História Clementine - Capítulo 2


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), The Last of Us, The Walking Dead, Thor, X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Erik Lehnsherr (Magneto), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Frigga, Heimdall, James "Logan" Howlett (Wolverine), James Rupert "Rhodey" Rhodes, Jane Foster, Janet Van Dyne (Vespa), Loki, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Odin, Ororo Monroe (Tempestade), Pepper Potts, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Professor Charles Xavier, Steve Rogers
Tags Clementine, Jane, Jogo, Loki, Os Vingadores, Thor, Torunn, Twd
Exibições 59
Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - A maneira diferente da minha mãe me acordar.


 Tem dois tipos de maneiras da sua mãe te acordar. 

A sua mãe acordaria você chamando da cozinha, colocando pressão, claro, para você levantar logo da cama. Mas no caso de Clementine, era somente a sua mãe chamar uma, duas, três e quatro vezes, que ela viria até você e te derrubaria da sua própria cama, puxando os seus pés. E isto, era quando Jane Foster fazia isso. 

Ninguém pensaria que ela faria isso com a filha. Mas Clementine pode te garantir que ela com certeza faria isso. 

— Ai! — gritou Clementine, reclamando do impacto do seu corpo com o chão. — Mãe! 

— Pois não? — Jane se fingiu de desentendida. 

Clementine se apoiou na beirada de sua cama para se levantar. 

— Eu disse só mais cinco minutos. 

— Já se passaram os cinco minutos. — falou a sua mãe. Clementine se pôs de pé, fitando a mãe com raiva. 

— Mas precisava me derrubar no chão? — perguntou Clementine. Mal conseguia abrir os olhos direito por causa do seu sono. 

— Abra logo os olhos, Clem. 

— Como se o meu espírito ainda está na cama? — Jane revirou os olhos, sorrindo. 

— Anda logo. Se lembra que tem escola? 

— Está bem. Está bem. Não precisa me lembrar. 

Jane saiu do quarto de Clementine, a deixando ficar sentada na cama, tentando acordar de vez logo. 

— E não fique sentada na cama pensando na vida. — gritou Jane, prevendo que a filha estivesse fazendo isso. Clementine se jogou na cama de costas, resmungando baixinho. — E não se jogue na cama resmungando. 

Clementine arrastou os pés até o chuveiro, deixando que a água a acordasse. Saiu dele se vestindo às pressas, lembrando-se que teria que sair logo de casa para a escola. 

— Sim. Cheguei. — avisou, correndo até a cozinha, desorientada. Vi a minha mãe sentada na mesa, arqueando uma sobrancelha para mim, enquanto levava um pedaço de pão a boca, mas não pode completar a ação. Olhou-me dos pés à cabeça. 

— O seu espírito ainda está na cama? — perguntou ela. Retirei um pedaço de minha blusa vermelha de minha calça. — Você ao menos penteou o cabelo? 

Ela se esqueceu dele, mas, mesmo assim, sentou-se na mesa. 

— Só mais alguns dias. — murmuro, me servindo. 

—  E eu que trabalho todos os dias e nem tiro férias? — disse à minha mãe, enquanto eu comia. 

— Mas pelo menos, trabalha com o que você gosta. — falei — Eu odeio todo mundo que estava naquele lugar. 

Jane se levantou e caminhou até a filha. 

— Eu não gosto de te ver assim, Clem — disse Jane, pegando nos meus ombros — Você sabe que eu não tenho outra escolha. 

— Tem outras escolas feitas para quem tem TDAH. — reclamei. 

Andei suspirando até a porta da frente. Ao tocar a maçaneta, a minha mãe tocou no meu ombro direito delicadamente. 

— Clem — eu continuei não olhando para ela. — Por favor, se acalme. 

Clementine tentou segurar as suas lágrimas, mas uma delas saiu. Jane enxugou aquela lágrima e virou Clementine de frente para ela. 

— Não é mais fácil me colocar em outro colégio não? 

— Clementine, só porque tem dislexia não significa que você seja burra! — ela tentou me tranquilizar. — Mais alguns anos, Clem, e você mesma vai decidir o que quer! 

— Eu quero logo que chegue a minha formatura! — afirmei, com a voz trêmula — Aí eu finalmente posso entrar na faculdade que eu quiser! 

— E você já sabe que faculdade vai estudar? — perguntou ela, me fazendo ficar calada. 

— Quando chegar na hora, eu vou saber! 

— Clem, para você decidir o seu futuro, você tem que saber o que você vai querer ser! — apesar de saber que falando desse assunto ainda me afetava, minha mãe reuniu coragem para falar sobre aquilo — Sei que isso te preocupa, mas você tem que enfrentar os seus medos. 

— Eu fujo deles! 

— Mas uma hora ou outra você terá de enfrenta-los. 

