História Clandestino - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruhina, Sasusaku
Visualizações 384
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Noite!
Estou com esse projeto há uns bons meses na minha cabeça e só agora dei a chance de finalmente postar aqui! Quero agradecer a meninas que me apoiaram muito @Imperatrice e @Xoco-chan, que aguentaram minha inseguranças e todo o meu drama de nunca achar bom o bastante! Muito obrigada suas lindas de coração!

Bom, espero muito que dê certo e eu consiga finalizar. Vai ser uma fanfic curta e vou dar o meu melhor !

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo I


Despejei mais um pouco de whisky no copo dele pela segunda vez naquela noite. Perdi as contas de quantas piadas bobas já tinha ouvido daquele mesmo homem enquanto ele me ignorava. Respirei fundo e fui atender um imbecil que berrava pela décima vez pelo seu copo de tequila.

Enchi o copo até quase transbordar e empurrei para as mãos dele. O desgraçado teve a ousadia de me lançar um olhar irritadiço. Revirei os olhos e me forcei a marchar de volta para o do balcão. As outras garotas rebolavam em cima do palco improvisado ao som de uma música Country brega e os marmanjos atiravam notas de um dólar cada vez que o short se levantava mais um pouco.

Eu odiava aquele emprego mais do que a minha própria infelicidade aos 23 anos. Meus pais eram obcecados por me transformarem em uma garota do interior que namoraria no colegial e casaria na faculdade. Me recusei a fazer parte do grupo de garotas mães aos 20 e avó aos 40. E acabei morando em um apartamento capaz de acomodar apenas minha cama e um armário velho.

Essa vida de mulheres induzidas a ficarem presas em cidades pequenas com maridos que só pensam em cerveja e jogos de futebol, nunca foi para mim. Mamãe teve o desgosto de ter uma filha “rebelde” que estudou e se mudou para cidade grande para morar com a tia desviada com o recorde de separação conjugal de 11 vezes. Todas do mesmo marido.

Pelo menos ela realmente gosta de mim e me ensinou apreciar uma boa bebida. Consegui um emprego no bar do marido dela e hoje em dia vivo somente para trabalhar e pagar o empréstimo estudantil. Depois que me formei em gastronomia meu objetivo de vida passou ser ter meu próprio negócio. E para conseguir, vou passar um bom tempo guardando cada centavo que eu ganhar servindo bebidas e limpando mesas.

- Mais uma, por favor. – O cara das piadas gritou do outro lado do balcão e levantou o indicador para cima. Esvaziei o resto da garrafa e joguei no lixo de baixo da pia. Entreguei o copo e pela primeira vez naquela noite ele falou comigo. – Você dança também?

Abri um sorriso falso e passei o pano balcão. Percebi que ele não tirava os olhos de mim e esperava paciente – ou não – pela minha resposta. Não era a primeira vez que me faziam essa pergunta. Alguns desistiam de esperar e outros insistiam até eu perder a paciência.  Ele fazia círculos na boca do copo e levantava as sobrancelhas toda vez que eu atendia um cliente ao seu lado, um claro sinal de que não desistiria tão fácil. Droga.

Esperei um bom tempo antes dar a minha resposta. Larguei os panos e estiquei as mangas da camisa listrada, me aproximei o bastante para ficar perto de seu rosto e encarar seus olhos azuis.

- Não. Eu não danço.

 Ele riu e espreguiçou-se. Largando o copo vazio e pedindo mais uma dose. Fui procurar outra garrafa do mesmo Whisky. Voltei com o copo cheio e ele aproximou o rosto do meu encarando meus olhos da mesma forma que fiz anteriormente. O cheiro de bebida vinha com o sopro de suas narinas a cada respiração, talvez já esteja próximo de uma possível embriaguez.

De repente, ele solta uma gargalhada e estende a mão. Encarei com desconfiança e olhei para ele novamente. O engraçadinho movimentou as sobrancelhas loiras e olhou para sua mão como um convite. Encostei o quadril no balcão e aceitei sua mão sem muita vontade.

- Naruto. – Ele disse.

- Sakura.

- Sakura. Nome legal. – E lá estava o sorriso de novo. Eu não estava afim de muito papo. Era sexta-feira, o bar estava cheio e as botas de cowboy gastas estavam esmagando meus dedos. O tal Naruto não pareceu está muito interessado em silêncio, já que no minuto seguinte, o loiro palhaço – como carinhosamente apelidei – soltou mais uma de suas piadinhas. – Não me leve a mal, Sakura, acho que você se sairia muito melhor que aquelas garotas.

-Sasha e Joeny não estão de bom tamanho? – Respondi, sabendo muito bem que as duas mulheres eram muito melhores do que eu. Percebi que apesar de aparentar ser um idiota, Naruto só estava tentando passar o tempo. Não lembrava se ele tinha aparecido com seus amigos, mas lembro-me de deixar uma garrafa de cerveja em suas mãos quando ele chegou. E como só estava servindo Whisky para ele nos últimos minutos, só pode ter sido para algum amigo.

