História Classe 406 - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Karui, Sakura Haruno, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Bimbinha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Girls
Visualizações 95
Palavras 1.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A cidade fictícia de Rhys fica localizada no norte litorâneo da Inglaterra. O internato fica a duas horas e meia de distância do centro e apenas meia hora de distância das praias.

Capítulo 2 - Voyeur


Fanfic / Fanfiction Classe 406 - Capítulo 2 - Voyeur

 

Acostumada com temperaturas  muito mais elevadas, a morena teve dificuldade para dormir sobre os rigorosos treze graus Celsius da região norte do país britânico. Rhys era uma cidade muito mais fria do que ela podia esperar.  Remexendo-se irrequieta na cama, Tenten virou-se de um lado para o outro diversas vezes antes de decidir  lutar contra a sua preguiça e finalmente ligar o bendito aquecedor do quarto.  As suas colegas de quarto, que teve o prazer de conhecer um pouco logo depois de ter chegado ao internato, eram as gêmeas Karui e Chocho Sirhan, cujas peles contrastavam com as características predominantes européias encontradas pelos corredores em qualquer hora do dia. Elas tinham um sotaque muito forte e algumas palavras confundiam a morena, ainda assim ela se dispôs a tentar entendê-las.  A mais velha era Karui, alta e magra ao contrário da mais nova e mais rechonchuda Chocho. Elas haviam chegado apenas quinze dias antes da espanhola e, exatamente como Tenten, pareciam deslocadas no lugar. Não levantaram objeções quando a castanha pediu que sua cama ficasse próxima a janela, e pareciam realmente gentis, mas ainda era cedo demais para dizer. Além disso, desconfiava que elas só haviam permitido porque estavam tentando se enturmar.  

De qualquer maneira, ela adorou o fato de não estar dividindo o quarto com nenhuma loira desmiolada e fútil. Já tivera o bastante delas em seu antigo colégio e perdera as contas de quantas vezes arrancou tufos de cabelos em brigas femininas;  é verdade que para o seu sexo, Tenten talvez fosse um pouco “masculinizada demais” sendo assim era natural que fizesse questão de deixar hematomas tal como nas brigas típicas de garotos, contudo não havia nada mais prazeroso para ela do que arrancar o aplique de alguma garota convencida. Podia-se dizer que esse era o verdadeiro ponto fraco delas.

Frustrada por ter perdido o sono, ela resolveu dar uma volta pelos corredores fantasma. Abraçou o próprio corpo chegando aos corredores, à brisa fria estapeou-lhe a face, fazendo-a soltar uma praga em voz baixa. As paredes eram pintadas em um tom forte de branco com linhas avermelhadas, a lembrando constantemente da bandeira do Japão.  A passos lentos e meticulosos, ela repetia mentalmente a numeração do seu quarto (123) seria realmente péssimo se perder em seu primeiro dia. Os corredores do internato pareciam uma espécie de labirinto, sempre seguindo uma seqüencia interminável de direita, reto e esquerda.  Ela estava chegando à ala dos toaletes; o ícone da garota de vestido era inconfundível – quando escutou um som, no mínimo inesperado.

Com os olhos castanhos arregalados em descrença e curiosidade, ela girou os calcanhares, seguindo para a direita e não para a esquerda como vinha fazendo algum tempo. Podia-se ver, por baixo da porta uma luz neon vibrante acompanhada por um  som  frenético. “O que diabos...” Pensou,  incapaz de conter a própria impulsividade aproximou-se perigosamente da porta, a entreabrindo. Como gostaria de não tê-lo feito!

Sentado em uma cadeira, estava um garoto de longos cabelos negros, com a calça baixada até os pés e entre as suas pernas, havia uma garota de cabelos de um tom preto-azulado ajoelhada.  Ela sentiu as bochechas esquentarem abruptamente, observando a cena incapaz de desviar os olhos.

Esse foi seu maior erro.

Em determinado momento, o garoto abriu os olhos escuros e olhou diretamente para si. Ela cambaleou para trás, vendo as sobrancelhas dele se estreitarem.

—O que está olhando garota? Quer fazer parte da festinha? — rugiu em tom arrogante. Tenten engasgou-se com a própria saliva, recuando para trás. Nesse momento a morena de cabelos preto-azulados  virou-se bruscamente para encará-la, tinha os lábios cheios de um liquido esbranquiçado e os olhos, estranhamente perolados, cintilavam em fúria.

—Oh... — balbuciou confusa, deixando o local apressadamente, correndo para fora daquele corredor. As suas pernas estremeciam pelo inesperado flagra e seu coração batia drasticamente. “Puta que pariu!” era a única coisa que passava pela sua cabeça, quando alcançou agora a ala dos bebedores.

Envergonhada e suficientemente desanimada para uma vida inteira, a morena de olhos castanhos obrigou suas pernas a deixarem a cama. Desde que chegara naquele internato ela vinha obrigando-se a fazer uma porção de coisas não muito agradáveis. Bocejando, terminou de vestir o uniforme entregado gentilmente por uma das inspetoras. As saias ficavam até os joelhos, com longas meias brancas e sapatilhas bregas. O uso de botas era opcional. Ela não sentia que precisava usá-las, afinal já era mais alta que a maioria ali. E além do mais, era desajeitada demais com saltos.  Olhou atentamente para o mapa que tinha em mãos, uma cortesia dada sem nenhum motivo aparente pela diretora Kurenai. Nele, continha todas as localizações de que ela precisava para não cometer o mesmo erro da madrugada, onde acabou perdida entre o corredor dos quartos cinqüenta a sessenta. Pelo o que havia entendido aquele prédio era destinado somente aos dormitórios femininos; o masculino ficava a alguns metros de distância, o que a levava para a mesma cena deplorável que havia presenciado na noite anterior. Balançou a cabeça, repreendendo a si mesma. “Não é problema seu, Tenten” lembrou-se. E de qualquer forma,  não era isso o que os adolescentes faziam? Quebravam as regras, lutavam contra aquilo que o sistema educacional os impunha? Com esses pensamentos, chegou até a sua sala.

406 – a numeração estava destacada em negrito na cor vermelha.  Suspirando, amassou o mapa e o enfiou dentro da bolsa que carregava.  A sala era ampla, com aproximadamente trinta cadeiras e estava ligeiramente vazia quando chegou.  Alguns alunos olharam em sua direção, cochichando, e ela apenas os ignorou deliberadamente sentando-se aos fundos,  numa cadeira praticamente colada a parede.

Aos poucos a sala fora sendo preenchida por uma massa de cabeleireiras de cores distintas, uma em particular rapidamente chamou a atenção da Sousuke.

Curiosamente o uniforme da garota observada era estranhamente menor que o seu. A blusa de mangas cumpridas havia sido substituída por uma de mangas curtas e a gravata azul escura era pequena demais, a saia era extremamente curta e ela usava as mesmas botas que Julia Roberts em uma Linda Mulher. Era a mesma garota que ela havia flagrado acidentalmente fazendo uma espécie de aula particular. Longas madeixas negras, caiam onduladas pelos ombros da adolescente de olhos perolados.

A garota olhou fixamente em sua direção, por uma misera e cortante fração de segundos antes de decidir sentar-se em seu lugar, que era o primeiro da terceira fileira. A Sousuke bufou, indignada. Ela conhecia aquele olhar, era o de alguém que tinha terceiras intenções.

“Estou fodida!” pensou.



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