História Clã dos Dragões - A princesa perdida - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agua, Cavaleiros, Clã, Dragões, Fantasia, Fogo, Magia, Princesa, Reino, Terra
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Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - O primeiro dia de Lua Cheia


A conversa com Will e Petrus ainda não havia acabado. Agora era a hora de tirar satisfações. Com os dois.
- Vamos lá. - eu me sentei no chão e os indiquei lugares ao chão para que eles se sentassem também. Era incrível como eu sempre parecia mais perdida que "cego no meio de uma guerra". Isso era a consequência de ter vivido somente em um mesmo lugar. Não fugia do orfanato para a Vila, como muitos garotos faziam. Ficava apenas nas dependências de Paravel ou nos arredores.
- Primeiro você, Senhor Hassar. Além de tentar me hipnotizar, o que mais você quer? Me arrastar para o fundo do mar? - perguntei, quando reparei na sua expressão de discordância, continuei a falar: - E não venha me falar que não tentou, porque desde que nos vimos a primeira vez, na entrada da taverna, lançou - me um olhar tão sufocante, como se quisesse entrar na minha mente. E o fez de novo agora, pois observei o mesmo brilho no olhar de antes.
- Sim, eu confesso que tentei mesmo essa técnica, mas não era para lhe carregar para o fundo do mar. Os sereianos não fazem esse tipo de coisa. De onde tirou isso? - ele questionou.
Um idiota me contou!, pensei disparando um olhar fulminante a Petrus.
- Bem, mas só fiz isso, porque acho que estaria mais segura seguindo viagem comigo e minha comitiva. - Hassar falou com convencimento.
O ego deste homem se expandia de tal forma que o ambiente estava ficando apertado ali. Será que ser convencido era um dos requisitos para se tornar um cavaleiro?, pensei.
- Mas você é muito baixo mesmo. Nós fazemos todo o serviço "burocrático" e você leva a garota até o rei e ganha todos os méritos. - esbravejou Petrus. - Você nem tinha que estar aqui. O rei dividiu um grupo de cavaleiros em cada ponto específico e este território é nosso, portanto, a garota fica com a gente.
- Ei, eu decido isso, está bem? - falei a Petrus. - Eu não sou uma peteca para ficar indo de um lado ao outro. - concluí. Acalmei o tom de voz e me virei para Will. - Eu agradeço, mas já tomei minha decisão. Eu continuo com Petrus, mesmo ele sendo implicante e prepotente. E com Miguel também.
- Tudo bem então. Vim, porque estava realmente preocupado com a princesa. - ele disse levantando - se do chão. - Petrus deve saber o porquê, afinal ele também estava de vigia.
Ao chegar à porta do quarto, antes de se despedir, Will pegou em meu braço e falou:
- Devo alerta - lá sobre seus escudeiros. Eles não estão sendo totalmente sinceros com a senhorita. - ele falou. Olhei para Petrus que estava em pé, próximo à cama. - Me pergunto, por onde anda o senhor Lupini, que não apareceu por aqui? - ele disparou a dúvida. - Tenha uma boa noite, senhorita. - Will saira,  deixando aquela "pulga atrás da orelha". Fiquei tão intrigada com aquelas palavras que nem sei se disse "Boa noite".
- Onde está Miguel? - disparei a pergunta a Petrus, assim que fechei a porta.
- Ora, ele está no quarto ao lado. Se desconfia tanto, por que não vai até lá falar com ele? - ele disse.
- Não. Está tudo bem. Não vou cair na história do senhor Hassar. Mas, ele estava preocupado com o que afinal? E você, porque estava de vigia?
- O primeiro dia de lua cheia é dia de vigília. Dia dos olhos atentos. -  falou. Ele me olhou e reparou que eu ainda estava confusa. - É apenas um costume. E bem, levamos isso muito à sério na guarda. - ele explicou. Então Petrus mudou de assunto: - - Hassar é um cara ardiloso e quando quer uma coisa, não desiste tão fácil.
- Mas o que ele vai ganhar com isso, além do prestígio do rei? Pois você disse que o rei não ofereceu nada, não é? - disparei perguntas.
