História CLÃS 2 - Marca Negra - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Lobisomens, Romance, Sobrenaturais, Vampiros
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Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - CAP 14 - Fazia parte da missão, interrogatório pelo caminho?


Tínhamos feito um plano, um plano bem ruim que terminaria com nossas mortes com certeza, mas não tínhamos mais tempo pra pensar em algo melhor, ainda mais sabendo que Stefan queria usar o feitiço pra criar o tão sonhado exercito de híbridos dele e começar uma nova era no mundo, com bruxas de magia negra, vampiros gananciosos e tudo mais, a única coisa que ainda não se encaixava nesse grande plano eram os lobos. Porque eles não faziam parte do plano de Stefan? Talvez eu nunca venha a descobrir.

Assim que terminamos de bolar nosso plano ruim, fomos para o quartel, tudo tinha que ser muito rápido, o sol ainda estava quente ao meio do dia. Eu queria ter ido correndo, mas Jasmim, Peter e Julia não corriam como nós. O carro estava a cento e sessenta por hora quando a conversa começou.

- Tenho certeza que é uma armadilha – Julia disse – A gente devia ter pensado nisso antes.

- Já conversamos sobre isso – Peter lembrou – Armadilha ou não, nós estamos indo.

- Estamos caminhando para nossa morte – Jasmim disse sarcasticamente – Isso é emocionante. – Ela riu.

- Vocês não têm noção de quanta magia negra vão liberar quando abrirem aquela porta. – Julia avisou.

- Temos que ser rápidos. – Peter disse como se fosse algo simples – Quando o departamento se autodestruir, não só destruirá os objetos negros, como também a magia negra neles e parte do quartel com vampiros escondidos dentro.

- Explosão mata vampiro? – Julia perguntou curiosa

- Vampiros transformados, sim – Respondi. – Mas tecnicamente eles já estão mortos.

- A magia que vai liberar é tão obscura que vai fazer com que os vampiros percam o controle deles mesmos – Julia avisou – É melhor eles estarem mortos quando chegarmos ao departamento que vocês estão falando.

- Da pra parar de ficar falando essas coisas depois que começamos a colocar o plano em pratica? – Elena reclamou

- Só estou avisando – Julia deu de ombros

- Avisando muito tarde – Lucy disse – Não estou a fim de lhe dar com vampiros que perdem consciências.

- O que quer dizer isso? – Peter perguntou

- De onde eu vim chamamos de yokais, vampiros perdidos. Não sabia que com magia negra podia fazer eles se transformarem em um – Eu disse surpreso

- Acho que justifica o exercito que você e seus amigos tiveram que enfrentar na época da guerra, eram muitos pra terem perdido a consciência sozinhos – Lucy me lembrou

- Você e seus amigos aprontaram muito, hem? – Jasmim disse no banco de trás um pouco apertado por ter quatro pessoas juntas.

- Que tipo de amigos eles eram? – Peter perguntou – Tipo, somos um time de varias pessoas diferentes aqui.

- Não somos amigos – Julia disse – Tentamos nos matar a quase duas semanas atrás – Ela lembrou

- Você tem que lembrar disso a cada cinco minutos? – Elena perguntou

- Sim, preciso, porque foi exatamente o que aconteceu. Eu vou lembrar disso pro resto da minha vida – Julia reclamou

- Ei! – Jasmim interrompeu a discussão – Que tipo de amigos? – Ela insistiu na pergunta. Conte-nos um pouco da sua história. Não conhecemos você.

- Nem eu conheço vocês – Eu disse ironicamente.

- Você não precisa nos conhecer, você ouve as batidas do nosso coração e sente o cheiro do nosso medo. Isso já te da muita vantagem. – Jasmim reclamou

- Você sempre foi cinza? – Elena perguntou – Porque Lucy não é cinza quando se transforma.

- Porque ele é o Alfa – Lucy explicou.

- Você já teve namorada? Porque eu não ia querer um namorado cinza – Jasmim perguntou sarcasticamente.

- Vão começar um interrogatório agora? – Perguntei irritado principalmente com o comentário dela.

- Ah qual é? – Jasmim reclamou – Somos um time agora, estamos começando uma amizade. – Ela riu

- Que ótimo! – Julia disse sarcasticamente.