Baixei a cabeça, satisfeita por finalmente ter parado as lágrimas. Minha mãe me balançou, fazendo-me sair do transe que eu tive. 

— Você sabe que as escolas para quem tem TDAH são muito especiais. 

Eu assenti para ela, recordando-me daquele fato. 

As vezes, eu me esqueço de que já é uma vitória para minha mãe por comida na mesa. Minha mãe é enfermeira e o seu salário não é tão bom assim. Mas é o suficiente para pagar as despesas e para a minha escola. Por isso, vive a minha vida inteira sempre me lembrando de que mina mãe não pode pagar algo para mim. Claro que eu sempre a peço de vez em quando algum álbum ou disco de alguma música e um cartão de memória para a minha câmera fotográfica. 

Eu consegui me acostumar a não ficar pedindo coisas da minha mãe, ao contrário das pessoas da minha sala. E é por causa disso que eu estou pensando em pegar algum trabalho temporário. Talvez, se eu ganhar um bom dinheiro, eu comece a ajudá-la e a pagar as minhas coisas. Minha mãe não quer que eu comece a trabalhar cedo, mas já tenho 13 anos. E nada vai me fazer mais feliz do que trabalhar com fotografia. Este é o meu ramo. Alguns minutos depois, nós duas já estávamos dentro do carro. O carro não era assim tão bom, mas dava para o gasto. Eu sempre preferia que a minha mãe me levasse de carro até a escola, em vez de ir de ônibus escolar. Geralmente não tem ninguém com quem compartilhar o lugar comigo, e acabo nos bancos do fundão. 

Eu já fico no fundão da escola. Mas no ônibus era diferente, bem, na minha escola é. Lá, na minha turma, os que ficam nos bancos do fundão do ônibus são os que jogam bolinhas e aviõezinhos de papel nos outros. Também são os que colocam a música no último volume e que fazem toda bagunça. 

Minha mãe parou bem em frente à escola. Assim que eu avistava a escola, suspirei longamente. 

— Quer que eu te pegue para te levar até a sua entrevista? 

— Não. Não precisa. — minha mãe já ia abrir a boca para falar algo, mas eu a cortei — Eu vou ficar bem, mãe! O jornal é perto da escola. E nem pense em querer insistir em me pegar de carro. 

— Escuta aqui. Lembre de olhar para os lados antes de atravessar a rua. Não fale com ninguém e... 

— Mãe, eu já sei disso. — resmungo. 

— E quando sair, venha direto para casa. Nem pense em ficar fora até de noite. 

— Mãe, o que eu iria fazer de noite fora de casa? 

— Não importa. Só volte para casa. 

— Sim, chefe! — falei. — Você sabe que o sinal já tocou, não sabe? 

— Agora pode ir. — permitiu ela. Antes de eu sair, minha mãe depositou um beijo na sua testa. — Boa sorte na entrevista, Clem. 

— Por que ainda insiste em mim chamar de Clem? 

— Qual é o problema em te chamar assim? 

— Porque você é a única que me chama assim! 

— O que foi? Eu acho Clementine um nome bonito. E acho fofo o seu apelido. 

— Está bem. Está bem. Eu já entendi. — suspirei — Tchau mãe! 

— Tchau, filha! 

Eu saí do carro, colocando a minha mochila nas suas costas. 

*** 

Já era metade da manhã e faltava pouco para eu finalmente poder ir sair daquele lugar. 

Aproximou-me do meu armário, farta daquele dia. Não era surpresa alguma alguém me ver de cara fechada pelos corredores da escola. Eu não gostava do lugar. 

Quando abri o meu armário, qualquer um se surpreenderia com a bagunça que ele era. Livros caídos, adesivos de todos os tipos e poeira do lado de dentro. Peguei um livro e o coloquei na minha bolsa. Uma bolsa de lado marrom que pendia do meu lado. Mas, ao pegar aquele livro, uma foto sai de baixo dele e cai. Me agacho para pega-lá e logo a reconheço. Thor. Um vingador e o grande deus do trovão. 

Mais conhecido por mim como meu pai biológico. 

Olhei ao meu redor e ninguém notou aquilo. Todos estavam em seus grupos sociais, com exceção de mim. Olhei mais a foto e a coloquei de volta onde estava. A fitei por alguns segundos. Nem minha mãe sabia que eu tinha essa foto. Apenas eu. Eu me recuso a falar com ela sobre o meu pai. Eu sempre recusei. Eu acredito que, quanto mais eu parar de pensar sobre ele, mais eu me sentiria melhor. Mais eu me esqueceria dele. Lembro-me de quando eu era criança, e sabia ser a filha de Thor. Eu fazia o coração da minha mãe doer quando eu perguntava se um dia eu veria o meu pai ou onde ele estava, ou quando eu pedia para vê-lo e para ela ligar para ele. Eu vivi a minha vida inteira com a ausência do meu pai. 

