História Clarity - Aguslina - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem, vou intercalar as duas fanfics, e provavelmente a fic Lutteo sai amanhã.

Capítulo 1 - I'm Just Tired


Carolina Kopelioff

Mais um dia cansativo no trabalho, ser editora de uma revista não é nada fácil. E nem vou dizer “não é tão fácil quanto parece”, porque não é nada assim. E quem achar que é fácil, está muito enganado. Está completamente louco. Levo em torno de uns 10 à 15 dias para editar a revista mensal, e como estamos sem o nosso outro editor, eu faço o trabalho todo sozinho. A “Fancy” me toma muito tempo, quase não saio de casa.

Se não fosse por meu melhor amigo Michael e minha irmã e melhor amiga mais nova, Katja, eu estaria perdida! Não sairia de casa, e iria parecer uma mulher das cavernas, ou melhor...um homem das cavernas, literalmente! Porque se eu me cuido, se eu saio de casa de vez em quando, é porque eles me arrastam para os lugares, e Katja praticamente me monta, como uma boneca.

Mas não fisicamente, e sim psicologicamente. Ela não para de repetir para mim sempre: “Você tem que se arrumar, mas, por favor, não para os outros. Apenas para você. Não faz mal você querer ficar bonita para os outros, não há nada de errado nisso, mas nunca se sinta obrigada  a se vestir para os outros, apenas faça se você quiser. Faça bem à você mesma”.

Katja, na época do colégio, era desse jeito. Só ligava para moda, só ligava para os garotos e para aparecer no meio desses. Não éramos tão próximas nessa época, mas eu sabia que dentro daquela cabecinha oca, tinha um cérebro. Sempre acreditei no potencial dela. Sempre acreditei nela, mas nunca disse isso pra ela. Quem deu o conselho de “Faça bem a você mesma”, foi Karol, uma amiga nossa, que agora está na Itália, com o marido. Desde então, Katja mudou.

 

 

 

Agora, eu estava jogada em minha cama, olhando o teto, enquanto pensava na vida. Já havia tomado um banho e colocado meu pijama. – Embora ainda fosse quase oito da noite. – Só faltava descer para fazer um jantarzinho pra mim. Mas a preguiça, não era pouca não, e não largava do meu pé. “Vou pedir um delivery” – pensei.

O trabalho não me dá muito tempo. Sem contar, que a doida por limpeza aqui, fazia questão de fazer alguma coisinha que deixasse a casa limpa. Ou até mesmo lavar roupas. Só fazia uma limpeza geral em finais de semana. Nem tempo de descansar eu tenho direito.

Minha rotina é bem corrida. Acordo bem cedinho pra preparar um café descente pra mim e comer com calma. Tomo meu banhinho, apesar de ter tomado na noite anterior, procuro estra sempre bem limpinha e cheirosa. Não sei escolher minhas roupas tão rapidamente. Demora um pouco.

Sempre coloco uma blusa velha que não uso tanto, por cima da roupa do trabalho, para arrumar a cozinha que sujei, ao fazer o café. Depois eu tiro, me olho mil e uma vezes no espelho e finalmente estou pronta.

Só que aí é que me dou conta que já são oito e meia, e com o trânsito de manhã, em B.A, eu chego em cima da hora, é sempre a mesma coisa. Chego faltando míseros segundos para nove horas.

Meu tempo de almoço é sempre curto e ainda chego em casa de noite e...

 

Ouço meu celular tocar, era uma chamada de Katja.

- Oi amiga. Como está?

- Oi. Eu estou... – suspiro – bem. Estou bem.

- Tem certeza? Me parece destruída.

- Na verdade, eu só estou cansada. Tive um dia muito corrido hoje. – ela suspirou meio triste do outro lado da linha. – E você, o que tem?

- Eu e Sebastian brigamos outra vez. Por ciúme mesmo. Fomos à uma festa juntos e tinha uma garota praticamente se esfregando nele, e o canalha não fez nada. Absolutamente nada. Acredita nisso?

- É por isso que eu não namoro.

- Pensei que fosse por causa de que não gostava dessa idéia.

- Ah, Katja, tanto faz né!? Mas enfim, por que me ligou?

- Ai nossa, credo mulher! Além de ser sua irmã querida, eu sou sua amiga, preciso de motivo pra te ligar agora?

- Não, não é isso Ka. Eu juro. É que...geralmente nesse horário você está ou com Sebastian ou se arrumando para ir a algum lugar. Sorte sua de ter só um turno de trabalho. Eu estou morta.

- Tá, Caro, eu perdoo você. Mas olha, não é porque eu sou assim que eu não tenho tempo pra minha melhor amiga, aliás, eu queria te fazer uma proposta. – Ai, lá vem!

- Se for alguma coisa relacionada a festas, você pode esquecer porque...

- Calma, calma, calma. Muita calma nessa hora minha queridinha. Nervosismo dá rugas na pele e você envelhece mais cedo.

- Mais ainda? Eu já tenho 25 anos com uma cara de 50.