- Ele é um invejoso. Parece querer roubar tudo o que tenho. - Petrus falou e abaixou a cabeça. - Assim como fez com Alexia.
Ele estava realmente desabafando sobre aquilo pra mim? Aquele cavaleiro que era uma ostra de tão fechado?
Eu não sabia o que dizer então fiquei calada um tempo até que ele quisesse dizer mais alguma coisa. Então ele continuou:
- A princípio, pensei que ela estivesse encantada por ele, pelo fato dele ser um sereiano, mas o encantamento depois de um tempo perde o efeito. É como se a pessoa ficasse resistente, entende? - ele perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Talvez tenha sido isso que aconteceu comigo. Por isso eu consegui rejeitar o encantamento dele. Eu pedi a ele que não me hipnotizasse.
- Não. Reparei bem o que aconteceu, enquanto eu era um corvo. Não ouvi você pedindo isso. Mas de alguma maneira você o bloqueou. Acredito que tenha sido mentalmente. E isso é uma característica peculiar.
- Tem certeza que não me escutou  falando isso com ele? - perguntei e ele assentiu. - Mas como eu posso ter feito isso? - perguntei duvidosa.
- Você não é um transmorfo? Quero dizer, você não muda sua morfologia? - o loiro perguntou e eu fiz que não com a cabeça. - Bom, se você não é um transmorfo, você pode ser descendente de algum clã. Porém, não tenho certeza. Preciso fazer algumas pesquisas antes de afirmar qualquer coisa. Mas não há nada com que se preocupar. - ele me tranquilizou.
- Entendi. Amanhã eu gostaria muito de saber mais sobre isso.  - eu disse me levantando do chão. - E quanto a Alexia, acho que ela é uma boba. Você é um cara legal, apesar de ser convencido, implicante e mal humorado.
- E preocupado. E lindo. - ele disse com presunção.
Eu disse que ele era convencido!, pensei.
Vi que ele me olhara rindo. Me veio um lapso de memória e só agora havia me dado conta de que eu dissera essas palavras.
Eu conversei com o corvo! Eu falei que Petrus era lindo e super preocupado, mas não esperava que o corvo fosse me entender, pois não esperava que ele fosse uma pessoa e podia ser qualquer outra pessoa, menos ele. Eu ainda quero cavar um buraco e enfiar minha cara dentro!, um turbilhão de pensamentos brotava da minha mente.
- Eu não disse isso. Quer dizer, eu não esperava que você fosse ouvir. Eu não imaginava  que você fosse o corvo.
- Calma. Não é à primeira vez que ouço isso de uma moça.
- Sua modéstia provavelmente voou pela janela junto com o falso corvo. - debochei, apontando para a janela e ele olhou em direção a janela também.
- Bom, é melhor descansarmos agora. Está tarde e amanhã temos um longo caminho pela frente. - Petrus disse e eu concordei. Nos dirigimos até à porta do quarto.
- Espere. - eu disse, pois ainda tinha uma questão que me intrigava. -  Por acaso, enquanto estava como um corvo, você não me viu...
- Se eu te vi tomar banho? Não. Não sou esse tipo de pessoa.
- E como você sabia que eu ia perguntar isso?
- Achei que você fosse perguntar isso. Eu cheguei pouco depois, porém notei que você estava de cabelos soltos e úmidos. Intui que tivesse se banhado. E também imaginei que ia surgir essa dúvida para você.
- É. Eu não havia reparado quando aquele corvo aparecera na janela, por isso perguntei.
- Mesmo se eu tivesse chegado antes, eu não iria lhe espionar desta maneira. Você é a princesa, oras! É como se fosse uma irmã pra mim! - explicou o cavaleiro.
- Tudo bem.  Eu acredito em você. - eu o tranquilizei. Não sei porque ele havia ficado tão exaltado. Continuei: -  Mas senhor Valoar, nunca mais faça isso. Não sem eu saber. Se sou mesmo a princesa perdida, do reino de Svalbar, eu preciso saber dos planos de meus escudeiros. E amanhã conversaremos melhor sobre isso. Boa noite. - tranquei a porta.

Ele disse: "Você é como uma irmã para mim."
Aquela frase ficara na minha cabeça.

***
 



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