As vezes, eu me perguntava se eu era mesmo a filha de Thor. Nunca tive a oportunidade de vê-lo, mas a minha mãe sempre me fala sobre ele. Thor era forte e corajoso. É um guerreiro que honra Asgard e que antigamente era muito arrogante e cheio de si. Agora, vamos comparar a sua filha. Alguém com TDAH. Só sabe dar soco no ar e levar surra. Se alguém ameaçar jogar uma bola em mim, eu levo um baque. É muito medrosa. E só sabe tirar foto. As "semelhanças" são tantas que nem chega a duvidar se são em pai e filha. E sabemos que ele tem filhos. Imagino o quanto que eles são diferentes de mim. Eles não são filhos de minha mãe, e sim de Lady Sif. Uma asgardiana, assim como Thor. Eles moram em Asgard e nem sabe que eu existo também. Que tem uma irmã como eu. Eu sempre pensei neles como adolescentes que vestem armaduras de guerra, empunhando espadas, querendo, e sendo, os líderes e sendo o orgulho do povo de Asgard, Thor, Lady Sif e Odin. 

O último citado me provoca mais calafrios. Minha mãe me disse que um dos principais motivos de me esconder é por causa dele. Odin não ia com a cara de minha mãe já se fazia muito tempo, desde que se viram pela primeira vez. Ele não aceitava que uma mortal se casasse e ficasse com Thor, o seu filho. É bem capaz dele mandar fuzilar eu e ela por Jane Foster ter engravidando de Thor. E sei muito bem que, se ele souber sobre tudo, ele não gostará muito de saber que a ex do seu filho criou uma filha mortal escondido. Ainda mais quando essa filha é mais mortal do que asgardiana, pois minha mãe tem que admitir que de asgardiana eu tenho é nada. Não sou uma guerreira. Não sou forte. E nem de longe sou corajosa. Não me encaixo nos padrões de Asgard. Os padrões que eu acredito terem. 

E é por esse e por inúmeros outros motivos que prefiro me manter nas sombras, apenas eu e a minha câmera fotográfica. Não quero me envolver em nada na vida de Thor pois sei que serei um peso nas suas costas quando ele souber que tinha uma filha que nem sabia de sua existência. Abaixei a minha foto, tentando me esquecer do meu pai balançando a cabeça negativamente. Avistei outra no fundo. A peguei e, assim que a reconheci, guardei-a antes que alguém soubesse o que era. Não queria que ninguém visse a foto de Loki no meu armário. 

Eu nem estava lembrada que eu ainda a tinha. Somente eu e a minha mãe sabe. Eu sei que Loki é um vilão, mas ele é, tecnicamente, o meu tio. Mas, quando eu tinha 8 anos, minha mãe me falou sobre as suas aventuras que ela teve com o meu pai e me falou sobre Loki. Ela me amostrou a foto dele e acabei me apegando a ele. Foi aos meus 10 anos quando a minha mãe descobriu que eu tinha uma queda por Loki. E confesso acha-lo bonito tanto quanto Thor. Outro motivo para não me encontrar com o povo todo de Asgard. Odin deve achar repugnante a neta dele gostar do filho menos preferido dele e Loki iria zombar de mim. Também admito que ficarei vermelha ao vê-lo pessoalmente. Além do mais, minha mãe não me contou muitos detalhes de como o namoro com o meu pai acabou, mas disse algumas coisas, como por exemplo, Loki foi um dos motivos, além de Odin. 

Escondi a foto e fechei o armário. Coloquei a mochila nas minhas costas e, a pedido do sinal tocando e do fim do intervalo, me encaminho para a sala de ciências, tentando me esquecer do meu pai. Às vezes eu penso como seria se ele soubesse sobre mim. Ou se eu falar a verdade a ele. Isso já vai ser complicado, pois eu não sei muito sobre essa ponte do arco-íris e há muita coisa acontecendo comigo e com a minha mãe. Talvez um dia eu conte a ele. Acho que Thor merece descobrir a verdade. Eu só não sei como contá-lo. Mas até planejei antes. A SHIELD deve saber muito sobre a minha mãe por ela ter ficado com um dos Vingadores. Eu ainda não sei como contá-lo, mas só vou fazer isso quando eu for maior de idade, quando eu e minha mãe estivermos bem. Quando nossas vidas forem concertadas. Aliás, Loki sabe sobre mim. Quando eu tinha uma queda por ele, eu achava que ele daria uma forcinha para mim... 

De qualquer jeito, vai ser difícil eu contar a verdade e fácil durante todos esses anos em esconder o meu parentesco. Eu viraria piada quando eu falasse ser a filha dele. 

Pois ninguém nunca vai imaginar que Clementine Foster fosse a filha de Thor.


Notas Finais


Espero que gostem!!!

Comentem!!!! :) :D


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