História Closer - Capítulo 1


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Ed Sheeran, McFly, One Direction, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Dougie Poynter, Ed Sheeran, Harry Styles, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift, Zayn Malik
Tags Larry, Muke
Exibições 54
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Train


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 1 - Train

Chequei a minha mochila mais uma vez, tudo estava confere. Fechei o zíper e a pus em cima da escrivaninha de madeira escura antes de sentar em minha cama. Tentei decorar cada detalhe daquele quarto.

As paredes em um tom de creme que eu não sabia dizer ao certo qual, os móveis perfeitamente instalados por lá, o carpete peludo, a televisão, o armário lotado de roupas.

Tudo aquilo era meu, mas não era meu.

As únicas coisas que realmente me pertenciam estavam guardadas na mochila e na grande mala laranja que estava jogada lá no canto, tirando o padrão perfeitamente organizado do quarto.

Olhei para a estante, vazia.
Não era segredo para ninguém que eu não gostava de deixar meus livros naquele lugar.
Nada lá me pertencia, não me sentia bem lá, queria voltar a morar com o meu pai, mas aquilo era impossível no momento. Suspirei.

Me dirigi ao banheiro só para esbarrar com o filho do meu padrasto, ele tinha os cabelos loiros bagunçados, seu rosto inchado chamava atenção, só trajava uma cueca apertada, exibindo o seu físico de atleta, seus olhos azuis focavam nos meus.

– Andy... – ele acenou com a cabeça e voltou a trajetória para o quarto, cheirava a álcool.

Tentei ignorar isso e voltei a procurar o banheiro pelo mármore infinito que era o chão.

Como sentia saudade do cubículo apertado que era a minha verdadeira casa...

Finalmente entrei no banheiro.
A água quente caía sobre minhas costas, ela me fazia ter pensamentos bons, o cheiro familiar do meu shampoo também ajudava, eu estava saindo daquele lugar, era isso que importava, pensei.

Mas tinha receio com o que estava prestes a acontecer.

Quando saí de lá, envolvi a toalha pelo corpo, conferi se o Antony estava por perto. Comi eu odiava aquele menino!

O outro filho do meu padrasto era um garoto de quinze anos sem vida social que tinha como o principal objetivo tornar a minha vida um inferno. Ele era um pervertido que tentava me ver nua e fantasiava que tínhamos uma espécie de relacionamento amoroso.

Bufei ao pensar nisso. Não queria me irritar, não naquele dia...

Fui o mais rápido possível para o quarto, o armário que não era meu estava disposto para se eu quisesse pegar qualquer roupa chique que qualquer menina iria querer usar, mas eu não queria.

Sempre deixei explícito o quanto não gostava das coisas que minha mãe me dava, ela era uma médica renomeada, meu pai também. Se conheceram numa festa, ela engravidou.

Se divorciaram quando eu tinha quatro anos, ela tentou firmar a carreira, e ele acabou por cuidar de mim.

Então minha mãe conheceu o Phill, eles se casaram, eu continuei com meu pai até que ela resolveu que eu tinha de me aproximar depois que uma coisa horrível aconteceu.

Se eu queria? Acho que já deixei bem óbvio que não.

Já estava vestida com uma calça branca, camisa amarela e tênis vermelho, penteava os meus cabelos.

Enquanto os nós se dissipavam dos cachos morenos, eu me olhava atentamente no espelho.
Tinha pouca escolha mesmo, para tudo.

A começar, estava indo para outro lugar que não queria ir porque era "inteligente demais" para minha antiga escola. Sim, eu era uma gêniazinha superdotada que vivia basicamente entre estudar e ler. Não podia escolher a escola que queria ir porque minha mãe quis me colocar num internato que ela estudou a fim de que eu melhore ainda mais para a faculdade de biologia e então medicina. Ela queria que eu fosse para a Oxford, ou até mesmo para a América; Yale ou Harvard.
Eu não queria nada daquilo também, mas como disse, não tinha grande escolha sobre minha vida.

O tal internato tinha grande estrutura, excelentes professores e era acoplado a uma universidade, tudo que eu não precisava.

Não entendia essa insistência em que todos dessa família tinham de tornar-se médicos. É claro que todos eram, mas eles queriam.
E eu não.

