História Clareia a minha vida, amor, no olhar. - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Tags Kavanaugh, Orange Is The New Black, Vause
Exibições 71
Palavras 1.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente! voltei....
Desculpa e desculpa, casamento da prima no fds, fim de namoro. A bad tá violenta pra essas bandas!

Capítulo 10 - Quem passou meu número?


POV ALEX

Chegar em casa depois de um dia maluco como o que eu vivi era absolutamente necessário.

Precisava primeiramente de um banho, seguido de comida e cama.

Ainda tinha muita coisa em caixas espalhadas pelo minúsculo apartamento que aluguei. Aos poucos fui colocando em ordem as coisas. Com o dinheiro que tinha guardado da venda do meu carro velho, comprei alguns móveis essenciais e mais roupas sociais pra trabalhar. Ainda tinha alguma reserva pra me manter até receber o primeiro salário.

Minha mãe tinha insistido em me ajudar, o que recusei veementemente, ela tinha as reservas dela tbém, mas como a saúde não estava muito boa, precisava guardar para emergências.

Fui pro banheiro, que seguia a ordem natural do apartamento e era minúsculo e mal cabia duas pessoas. Uma banheira pequena, uma pia pequena e tudo pequeno. Me sentia numa casa de boneca.

Mas era o que tinha, então tratei de me adaptar a isso e fazer com que aquele lugar se tornasse uma casa habitável e confortável.

Coloquei a banheira pra encher e fui procurar aqueles sais de banho de camomila que eu tanto amava.

Voltei, entrei na banheira e fiquei pensando no meu dia. Que dia! Conheci a tão temida Rainha do Gelo, vi sua cara de predadora, vi sua fragilidade e seu ponto fraco. No mesmo dia! Coisa que certamente nenhuma das outras seis secretárias tinha visto. Minha mente logo foi até o pequeno Elliot. O pobre menininho carente que vivia no meio do fogo cruzado entre a avó e a mãe.

Me peguei pensando no rostinho dele, tão envergonhado pedindo colo pra dormir, pensei nele conversando e trocando as letras, sorrindo com os olhos tão apertadinhos. Pensei em como ele se parecia comigo e inegavelmente minha cabeça foi para o que poderia ser com Josh. Vivemos 6 anos juntos, mas nunca tocamos na possibilidade de um casamento, filhos e família. Hoje, tenho 34 anos, solteira, sozinha num mini apartamento em NY.

No fundo, mamãe tem razão. Eu exijo demais de mim e dos outros. Por isso sou a “puritana” que todo mundo fala. Quando fui “louca”, encontrei uma pessoa fantástica e não consegui sustentá-la.

Minha felicidade escorreu por entre os meus dedos e anos depois ela voltou, infeliz, querendo me colocar no meio de um turbilhão de histórias como segundo plano.

Será que essa era mesmo a minha vida? Ser segunda opção?

Não! Me recusava a acreditar nisso… Eu merecia mais, muito mais!

Levantei da banheira, a água já estava fria e eu estava com fome! Decidi pedir uma pizza enquanto organizava algumas coisas em casa.

A minha estante tava pronta e resolvi colocar os livros no lugar, meu pequeno mundo dentro de casa. Era ali, no meio dos meus livros clichês que eu vivia feliz.

Abri uma caixa e comecei a organizá-los de forma metódica. Uns 20 minutos depois, minha pizza chegou. Peguei as coisas na cozinha e coloquei na mesa de centro. Ainda não tinha TV, liguei meu computador pra ver uma série no netflix.

Meu celular toca, é minha mãe:

Eu: Oi, mãe… tá tudo bem?

Diane: Eu estou ótima minha filha, liguei pra saber como foi o primeiro dia no palácio da Rainha do Gelo.

Eu: foi bom, mãe… acho que as pessoas se enganam demais com pré julgamentos

Diane: É verdade… Ainda bem que você não se deixa levar por isso, né?

Eu: Apanhei muito pra aprender isso, mãe.

Diane: A vida é mesmo assim… a gente só aprende apanhando, né? Mas me conte, e o apartamento?

