História Citysaille - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 19 - Coma eterno?


Acordo com uma leve dor no peito, sento-me. Meu ferimento sumiu. Impossível! Noah não esta mais caído onde estava. A porta está aberta. Como ele conseguiu sair? Vou saindo, no entanto, lembro do livro e pego-o. Subindo a escada me recordo do presente de Faye. Me aproximo da estante de meu pai cheia de poeira. Observo o máximo que posso, então opto por pegar um vidrinho pequeno, no qual dentro há um líquido claro com um livro minúsculo azul. Bem a cara dela! Bonitinho até. Não há nada indicando do que é.

Decido faltar a escola. Fico lendo algumas páginas do maldito livro que a tal deusa me dera. Mando muitas mensagens para Noah, nem responde nenhuma. Deve estar sem o que pensar....entendo.

HORAS DEPOIS....

Noto que minha mãe não acordou mais. Subo para o quarto dela. Ainda continua deitada. Sento a beira da cama, por um segundo me assusto, mas ainda respira. Fico aliviada. Mas por que não acorda? É para dormir no máximo dez horas. Já se passaram muitas. Procuro o vidrinho de novo para ler as instruções atrás do papel com o nome da porção. Quase sinto o chão sumir debaixo dos meus pés. Só pode ser usada em malditos, em humanos o efeito é desconhecido. Que merda eu fiz? Dou com a mão na testa decepcionada comigo mesma. Bela filha ela tem! Quer dizer....é minha mãe mesmo?

18:00 p.m

Faye ja me mandou muitas mensagens, mas nada de Noah. Nem se quer respondi as dela. Ando no quarto de minha mãe de um lado a outro sem saber o que fazer. Procurei nos livros que tenho, no entanto, só fala de malditos. É como se ela estivesse em um coma estranho. Que droga! O que eu faço? O celular dela toca em cima do criado mudo. Me aproximo, no visor há o nome de uma mulher chamada, Heyle. Quem será? Toca três vezes. Na quarta atendo sem falar nada.

- Até que enfim, né Anne!? Meu Deus! Não aguento mais esperar! Você disse que voltava no mesmo dia, o que houve!? Eu já disse que não tem problema em sua filha morar conosco! Tá tudo bem! - fala impaciente, desligo de uma vez sem saber o que pensar.

Antes que ligue novamente tiro a bateria do celular. Quem é essa mulher? Só meu pai a chamava de Anne!? Bagunço meu cabelo meio irritada.

20:00 p.m

Tenho uma idéia diabólica que talvez me arrependa depois. Me ponho de pé respirando fundo. Não posso simplesmente ligar para a emergência e dizer que minha mãe não acorda. Vão querer uma causa. Decido jogá-la da escada. Faye me liga, decido atender logo.

- E aí?

- Qual seu problema? O que custa responder uma mensagem, hein? O Noah tá o dia inteiro pirado aqui! Eu já expliquei mil vezes o que somos, tá meio surtado! Anos atrás combinamos que no dia que ele tivesse de saber, contariamos juntas, não foi?

- Olha eu não tenho tempo para draminha, okay? Podemos nos falar depois?

- Mas o que? O que tá havendo?

- Nada. Estou em meio a uma conversa séria com minha mãe, sabe como ela é - minto o melhor que posso. - Pode me deixar em paz? O Noah vai ficar bem.

- Tá - suspira. - Ótimo, então sua chata - desliga.

Demoro um pouco para erguer minha mãe da cama. Ela está um pouco pesada demais. Acabo derrubando ela no chão na porta do quarto, não deixo a cabeça dela bater no piso. Suspiro aliviada. No alto da escada repenso se devo mesmo fazer isso ou não. Tenho que fazer. Sem olhar a solto. Ouço o som dela caindo aos degraus. Corro logo atrás dela sem pensar duas vezes. Imediatamente ligo para a emergência. Não demoram muito.

MINUTOS DEPOIS....

Fico sentada na sala de espera do hospital que basicamente está vazia. Sinto um incômodo de estar sozinha, então fecho os olhos por um segundo, a voz de Cerridwen repetindo a mesma frase que sussurrou em meu ouvido. Inspiro fundo meio preocupada. Acabo adormecendo.

