História Clexa - Alvorecer Sombrio - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Exibições 50
Palavras 1.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - A primeira vista


Eram poucas as paradas de Lexa, apenas para alimentar e dar agua aos cavalos, ou poucas horas para dormir. Seguindo nesse ritmo logo seus homens não estariam tão aptos para lutar.

-Com todo respeito, Comandante. Se continuar assim não venceremos guerra alguma, ainda mais contra algo que nem conhecemos.

-Entendo. De certa forma onde iremos é pacifico, chegar lá com um exército e ser convidada para entrar não é bem o que vai acontecer. Coloque os homens para descansar irei pensar em um plano melhor, e assim que estiver pronta volto a vocês.

Gustav assentiu e foi em direção aos homens com um sorriso no rosto, finalmente um descanso.

Lexa se encostou numa arvore e fechou seus olhos, deixando seu lado espiritual trabalhar, visualizou qual caminho tomar, tinha muitos, e estavam nítidos, porém tinha um que estava turvado não dava para ver direito, e na frente dele havia grandes montanhas, será que? Os pensamentos de Lexa logo se tornou em ansiedade, era lá, ela tinha certeza.

-Mais e agora como entrarei? Ser convidada? Quem é o líder das terras, homem, mulher? De qualquer forma não posso ir com meu exército. Não por enquanto.

-Gustav, Demetre e Dorian. Preciso conversar com vocês.

Os três se dirigiram até a tenda de Lexa.

-Eu encontrei o caminho para Arkádia, porém preciso enviar alguém para reconhecimento, e eu mesma irei.

-O que? –Gustav perguntou confuso.

-Eu confio em vocês três para tomarem conta dos homens e aguardarem meu sinal, eu virei buscar vocês quando tudo estiver preparado.

-E como pensa em fazer isso? –Dorian com o olhar assassino que sempre tivera perguntou curioso.

-Sou uma mulher no final das contas, se chegar lá ferida, pedindo socorro, quem iria negar? Ainda mais sendo um reino pacifico de acordo com Damiel.

-Você se fingindo de fraca? Essa eu gostaria de ver.

-Não tão cedo Demetre, vocês ficaram bem longe. Armem um acampamento antes das montanhas, lá ninguém nos verá.

-Certo. –Gustav falou.

-Bom, essa é a nossa última noite reunidos até o nosso reencontro, não me desapontem.

Lexa descansou e antes de amanhecer eles tinham chegado nas montanhas.

-Vamos nos separar agora. –Lexa montou em seu cavalo, levando-o ao extremo.

Cavalgou por algumas horas até chegar em um grande portão, que ficava fincado nas rochas.

Pegou sua adaga e cortou seu braço de leve, como se uma espada tivesse passado de raspão.

-Por favor! Alguém, preciso de ajuda! –Ela gritou em direção ao portão.

 

-Tem alguém lá fora! – Um soldado gritou assustado, nunca ninguém tinha chamado.

-O que? –Arthur corre assustado para ver quem era.

-Uma mulher?

-Sim e parece estar ferida, senhor.

Arthur estava preocupado, ninguém nunca tinha achado o reino, porém tinha que entregar a mensagem para a princesa, afinal ela decide o que fazer, Arthur estava receoso, sua confiança nela não era completa, tinha medo do que ela poderia fazer sem pensar nas consequências.

-Arthur? –Ela se vira ao ver a porta bater, porém era só um mensageiro.

-Arthur deseja vê-la majestade, tem uma estranha fora das muralhas.

-O que? –Clarke nunca tinha presenciado algo assim, correu imediatamente para as muralhas. Houve alvoroço em todo o reino.

-O que faremos, Princesa? –Arthur pegunta para Clarke.

-Deixe-me vê-la. Ela não me parece bem, o que houve? -Seus olhos fixaram na visitante. - Esta ferida, precisamos ajuda-la! –Clarke não pensou duas vezes.

-O que? Abrir os portões para ela? Nem sabemos quem é.

-É apenas uma garota, assim como eu. -Clarke disse indignada.

-Você não é uma garota normal... –Ele estava com um grande receio.

-Lembra-se da conversa de hoje cedo? ‘’ algo chegando ‘’ ‘’ algo ruim’’?

-Com certeza não é ela, e sim quem a machucou, talvez ela conseguiu fugir. –Clarke não ouviria um não naquele momento, sua curiosidade e sua vontade de ajudar o próximo impedia isso.

-Abram os portões! –Arthur deu ordem ao soldado que obedeceu no mesmo momento.

Clarke desceu para receber sua convidada.

‘Deu certo! Nunca duvidei da minha atuação, mais ainda não acabou.’’ O pensamento de Lexa fixou no ambiente inimigo vendo tudo o que precisaria usar para invadir e destruir aquele lugar.

Clarke chegou na frente e a encarou, Lexa a olhou rapidamente e seus olhares se encontraram, aqueles olhos verdes profundos prenderam Clarke, que acabou se esquecendo de se apresentar. Lexa por sua vez, foi hipnotizada ao ver os olhos azuis e curiosos de Clarke.

-Majestade! Nunca corra em direção a estranhos. –Arthur puxa Clarke e logo aponta uma espada para a estranha.

-Não faça isso, ela é minha convidada. -Clarke puxa o braço de Arthur e abaixa a espada dele.

-Não, até ela responder nossas perguntas ela não será convidada.

-Olhe ela está ferida. –Clarke retrucou mais uma vez..

Lexa assistia com atenção o que acontecia ali. Eles não a conheciam, tudo estava indo bem.

-Me chamo Lexa, sou uma viajante sem lar, fui atacada no meio do caminho por ladrões, eu não sabia o que fazer, apenas fugi e encontrei vocês, por favor não me mate, eu só preciso de ajuda e logo partirei.

-Ela está ferida, Arthur! Guarde sua espada agora. – Clarke deu uma ordem, ele não poderia dizer não.

-Deixe me ver seu braço. –Clarke segurou-a pelo braço. Quase que por instinto Lexa não a deixa tocar, porém lembra da missão e tenta voltar a seu personagem.

-Calma, não vou te machucar. –Clarke sorri delicadamente. -Seus olhares se encontraram novamente, Lexa estava confusa e sem reação.

‘’ Essa garota parece ser bem ingênua, será fácil usa-la, veja isso. Nunca vi uma pessoa assim, agora me pergunto como alguém assim se torna líder?’’

Clarke está bem próxima de Lexa, e ao ver o machucado seus dedos tocam no sangue, que traz algo na mente de Clark um receio, seu olhar de caridade se tornou sombrio. Soltou o braço dela sem que ninguém notasse que havia algo de diferente acontecendo ali.

‘’ Eu convidei meu inimigo para meu lar’’ –Clarke pensou e logo se culpou por algo tão estúpido que ela fez, ela precisava pensar no que fazer e logo, não sabia quais eram os planos daquela mulher, seja o quem for aquela garota ferida, estava enganando-a.

-Tragam roupas limpas para ela, deem um quarto a alimentem, eu preciso tratar de uns assuntos. –Deixou suas ordens claras e se afastou rapidamente. Ela não expulsaria a visitante sem antes ter certeza.

‘’ O que houve com ela? Será que ela percebeu algo? Seu olhar ficou tão vazio.’’



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