História Closer - Capítulo 2


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Categorias Gerard Way
Personagens Gerard Way, Personagens Originais
Tags Gerard Way
Exibições 4
Palavras 796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


02:26a.m

    No meio da madrugada, Amélie acorda com uma terrível dor de cabeça. Seus olhos estavam turvos, as sombras formadas pela luz da lua em seu quarto pareciam se mover, a cercando. Um medo quase esquizofrênico percorria seu interior. Vontade de gritar e chorar eram incessantes. O que era aquilo? O que estava acontecendo? Então, de repente, suas pernas falharam. Ela cai na cama, sentido o suor frio escorrer. Olhando fixamente para sua porta, sem poder se mexer, ela vê uma sombra. Com a visão embaçada, ela o vê se aproximando.

    Ele estava perto.

    Com um grito, ela chama a atenção de seus pais, antes adormecidos, para seu quarto. Eles correm até ela, que não parava de gritar.

    Ela não tirava seus olhos, de pupilas já dilatadas, da porta. Apenas o fez quando seus olhos por fim se fecharam, dando espaço a uma escuridão infinita.

 

(...)

“Essa voz... “

 

    No hospital, Amy acorda em uma maca. Já estava sozinha.

 

    Ou não.

    De seu lado esquerdo, saindo de trás uma cortina, lá estava ele de novo. Não era possível ver seu rosto, talvez por que sua visão ainda estivesse turva devido ás químicas que a estavam injetando.

    O rapaz percorreu ao seu redor, e se posicionou na frente da maca. Subitamente,  Amélie se sentiu confortável. Seu celular, que estava numa pequena mesa na frente dela, começou a vibrar. Logo parou.

    O rapaz soltou um riso fraco

    Do aparelho, uma música começou a tocar.

 

­“Now come one

Come all

To this tragic affair

Wipe off that make up

What's in is despair

So throw on the black dress

Mix in with the lot

You might wake up and notice you’re someone you're not

If you look in the mirror and don’t like what you see

You can find out first hand what it’s like to be me

So gather 'round piggies and kiss this goodbye”

 

 

    Ela fica imóvel. Olhando para seu celular, ela sente seus olhos arderem novamente. Ouvia atentamente cada palavra da música. Moveu seus olhos apenas quando o rapaz foi ao seu lado. Ela o segue com os olhos.

 

    Novamente, ele estava perto. Perto o suficiente para sussurrar algo em seu ouvido.

 

_ I encourage your smiles, I expect you won't cry.

 Ela o olha nos olhos. Finalmente conseguiu ver seu rosto.

 

 

Lá fora, as enfermeiras que estavam no plantão, foram alertadas e acionadas para o quarto 29. A paciente estava com os batimentos muito acelerados, fora do normal. As pressas, elas se direcionam até o quarto, com alguns equipamentos já em mãos.

Ao chegar lá, elas viram a garota com os olhos fechados, com um sorriso aberto em seu rosto. Os batimentos, ainda ferozes.

 

    Chegaram até ela, e sentiram sua pele fria. Algo não estava certo. Tinham que fazê-la acordar, ou algo seu estado poderia piorar.

 

(...)

 

_ Oh meu Deus, Amy! _ sua mãe a abraça, fervorosamente, dando graças pela filha estar bem _ Seu pai está no carro nos esperando.

 

_ Senhora Evendope, se me permite, gostaria de falar com você um instante. _ diz o médico.

 

_ Oh... Claro, sem problemas. Ela deve ir junto? _ ela se refere á Amélie.

 

_ Se desejar. _ ele diz por fim, seguindo para sua sala. As duas entram, ele encosta a porta _ Sentem-se. _ as duas sentam, e ele faz o mesmo, atrás da sua mesa _ Bom, durante o período que sua filha esteve aqui, ela teve um comportamento um tanto curioso. _ ele começa a mexer em seu computador, aparentemente, tendo certa dificuldade de entrar em algum arquivo, Amélie olha para baixo, inquieta, mexendo seus dedos freneticamente _ Ah, aqui está! _ ele vira o monitor para elas, com arquivos nomeados Câmera de Segurança n#29. Havia várias pastas, mas, aberta adequadamente, tudo passava um  único arquivo. Ele da play no vídeo. Nele, mostrava as primeiras horas de da garota no quarto. Ela estava desacordada, imóvel.

 

_ Hãn... Perdão, mas onde o senhor deseja chegar?

 

_ Continuem vendo. _ ele retorna sua atenção para o monitor, assim como ela. Depois de minutos monótonos, algo diferente começa a acontecer. A garota, antes quieta, estava, agora,  agitada. Ela começa a falar sozinha e rir. Em segundos de diferenças ela aparece chorando e, aparentemente, arranhando seus braços com as próprias unhas. Nesse momento, Amélie se assusta. Não se lembrava disso, não se lembrava de nada disso. Apenas se lembrava de uma coisa.

 

_ Tinha um homem ali! _ ela afirma _ Era ele quem estava falando comigo, mas... Eu juro, não me lembro disso! Só me lembro de uma música... _ ela diminui o tom da voz, se questionando _ Qual era a música...?

 

O médico corta seus argumentos rigidamente.

 

_ Senhora, temos receio de que sua filha seja esquizofrênica.

 

O silêncio dominou o local.

 

 



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