História Clair de lune - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO, NCT Dream
Personagens Jaemin, Jeno, Jisung, Kris Wu, Lay, Lu Han, Mark, Sehun
Tags Abo, Alfa, Beta, Jisung, Luhan, Mark, Marksung, Nct Dream, Ômega, Sehun
Exibições 207
Palavras 1.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu fiquei realmente feliz quando postei a fic e quero agradecer a cada um de você por isso. Eu pensei que não ia render muita coisa e...vieram tantos favoritos seguidos! Eu fiquei tão feliz! Muito obrigada, pujinzinhos, vocês são de mais!
Eu não ia postar agora, mas eu queria esclarecer uma dúvida que será esclarecida nas notas finais. POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS! O capítulo três não vai ser postado tão rápido quanto o dois!

Capítulo 2 - Capítulo 2


Os reis estavam preocupados. Já se passava das 20h do dia seguinte e Jisung ainda não havia saído do quarto e se negava a comer ou beber qualquer coisa. Ele não tinha tempo de se preocupar consigo mesmo, estava enlutado pelo noivo. Lógico que os reis sabiam que a dor da perda era imensa — principalmente o ômega, que perdera os pais jovem de mais —, mas não podiam deixar de zelar pela saúde do filho.

Na noite do dia passado, durante as primeiras horas depois da noticia, Luhan não chorou, porque o filho merecia chorar mais que si mesmo. Depois que Jisung adormeceu com os olhinhos e o nariz vermelhos, Luhan permitiu-se chorar no colo do marido. Sehun também queria chorar, porque a tristeza do esposo e do filho o contagiava, mas se conteve, porque Luhan merecia chorar mais.

Então a noite findou-se com o gosto salgado das lágrimas e o amargo do coração. Jisung chorou por Jeno, Luhan chorou por Jeno e Jisung e Sehun, com o esposo adormecido no seu abraço, chorou por Luhan e pelo filho. E Minhyung chorou ao ouvir as lamúrias embargadas de Jisung, que junto do palácio chorou por horas.

Apenas após dois dias e duas noites Jisung comeu algo. Saiu do quarto um dia depois, com olheiras escuras sob os olhos vermelhos, a pele pálida de mais e o nariz tão vermelho quanto as rosas do jardim, doídos por terem sido esfregados veementemente por tanto tempo

Assim que saiu do quarto, viu Minhyung passeando pelo jardim. O mais velho passeava com os dedos pelas pétalas de uma rosa que havia colhido poucos minutos atrás, com o intuito de presentear o príncipe com esta. O príncipe mais novo estranhou o fato de terem visitas em um momento muito doloroso para sua família, mas sabia que as diplomacias não acabavam por uma criança entristecida.

Ajeitou os ombros que outrora estavam tortos, posicionando-os para frente e deixando-os caídos assim como todo ômega não marcado deveria fazer. Embora tivesse em mente que seu estado era deplorável, deveria passar uma boa imagem para os convidados, caso os visse pelo caminho. Preparou os lábios para algo que, incomumente, não havia dado nos últimos dias: um sorriso. Apressou um pouco mais os passos curtos e fracos, enquanto mantinha a cabeça cabisbaixa. Não sabia que horas eram e nem exatamente que caminho estava fazendo, seus pés apenas o guiaram mecanicamente pelos longos corredores até seu objetivo. Jisung queria o pai. Queria jogar-se nos braços do outro ômega e chorar mais um pouco. Jisung também queria seu outro pai e suas mãos grandes afagando seus cabelos carinhosamente. Seus desejos resumiam-se a apenas três naquele momento: um abraço de Luhan, afagos de Sehun e um selar de Jeno.

  O pensamento de que seu terceiro e maior desejo era impossível de se realizar o entristecia. Seus olhos umedeceram-se e Jisung deu o melhor de si para segurar o pranto, todavia, uma lágrima acabou por escapar. Uma lágrima mais amarga que salgada, com um pedaço da maior das dores de um dos corações mais puros. Lá fora, não muito longe de seus lamentos, o céu chorou junto de si. Gotas finas e pesadas despencavam do céu como se fosse uma cascata gigante.