- Você não parece estar gostando da viagem – Jasmim a cutucou

- É porque não estou – Julia respondeu com raiva. - Jasmim a ignorou e me cutucou

– Sei que tinha uma bruxa no meio, sabe muito sobre bruxas do campo. Assuntos sobre bruxas é de meu interesse. – Jasmim disse.

- Bem, tinha uma bruxa, mas ela morreu na ultima luta que tivemos, só que morreu com sangue de vampiro em seu organismo, sai de lá antes que ela despertasse como vampira, não sei como esta hoje, mas eu fui criado pela geração da família dela. – Eu expliquei – Fiquei um pouco desapontado por não conseguir mantê-la viva, mas como mantinha um relacionamento com vampiro, algo do tipo iria acontecer de qualquer maneira. – Dei de ombros

- Eca! – Jasmim disse – Uma bruxa com um vampiro? O que essas bruxas do campo tem na cabeça? Ainda bem que não fazem parte da mesma linha de regência que nós.

- Acho romântico e complexo – Elena disse com um risinho

- Você é nojenta – Jasmim reclamou.

- Criado por bruxas do campo? – Julia perguntou sarcasticamente – Parece que não é só regras de relações amorosas que elas quebram. – Lucy começou a rir achando engraçado a situação.

- Bruxas do campo são uma linha tênue bastante importante para o equilíbrio fora das cidades, elas protegiam quem não podia ser protegido, independente de espécie. E graças a elas, muitos vampiros não foram corrompidos por suas ganâncias. – Eu reclamei

- Existem argumentos contra esse fato? – Jasmim provocou

- Kaio é um deles, foi salvo por uma bruxa na floresta quando foi atacado por vampiros, mas continha sangue de vampiro em seu organismo quando morreu algumas horas depois. Antes de ir pra academia foi mantido com elas debaixo de regras rígidas e acabou tendo um grande trauma por isso – Eu ri lembrando do quanto ele tinha medo delas - Não existem humanos na floresta, porque os vampiros matam ou transformam – Eu dei de ombros - Luana é atualmente a namorada dele e o mantem na linha, os dois são um casal de nerd incrível. – Então eu suspirei - Caroline é uma original, descendente da família de originais, a mais esquentada de nós, foi amparada por bruxas quando seus pais morreram, nós três éramos melhores amigos e quando Luana entrou pro clube tudo pareceu melhor. – Eu tentei resumir me incomodando com as lembranças.

- Romântico e complexo. – Elena disse mais uma vez – Parece que bruxas do campo são mais interessantes do que eu pensei.

- Acho que elas pensam o mesmo sobre vocês. – Eu disse sorrindo

- Caroline como “melhores amigos” soa mais como ex namorada – Jasmim brincou. Eu a fitei incomodado com o comentário. – Oh droga! – Ela riu – Eram mesmo namorados?

- Não – Eu respondi rispidamente. Lucy me encarou com uma ruga confusa, apesar de que estava no banco de trás eu podia ver rapidamente suas feições.

- O que eram? – Lucy perguntou. – Achei que era sua namorada. Lembro-me de ter apertado o pescoço dela.

- Não éramos nada – Eu disse de mau humor -Ela tinha um passado com meu irmão, que por sinal é lobo – Eu disse rápido.

- Lobo? – Elena perguntou exaltada – Nunca vi um lobo, eles sempre respeitam as regras da fronteiras. Nunca tivemos que atacar um ou matar um.

- Isso é frustrante – Jasmim disse chateada. – Queria ter um lobo no meu currículo. – Peter riu com o comentário da sua namorada.

- É porque são espécies protetoras de seus próprios lares, só atacam quando são ameaçados ou quando a família é ameaçada. – Julia explicou – Saberiam disso se não pensassem em apenas matar e aumentar currículo com isso. – Ela revirou os olhos

-Espere um minuto – Peter pareceu se interessar pelo assunto - O irmão que tentou te matar enfiando algo em seu coração? – Ele perguntou confuso e sorrindo, tentando manter a atenção na estrada. – Sua ex-namorada te trocou por ele? – Peter riu.

- Ela não foi minha ex-namorada – Eu reclamei

- E porque está tão irritado com o assunto? – Elena perguntou.

- Porque ele gostava dela – Lucy disse – Não é? – Ela perguntou

- Ok, vamos parar com o assunto – Eu disse irritado.

- Chegamos! – Peter disse parando o carro ainda sorrindo

- Nunca fiquei tão feliz em poder encarar um problema maior como agora – Eu disse encarando os grandes muros.



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