História Clã dos Dragões - A princesa perdida - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agua, Cavaleiros, Clã, Dragões, Fantasia, Fogo, Magia, Princesa, Reino, Terra
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Palavras 1.175
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O cavaleiro da concha marinha


Miguel olhara para  porta da taverna, e de lá surgiram atrás de nós, saindo da taverna, dois homens, um já era familiar; havia visto ele com Petrus e Miguel, no mercado. O outro, nunca tinha visto. Era um rapaz alto e forte, careca e de pele negra.  Ambos os cavaleiros que haviam saído da taverna vestiam roupas negras com o mesmo selo real, o que concluí que eles também eram da Guarda Real de Svalbar.

- Ora, ora. Se não são os fiéis escudeiros do Rei. - disse o homem negro, olhando para Miguel e depois para Petrus. Em seguida, ele veio em minha direção - Vejo que encontraram a garota. - ele estendeu a palma da mão à minha frente, de modo a me cumprimentar. - Milady. - estendi a mão para o homem, e ele a beijou. Tinha um olhar tão penetrante que era quase hipnotizador.

- Somos fiéis sim. Diferente de alguns cavaleiros - Miguel fitou o rapaz branco, de cabelos pretos escorridos, que estava junto com o rapaz careca. O mesmo imediatamente desviou o olhar de Miguel para o chão. Aqueles quatro homens não eram amigos, eles apenas pareciam se aturar. Dava para sentir o ar pesado no ambiente.

- O que você faz aqui? - disse Petrus apoiando sua mão na espada , como se o convidasse para uma luta. - Não é território seu!

- Eu recebi uma mensagem através de um corvo...

- Posso até imaginar quem enviou a mensagem. - disse Miguel, olhando novamente para o rapaz de cabelo escorrido.

- Acalmem - se rapazes. -disse o homem negro, olhando para os dois cavaleiros, que pareciam mais jovens que ele. - Estamos todos do mesmo lado. - o homem voltou a olhar para mim. - Só gostaria de oferecer a minha ajuda, caso a senhorita precise. - ele disse e retirou um objeto de uma bolsa de couro que carregava. Era como uma grande concha marinha. - Qualquer problema, a senhorita pode assoprar esta concha e ela propagará um som que me atrairá, esteja aonde eu estiver.

Eu agradeci e peguei o objeto, para não fazer desfeita para o homem que mostrou-se tão educado.

- A propósito, meu nome é Will Nassar. - ele me fez uma reverência e encarou Petrus e Miguel uma última vez e se distanciou de nós.

Pelo nome pronunciado, constatei que Petrus alertara Miguel sobre a presença deste homem. Me perguntara qual seria a desavença desses quatro cavaleiros.

- O que aconteceu aqui? - eu perguntei me referindo ao confronto dos quatro cavaleiros.

- Digamos que não fizemos muitos amigos na guarda. - explicou Miguel, coçando a cabeça e esboçando um sorriso desconfortável.

- Eles nos odeiam. Têm inveja de nós, por causa do Rei. - esbravejou Petrus. - E você, fique longe dele! - ele ordenou apontando- me o dedo indicador. Olhei surpresa para o rapaz, pois o mesmo estava irritadíssimo. Eu não troquei uma palavra com o tal Will Hassar. Não esperava esta reação de Petrus, pensei.

- Senhor Valoar, acha mesmo que sou da realeza? - eu perguntei.

- Ora, mas é claro que sim. - ele respondeu rapidamente.

- Então, pare de me dar ordens. - falei por fim.

- A majestade é um tanto quanto irritante. - ele disse a mim.

- E o senhor é um tanto quanto prepotente. - eu revidei.

- Eu sou prepotente? - ele perguntou, virando - se totalmente para mim e apontando para si mesmo. Então eu me preparei para responder, mas antes que eu começasse a falar, Miguel interveio:

- Vocês dois precisam parar com isso!

- Foi ele quem começou! - exclamei, apontando para Petrus. Cruzei os braços e me afastei um pouco dos jovens, porém não o suficiente para que não pudesse ouvir o que falavam.

- Estão parecendo duas crianças. - Miguel falou baixinho. Logo se virou para o amigo cavaleiro. - E você, Petrus, para que agir desta maneira?

- Eu só estava tentando alertá-la quanto a esse Will. Mas a sua amiguinha ali, me tira do sério. - ele falou, gesticulando com os braços e apontando para aonde eu estava.

Enquanto eu, continuei a observá-los de longe. Por mais que eu estivesse escutando ele falar sobre mim, eu não estava mais com paciência para continuar a discutir. Não sei qual o problema que ele tinha comigo, mas isso era coisa que eu poderia descobrir posteriormente. Isso, se eu aceitasse a proposta dos dois cavaleiros, de seguir viagem com eles até as Terras do Norte, onde o rei aguardava uma garota, que poderia ser eu.

- Entendo que você queira alertá-la, mas não funciona desta maneira. - Miguel disse, colocando a mão no ombro do amigo. - Ela não sabe da rivalidade que você tem com Will, por causa de Alexia. - relatou Miguel.

-   E nem vai saber. - ele falou secamente. Parecia que o jovem de cabelos castanhos havia tocado em uma ferida de Petrus. Seu rosto fechou-se. Nisso, ele olhou para mim e eu desviei o olhar rapidamente, para que ele não percebesse que estava prestando atenção na conversa deles.

- Tudo bem. Mas eu explicarei sobre Will Hassar. Porém, ainda precisamos saber se ela vai seguir viagem conosco. - disse Miguel, virando as costas para Petrus. - Eu vou lá falar com ela. Você vem?

Petrus não respondeu, apenas seguiu o amigo que vinha em minha direção. Eu havia me sentado em um chafariz que tinha bem em frente a taverna. E depois de tanta indecisão, naquele momento, eu já tinha uma resposta. Não sei se seria a decisão correta, mas eu tinha que dar alguma resposta aqueles cavaleiros e acabar logo com isso de uma vez.  

Miguel aproximou-se e sentou ao meu lado no chafariz, enquanto Petrus permanecera em pé, olhando para o chão, cabisbaixo. Não sabia quem era Will Nassar, nem quem era Alexia, mas pude perceber que o último nome representava algo forte na vida de Petrus Valoar, pois estava escrito no rosto dele.   

- Senhorita, desculpe nosso comportamento anteriormente. - Miguel começou. - Deixamos nossas emoções falarem mais alto.

- Tudo bem. - eu disse brevemente.

- Bom, gostaríamos de saber, se você aceita ser a princesa Elinor? Quer dizer, se você aceita tentar? - Petrus falou e eu fiquei surpresa, pois achei que era Miguel quem continuaria o assunto. - Sei que começamos com o pé esquerdo e você deve estar pensando que somos um pouco estranhos, doidos...

- É, estou pensando isso sim. Mas isso não vai me impedir de aceitar a proposta de vocês. - eu falei, finalmente concordando com os rapazes sobre seguir viagem as Terras do Norte. Miguel sorriu, mas Petrus parecera não notar o que eu havia dito, pois continuava a tagarelar.

- Espere aí. O que você disse? - perguntou Petrus, dando-se conta do que eu havia falado.

- Então rapazes, quando começam as minhas aulas de princesa? - sorri  e fiz uma reverência com as pontas do casaco que eu estava vestida.

Confesso que a minha decisão era outra...

***



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