Eu: Organizando com o tempo, né mãe. Mas acho que rapidinho eu termino, não tem muita coisa pra colocar no lugar mesmo kkkkkk

Diane: Com o tempo você arruma um lugar melhor, meu amor.

Eu: Ahhh, mas eu tô gostando daqui. É pequeno, mas é aconchegante e tem até o espaço que eu pensei pra fazer a horta com os temperos.

Diane: Então é tudo que você precisa, meu amor! Sò falta arrumar um namorado, ou namorada, né?

Ela enfatiza a palavra namorada e eu chego à conclusão que minha mãe é a única mãe nessa terra que gostaria de ver a filha, lésbica.

Eu: Mãe, eu não tenho tempo pra nada disso, então a gente pode deixar essa história pra uma outra ocasião, né?

Diane: Tudo bem, filha… você é quem sabe. Preciso desligar, amanhã acordo cedo.

Eu: Mãe, já acabaremos com isso. Você pode ficar em casa e descansar, fazer suas receitas e

cuidar da sua saúde.

Diane: Alex, minha filha, eu trabalhei duro a vida toda pra cuidar de você, não sei se consigo ficar à toa em casa.

Eu: você aprende, mãe… boa noite!

Diane: boa noite, meu amor, eu te amo!

Eu: Eu te amo mãe!

Desliguei o telefone e me concentrei em olhar a única rede social que eu ainda mantinha: instagram. Algumas fotos dos amigos de Jersey, coisas do restaurante de Josh e quando dei por mim, estava procurando pro ela; Megan Kavanaugh.

Revirei tudo, só achei alguns sobrenomes Kavanaugh, parece que a família é grande e tradicional na Irlanda. Mas dela, nada. Mais curiosa fiquei e pesquisei no google o nome dela. Muitas matérias sobre a empresa e as listas dos solteiros mais cobiçados de NY. Ela está entre os 5 primeiros desde 2012.

Nada se vê além de fotos dela emburrada quando flagrada por um paparazzi ou com sorriso de miss em algum evento. Mais nada. Ela é totalmente avessa a mídia. Nada sobre Elliot, apenas a menção da existência dele. Muitas especulações sobre como é a criança, quem é o pai e coisas semelhantes. Algumas piadinhas sobre ela não querer mostrar o filho me deixaram irada, agora eu entendo porque ela é tão protetora com o filho.

A relação deles era estranha, mas via-se muito amor. No fundo, pelo pouco que percebi, faltava liberdade para os dois. Faltava aceitarem Megan ser a mãe que ela podia ser e faltava a Elliot poder decidir com quem gostaria de ficar.

Meu celular vibra na minha mão, me tirando do devaneio, olho um número que eu não conheço e atendo:

Eu: Oi…

uma voz feminina que não reconheço diz:

- Boa noite, você é a secretária de Megan Kavanaugh?

Eu: Sou sim, quem está falando?

A voz: Desculpa incomodar nesse horário, mas preciso falar com Megan e ela não quer me atender. Eu sou Callie, ex namorada dela.

Eu (irritadíssima): Olha, Callie, eu não sei quem foi que passou o número do meu celular pra você, certamente o que você quer falar com ela não é profissional e então eu não sei porque você ligou pro meu número pessoal pra isso.

Callie: Desculpa, eu não quis incomodar...boa noite.

Desliguei o telefone e bufei de raiva, que audácia! O que essa mulher queria comigo???

Aproveitei o calor do momento e pandei uma msg pra Megan:

Eu: Sua ex namorada ligou pro meu celular pessoal te procurando, eu não sei qual é tipo de relação que vocês tem, mas espero que eu não tenha que ficar inventando desculpas esfarrapadas pra esconder você.

 

**

POV MEGAN

 

Meu celular vibrou pela milésima vez em cima da mesa de centro. Estava deitada no sofá assistindo desenhos animados com Elliot, peguei o telefone pela última vez antes de desligá-lo e olhei que era um número desconhecido.

Será que Callie tinha chegado nesse ponto???

A mensagem era de Alex, muito atrevida por sinal:

Sua ex namorada ligou pro meu celular pessoal te procurando, eu não sei qual é tipo de relação que vocês tem, mas espero que eu não tenha que ficar inventando desculpas esfarrapadas pra esconder você.

