História Clínic extreme - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~tiataeko

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Vkook
Visualizações 7
Palavras 2.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Reencontro


Saí correndo em disparada para o lado de fora da casa, na consciência que meu celular estava protegido de qualquer rastreamento e então tratei de ligar diretamente para meu Kim. Apesar de eu descobri que ele se chama Kim Taehyung agora, eu jamais irei deixar de ama-lo. 

Foda-se se foi ele quem me manteve preso naquele inferno. Foda-se. Foda-se. Foda-se. Eu o amo.

O amor é cego.


"Você ficou louco? Como pode deixar de falar comigo todo esse tempo? Volta pra mim, eu te amo jungkook. Volta pra mim.."


A ligação foi atendida de prontidão e tive que escutar seus lamentos e decepções por tempo demais. Tempo esse que me incomodou e me fez perceber o quanto fui tolo por ter deixado de falar com meu amado. Eu já corria desesperado nas ruas ouvindo gritos de Namjoon - Sai do meio, da licença, desculpa, etc - e o grito das pessoas com raiva por estarem sendo empurradas sem motivo em plena tarde. Kim já devia ter percebido meu desespero, minha respiração entre-cortada e minha voz falha.


"Não me deixe sozinho dessa vez, não me leve de volta... estou desesperado. Vem me buscar, a-aqui na esquina do calçadão, estou escondido de roupa preta atrás das caixas.... Vem rápido."


Desliguei a ligação pra poder me esconder sem que percebam e fiquei esperando com muita ansiedade meu querido Kim. Se ele realmente me ama, ele vira logo.


- Jeon você entendeu tudo errado... affs. Jeon me escuta, cadê você? Jeon? JEON? - E foi aí que eu comecei me encolher no canto das caixas escondidas longe demais dele, sentindo meus pelos arrepiarem por medo e uns choques termicos que transcorriam por conta do nervosismo, me fazendo tremer como se estivesse com frio.


- Xii! Não faz barulho. Vem comigo. -  falou uma senhora aparentando ter idade da Minha mãe que eu não via a muito tempo. No meio do desespero me levantei rápido puxei-a pelo braço como um escudo pra me proteger. Eu não podia sair do meu esconderijo e muito menos acompanhado de uma senhora.

- Quem é você? - Perguntei ajoelhado no chão tentando me manter calmo.

- Você não lembra de mim, Jeon? - Me olhou com um tom de raiva e ódio. Eu consigo decifrar esse olhar. Foi nessa hora, bem na hora certa que eu vi um carro de longe e Kim chamando meu nome alto demais para conseguir me livrar das garras daquela senhora que seja lá quem for, não quer me ver bem. Sai correndo desesperado e ouvi o último - Você ira morrer - da pobre senhora parecida muito com minha mãe - impossivel -  entrei no carro vendo meu namorado pisar fundo e ir para bem longe dali.

Não foi fácil. Mas eu consegui fugir. 

Temporariamente.


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 (Autora pov)


Kim Taehyung havia saído em disparada para encontrar seu amado, ele estava muito próximo ao local e logo que recebeu a ligação ficou perplexo - caixas de papelão? - Não podia ser! Ele estava muito próximo a sua mãe. Jeon nesse exato momento corria risco de vida.

- Você ficou louco? O que você tem na cabeça de ir embora sem me dar notícias? Eu quase me matei por sua culpa e é assim que mereço ser tratado? Com desdém, desprezo? - Jeon estava chateado demais para deixar tudo o que seu namorado havia lhe dito, de lado, esquecer? Não poderia. - Você só podia ta brincando com a minha cara... acha mesmo que eu tenho ou necessito voltar para aquela merda de lugar? - Jeon falava tão rápido que não sobrava tempo nem pra respirar - Só por favor, me tira daqui e me leva pra algum lugar seguro. Acho que posso confiar em você, posso?


Incrível  como ele se embolava todo com as palavras mal ditas. 


"Terminou?"

Seu namorado ficou puto e resolveu freiar o carro no meio de um lugar ja pouco longe do abitual.


- Eu mandei mensagem; eu liguei; eu me preocupei; eu cuidei de você; eu enfrentei todos por você; me culpei por você;  eu deixei de traballhar por você; eu deixei de sair; eu deixei de comer bem  - por você; eu tive cem por cento de certeza que deixando tudo de lado, talvez pudesse lhe tirar da garra de todos daquele lugar... é, eu tive. Agora não tenho mais...

