História Close - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, eu sei. PODEM ME BATER, ME XINGAR, QUEIMAR MINHA CASA E MINHA FAMÍLIA. Demorei demais para voltar a postar aqui, e tenho noção disso. Peço mil desculpas, mas enfim, tô de volta ksjsskksks
Boa leitura!!!!

Capítulo 5 - The Butterflies Are Back.


Fanfic / Fanfiction Close - Capítulo 5 - The Butterflies Are Back.

— Sem confusão, sem brigas, sem suspensões, sem advertências e nem ligações para mim. Entendidos? — Cameron listava, pela milésima vez, as coisas que eu não poderia fazer até acabar o ano. Minha cota de besteiras escolares já havia se extrapolado, e a paciência de Cam também. 

— Eu já entendi! — Exclamei irritada. — Acabaram-se as merdas na escola. Posso ir agora? 

— Sem matar aula também. — Revirei os olhos. — Não revire os olhos para mim, pode ir agora. — Assenti com um sorriso amarelo e sai do carro, vendo seu veículo saindo em alta velocidade pelas ruas. 

Bem, os dias passaram bem rápido. Não comentamos nada sobre o beijo e nem sobre a conversa com Cameron bêbado. O mesmo continuou com seu ritmo de fodas e eu comecei a sair com Luke. Ele era um ótimo garoto, além de ser lindo. Eu estava feliz, mas os malditos lábios de Cam vinham na minha mente algumas vezes. 

Não contei a Lola sobre isso, ela só iria continuar com suas teorias malucas sobre a paixão — não existente — de Cameron por mim. 

Entrei na escola, logo vendo minha amiga correndo até mim. Ela se jogou em meus braços, como se não nos víssemos a anos. 

— Que saudade! — Disse em um tom emocionado. 

— Você foi lá em casa ontem, Lola. — Revirei os olhos, recebendo um tapa. 

— Você ama menosprezar minha saudade, sua ariranha! — Ri de seu xingamento. 

— Desculpe. — Levantei as mãos em sinal de rendição. — Vamos logo, antes que essa merda de sinal bata. 

Começamos a andar no corredor, e foi inevitável os cochichos e fofocas; “Será que os pais de Mariah vão processar ela?” “Mariah teve mais que merecido” “Eu teria feito o mesmo” “Ela é uma selvagem!” 

Eu só sabia rir dos comentários, os ignorando. 

— As amigas de Mariah estão te fuzilando. — Disse Lola. Tirei a atenção de meu armário, tendo a confirmação de seus olhares de raiva sobre mim. 

— Olhar não mata e a visão delas é esplêndida. — Dei de ombros, ouvindo a leve de risada de Lola. Peguei os materiais da próxima aula, guardando os demais ali, em seguida o trancando. 

O sinal tocou, alto e estridente, nos fazendo correr para aula do Sr Franklin, professor de filosofia, além de um velho rabugento que odiava atrasos. 

A sala já estava consideravelmente cheia, mas, pela graça divina, o professor ainda não havia chegado. As carteiras eram de dupla, então eu e Lola sentávamos sempre juntas para, na maioria das vezes, fazer fofoca e falar mal dos outros. 

— Vejo que desta vez ninguém chegou atrasado, ótimo! — Disse Sr Franklin, assim que chegou. — Hoje falaremos do senso comum. Alguém pode me dizer o que é isto? — Ninguém levantou a mão, e ele revirou os olhos. — Srta Martinez. — Apontou para Lola. 

— Senso comum é o que falta na maioria das meninas desta sala. — Respondeu, arrancando risadas. 

— Sem gracinhas, Srta Martinez. — A repreendeu. — Bem, como ninguém sabe, eu vou dizer. O senso comum, ou conhecimento espontâneo, é a primeira compreensão do mundo, baseada na opinião, que não inclui nenhuma garantia da própria validade. Para alguns filósofos, o senso comum designa as crenças tradicionais do gênero humano, aquilo em que a maioria dos homens acredita ou devem acreditar. A mais completa tradução do senso comum talvez sejam os ditados populares. A título de exemplo, eis alguns... — Ele destampou sua caneta, começando a escrever no grande quadro. 

Peguei meu caderno, copiando. 

— “Cada cabeça, uma sentença”, “Quem desdenha quer comprar”, “Quem ri por último ri melhor”, “A pressa é a inimiga da perfeição”, “Se conselho fosse bom, não era dado de graça.” — Recitou as que ele havia colocado no quadro. — É uma herança cultural que tem a função de orientar a sobrevivência humana nos mais variados aspectos. Através dele uma criança aprende o que é o perigo e a segurança, o que pode e o que não pode comer, o que é justo e o que é injusto, o bem e o mal, e outras normas de vida que vão direcionar o seu modo de agir e pensar, as suas atitudes e decisões. — Ele começou a andar pela sala. — Alguém sabe qual a diferença do senso comum e o senso crítico? 

