História Clarity - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Dakota, Debrah, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Priya, Rosalya
Visualizações 26
Palavras 2.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!
Demorei um pouquinho mas voltei! <3

Eu achei esse gif MUITO a cara dos dois, SOCORRO DUSAHDUIAHDJASDU

A música é rainy day - Coldplay

Boa leitura <3

Capítulo 3 - Rainy Day


Fanfic / Fanfiction Clarity - Capítulo 3 - Rainy Day

No outro dia, acordo bem mais animada. Resolvo deixar de lado os problemas que tive ontem e me convencer de que foi apenas um dia péssimo para sair de casa. Foi apenas uma brincadeira ridícula do destino que me obrigou a interagir com Castiel.

Vou direto para o banheiro e faço toda a minha higiene matinal, incluindo tomar banho. A energia ruim parece ter se dissipado por completo e me sinto completamente disposta. Volto para o quarto e me troco. Desço as escadas e não encontro ninguém, apenas um bilhete dizendo que meus pais tiveram que sair cedo e que sentem muito, mas terei que ir andando para o colégio. Não é nenhum pouco perturbador ir caminhando até lá, então não ligo muito. Pego uma maçã e lavo. Será bem melhor comer algo no caminho do que perder tempo fazendo torradas.

Detesto fazer tudo às pressas e por isso saio mais cedo de casa, para que possa caminhar a passos lentos e chegar no colégio ainda com meus pulmões.

Quando dobro a esquina e já consigo ver os grandes portões azuis do colégio, um carro vermelho passa a toda velocidade do meu lado e o som dos pneus derrapando me faz parar de andar. Ele para em uma vaga em frente à escola e o ruivo desce do veículo. Por um momento, parece que tudo para ao meu redor. Ele está com um cigarro entre os dentes e sua jaqueta de couro preta lhe caí tão bem.. A calça preta justa com suas correntes nas laterais também. Seu cabelo está bagunçado e ele passa a mão no rosto para livrar-se de alguns fios que atrapalham seus olhos.

A vista é boa, mas preciso me concentrar em terminar de entrar na escola. Chacoalho a cabeça e tento me livrar desse transe. Acho que um dia já foi o bastante para não querer nem me aproximar mais de Castiel.

Volto a ficar ereta e caminho para dentro da escola. Castiel está parado na mesma árvore grande de sempre, e traga seu cigarro. Viro o rosto e encontro Nathaniel vindo em minha direção.

- Bom dia, Melody. – sorri e eu faço o mesmo. Ainda estou chateada pelo o que aconteceu ontem, mas tento disfarçar o máximo que eu consigo.

- Oi, Nathaniel. – forço um sorriso e percebo seu olhar curioso em mim.

- Aconteceu alguma coisa? – ele arqueia a sobrancelha.

“Pergunte a sua amiguinha.” É  o que eu tenho vontade de dizer, mas me limito apenas a:

- Dor de cabeça. – coloco a mão na testa, fingindo sentir a tal dor.

- Precisa de uma autorização para ir embora?

- Não. Além do mais, eu acabei de chegar na escola. – sorrio fraco e olho por cima do ombro de Nathaniel e vejo Castiel nos olhando. Desvio o olhar e aperto a mochila em minhas mãos. Se eu quero mesmo que meu plano de me aproximar de Nathaniel dê certo, preciso fazer alguma coisa. – Hum.. Nath, eu queria saber se..

Sou interrompida por uma voz fina que surge atrás de Nathaniel e o abraça repentinamente. Pisco e desvio o olhar.

- Lynn, que surpresa. – ele abre um sorriso, olhando para a garota de longos cabelos pretos ao seu lado.

Mais uma vez me sinto invisível, como se o mundo em volta de Nathaniel se apagasse quando essa garota está por perto. Sem que percebam, dou passos para trás, me afastando dos dois. Decido ir até o grêmio arrumar algumas papeladas.

