História CLARICE (livro 01 da série as doze) - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Coroa, Amor, Destino, Princesas, Principes, Rainhas, Reinos, Reis, Romance
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Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, boa leitura!!

Capítulo 1 - Como tudo começou


14/06/2045 – Reino de Eidra.

–Venha Clarice – minha mãe me puxava pela mão rapidamente.

–O que está acontecendo mamãe ? - perguntei enquanto subíamos as escadas do segundo andar.

Enquanto subíamos, encarei meus dois irmãos mais velhos e meu pai, eles pareciam nervosos e agitados, nunca havia visto eles daquela maneira.

Ela por sua ventura não me respondeu, apenas foi me levando em direção ao meu quarto. Com as mãos tremendo ela pegou uma velha chave e abriu o antigo armário de carvalho escuro que sempre esteve em meu quarto. Após aberto, minha mãe me empurrou para dentro do armário e me encarou com seu olhar de desespero e agonia.

–Mamãe, o que está acontecendo? - repito a pergunta.

–Isso não vem ao caso agora querida – acaricia meu rosto levemente – Só me prometa que vai ficar quietinha aqui até a mamãe voltar para te pegar, tudo bem?

Eu, não querendo insistir muito na situação apenas assenti com a cabeça em direção a minha mãe.

–Mamãe te ama muito viu – vejo lágrimas se formando em seus olhos – Desculpe-me querida, eu não queria que fosse assim, você não merecia isso, me perdoe… - algumas lágrimas caem e ela me abraça forte.

Ela parece não querer me soltar, como se eu fosse um balão de ar que se ela soltasse voaria para longe dela.

–JASNE, ELES ESTÃO CHEGANDO! - escuto papai gritar do andar de baixo.

Minha mãe enxuga as lágrimas e me dá um beijo na testa.

–Já que a mamãe tira você daqui, tudo bem? - diz se afastando de mim – Você só tem que ser uma boa menina e ficar quietinha – vai vagarosamente fechando as portas do armário – Nunca se esqueça, mamãe te ama – ela solta um sorriso fraco e fecha as portas, trancando as mesmas.

Abraço meus joelhos e fico encolhida o máximo que eu conseguia. O silencio era predominante por toda a casa, bom era. Minutos depois ouvi algumas batidas fortes na porta da frente, eu escutava uma voz grossa, desconhecida por mim, que gritava intensamente mas eu não conseguia distinguir o que essa pessoa gritava.

De repente escuto um grande estrondo como se a porta tivesse sido arrombada. Minha mãe começou a gritar. Comecei a escutar tiros e mais tiros, eu fiquei apavorada, eu queria sair daquele armário e ver se estava tudo bem com a minha família, estava com medo que tivesse acontecido algo com eles. Eu tentava miseravelmente abrir as postas do armário, mas depois me lembrei da promessa que havia feito para minha mãe e voltei a me encolher dentro do armário.

–VAMOS, RÁPIDO! - escutei alguém gritar.

–ACHEM A MENINA E TRAGAM-NA AQUI – ordenou outro gritando.

Escutei passos pesados subindo a escada e começarem a andar pelo andar que eu estava. Desses mesmos passos, alguns se aproximaram de mim.

–Será que aqui era o quarto da menina – escuto a voz de um homem que tinha um sotaque estranho.

–Provavelmente – escuto outra voz grossa.

Um pequeno silêncio se forma, mas logo ele é quebrado pelos passos pesados dos dois homens. Escuto eles mexerem e revirarem tudo em meu quarto, eles derrubaram e quebraram várias coisas, a cada coisa quebrada eu me encolhia mais e mais.

–Onde está esta maldita menina – reclamou o homem do sotaque.

–Ela deve estar escondida em algum lugar – diz o outro desconfiado.

–Acho que ela não estava aqui quando chegamos.

–Não acredito nisto… a mulher estava desesperada quando chegamos e ameaçamos de subirmos para este andar – o homem ainda diz desconfiado.

–Espero que essa menina seja valida para alguma coisa – o homem do sotaque ainda reclama.

–Pode crer soldado Lender, esta menina vale mais do que um diamante – solta uma risadinha e volta a mexer em minhas coisas.

–Bom… Vou verificar se os outros soldados precisam de ajuda.

–Tudo bem soldado Lender, vou verificar mais algumas coisas dentro deste quarto e logo me juntarei a você – o homem diz ainda revirando minhas coisas.

Escuto os passos rápidos e pesados do soldado Lender. Rezo mentalmente para que Deus me ajude a sair deste lugar sã e salva.

