História Cliente VIP - Capítulo 31


Escrita por: ~ e ~violetwill

Postado
Categorias Originais
Personagens Guy Berryman, Personagens Originais
Tags Amanda Justice, Andrew Stone, Dor, Kevin Williams, Mason Harper, Nathan Harper, Paizinho, Romance, Serena Harper, Sexo, Sophie Berryman, Vadia
Exibições 26
Palavras 1.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Babygirls da mamãe!! Adivinha quem voltou? Obrigada a ~bianka1234 e a todos vocês por estarem com a gente. Um beijo <3

Capítulo 31 - A grande perda


 

  Deixei o coquetel no criado-mudo e observei Guy. A situação já estava fugindo do controle. Pensei que voltar ao Havaí o deixaria animado como da primeira vez. Mas estava simplesmente se afundando na cama. O cabelo "enorme" - por insistência minha - cobria uma parte do rosto e o copo de uísque parecia firme na mão. Não fazia ideia de como o tiraria dali.

  - Amor... A festa está ótima. Não quer mesmo descer? Dançar comigo? - Afastei o cabelo de sua testa.

  - Não, amor. Pode ir se quiser. Não quero sair por enquanto.

  - E quando pretende fazer isso? Quando sua folga acabar?

  - Talvez nunca. O que acha? Provavelmente não entende o que estou passando...

  - Acha que não entendo? Estamos juntos em tudo. Eu perdi uma criança e você acha? Já chega dessa história, Guy. Ninguém tem culpa nisso.

  - Se eu tivesse cuidado de você direito, não aconteceria. Sabe disso. Dei atenção demais ao trabalho e agora... – Suspirou. – Você sabe...

  - Não sei, amor. Está se culpando por nada. O que poderia fazer? Ah... - Peguei o copo e joguei no chão. Ele fez uma careta. - Não dá pra mudar o que aconteceu. E nada do que fizesse seria suficiente.

  - Acha mesmo? Porque eu não tenho certeza. Você andava reclamando que não te dava atenção, que eu não parava em casa... Eu sinto muito, Rena... Sinto mesmo.

  - Precisa entender que sua presença não impediria nada. Chega! Já tivemos essa conversa mil vezes nas últimas semanas. Deixei que passasse dias se drogando e bebendo. E transamos o fim de semana inteiro. Mas agora chega.

  - O que quer que eu faça? Não posso controlar isso. Meu bebê está morto e não podemos mudar nada. A possibilidade de termos um filho era... Não tem mais possibilidade, Serena. Eu sei que sou um cara ridículo, mas... Seríamos felizes. Eu aprenderia a cuidar dele, entende? Mas agora não tenho mais chances.

  - Quem disse? O médico deixou claro que podemos tentar. Não sei... Algum tratamento. Nós somos felizes! Quer dizer, eu não posso ter certeza disso. Nesse momento... Está difícil pra mim.

  - Então desça e dê pra quinhentos havaianos se quiser. Talvez se sinta melhor e mais feliz assim. Eu vou... Ficar aqui com a minha garrafa de uísque.

  - Tudo bem. Desisto de você. Volto amanhã. E não precisa me procurar, estarei seguindo seu conselho.  - Provavelmente ele não faria mas... Foda-se.

  Guy

  Era o meu sétimo copo de uísque. Ou seria o nono? Acontece que estava ali. Deitado naquela cama de hotel luxuosa, bêbado, me perguntando por que Deus era tão injusto comigo. Já não bastava tudo que eu havia passado? Ele ainda precisava tirar meu filho de mim? Claro. Tentou arrancar minha sanidade da primeira vez e não conseguiu, mas eu nem resistiria mais. 

  Serena, pra variar, curtiria a noite. E sem mim. E por que eu estava bravo? Eu que dei a maldita sugestão... Mas ela tinha toda a razão. Não poderia continuar com um cara que só fazia se lamentar e que a fez perder nosso filho. Eu, com certeza, era um filho da puta desgraçado que só ligava pra porra do meu dinheiro. Ela tinha razão. Tentaríamos de novo. Mas eu tinha uma mulher! Uma mulher que precisava de atenção. Uma mulher que daria tudo. Uma mulher que... Estava dando pra quinhentos homens naquele momento. Quinhentos homens... São muitos homens. E eu tinha que fazer algo a respeito. Serena ficaria comigo e não com todo aquele bando de macho. 

  Levantei da cama, com a garrafa na mão, abri a porta e não hesitei em pegar o elevador.

  

  Serena

  Não lembrava da última vez em que estive me esfregando em um estranho num canto escuro. Aquilo sempre foi normal e aceitável pra mim. E não me sentia culpada. Meu maridinho pediu aquela situação deliciosa. Então aproveitei cada minuto. Pelo menos até vê-lo praticamente rastejando com o maldito uísque. É óbvio que considerei ignorar um indivíduo bêbado e continuar meus beijos tranquilos com aquele baixinho. Mas infelizmente tinha um coração sensível e Guy estava péssimo. Então saí dali e fui ajudá-lo a voltar para o elevador. 