Ouço a porta se abrir e meu coração logo dispara, achando que é Nathaniel. Mas minhas expectativas são cortadas quando vejo o ruivo com um sorriso presunçoso escorado no batente da porta.

- Acho que errou de sala. – digo num sussurro e um pouco intimidada por vê-lo de braços cruzados e sua carranca.

- Não errei. – sua voz é irônica, como sempre.

- Então.. O que deseja? – meu tom é seco. Quero terminar essa conversa antes mesmo dela começar.  

- Uou, é assim que trata alguém que quer conversar com você? – ele levanta as mãos em sinal de paz e ri.

- Já se esqueceu do que disse ontem? – dou de ombros e volto a organizar as folhas.

- Eu não disse que esqueci. – ele debocha – E nem pretendo esquecer.

Reviro os olhos e tento ignora-lo. Seus olhos acompanham cada movimento meu e isso me deixa nervosa. Por que ele me olha tanto? Talvez esteja procurando outro jeito de me insultar, como fez ontem.

Ele dá um passo para frente e abre a pasta em cima da mesa, fuçando nos papéis que eu acabei de organizar.

- Não toque nisso. – eu digo e ele me olha de canto de olho.

- Por que? – ele espalha os papéis pela mesa e minha raiva sobe.

- Porque eu acabei de arrumar! – esbravejo e começo a recolher as folhas, mas ele é mais rápido e pegar alguns, levantando-os no ar, tentando ler. – Cadê seu amigo bicolor e a matraca ambulante? – assim que digo isso, arregalo os olhos e me arrependo. Castiel arregala os olhos surpreso, e eu não sei onde enfiar a cara.

- Descobri que é mais legal te irritar. – ele fixa seus olhos na folha em sua mão e depois abre um sorriso cínico. - Não é à toa que o mauricinho é o cão protegido da diretora. Essas notas são impecáveis. – ele debocha, rindo.

- Me dê isso agora mesmo! – grito e tento puxar as folhas de sua mão, mas ele as puxa. – Não pode ficar lendo o histórico dos alunos desse jeito.

- Por isso é mais interessante: porque eu não posso. – ergue as sobrancelhas e joga as folhas para o alto, espalhando-as pelo chão.

Franzo a testa e meu sangue ferve. Começo a recolhe-las.

- Você é insuportável.

- Meu Deus, garota. Você precisa relaxar. Eu só estava brincando. – cruza os braços e revira os olhos.

Respiro fundo.

- O seu tipo de brincadeira é bem diferente do meu. – respondo. Ele se escora em um armário e eu dou a volta na mesa para guardar as pastas na gaveta.

Me sinto estranha. Minhas pernas estão tremendo e minhas mãos estão frias. Castiel continua ali, parado, me olhando. Não sei como reagir e não sei o que ele quer. Tento me acalmar.

- Então.. qual foi a punição da diretora? – pergunto, tentando soar o mais natural possível, mas minha voz está trêmula.

Castiel solta uma risada baixa e infla o tórax.

- Pelo jeito está interessada em mim. – ele diz e sinto minhas bochechas ruborizarem.

- C-Claro que não. – gaguejo. – Só estou tentando puxar assunto. Mas se você vai ser um idiota, eu não tento mais. – viro de costas para deixar a sala mas ele segura meu braço.

- Cuidado, Mel. – que? Mel? – Vou te avisar uma vez, e apenas uma. Não dê as costas para mim. – ele se inclina na minha direção e sua expressão me intimida. Eu arregalo os olhos, enquanto cerra os dentes.

Um frio percorre minha espinha e sinto um choque elétrico com a mão de Castiel em meu braço. Ele me solta e o frio se alastra no lugar onde estava sua mão.

- Limpar o porão. – ele diz e eu o olho confusa. – Essa foi minha punição. Limpar o porão.

- Ah. – é tudo o que eu consigo dizer, e por algum tempo, ficamos ali, em silêncio.

O sinal toca e me desperta. Eu olho para ele, mas desvio o olhar ao sentir aquela íris cinzas corresponderam com intensidade.