 

Assim que li, o bichinho da encrenca me picou e eu respondi à altura:

Quem te deu o direito de falar assim comigo???

 

Ela responde e eu não deixo de sorrir ao ler:

A mesma pessoa que passou MEU NÚMERO PESSOAL pra ela perguntar sobre você. Que eu saiba, trabalho até as 18, fora isso, horas extras serão comunicadas previamente.

 

Respondo, jogando a toalha:

Me desculpe, Alex. Não faço absoluta ideia do que ela queria fazendo isso, mas vou me certificar que ela não vai mais incomodar você.

 

Ela responde logo em seguida, terminando o assunto:

tudo bem, srta. Kavanaugh, só gostaria de saber quem passou meu número pessoal sem minha autorização, não gosto desse tipo de invasão.

 

Eu a respondo:

Outra coisa que vou me certificar, tbém não gosto dessas coisas. Assim como não gosto de levar sermão. Boa noite!

 

Termino a conversa e imediatamente ligo pra Emilly:

Eu: QUE PORRA VC PENSA QUE TÁ FAZENDO PASSANDO O NÚMERO DA ALEX PRA CALLIE?????

Emilly ri e diz:

- Eu precisava ficar livre dela, já não aguentava aquela ligação danada. Empurrei o problema pra frente. Ela é sua secretária, tá na hora de começar a fazer jus ao salário exorbitante que você paga.

- Mas você precisava fazer isso no primeiro dia, ela me deu um esporro danado!

Eu digo e Emilly começa a rir histericamente, me deixando mais emburrada ainda.

- Desculpa, Megs, sério mesmo. O que você vai fazer agora?

- Eu vou ligar pra Callie, ver o que ela quer comigo e pedir pra não fazer mais isso. Amanhã eu vejo como tá o humor da secretária e sigo a vida. Pelo amor de Deus! Para de ficar fudendo minha vida, eu não preciso de vocês pra fazer isso, eu faço sozinha!

Emilly ri e responde:

- Pode deixar, vamos tentar ajeitar, Ashley manda beijos pra você e para Elliot. Cadê ele?

- Pelo silêncio, deve estar dormindo. Boa noite!

Desliguei a ligação, e fui conferir o sofá. Elliot dormia sereno abraçado a Frida. Peguei ele no colo, levei pro quarto dele. Frida nos seguiu e se acomodou no tapete do quarto dele e eu abaixei a iluminação. Saí do quarto indo enfrentar o inevitável.

Tomo um banho rápido, visto meu pijama e vou pra cama, no caminho, disco o número de Callie e ela atende no segundo toque:

Callie: tive que apelar pra sua secretária pra você me atender?

Eu: Se você ligar pra ela de novo, eu acabo com você, ela é minha sétima secretária em dois meses e eu quero muito que ela continue e ela não tá nem um pouco satisfeita em ser incomodada pela ex namorada da chefe no primeiro dia de trabalho. Então Callie eu gostaria que sinceramente você nunca mais fizesse isso.

Callie: Nossa! Pelo visto essa deve ser gostosa, você não defende nenhuma delas assim se não for por benefício próprio!

Eu: Callie, você pode por favor falar o que você quer, porque deve ser alguma coisa urgente, pra você ligar até pra minha secretária!

Callie: eu só estava com saudade de você, queria marcar um jantar.

Eu: VAI SE FUDER CALLIE! Eu não tenho um pingo de vontade e de paciência pra isso, procura suas amiguinhas pra jantar. Você fez sua porra de escolha e agora me deixa em paz!

Desligo o telefone na cara dela e levanto pra cozinha, preciso de alguma coisa pra me acalmar. Passo pelo bar e pego um copo de uísque, puro! Bebi num gole só. Voltei pra cama, fui tentar dormir. Amanhã o dia prometia.  


Notas Finais


Vamos tentar manter um fluxo por aqui, né? Acho que consigo voltar antes do fds, que eu tenho mais uma prima pra casar! kkkkkkkkkkkkkkkk


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