- Larga disso, garota! Você é linda, jovem, gostosa e ainda tá na pista! Você não tem é que ficar se estressando por pouca coisa. Isso sim. Se enxerga, menina, olha o mulherão da porra que tu é!

- Ai, amiga. Obrigada. Sério mesmo. Só você pra me dar um “up”, agora! Enfim, vai me chamar para uma festa, não é?

- Sim, sim, sim, eu vou. E você vai comigo. Quero ver esse corpinho se mexer hoje.

- Ai, Ka, não sei não, ein? Vou acabar bebendo demais e amanhã é sexta-feira, ainda trabalho. Não é melhor deixar para outro dia não? Preciso dormir cedo garota.

- Amiga, por favor. São oito horas da noite, a festa é em quarenta minutos, você fica até as dez e eu juro, que te levo em casa a tempo.

- Ai, meu Deus, Katja! – bufei. – Eu vou então. Só vou me arrumar.

- Ok, passo aí em meia hora.

- Tá, te espero.

- Beijos, te adoro!

- Também te adoro. – sorrio e desligo a ligação, deixando o celular bloqueado em cima de minha cama.

Começo a olhar minhas roupas no armário, haviam vários vestidos de festa lá, lindos. Mas não queria nada muito “vulgar”, digamos assim. Então resolvi escolher um look mais “jovem”. Separei tudo direitinho, coloquei uma capinha de glitter preto e bordas brancas no meu celular, colocando em uma bolsinha preta de alça longa.

Coloquei a roupa, guardando o pijama e vesti o calçado. Arrumei meu cabelo, porque já estava penteado e todo pronto. Então, apenas me arrumei, na frente do espelho, virando de um lado para o outro, me olhando.

- Eu sou mesmo um mulherão da porra! – sorri, me olhando no espelho.

Peguei o celular dentro da bolsa e vi o horário. Faltava um minuto para Katja passar aqui, então eu saí de casa, trancando o apartamento e colocando as chaves na bolsa. Passando pelo corredor, eu acabei vendo alguém novo no prédio. Ele sorriu para mim, eu apenas sorri de volta. Seguindo meu caminho. Chegando lá, Katja me esperava, conversando com alguém no telefone, enquanto segurava as chaves do carro na outra mão.

- Tá, tá bom...Não vou chegar tarde!...Uma o quê?...Ai Sebas, o que foi que você aprontou dessa vez?...Tá, eu não vou me embebedar...Vou com minha irmã!...Tá, e o que têm?...Ai, tchau, Sebastian, nos falamos mais tarde!...Beijo, te adoro!

- O que ele queria? – ela bufou, me fazendo um sinal para irmos para o carro.

- Ele disse que queria que eu chegasse cedo em casa, aparentemente ele tem algo para me mostrar. Uma surpresa, algo do tipo.

- Ui, ui, ui, ele quer te surpreender! – dissemos, colocando o cinto, cada uma, e ela deu a partida.

- Estou cansada, entende amiga?

- A respeito do que?

- Ele está sempre querendo consertar suas burradas com presentes físicos, surpresas, esse tipo de coisa material. Sabe, tudo acaba um dia. Ele me dá flores, eu não coloco água nelas e elas morrem.

- Mas você deveria cuidar delas. Não acha?

- Carolina, não se trata disso. – fez uma curva à esquerda, pegando um sinal vermelho. – Ele acha que perdão, amor, ele acha que sentimentos e ações de amor são comprados. Às vezes acho que ele não me ama de verdade. Ele sempre foi assim, materialista, mas de um tempo pra cá, isso começou a afetar a nossa relação. Chega a me fazer querer chorar.

- Ai amiga, não sei o que te falar. No seu lugar, eu conversava com ele. Se não resolvesse, eu terminaria o namoro. Nunca namorei. Não sei como é estar no seu lugar. Ainda mais em uma situação dessas.

- Bom, eu tenho que esfriar a cabeça e curtir aquela festa.

- Ah, falando nisso...não me disse onde vamos.

- Michael vai nos encontrar na casa do Jorge, lembra dele, né?

- Acho que sim. Ele era namorado de Chiara no colégio. Coitado. – prosseguiu com o carro.

- É, a morte dela foi trágica. O pobre coitado sempre resolveu esquecer com festas. Graças à Deus depois de anos ele melhorou.

- Sim, e você me disse que ele e Michael estão se aproximando. Algo assim, não é?

- É, isso mesmo.

- Fico feliz que ele esteja arranjando amigos homens. Porque olha, já estava precisando. A coisa iria ficar feia pro lado dele. Sua reputação iria para o fundo do poço.

- Ele já nem liga mais pra isso.

- Nunca se sabe. – pisquei.

- Bom, Carolina, se prepare, porque nós estamos chegando! – falou a ultima frase gritando. Eu ri, divertida.

- Vamos arrasar nessa festa! – ela estacionou e eu falei, gritando também, já tirando meu cinto, e ela, o dela.


Notas Finais


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