O pensamento de Jisung vagou até o hóspede que havia visto no jardim. Este provavelmente estava ensopado. Cogitou a ideia de seguir até o jardim e ajudar o rapaz a se abrigar da chuva. Pensou...pensou...pensou...realmente, sua dor era grande e ansiava por um abraço do pai, mas seu coração era puro de mais para pensar em si mesmo tendo alguém precisando de ajuda tão próximo.

Foi a passos apressados até o quarto buscar um guarda-chuva e seguiu para o andar inferior. O príncipe viu alguns empregados pelo caminho e cumprimentou a todos rapidamente, continuando seu percurso. Saiu apressado do castelo, rumo ao jardim coberto pelas adoradas rosas vermelhas de seu pai.

Encontrou o rapaz meio desnorteado em meio as rosas. A chuva já forte dificultava a visibilidade e, provavelmente, por isso ainda não havia voltado ao castelo. Jisung apressou-se em aproximar-se, com passos um pouco mais fracos ao notar se tratar de um alfa. Embora a chuva fosse violenta, seu cheiro era forte e tinha uma grande presença. Se a presença daquele alfa não fosse tão acolhedora ao ômega, com certeza poderia ser esmagadora.

Minhyung olhava a rosa que havia caído de suas mãos como se seu mero descuido fosse um pressagio de que era uma má ideia perturbar Jisung em um momento em que seu coração esteva tão sensível. Mas o alfa não conseguia aceitar que deixar o ômega sozinho era a escolha certa a se fazer. Culpava o rei Oh pela proposta indecente que fizera e, acima disso, culpava a si mesmo por não ser capaz de recusa-la. Era tentadora de mais a ideia de ter Jisung como seu ômega, pai de seus filhos.

O alfa, ainda submerso em pensamentos, abaixou-se para recolher a flor. Mesmo com as gotas grossas e agressivas de água a maltratando, ainda estava bela. Assemelhava-se mais com Jisung agora, ao ver de Minhyung: delicada, magoada e bela. Repentinamente, as gotas pararam de cair sobre si, embora ainda pudessem ser ouvidas caindo pelo céu, rumo ao chão.

Minhyung olhou para cima. Embora já soubesse pelo cheiro de quem se tratava, seria uma pena não o olhar. Ele estava tão perto. Minhyung queria tanto vê-lo. Os últimos dias haviam sidos arrastados, tediosos e cheios de preocupação. Minhyung não podia ver Jisung, mas sabia que este recusava-se a se alimentar e sentia a dor que reinava em seu coraçãozinho.

Assim que viu os olhos do alfa sobre si, Jisung sorriu. E aquele pequeno gesto foi o suficiente para fazer Minhyung mais feliz e um pouco menos preocupado. Era um sorriso forçado e cheio de tristeza, Minhyung sabia — ele já havia vistos inúmeros sorrisos do príncipe, o suficiente para distinguir os verdadeiros —, todavia, naquela situação, qualquer indicio de um repuxar de lábios era importante.

Os dois entraram apressados, com os sapados empapando os tapetes vermelhos que estavam estendidos pelo caminho. Provavelmente o rei Luhan ficaria bravo, Jisung pensou nisso, então retirou os sapatos e fez menção para que o convidado também o fizesse. O príncipe mais novo não pensava direito no que fazia, só tinha em mente que deveriam se secar o mais rápido o possível para não pegarem um resfriado.

Seguiu com o alfa a seu alcanço para seu quarto. Abriu a porta e pediu para o maior entrar, logo fechando a porta atrás de si. Realmente não raciocinava bem quando estava preocupado, caso contrário nunca deixaria um alfa entrar em seu quarto tão facilmente. Seguiu para o bainheiro, indo ao encontro do pequeno armário com toalhas limpas que havia ali. Voltou para o quarto com uma em mãos e a outra na própria cabeça. Estendeu o objeto felpudo para o alfa, que prontamente aceitou.