- Então esses são os nomes delas? – Ele riu e olhou para o palco. – Combinam.

- Nisso concordamos.

- Ao menos em alguma coisa, não?

- Provavelmente. Vem cá – Encostei –me no balcão e abri uma garrafa de cerveja. – Você vai me cantar logo ou vamos ficar nesse jogo idiota?

- Jogo idiota? Oh, não! Eu sou casado. Muito bem casado. Estou apenas tentando passar tempo, até o idiota de o Gaara voltar com o resto do pessoal. Você deve ouvir esse tipo de conversa o tempo todo, não? – Inevitavelmente sorri e relaxei com um gole da minha cerveja. Eu estava certa afinal.

- Sim, escuto. Vou me desculpar pelos maus modos, mas não por minha percepção antecipada. Um homem casado em um bar cheio de garotas é comum por aqui. O que me admira é você encher o meu caixa e não o short da Sasha.

-Ela é um filé, não posso negar. Só não sou a favor de loiras, entende?

- Se prefere morenas, Joeny devia estar faturando uma boa grana hoje não acha?

- Obrigado, estou satisfeito com a minha esposa. Pelo visto quem vai faturar hoje será você.

- Só tenho a agradecer, Senhor. Ou melhor, meu patrão tem.

- Na verdade, você está me livrando de dirigir. Sou o único com aliança, devia ser o responsável. Então me deixe muito chapado para dar o troco nos meus amigos.

Incrédula, apenas sorri e enchi mais um copo, enquanto Naruto me contava sobre sua esposa e os amigos que vieram com ele. Hoje está sendo a primeira vez que converso com um dos meus clientes, além do habitual. Contei coisas sobre mim também, o que estudei e da onde, algo jamais sonhado por mim. Ele era divertido e não tentava olhar meus peitos quando eu abaixava, mesmo quando esse uniforme estilo cowgirl e meio prostituta, que fui forçada a usar, revelasse o bastante para a imaginação de alguns.

Estávamos no meio de uma discussão sobre os costumes de cidade pequena – de onde meu mais novo amigo disse ser também – quando um cara alto e ruivo pulou em cima do Naruto e roubou sua bebida. Naruto estreitou os olhos e empurrou o cara para trás e ele acabou em cima de outros homens que provavelmente o acompanhavam.

- Porra, Gaara! – Um deles gritou e levantou o ruivo sentando ele em um dos bancos do bar. – Vai com calma.

- Não posso Shikamaru. Você me entende, não é?

O tal do Shikamaru apenas fechou os olhos e arrumou o corpo do “bebum” no banco. Naruto já estava emburrado e se esquivava cada vez que o ruivo tentava abraça-lo. Dei uma risada baixa, mas Naruto ouviu e revirou os olhos. Em agradecimento a uma noite quase agradável, eu enchi mais um copo para ele.

- Beba, antes que roubem.

- Obrigado, Sakura. - Ele bebe um gole e conversa com os amigos. Eu continuo servindo bebidas para os outros clientes e observando a interação entre eles de vez em quando. Exceto o ruivo bêbado, o restante apenas continuava a conversava e assistiam ao show. Quando umas das garotas tirou a blusa e ficou com o sutiã brilhoso, os bêbados carregaram suas bebidas e foram para perto do palco como cães atrás de carne.

- Wou! Belas tetas! – Gaara levantou, gritou e bateu as palmas das mãos no balcão. Eu aproveitei a folga e fiquei assistindo a cena e me perguntando se ainda faltava muito para ir embora.

- O que vocês deram para o Gaara? – Naruto perguntou olhando para os amigos e Shikamaru ajudava o ruivo se sentar de novo no banco.

- Ele veio bebendo vodka pura desde que chegamos. Parece que a Matsuri colocou ele no sofá de novo. – O cara que respondeu, tinha os cabelos longos e olhos claros. Ele era bonito e parecia ser muito vaidoso, tinha a barba rala e bem aparada e os cabelos muito bem cuidados. Muito gato, do tipo que mulheres como eu jamais teria chance.

- Eu também faria isso, se me enrolassem tanto. - Disse Shikamaru e bocejou.

- Você está noivo da irmã dele, você estaria morto antes de tentar. - Debochou, Neji.

- Aquela problemática é pior que o demônio quando quer. Não preciso nem ser tão imbecil quanto o Gaara para dormir no sofá. Ela me põe só por não responder onde está a droga das chaves do carro!

- É muito provável que você tenha cochilado no sofá mesmo é ficado por lá. - Uma voz grossa se sobressaiu a música do show das meninas. Um homem muito alto se meteu no meio dos amigos do Naruto e escorou as costas largas no bar. - Gaara você está um bosta.

- E você onde estava, Imbecil? - Perguntou Naruto.

-  Fechando a semana. - Respondeu o desconhecido.

- O velho implicou de novo? -Neji falou e puxou um dos bancos para se sentar. Gaara aproveitou e encostou os ombros.

- Podem comemorar a vontade. Estamos verde agora.

