter diz

-Oh, sim... Ela sempre foi uma garota tão radiante, tão focada... Mas depois de todos esses contratempos, ela mudou muito...

É possível notar que essa mulher tinha uma ligação forte com a filha. Acho que ela ficaria bem triste em saber o que a filha estava fazendo em seus últimos momentos de vida:

-Perdão, houve um pequeno problema em outro fórum e a juíza precisou ausentar-se. Creio que o caso de hoje talvez seja adiado para a tarde-a recepcionista entra na sala, avisando

"Merda"...

-Poxa, será que posso ao menos ver meu neto?-Mercy pede

-Sim, mas apenas por 10 minutos-responde e sai da sala

-Hayden, então preciso ir pra aula-Peter diz

-Vá na frente, quero conversar com a mãe da tal Catherine...-digo

-Hayden, você n...

-Confie em mim....

-Tá bem... Te vejo à tarde

Ele me abraça e deixa a sala. Vejo Mercy se esforçando pra passar com a cadeira pelo pequeno degrau:

-Eu a ajudo...-digo, levantando a cadeira com cuidado

-Obrigado, garoto-ela me diz-o que acha de me acompanhar para ver o garotinho?

"Então é um menino..."

-Claro, por que não...?

A ajudo, levando-a na cadeira. Ela me guia pelos corredores até a sala onde ele estava. Era um quarto de bebê,prprovavelmente preparado pra mantê-los confortáveis durante o processo de escolha do tutor:

-Olá, meu pequeno-ela diz, brincando com aquele bebê-já lhes disseram o nome?-ela pergunta

-Não. A senhora sabe?-finjo interesse

-Henry. Henry Leontine Vega. Admito que a junção dos dois sobrenomes me agrada

-A senhora era muito próxima de sua filha, não é? 

-Sim. É uma pena que tantos desastres tenham ocorrido em tão pouco tempo

-"Tantos desastres"?

-Tudo comecou no ano passado, meu garoto. Catherine estava estranha, distante, agressiva... Então conversamos e ela me contou que estava grávida. Foi um choque tão forte que tive um infarto. Passei dois meses no hospital e acabei com várias sequelas. Uma delas é o que me prende a essa cadeira...

-Eu sinto muito...

-Querido... Eu preferia ter perdido todos os movimentos do meu corpo, do que perder a relação que tinha com a minha filha. Depois disso, ela saiu de casa e foi morar com uma amiga. Disse que não queria mais me causar nenhum problema. Perdi todo o período de gestação e o parto. Estou vendo esse pequeno milagre pela primeira vez, agora...

-Não queria que meu irmão causasse tantos problemas...

-Não se culpe, está fora do seu alcance. Do alcance de todos nós... Mas, posso lhe dizer uma coisa? 

-Sim?

-Estou velha e inválida. Não tenho condições de cuidar sequer de mim mesma, então a lei não estará do meu lado e provavelmente a tutela será de vocês. Por favor... Não abandonem essa criança... É tudo o que restou da minha Catherine

Muitos sentimentos estão baguncandos na minha mente. Preciso chegar ao x da questão:

-A senhora sabe onde fica a casa da amiga dela?

-Sim, fica próximo daqui, posso lhe passar o endereço, se quiser...

-Eu adoraria... Ainda preciso entender essa história...

Mercy me passou o endereço. Saí do fórum e pesquisei pelo gps até achar a rua e o número da casa. Toquei a campainha e uma garota atendeu. Parecia ser maior de idade e usava um pijama:

-Posso ajudar?-ela pergunta

-Sim. Eu sou tio de Henry, filho da Catherine. Preciso entender essa história

-Entra...

A casa parece bem arrumada, exceto pela dona dela. A garota tinha olhos fundos e o cabelo ruivo estava despenteado e bagunçado:

-Então você é o irmão de Nathan...

-Sim. Eu sei que meu irmão é um idiota e que a mãe dela a amava muito, por isso quero entender os dois lados da história

-Okay... Pode se sentar...

Me sento no sofá e ela senta ao meu lado, desbloqueando seu celular:

-Eu sabia desde o início que eles estavam juntos. Eu tentei avisar que ele não prestava, mas ela, iludida, continuou. Ela engravidou, ele não quis fazer parte disso e a mãe dela ficou muito mal. Ela se mudou pra cá e entrou em depressão, porque ela engordou e perdeu a atenção de Nathan. Depois que o filho nasceu, os dois conversaram e ele aceitou registrar o filho com o nome dele. O corpo dela voltou ao normal e ele voltou a fazer coisas impróprias contra a vontade dela. Ela o amava e ele... só queria manter ela iludida pra não arcar com as responsabilidades. Alguns minutos antes do incêndio, ela chorou, dizendo que não queria ir pra lá e que não aguentava mais isso. Ele fodeu com a vida, a carreira e o psicológico dela...

-Então foi tudo culpa do meu irmão....

-Se duvida, tenho prints das conversas com os amigos dele e coisas bem piores...

Eu li cada uuma das mensagens com um nojo e uma culpa imensa por deixar meu irmão ter feito isso, e ainda ser responsável pela morte dessa menina. Saio daquela casa chorando e volto pro meu apartamento. Passo o resto da manhã em casa e mando uma mensagem pra Peter

H: Consiga a tutela do garoto. A avó não tem como criar. É o melhor a ser feito

Eu fiz muita merda na vida de muita gente. O mínimo que eu posso fazer, é amenizar essa dor, criando essa criaturinha e garantindo que ela não sofra assim como a mãe. Vou pagar pelo meu erro...



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