- O que você quer dizer com isso? - Jeon estava em silêncio prestando atenção em cada, declaração. Ponto. "Você" e palavras.

- Eles estão te caçando novamente... meu amor - suspirou colocando as mãos trêmulas em seu rosto - Eu to ficando louco, é muita informação para digerir como posso lhe explicar do começo? - Jeon agarrou em seu namorado por medo, saudade, carência e lhe avançou um tapa na cara seguido de um beijo intenso. Já distante de todos em terra firme ainda dentro do carro lhe lançou um olhar de tristeza e carência, movendo-se para o colo do Kim. Taehyung tava com tanta saudade que em segundos calou sua boca por um tempo digamos que, necessario! E se pôs a receber os braços em volta de seu pescoço delicado e um beijo um pouco salgado, banhados por lagrimas, dor e sentimentos.

- Eu pensei que iria morrer. - Confessou Jeon - Eu estava tão desesperado... 

- Amor, olha pra mim. - pediu o Kim - Olha amor - suplicou. - Eu nunca ousaira em te deixar em momento nenhum, me perdoa Jeon, me perdoa... me perdoa... 

Cada pedido de perdão era um beijo ou carícias trocadas. O carro estava abafado, pelo horário ja deveria ser mais de cinco da tarde e o tempo ja se encontrava escuro o sificente para aproveitarem o máximo de suas liberdades.

Como ja disse: felicidade dura pouco.


- Claro que eu te perdoo.

Continuaram trocando carícias apaixonadas até um certo momento em si os amassos avançou demais e tiveram provas somente do ar um do outro, naquele momento era a unica prova concreta que tinha. 

O ar.


Kim subiu delicadamente por cima de Jeon ainda sobre o banco da frente - afastou um pouco para relaxarem - e quando estavam no auge do prazer apenas pelo olhar decidiram que matar a saudade em meio a um caos era de verdade, um dos melhores remédios pra loucos que o mundo poderia os dar.


- Você ainda me ama? Apesar de tudo que aconteceu, eu só quero que entenda o quanto eu te amo... - Dizia Kim. Taehyung o abraçava tão forte com medo de que Jeon fosse embora dos seus braços outra vez, um aperto forte em seu peito tomou conta do seu orgulho lhe fazendo desabar nos braços de seu amado. Ele iria contar a história! E não podia ser depois. Tinha que ser agora. 

- Agora você precisa sabe de tudo meu amor. - Falava Kim preocupado com a situação. Ele sabia que tinha pouco tempo e que estava traindo a confianca de seu primo Seokjin, mas ele tinha que contar pro namorado - ele o amo - Isso não seria justo da parte dele esconder o Real motivo de toda essa paranoia de todos sobre si.

Taehyung não era mal.

Mas estava envolvido demais na beleza de um coração.


- Promete que não vai me abandonar depois de tudo que eu lhe disser agora. Não irá se afastar de mim, promete Jeon?

- Eu prometo meu amor. - Respondeu casualmente.


E em alguns segundos tomando coragem, com a respiração entre-cortada teve motivos suficientes para falar-lhe tudo de uma única vez - seu celular apitou avisando que estava sendo rasteado - e tinha certeza que n tinha mais tempo suficente para qualquer outra coisa. Restavam apenas 5 segundos para conseguirem -que não durou tanto tempo - e em menos de dez minutos, estaria encarcerado e tomando uma bronca tremenda.

- Você era tão novo meu amor - desviou o olhar - Eu te conheci enquanto me espionava de trás das árvores naquele dia em que perdeu seu pai... 

Jeon tinha consciência sobre o tempo e não interrompeu de forma alguma nada do que o jovem Kim falava.

- Eu me chamo KimTaehyung! Eu esqueci de lhe responder, porque meu primo tinha acabado de chegar com alguém em seus braços - olhou a face de seu amado já sem demonstrar nehum afeto amável - eu fui em casa e quando eu cheguei meu primo me contou que alguém havia feito seu pai dormir e então carregamos ele pro quintal. Ele havia me dito que era um ótimo lugar para dormir - abriu o vidro do carro buscando um pouco de ar - Eu "era" uma criança tão sapeca... que peguei o moço junto com Seokjin e sai puxando ele pelo pé. Confesso que naquele tempo foi algo divertido. Mas depois disso eu fugi do meu primo e fui embora pra longe.