- Ótimo bastardo. Pague uma rodada. Vocês me deixaram plantado a noite toda aqui - Sorriu debilmente Naruto.- Sorte ter uma ótima companhia para a noite, certo Sakura?

- Certo, senhor casado. - Levei mais um gole da minha cerveja e assistia a nova garota, Deyse, brincar no poly dance.

- Senhor Casado? - Perguntou Neji e seus olhos perolados fitara-me com ar curioso.

- Deve ser meu apelido. Ela achou que eu estava cantando ela. – Respondeu o loiro e riu.

- Parabéns por aguentá-lo por mais de uma hora. Sou Neji.

- Prazer em conhecê-lo, Neji. Sou Sakura e não foi tão ruim, Naruto me contou sobre a fabulosa esposa e a sua pouca experiência na vida rural.

- Do qual você também tem muita familiaridade! – Ironizou Naruto.

- Infelizmente.

- Não gosta na vida do campo? – Pronunciou-se o até agora desconhecido, se virando para me olhar. Enquanto Naruto conversava com o restante dos seus amigos e aproveitava para zombar de Gaara.

- Não é uma questão de gosto. É uma questão de possibilidade. Se você espera pouco de si mesmo, é um bom lugar. Do contrário é pouco demais. - Vislumbrei um par de olhos negros inquisidores, me avaliando nos mínimos detalhes, mas diferente dos demais, não havia malícia ou indícios de embriaguez, era um olhar que fazia qualquer um questionar suas próprias decisões e o faria temer dar o próximo passo.

Ele sorriu minimamente, cruzando os braços sobre a bancada. Levantei a sobrancelha desafiadoramente e terminei minha cerveja. Se ele esperava uma tola, com medo da própria sombra, não era o que encontraria aqui.

Se acha que o interior é pouco demais para você, o que faz aqui? Servir bebidas em um bar de stripper também não é grande coisa.

    -   É melhor servir bebidas e ser uma garota independente, do que ser a filha perfeita, que mora em uma cidade pequena e é casada com um viciado em jogos e tem um bebê para criar.

 -     Não quer filhos? - Perguntou quase curioso.

  -   Quem sabe um dia. Quer uma cerveja? Você não bebeu nada.

  - Whisky. Planos para um futuro próximo?

Me aproximei com uma pequena dose, sentindo meu dedo mindinho latejar dolorosamente. Respirei e orei internamente para o fim da noite. Ele continuava com o mesmo olhar seguindo cada movimento atrás do balcão. Era incômodo, mas eu estava cansada demais para perguntar qualquer coisa.

- Talvez. - Respondi simplesmente.

Ele por sua vez deu um gole na bebida e apoiou a mão no queixo.

- Cansada?

- Muito.Largar a casa dos pais tem consequências dolorosas.

-  Por outro lado, não estaria tendo essa boa conversa. - Revirei os olhos e senti os meus dedos imploraram por alívio.  Ainda queimo essas botas.

-  Convencido, não?

-  Nem um pouco. Estou apenas constatando um fato. Ou estou sendo uma companhia tão desagradável assim?

Pensei por um segundo em dizer que sim, ele estava sendo desagradável com perguntas pessoas demais e que estava sem vontade de responder. No entanto, se parasse para pensar quem estava sendo desagradável era eu. O homem a minha à frente não parecia fazer tanto esforço para manter a conversa. Estava apenas sendo educado.

- Não, você não está. - Lhe direcionei um sorriso cansado e fui atender um grupo de bêbados que voltava para pegar mais bebidas.

Pelas próximas horas, eu sequei várias garrafas e servia mais doses para Naruto e seus amigos. Olhei no relógio e marcava quase quatro da manhã. Meus pés não suportavam mais ficar em pé e as minhas costas pediam por um colchão fofo enquanto eu cambaleava pelas mesas como um zumbi prestes a largar a bandeja e dormir no primeiro lugar que encostasse.

Naruto estava muito bêbado e se apoiava em Neji para continuar em pé. Escutava seus resmungos e algo sobre não ter condições de dirigir. Já eu agradecia aos céus por fecharem mais cedo.

 

De repente, vi alguém se aproximar e pedir a conta. Levantei o olhar e me deparei com aquele amigo do Naruto que ainda não sabia o nome. Antes de pegar a comanda, um bolo de notas de cem foi colocado em cima do balcão.

-  Fica com o troco.

- Obrigada.

 -    A proposito, belos olhos.

Ele saiu e sumiu rápido no meio da montanha de bêbados aglomerados na saída do bar. Continuei parada ouvindo as últimas palavras daquele homem repetirem sem parar na minha cabeça.

Balancei a cabeça e fechei o caixa e fui para os vestiários guardando a gorda gorjeta que faturei naquela noite na minha bolsa. Ignorei qualquer coisa a minha volta e deixei o cansaço me dominar. Minha cama e meu travesseiro, eram as únicas coisas que gostaria de pensar.

 

 

 

 

 

 

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Notas Finais


Agradeço quem leu e se gostou comente aqui em baixo!

Beijos


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