Os passos do soldado que ainda estava dentro do quarto, estava cada vez mais próximos de mim. Minhas mãos e pernas começaram a tremer de medo. Pela pequena fresta do armário consigo ver a sombra do soldado, ele estava cara a cara com o armário.

–O que será que tem aqui? - escuto-o falar baixo.

Ele tenta abrir a porta que estava trancada, ele começa a forçar de todas as maneiras mas não consegue.

–PRECISO DE AJUDA AQUI! - ele grita.

Muitos passos vem correndo em direção ao meu quarto.

–O que foi? - uma voz desconhecida pergunta.

–Achou a garota? - outro pergunta.

–Sim e não – diz rapidamente – Acho que ela está presa neste armário, preciso que me ajudem a abrir ele ou encontrem a chave.

–Como vamos saber se ela está aqui mesmo ou não? - outro reclama.

–Isso não importa, só achem logo esta chave – a voz do soldado saí rígida.

Escuto os passos apressados saírem de meu quarto rapidamente.

–Você está aí, não está ? - diz baixo com um tom de orgulhoso – Sua mãe não foi tão esperta assim, esconder sua filha em um armário – dá uma gargalhada – Tenho certeza que você não faz ideia o valor que tem, não é mesmo, Cla…

Ele tenta falar mais alguma coisa mas é interrompido por um soldado.

–ACHEI A CHAVE! - escuto o soldado gritar da porta do quarto.

–Onde ela estava soldado Duck?

–Numa corda no pescoço da mulher – o soldado fala contente.

–Bom trabalho, você irá ter uma ótima recompensa por isso. Agora vamos ver se essa menina está aqui mesmo – escuto a chave ser colocada no trinco do armário.

Fecho meus olhos fortemente e me encolho a espera do pior. Escuto a chave girar calmamente pelo trinco, destrancando a porta. A cada barulhinho agudo do trinco, mais meu coração pulsava forte. Eu estava com medo, eu sabia que a partir daquele momento as coisas piorariam.

Ainda com os olhos fechados, sinto os raios de sol baterem contra minha pele. Percebo que a porta do armário já está totalmente aberta, mas ninguém fez nenhum barulho, abro calmamente meus olhos e vejo vários homens olhando em minha direção boquiabertos e com os olhos arregalados. O soldado que havia aberto o armário estava de frente para mim sorrindo orgulhoso.

–Olá senhorita – diz calmamente.

–Vamos levar ela para o Oficial – outro soldado diz já saindo do quarto.

Olho desesperadamente para todos ao meu redor, eles parecem estar se divertindo com toda essa situação.

–Venha – o soldado agarra meu braço forte.

–Não! - digo e rapidamente tiro meu braço – Eu não vou sair daqui.

O soldado por sua vez suspira e fica cabisbaixo.

–Sander, Duck… Peguem a menina e leve-a para o andar de baixo, falarei com o Oficial – manda e depois saí do quarto me encarando.

–Vamos senhorita – um homem alto e loiro tenta pegar na minha mão.

–Não… me deixem aqui, por favor – imploro chorando – Eu nunca fiz mal a ninguém.

–Nós sabemos… - ele me encara e no fundo dos olhos dele percebo que ele não está gostando de nada do que estava acontecendo – Olha não posso te prometer nada, mas eu vou fazer o impossível e o possível para que ninguém a machuque, tudo bem? - pergunta para mim.

Eu apenas assenti com a cabeça e ele solta um riso pequeno.

–Como é seu nome? - pergunta estendendo a sua mão para que eu pegasse.

–Clarice – respondo já um pouco mais calma e pego em sua mão, saindo do armário.

–Que nome bonito – sorriu – Vem, temos que te levar para o Oficial – me puxa para fora do quarto.

–Mas ele vai fazer mal para mim – paro bruscamente.

–Lembra do que eu te disse a alguns minutos atrás? - ele se agacha para ficar da minha altura.

Eu somente assenti com a cabeça.

–Então… - um pequeno sorriso torto se formou em seus lábios – Meu nome é Erick Sander, mas pode me chamar de soldado Sander ou só de Erick, afinal você é a minha mais nova amiguinha – um sorriso singelo saiu sem que ele percebesse.

–Mesmo? - pergunto chocada.

–Sim – sussurrou.

–Obrigada Erick – abraço o pescoço dele me sentindo mais leve.

O soldado Sander não se importou se alguns de seus companheiros estavam vendo aquela cena, ele retribuiu meu abraço tão forte e tão intenso que parecia que eu era filha dele.

–Bem… - se soltou de nosso abraço – Vamos?

Ele estendeu sua mão novamente e eu gentilmente a agarrei, ansiosa e amedrontada pelo que estava prestes a acontecer.



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