  - O que está fazendo aqui? O uísque acabou?

  - Não! Olha essa garrafa aqui... Está cheinha. – Ele apontou. – Ou não... Eu te vi com aquele cara... Você não tinha o direito de fazer isso comigo, entendeu? – Ele apontou o indicador e piscou devagar.

  - Sabe que eu tenho. Estou perdendo a paciência com você. Volte para o quarto.

  - Você... Você vem comigo. Eu... – Ele abaixou a cabeça e começou a chorar. – Desculpa, amor... Sei que estou sendo péssimo pra você. Nós... Viemos pra esquecer do que aconteceu e eu simplesmente estrago tudo. E... Olha só em que estado estou. Quase caindo. Cuide de mim, amor... Não volte pra aquele anão. Eu sou maior que ele, não é?

  - Ainda vai me enlouquecer, sabia? É claro que é maior. Mas isso não importa. Vem... Preciso dar um jeito nisso mesmo. 

  Devo ressaltar que o processo de chegarmos inteiros ao quarto foi complicado. Mas nada é impossível.

  - Eu te amo, Reninha, eu te amo. Quero tentar de novo. Vamos ter esse filho. Juro que vou fazer tudo direito. Prometo. Ele vai sobreviver dessa vez.

  - Também te amo. Só tente me ajudar agora, tá legal? E não me chame assim. - Estava dando sermão em um bêbado. Se poupe, Serena. - Acha que consegue ir sozinho para o banheiro?

  - Claro que sim. Eu... Consigo tudo. Sou invencível. Sou forte! Não sou, amor? Diz que o seu paizinho é forte. - Ele estava prestes a bater o nariz na parede. 

  - Meu paizinho é o melhor! - Revirei os olhos e abri a porta. Achei mais seguro servir de apoio até o box.

  - Vem comigo, amor... Vamos tentar de novo. Essa é a melhor parte. Tentar. Vem. – Ele tentou abrir os botões da minha blusa. Desistiu e abaixou a saia.

  - Não consegue se manter em pé e quer transar. Fique quieto. 

  Infelizmente ele me puxou quando abri o chuveiro. Ou seja, foi extremamente irritante ver aquele sorriso com a água congelando meus ossos.

  - Não seja tão durona agora. Estava beijando aquele cara. Mereço uma recompensa por isso. Quantos foram mesmo antes de eu chegar? - Nossos lábios se tocaram. Ele brincou com minha língua.

  - Eu não sei, paizinho. Mas tenho certeza que não conseguirá nada nas próximas horas. Depois... Prometo que terá sua recompensa.

  - Não me deseja mais, mãe? O que aconteceu com minha vadia? Quero aquela puta pegando fogo como sempre. - Recebi um tapa forte na bunda.

  - Não me provoca... Ainda sou sua puta cheia de fogo. Mas só quero cuidar de você agora. Como uma esposa exemplar.

  - Exemplar, é? E de que jeito vai cuidar do seu marido?

  - Não adianta fazer essa cara. Nada de sexo. - O que era um absurdo saindo da minha boca. Mas as coisas mudam, não é? A prova disso é que me livrei de nossas roupas e apenas o coloquei na cama. Em seguida, procurei uma toalha pra cuidar do cabelo.

  - Amor... – Me chamou enquanto brincava com uma bolinha entre os dedos.

  - O que quer agora? Isso aqui está uma bagunça...

  - Você não sente tanto por ele?

  - Sinto, amor. Mas ainda tenho você. E estaríamos perdidos se eu seguisse seu exemplo, não?

  - É. Estaríamos. Mas... Acha que sou tão ruim? Acha que eu seria um bom pai? – Deitei e fiz com que encostasse em mim.

  - Claro. Quem disse que é ruim? Acho que seria o melhor pai. O mais chato, controlador, esquentado... E nosso filho te amaria tanto quanto eu.

  - É mesmo? Acho que ele te amaria mais. Não conseguiria largar a mamãe. Porque o papai não consegue.

  - Consegue. Não é capaz de admitir, mas consegue. Certamente seria a preferida. Sempre fui em todos os casos.

  - Sempre, amor. E não. Nesse momento quero te abraçar e não soltar mais. E chorar pela nossa perda. Depois a gente fode o dia todo.

  - É muito gostoso, sabia? Não precisa soltar por enquanto. Aproveite e tente dormir assim. Fico preocupada com tanta irresponsabilidade. Descanse agora.

  - Acho que vou seguir seu conselho. Ganho beijo antes?

  - Claro, amor. - Enfiei os dedos no cabelo ainda molhado e aproveitei aquela boca com gosto de álcool. Ficaria ali a noite toda, mas não era uma opção. Dei o último selinho e apertei seu corpo contra o meu. Ele dormiria logo.

  - Te amo. Pra sempre. Não importa o que aconteça.

  - Pra sempre... Boa noite, Guy.

  - Boa noite, meu amor.



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