— Desculpe-me — sussurrou repentinamente o maior. — Eu deveria ter entrado assim que a chuva começou. Você pode acabar doente e a culpa é toda minha.

Jisung sorriu. Um sorriso de verdade, Minhyung teria visto se estivesse com a cabeça erguida. Eram poucos os alfas que se desculpavam e agiam de maneira tão preocupada por um ômega que não pertencesse a si.

— Está tudo bem. Espero que você não fique doente também.

Minhyung ergueu o olhar e dessa vez ele viu o sorriso de Jisung. Um sorriso singelo, porém brilhante o suficiente para iluminar uma cidade inteira. O alfa sorriu com isso. Era bom ver o ômega sorriu. Minhyung pensou nos dias em que Jisung passara trancado dentro do quarto, chorando, e sentiu-se feliz por conseguir fazê-lo sorrir mesmo que pouco.

O maior aproximou-se do pequeno príncipe, pegou a toalha de sua cabeça e passou a secar seus fios calmamente. O menor corou com tal ato, desviando seu olhar da face do outro para o chão repetidas vezes. Por fim, Jisung pôs suas pequeninas mãos sobre as do alfa, que parou com o movimento de súbito.

Minhyung teve um momento de lucidez e finalmente percebera. Estava no quarto do ômega, secando-lhe os cabelos como se fosse uma criança. Afastou-se num ímpeto e aproximou-se da porta. Tocou a maçaneta, virou-se, tocou a maçaneta e virou-se para o ômega novamente.

— Eu sinto muto, não deveria estar aqui. 

E saiu do cômodo.


Notas Finais


Ta-dã! Pujinzinhos do meu coração, vocês estão shippando essas duas crianças tanto quanto eu? Eles são tão adoráveis que eu tenho vontade de morder e pôr num potinho!
Esse pequeno contato, hein? Eu gosto muito dessas coisas mais singelas e delicadas, estilo coreano versão não frio.
No primeiro capítulo (gente, eu amei que vocês comentaram e os favoritos me fixeram delirar), um comentário me chamou a atenção. Eu quero me desculpar com o leitor se eu pareci meio rude, mas você trouxe uma questão que vale a pena explicar melhor.
Jisung tem 14 anos e de acordo com uma matéria da Folha, entre 14 e 17 anos, a lei diz que os (as) adolescentes têm capacidade de consentir com a transa. Portanto, se for consentido, o (a) adolescente pode transar mesmo que o (a) parceiro (a) seja maior de idade. Porém, todavia, aquieta o cú que eu ainda não acabei...eu já disse que o que me animou a fazer essa fic foi eu FINALMENTE ter um dongsaeng, ou seja, alguém mais novo e eu em momento algum pensei em pôr Jisung para fazer essas coisas, e eu já pensei em boa parte da fic. Mas...o +18 não tá aí atoa! Quando eu estava estava montando o "perfil" dos personagens, eu tive uma ideia que eu particularmente gostei muito, e é aí que esse +18 se encaixa.
Então, eu espero que tenha ficado claro que eu não vejo o Jisung dessa forma (eu tenho 15 e ainda sou virgem, ele tem que ter pelo menos 16 anos, né?). Ah, e tem aquela questão do cio. Então, fica como se a aproximação do cio do Jisung fosse uma desculpa, porque o Hunnie gosta do Mark e sabia que ele gostava do Jisung (e que eu me lembre, corre o risco do cio acontecer a partir dos 14 anos).

Divulgação da minha Jikook (BTS), Melodias do meu coração:
Link: Spirit: https://spiritfanfics.com/historia/melodias-do-meu-coracao-6437106
Nyah: https://fanfiction.com.br/historia/707764/Melodias_do_meu_coracao/

E da minha twoshort original, Predator:
Link: Spirit: https://spiritfanfics.com/historia/predator-6436768
Nyah: https://fanfiction.com.br/historia/707763/Predator/


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