- Precisamos ir. – digo num sussurro e vejo Castiel afirmar com a cabeça levemente, como se estivesse em transe. Dou um passo em direção a saída do grêmio e sinto como se meus pulmões conseguissem respirar de novo.

Caminho rapidamente para a sala e entro um pouco atordoada. Ando em direção a minha mesa.

- Melody, tudo bem? – Nathaniel pergunta, segurando-me pelos ombros. Eu olho para a suas mãos e depois para ele.

- Hã.. Sim. Claro. – meus olhos me traem e vão em direção ao ruivo que está entrando na sala. Ele me olha e fecha a cara, desviando o olhar na mesma hora. Mesmo de longe, percebo sua fúria e não entendo o motivo. Uma hora ele vai até o grêmio para “conversar” comigo e na outra, me ignora.

- O que Castiel foi fazer no grêmio? – Nathaniel pergunta e eu lembro de que estamos em uma conversa.

- Ele.. hã.. – me enrolo. – Espera aí, como você sabe que ele estava...

- Vi quando ele saiu de lá. – responde, mudando completamente seu tom de voz.

Assinto.

Antes que eu possa responde-lo, o professor entra na sala e todos nos organizamos. Quando eu me sento na cadeira, vejo uma figura parar ao meu lado. Olho para cima e vejo uma garota, com características indianas, sorrindo.

- Posso me sentar aqui? – ela pergunta, apontando para o local vazio ao meu lado.

Procuro na sala por Nathaniel, já que sempre sentávamos juntos, mas agora, ele está com Lynn. Suspiro.

- Pode, claro. – sorrio e ela se senta.

- Priya. – diz, sorrindo.

- Melody. – sorrio de volta.

Trocamos alguns comentários durante as aulas e percebo o quanto ela é legal. Ela acabou de se mudar da Índia, morou lá desde pequena. Seus pais conseguiram um ótimo emprego aqui, e como sempre quiseram morar em outro lugar do mundo, uniram o útil ao agradável. O dia parece passar mais rápido. Talvez pelo céu cinza que se formou de repente, anunciando a chegada da chuva.

No final da aula, começo a organizar meu material e vejo que Priya me espera. Fico feliz por seu pequeno ato.

- Então.. qual deles você acha mais bonito? – ela sussurra, olhando para o grupinho de garotos; Lysandre, Castiel, Armin e Alexy conversando.

Dou uma risada baixa e balanço a cabeça negativamente. Meus olhos encontram Nathaniel e Priya percebe.

- Ahh, entendi. – ela diz e esconde um sorriso. – Você gosta do certinho.

- O que? N-Não! Claro que não. – me atrapalho na hora de guardar meu material na mochila e tudo vai ao chão. O grupinho de meninos me olha, mas logo desviam o olhar. Menos Castiel, que mantém os olhos em nossa direção. Com certeza por causa de Priya.

- Na minha opinião, o esquisito vermelho ali é o menos pior. – eu seguro uma risada ao ouvir como ela se refere a Castiel. – Mas parece ser um idiota.

- E ele é. – murmuro.

- Bom, nos vemos amanhã? – pergunta e eu confirmo. Ela vai em direção a saída correndo e entra em um carro preto.

Droga. Vou ter que voltar debaixo dessa chuva.

Coloco minha jaqueta em cima da minha cabeça, me protegendo. Corro para a saída, tentando ao máximo ter cuidado para não escorregar. Quando saio pelo portão em direção ao caminho de casa, esbarro em alguém sem querer.

- Olha por onde anda. – Castiel resmunga, me segurando pelos ombros. Seu cabelo está molhado, colado na testa. As gotas de água deslizam pelo seu rosto e param em seus lábios, e me pego encarando-os. – Perdeu alguma coisa aqui?

Pisco rápido, voltando a realidade. Nego com a cabeça e faço menção de dar um passo para frente.

- Onde você vai? – Castiel segura meu braço e sua voz está branda.

- Para casa. – a chuva está engrossando e preciso ir antes que transforme em um temporal.