NO DIA SEGUINTE....

Desperto com um médico alto, magro de cabelo negro me chamando. Passo as mãos no rosto. Há funcionários circulando normalmente.

- Senhorita Defhalle?

- Aham. Sou eu. Notícias?

- Sim e não - me olha pensativo. - Eu lamento dizer, mas ainda não sabemos o que ocorre com sua mãe. É um estado de coma estranho, nem sei se posso chamar assim, nem se quer precisa de aparelhos para auxilia-la na respiração - passa a mão na cabeça ligeiramente confuso. - Ela tomava algum medicamento?

- Não, não. Ela estava ótima - evito olhá-lo, cruzo os braços. - É só isso que tem a dizer?

- Sim. Eu sinto muito. Talvez com mais alguns exames consigamos algo, peço que vá para casa. Descanse e depois volte. É a única coisa que pode fazer....- sai andando após pegar confortavelmente em meu ombro.

Em casa tomo um banho, visto uma camiseta branca, de meia de mangas longas rosa clara, calça jeans rasgada e all star. Nem fome sinto, só uma culpa horrível. Que droga eu fiz!? Ainda invento de ir a aula, pelo menos para não ter de pensar em nada. A primeira pessoa que vejo ao chegar é Noah sentado no corredor dos armários conversando com uma garota loirinha. Decido não atrapalhar. Não tô a fim de falar com ninguém mesmo.

Vou no banheiro. Me encaro no espelho, baixo a cabeça tentando me convencer de que o que fiz não foi errado. Não deve ser....ao fitar meus olhos por um milésimo de segundo os vejo vermelhos, fecho-os com força, meu reflexo está normal.

- Oi - Faye entra acompanhada de uma garota que nunca vi. - Como está? - se senta na bancada da pia ao meu lado enquanto a garota entra na cabine.

Faye usa uma jaqueta azul, blusa preta por baixo, calça jeans da mesma cor e botas abaixo dos joelhos de salto não muito alto. O cabelo preso em um rabo alto, maquiagem um pouco pesada.

- Bem, eu acho - digo passando a mão no pescoço. O que ela diria se soubesse o que fiz? Ficaria de boca aberta, é óbvio. Não é algo que se espere da Éire que ela conhece.

- Ah, tá - arregala os olhos.

- Ah, tá o que? - franzo o cenho.

- Sei lá - semicerra os olhos me encarando. - Sua mãe tá legal?

- Ela tá no hospital. Caiu da escada - tento parecer normal desviando o olhar. - Mas acho que vai ficar bem...

- Acha que vai ficar bem? - pula para o chão. - Como assim?

- Faye você vai agora? - a garota pergunta ao sair e higienizar as mãos.

- Não, não. Pode ir - diz e ela sai. - Como foi essa queda? - me dá atenção.

- Eu não sei. Eu tava dormindo.

- Noah disse que quando saiu você ficou praticamente desacordada no porão. Ele não sabe explicar. Então me diz o que tá havendo?

Eu não tenho tempo para isso. Me viro para ela, respiro fundo.

- Olha, eu vou te explicar, mas não hoje ou agora. Eu não tô com cabeça para isso, okay? Desculpa - falo e ela ergue uma sobrancelha meio desconfiada de algo.

- Tá bem, então. Como quiser - fala após pensar um segundo.

Não consigo me ligar nas aulas, meus pensamentos voam longe. Ela está viva, por que estou tão preocupada? Só está dormindo, eu espero.

- Aí, por que está tão inquieta? - Kay dá um riso abafado sentado ao meu lado na aula de história.

- Inquieta eu? Sério? - pergunto ainda batucando o lápis na mesa.

- É. Está sim - toma-o de mim. - O que tem? Tá tudo bem? Não nos falamos mais há um bom tempo - fala discreto quando o professor nos olha de relance.

- Eu tô bem Kay. E você e a Adalin com estão?

- De boa. Até que a gente se entende - dá de ombros.

