História Clã do Norte - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Anjos, Demonios, Proibido, Romance, Seres Mitológicos
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Seth


Seth

 

        ─ Senhorita Santarescla! – Madame Blour aparece num vestido berinjela que caia-lhe como um melão embrulhado, o seu rosto de leitão estava rosado pela maquiagem e esforço físico que fez por subir as grandes escadas até a ala dos quartos. – Senhorita Santarescla, está mais do que atrasada. Devem seguir para o salão principal imediatamente.

   Fitei madame Blour curioso, aparentemente ela está se referindo a mim também. A festa de boas vindas a Sara havia começado a mais de uma hora e apesar da minha paciência com suas necessidades femininas ser persistente, o resto do clã considerava uma falta de comprometimento com o horário um insulto. Talvez, em outras circunstancias eu também ficaria insultado, desceria e explicaria do melhor modo que Sara não estava passando bem, entretanto quanto mais Sara não colaborasse menos ela seria apropriada para mim e o Conselho das Nove Laminas poderia reconsiderar o nosso pacto.

  Infelizmente, duvidava que pudesse acontecer algo que freasse o Conselho; as decisões deles eram unânimes e aprovadas pelos clãs e suas regras arcaicas. Queria que fosse diferente, entretanto estava de mãos atadas, pois meu irmão era o primeiro na linha de sucessão no clã, portanto somente ele poderia mudar o sistema que rege; até onde sabia, eu estava ali para unir meu clã com o de Sara e apaziguar os ânimos dos anjos quanto a uma futura invasão dos seres do submundo.

– Devo te informar que não estou feliz com suas mentiras. Portanto só facilitarei sua vida hoje pelo meu irmão e pelo pacto, entretanto não pense em interpretar isso como birra ou dar mole, é unicamente contratual. – Sara murmurou surgindo do meu lado e entrelaçando seu braço ao meu, contorci minha boca num ato de conter um sorriso.

Querida, você já fez toda a birra que eu precisava.

 As escadas nos guiavam para o salão principal e todos os vãos estavam decorados por tecidos azuis e cinzas, representando a cor dos dois clãs e ramos de oliveira que subiam pelas interseções da escada e as circulavam como nas casas dos baixos, pois tudo era em prol de glorificar e cultuar os homens, Deus assim disse para criaturas como eu.  

– Algum problema com isso?

– Você está encantadora. – elogio-a por bons modos, um tom mais acido deveria ter sido acrescentado a minha voz para sua insatisfação, porém soou de forma mais verdadeira do que eu pretendia. A ruiva piscou algumas vezes desconcertada ao receber o elogio, seus pelos do braço estavam eriçados e seus olhos perdidos em algum ponto da parede a nossa frente.

É como se ela nunca tivesse recebido um elogio desses.

 A garota usava um vestido branco e cheio de penas azul turquesa na saia, o busto estava liso e um pequeno decote em coração indicava que ela era um mulher madura; ela usava muita maquiagem nos olhos e uma passadeira ornamentada presa em seu coque tinha enfeites que se comportavam em sua testa. Lembrava-me um cisne gloriosamente inocente e puro.

– Não precisa fingir educação. – ela rebate na defensiva. – não quero comentários falsos.

Levanto as sobrancelhas, transparecendo estar ofendido.

– Não pretendia soar falso. De fato, você está bonita. Só não esperava que tivesse tão pouca auto-estima para não se achar, a menos que esteja fazendo tudo isso para eu continuar massageando seu ego.

– Não! – Sara exclama agitada. – Não ponha palavras na minha boca. Não tive essas intenções tão maliciosas, minha vaidade custaria muito para uma caricia.D-De modo algum. O senhor que está inventando.

– Insinua que blasfemo? – pergunto atingido de certo modo, escondendo minha humanização por trás da ofensa. 

 Era isso que acontecia quando alguém como eu ficava tempo demais na terra dos baixos. Tornava-se um e perderia a força de suas asas aos poucos até não poder regressar ao céu novamente, confinado a terminar a vida lá. Todos são alertados a evitarem descer e visitar os baixos, principalmente os espíritos mais fracos e despreparados é mais difícil.  Além de emboscadas de demônios que somem com nossos irmãos e irmãs, na tentativa de sugar seu sangue e subir para o céu na cobiça da felicidade eterna.

– Por que não simplesmente agradece meu comentário e o retribui? – pergunto agora irritado por sua língua afiada, talvez ela devesse aprender com a lição e falar menos o que não deve.

 Sara ficou roxa em dois instantes, assemelhando-se ao vestido da senhora Blour. Tenho a impressão dela estar ficando sem ar, porém seu comentário seguinte me fez achar que ela tinha mais fôlego do que imaginava, entretanto pressentia que ela não entendia a acidez de seus comentários tanto quanto eu.