— Enquanto o senso comum está associado ao conhecimento irrefletido, o senso crítico é baseado na crítica, na reflexão, na pesquisa e no pensamento. As informações são analisadas com inteligência para se tentar chegar a uma conclusão. — Respondeu Julie, a nerd da primeira carteira. 

— O senso comum é um conhecimento assistemático, ou seja, não possui uma organização prévia ou investigação de estudos para se chegar a uma conclusão. A ciência, no entanto, é tida como um conhecimento sistemático, pois é organizada a partir de um conjunto de teorias, estudos e observações científicas que sejam coerentes e que possam se comunicar entre si. — Antes de ele prosseguir, o sinal tocou, dando fim a aula. — Bem, na próxima aula falaremos especificamente sobre o que está ligado o senso comum. Façam as páginas 22, 23 e 24 do livro. 

— Eu não faço a mínima nem de onde está meu livro. — Murmurou Lola, me fazendo rir. 

***

Cheguei em casa, morta de fome e de cansaço.  Fui até a cozinha, vendo Carla já colocando a mesa. 

— Como foi a aula, menina? — Perguntou. Comecei a pegar os pratos e a talheres, a ajudando. 

— Um saco, como sempre. — Riu. 

— Chame os meninos para comer, por favor. Eles estão na piscina. — Assenti, indo até lá. 

Fui até lá, vendo todos na mesma. Havia uma garota também, e ela estava se agarrando em Cameron. Aquilo me fez ficar irritada atoa. Minha garganta fechou e tive a sensação que alguém me deu um soco no estômago. O que mais me deixava aflita era que, eu não sabia porque estava assim. Simplesmente estava. 

— Quem está com fome vem comer, quem não está, vai se foder! — Gritei, entrando em casa novamente. 

Logo todos entraram, molhados e alagando a casa toda, recebendo um olhar reprovador de Carla. Sentamos na mesa, e garota se posicionou ao lado de Cam. Controlei a vontade de tacar um prato na cabeça dela. 

— Blake, estou muito feliz em te conhecer! Cameron me falou tanto de você. Sou Stacie. — Ela disse. O que me deixou com mais raiva foi a falta de ironia. A vaca estava sendo sincera! Que raiva!

— Que bom. — Sorri amarelo. — E o que vocês são exatamente? — Perguntei, colocando um pedaço de lasanha na boca. 

— Namorados. — Senti o pedaço de lasanha voltando, quase me fazendo vomitar ali. 

— Parabéns! Finalmente ele achou alguém que suporte ele. — Os meninos riram, e Cameron me fulminou. 

Quando terminei, pedi licença e fui até meu quarto. Joguei meus tênis no canto, deitando e pegando meu celular. Havia uma mensagem de Luke, me convidando para sairmos hoje, e eu aceitei, lógico. Ficamos trocando áudios, quando vejo Cameron entrando no quarto, sem bater, como sempre. 

— A educação ficou na afogada na piscina, não é? — Perguntei irônica. 

— Gostou da Stacie? — Perguntou. Seu tom era divertido e provocativo. 

— Ela é simpática. — Fiz pouco caso. 

— Ah, qual é! Assuma que se mordeu de ciúmes. — Gargalhei. Era óbvio que sim, mas eu não iria dar esse gostinho a ele. 

— Por que raios eu teria ciúmes? Tenho que ter ciúmes do meu namorado, não de você. — Respondi com superioridade. Sua feição se tornou dura e o sorrisinho sumiu. Ok! Eu não estava namorando exatamente, mas ele não precisava saber disso. 

— Que história é essa de namorado? — Perguntou, frio. 

— Não é só você que desencalhou, Cam. 

— Quem te autorizou a namorar? — Apertou os punhos. 

— Eu me autorizei! Você está namorando, eu estou namorando, ambos estamos felizes. Não crie um problema em cima disso.

Ele abriu a boca repentinas vezes e nada saiu. Antes de eu o mandar sair do meu quarto, ele me pegou me cintura, jogando-me na cama. 

— O que você está fazendo? Seu doido! — Tentei me soltar, mas suas mãos estavam presas fortemente em meu tronco. — Cameron, é sério! Você tem a Stacie...

— Ela não é você. — Dito isto, ele atacou meus lábios e as malditas borboletas voltaram. 

Meu senso comum queria continuar o beijando e aproveitar o momento.

Meu sendo crítico queria o mandar a merda. 

Eu segui a primeira alternativa, afinal, tínhamos em comum o desejo um pelo outro. 



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