Ele se cala, embora o pegue de vez em quando me olhando. Será que eu sou tão fácil de ler assim?

18:30 p.m

Infelizmente chego a um determinado ponto do livro que fala de mim, a letra não é de meu pai, escrito a mão por outra pessoa. Leio calmamente. Ao terminar fecho-o de uma vez sem saber no que acreditar. Como posso ser filha de uma Lemeske e um Defhalle se malditos não podem gerar filhos uns dos outros? Como assim enfeitiçaram Dayanne para ela acreditar que sou sua filha? O que eu vou fazer? Mais uma vez a voz de Cerridwen fala forte em minha mente, repetindo a mesma coisa do porão, como se respondesse a pergunta.

A campanhia toca estridente. Desço para atender devagar e irritada. Ao abrir me deparo com uma mulher de vestido colado azul escuro, curto e de mangas longas, salto alto, cabelo castanho claro preso em um rabo alto. Bem maquiada. Tem cara de executiva.

- Te conheço? - pergunto com uma mão no quadril.

- Não, mas deveria. Eu sou Hayle Daves - me estende a mão mostrando um belo sorriso.

- Oi - aperto rápido a soltando. - Sou Éire Defhalle - digo.

- Ah, devia saber! Tão linda quanto ela! - cruza os braços me olhando de cima a baixo. - E sua mãe? Onde ela está?

- No momento no hospital. Ela meio que caiu da escada e tá numa espécie estranha de coma induzido pela a queda...- baixo o olhar.

- Nossa! Pode ir comigo até lá?

- Olha só há visitas pela a manhã e tarde. Você não vai conseguir vê-la.

- Tem razão...

- Olha se quiser pode dormir aqui ou ficar até quando precisar - digo assim que se vira para ir embora.

- É sério? - se volta para mim animada.

- Sim, claro! Pode ficar! - sorrio e ela me abraça de repente.

Entramos. Tento convencê-la a não, mas acaba fazendo o jantar para mim. Sem escolha como com ela. Conversamos um pouco sobre a relação dela com minha mãe, o que não é muito normal. Mostro o quarto de hóspedes logo depois a ela. Subo para o meu. Sento na cama tentando não pensar tanto. Então recebo uma mensagem de Noah.

"Oi...a Lissa já foi embora? Kkkkk"

"Sim, idiota kkkk", sorrio.

"Bom, eu peguei um livro sobre a essência dos mortos para dar a Faye, espero que não se importe, está todo em irlandês ou galego, não sei"

"Tudo bem..."

"Você tá bem?"

"Claro. E você? Por que desmaiou?"

"Não sei explicar. Faye me contou algumas coisas....tô tentando entender e espero entender! Minha mãe tá mó preocupada com a sua! O que houve de verdade Éire? Aquela parada de eu ligar, para que era? Pode me contar"

"Okay. Tô cançada disso, então lá vai! Mas não conta para ninguém! Eu fiz você distrair minha mãe para mim pôr uma porção para ela dormir, só que não sabia que era só para ser usadas em malditos, daí ela não acordou mais!"

"PUTA QUE PARIU! TU LÁ FEZ ISSO!? SANTO DEUS! E AGORA MENINA ESTRANHA!? Deve ter um meio de reverter!"

"Já procurei... o lance de livros de malditos é que o público alvo é malditos, entende? Raramente fala de humanos"

"Vou ver no google, ele sabe de tudo kkkkkk. Não, é serio eu vou pesquisar mesmo. Nos falamos amanhã, okay?"

Concordo. Assim que pego no sono surgem vários pesadelos em minha mente, reais demais para mim. Tudo que um dia já me fez ter medo.

- Éire, você tá bem? - acordo com Heyle me chamando sentada a beira de minha cama e eu me sento. - Está suada, tudo bem? - parece realmente preocupada. - Ia passando ali, e você parecia bem atribulada...

- Tá tudo bem...eu acho - passei as mãos no cabelo inquieta.

Nem a conheço direito, no entanto, ao se oferecer para dormir comigo decido aceitar. Enfim consigo dormir tranquila aparentemente.


Notas Finais


OBRIGADO POR LER!


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