Ele me solta e coloca as mãos nos bolsos da calça jeans molhada. Parece relutante em dizer algo. Passa a mão pelo cabelo, jogando-o para trás. Dá um passo para trás e outro para frente.

- Vem. – ele anda na direção oposta ao caminho da minha casa.

- O que? Não. Eu preciso ir embora. – digo.

- E você vai. – ele tira uma mão do bolso e me mostra uma chave de carro. – Vamos logo. – ele olha para o céu e seus olhos se misturam com a tonalidade cinzenta.

Permaneço parada, imóvel. Não sei como reagir a isso.

- Vai ficar o resto do dia aí? – ele me olha por cima do ombro. Dou por vencida e apresso o passo atrás dele.

Ele aperta um botão na chave e um carro vermelho é destravado. Ele entra no banco do motorista e eu no passageiro.

Sinto as gotas frias escorrerem pelo meu corpo e a roupa molhada e gelada grudada. Minhas mãos estão tremendo.

- Vou ligar o aquecedor. – ele diz. Assim que liga, sinto um pouco menos de frio. Coloco minhas mãos perto da saída de ar, tentando aquece-las. Castiel está me observando, como sempre. Ele percebe que está me encarando e desvia o olhar, ligando o carro e saindo dali.

A música que toca é alta e barulhenta. Castiel movimenta os lábios, cantando baixo e batuca os dedos no volante. O som muito alto me atormenta e tento aguentar, pois o carro é dele, mas aquilo me leva ao limite. Diminuo o som e ele me olha com fúria.

- Não toca na minha música. – ele segura na minha mão e as tira de perto do rádio. Sinto sua pele fria e um arrepio percorre meu corpo.

- Isso não é música, só atormenta os ouvidos. – resmungo e vejo ele sorrir de canto.

- Meu carro, minhas regras. – diz.

- Deveria ouvir ABBA, bem melhor do que essa gritaria.

- ABBA? – ele gargalha alto. – Só pode estar brincando comigo.

- Não. – cruzo os braços. – Gosto das músicas deles.

- Ainda bem que não quero te agradar. – ele diz e aumenta o som de novo.

O resto do caminho a música alta penetra nos meus ouvidos e não posso dizer nada. A não ser que eu queira voltar andando nessa chuva, sou obrigada a aguentar.

Sinto um alívio enorme quando ele para o carro em frente a minha casa. Tiro o cinto e levo a mão até a maçaneta.

- Não vai agradecer? – seu sorriso presunçoso aparece.

- Obrigada. – forço um sorriso.

- É só o que eu ganho? – faz bico. – Achei que merecesse mais.

Mesmo que minha pele esteja fria, sinto minhas bochechas queimarem pelo jeito que me olha.

- Castiel. – resmungo. Ele ri e olha para frente.

- É só questão de tempo, Mel. – ele diz devagar e extremamente sexy. Penso em perguntar o que ele quis dizer com isso, mas me controlo para que essa conversa não fique mais embaraçosa do que já está.

- Tchau, Castiel. – saio do carro e corro para dentro de casa.

Eu deveria estar com frio, mas minha pele queima. Sinto coisas no estômago que não sei explicar.

Meus pais estão na sala, dou um oi rápido e subo para o quarto correndo com a desculpa de que preciso estudar.

Vou direto para o banho e tiro essas roupas geladas. Volto para o quarto e me arrumo para estudar.

Algum tempo depois de olhar para o caderno cheio de anotações em minha frente, desisto. Algo está ocupando minha mente e me fazendo ficar distraída. Prefiro não pensar muito no que possa ser.

Desço para o jantar e estou mais calada do que nunca. Por sorte, meus pais não fazem um questionário e posso voltar para o meu quarto em paz.

Deito na cama e encaro o teto. Vai ser difícil dormir hoje.

 


Notas Finais


Música - https://www.youtube.com/watch?v=QpbSQFJ4EEc

Espero que tenham gostado, de vdd! <3

Beijinhos e até a próxima! <3


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