– Você tomou banho. Não está fedendo. – ela avaliou-me em duas checadas, joguei a cabeça para trás e gargalhei. Olhou-a estarrecido, minha boca estava aberta um redondo O:

– digo que está encantadora e me responde que não estou fedendo?

Sara torce o nariz antes de elaborar uma resposta franca e sem limitações.

– É o primeiro passo para a perfeição.

– Me acha perfeito?

Sara levantou as sobrancelhas, vi o primeiro traço de escárnio pairar por seus lábios puros, senti algo quebrar dentro de mim. Talvez alto-estima, ou dignidade.

– Quer que eu massageie seu ego?

Touché!

– Quero que diga a verdade.

Peculiarmente, ela torce o nariz mais uma vez.

– Te acho mentiroso. Principalmente depois de... – ela virou o rosto opostamente a mim, aguardo a conclusão de sua resposta levemente agitado. – me envergonhar ontem de madrugada.

– Não foi de minha intenção constrangê-la. De modo algum. – remeti-me a para no topo da escada para que a elite e o conselho nos vissem do centro do salão e apreciassem o espetáculo.

Senti momentaneamente uma vontade de empurrar a cisne pela escadaria e abandonar minha imortalidade, virando um baixo e viver protegido pelas leis dos clãs em não poder tocar em um humano. Não seria tão má idéia assim. Sara fitou-me séria e sorridente.

Era o conselho. Estão nos encarando...Todos estão nos encarando.

– Apresento-lhes Sr. Setherum e Sra. Santarescla.

O salão estava decorado com a mistura das cores dos nossos clãs, sendo harmonizadas com copos-de-leite azuis e brancos. As luzes cintilavam como as próprias estrelas flutuavam pelo teto que parecia um manto escuro como o céu a noite para os baixos, mais uma espécie de culto. Uma grande orquestra de músicos se encontravam um pouco mais a direita tocando melodias calmas e baixas.

– Desculpe-me se fui inconveniente. – prossegui após sermos anunciados. – não pude deixar escapar uma oportunidade de saber o que minha noiva pensa de mim.

– Achou proveitoso? – pergunta finalmente, uma faísca de dúvida chocou com sua voz.

– Até o momento em que você chutou minhas partes baixas.

– F-Foi necessário. – gagueja ruborizada. – tomou da minha inocência para se aproveitar.

Um pensamento maldoso se assentou na minha consciência, pois afinal, o que sobraria da senhorita Santarescla após sua inocência ser tomada por mim? Meus olhos escureceram ao encara Sara um tanto mais objetivo.

–Como eu disse antes: foi proveitoso.

– Meu filho! O vinho está acabando e a maioria dos convidados não consegue nem mais dançar! – meu pai brincou em frente aos conselheiros que gargalharam entre si, nitidamente tão bêbados quanto podiam estar. Dei um sorriso amarelo para o conselho.

O que o amor não faz, o álcool facilita.

– Oh! É dela que todos estão comentando! Minha futura nora e a mais linda de todo o clã sulista. – o senhor do clã abraça Sara como se fossem conhecidos amados. Revirei os olhos de repente seriamente esgotado.

 Os arcanjos devem amar e respeitar a todos: seu clã, os baixos, os seres do submundo e qualquer outro clã. Todos os seres vivos, sem exceção.

Esta era a regra. Uma delas, precisamente, entretanto não a mais poderosa. Meu pai poderia fingir ser um arcanjo respeitável e amoroso, mas suspeitava que flagelar seus filhos de modo corretivo não estivesse em uma das regras sagradas. Desfiz o pensamento instantaneamente, mexendo minha cabeça.

 Havia um motivo para eu não pensar nessas coisas, era perigoso se rebelar quanto à individuo. Meu pai respeitava as regras e talvez estivesse me protegendo do conselho, eu podia ter sim um mente deficiente para um arcanjo ideal como meu irmão, porém eu havia algo que todos no salão não tinham, onde somente eu, até aquele momento, possuía.

– É realmente uma pena seu irmão não poder ter comparecido a cerimônia, Sra. Santarescla. – comentou um dos conselheiros, Roger.

– Ele virá a cerimônia de casamento. – ela disse alegremente, entretanto supus ser só fingimento bem treinado como eu bem a ensinei a poucos instantes. A ponta direita de sua boca tremeu com a lorota e franzi o cenho com seu curioso tique desmascarador.  – infelizmente, teve que tratar de alguns assuntos na terra dos baixos.

– Intrigante. – murmura Roger com um olhar sombrio. – Não vejo muitos senhores de clãs descendo para visitar os baixos.

– Meu irmão não foi visitar os baixos. – Sara diz – ele foi visitar os demônios que vivem lá, e logo irei acompanhá-lo na sua visita.

 Arregalo os olhos chocados, temendo agora o que meu pai faria com a garota ao se auto-proclamar traidora.

Que Deus esteja com ela.



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