Kim Taehyung continuava contando tudo com os olhos fechados e suspirando pesado. Só se via as lágrimas caindo e um desespero pelo tempo tomando conta de si, já havia passado exatos três minutos.


- Eu deixei tudo de lado inclusive a culpa por ter sido cúmplice e voltei três meses depois para perto do meu primo... Ele confessou que me amava. Eu pedi pra ele esquecer essa bobagem afinal, somos primos poxa! Desde então ele nunca mais me deixou em paz. Me perguntou vairias e várias vezes  o que ele tinha de errado; se era sua beleza, seu sorriso, seu corpo, seu jeito, até mesmo se eu amava outro alguém. Sobre essa última eu lhe respondi que sim, que eu te amava.

Sete minutos e então Kim ligou o carro e acelerou para muito longe tinha pouquíssimo tempo e resolveu pular explicações e contar partes em partes, em meio aos gritos e sufocos de suas palavras. 

- Termina rápido! - Suplicou Jeon sendo chacualhado dentro do carro por conta da estrada.

- Eu não te enviei flores; Eu não te enviei as várias comidas gostosas que lhe entregavam em cestas pequenas; Eu não te enviei as cartas de ameaça; Eu não matei seu pai; Eu não sou dono da clínica; meu primo não é dono da clínica; - Parou o carro bruscamente em uma incruzilhada. Sobrando apenas cinco minutos. - sua mãe matou seu pai envenenado. Sua mãe não aceitava os fatos de você ter nascido homem, ela queria uma menina. Sua mãe  estava na casa do meu primo quando nos obrigou a carregar o corpo do seu pai, o culpado por não ter lhe deixado adotar uma filha. Jeon aquela mulher, não é sua mãe! - Jeon ficou perplexo, pálido e com os olhos cheios de lágrimas. Por que? Por que, que seu namorado não lhe contou antes? Abaixou a cabeça sobre seus joelhos. - Ela te roubou de sua verdadeira mãe quando você ainda era um bebê dentro de uma bolsinha na barriga tão linda e bela da senhora Jeon. Ela arrancou você de dentro da sua própria mãe, ela matou sua mãe Jeon antes mesmo de matar seu pai e eu e meu primo queremos a muito tempo a senha de uma sala secreta que jurariamos que você tinha. Por isso ela jamais o deixou sair de dentro da clínica. Ela disse que era sua data de nascimento e guardou todos os seus documentod em um lugar jamais encontrado durante todo o tempo em que lhe manteve preso aqui. Por isso nunca lhe chamávamos pelo nome, ela sempre estava ali dentro, no seu lugar luxuoso vendo tudo e todos por entre as câmeras. - Olhou pra frente e lá estava a clínica onde a poucos dias fugiu - qual sua data de nascimento Jeon? Onde está a sala?

Jeon era um adolescente rebelde, depois da morte de seu pai resolveu que não comemoraria algo tão importante para si. Sempre fazia isso na presença de seu pai e ele era o único que lhe trazia esperanças para continuar vivendo. Isso a algum tempo mudou depois que conheceu Kim. Taehyung sempre foi compreensível só descobriu que a sala secreta era a senha do aniversário de Jeon depois que o mesmo entrou em coma, depois de ja ter tentando diversos números, depois de confessar para seu primo que o amava e que  mentiu sobre a sua adoção. Sendo assim seu pai que teve um caso com uma jovem herdeira de bens precisos engravidou do pai de Jeon e resolveu que esperaria para tirar tudo o que o amor de seu pai não havia lhe dado. Um bebê.

- um de Setembro de mil novecentos e noventa e sete.

O silêncio se instalou no carro.

Apenas dois minutos.


Taehyung abriu a porta do carro sabendo onde ficava o térreo da clínica e saiu puxando o namorado pela mão, depois de também o retirar do carro e foram entrando Matagal a fora até a mesma saida que dava para a caverna dos mortos.

- Onde você está indo seu louco. - resmungou curioso Jeon depois de ter descobrido coisa demais em apenas quinze minutos.

- Eles estão chegando e temos que achar a sala agora. Vem... - saiu puxando Jeon pelo pulso pra dentro da saída da caverna.


"Eu juro que matarei a pessoa responsável por ter me tirado do meu ler, minha família, minha vida e o principal, minha liberdade!" - Pensou com rancor andando já dentro da caverna o jovem Jeon.







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