Eu adorava a ciência, a medicina, claro, mas não era bem isso que queria...

Mas como não tinha escolha nem pela minha roupa (Afinal, estava usando uma blusa ridícula que me obrigaram a colocar para ir à escola) bem dificilmente eu conseguiria realizar o meu sonho, e como sempre, apenas me adaptei sem reclamar.

Passei a mochila nas costas, peguei a mala laranja pesada e fui a arrastando até o lado de fora da "modesta" mansão que não era minha, parei em frente ao carro, que não era meu, que me levaria até uma estacão londrina.

Um homem pequenino e arrumado com um terno preto me ajudou a pôr a mala dentro do carro, depois entrei no banco do carona.

Novamente, o mesmo sentimento de estranheza me atingiu. Aquilo não me pertencia, acho que repeti muito essa frase para mim mesma quando estava na casa do meu padrasto.

Preferia estar pegando um taxi qualquer e indo com ele até a estação, na verdade, preferia até mesmo ir andando.

Paramos na porta do local, a placa de metal apontava como a estação "Archives", ela estava repleta de pessoas, cheirava a ferrugem, parecia como qualquer estação normal.

Fui andando até a plataforma 3, perguntei à um informante se era o trem que levaria os alunos da Giuliart, ele confirmou.

O trem era grande e azul, já havia muita gente dentro, a fumaça que 
ele soltava quase me sufocava.

Com uma certa dificuldade, consegui embarcar a mala laranja, depois disso, foi só pular para dentro do trem.

Passeei por ele, queria achar um lugar só, isolado, não estava afim de conhecer ninguém. Mordi o lábio, estava nervosa.

Achei uma cabine vazia, abri a porta de correr, olhei ao redor para confirmar se estava só, os assentos pretos estavam excepcionalmente desocupados. Entrei.

Deixei a mala solta, peguei a mochila que já pesava, coloquei-a ao lado do assento em que sentei.

Cacei o meu celular e os fones de ouvido, coloquei qualquer música, fechei os olhos e tentei imaginar coisas boas.

O sol tocando em minha pele, a neve caindo, o cheiro da chuva no jardim...

"Tudo estaria bem" repetia em minha mente.

Senti que alguma coisa me topou, me sobressaltei.

Um moreno que tinha cabelos macios e cacheados em um coque estava parada à minha frente, seus olhos eram verdes, profundos, era meio bronzeado e traços seus traços eram finos, tirei os fones.

– Bom... Posso ficar aqui? – encarei seus olhos.

Queria negar, não queria que ele ficasse lá, não queria ninguém lá, mas como a minha educação falava mais alto, assenti.

Ficava incomodada em ficar em um lugar tão apertado só com um garoto, mas não deixaria transparecer, claro.

Ele mostrou os dentes perfeitamente brancos em um sorriso, sentou, pude ver que usava uma regata branca e uma calça skinny preta, seu tênis era preto também.

– Sou Harry, Harry Styles. – falou me oferecendo a mão, segurei-a e balancei-a.

– Alison McCauster. – ele sorriu novamente, pude notar que seu sorriso tinha covinhas. – Mas, por favor, me chame de Ally. – o moreno assentiu.

– Me chame de Harry mesmo. – consegui sorrir timidamente.

– Tudo bem, Harry. – ele começou a se instalar pelo local também.

Olhei para a janela, a vista era de um campo de trigo, achava, alguns animais estavam espalhados por lá também, o sol era fraco.

Voltei-me para o celular, o bloqueio da tela mostrava uma foto do pôr do sol.

Vi que eram 16:43h, exatamente 13 minutos que o trem tinha deixado a estação.

Ainda faltavam 3:17h para estarmos na escola.

– Bom... Você gosta de livros?

– Sim. – sorri, então começamos uma conversa sobre autores e estilos que gostávamos e que não gostávamos, ele me contou um pouco sobre a vida dela, sobre seus pais que eram divorciadas e sua irmã, o contei que não tinha irmãos. A conversa então tomou rumos diferentes, aprendi um pouco sobre ele, e ele sobre mim.
Foi o início de uma coisa nova pra mim: uma amizade.

O trem parou. Olhei para a janela, o sol estava ainda mais fraco, pude sentir passos de alguns alunos indo em direção à porta, olhei para Harry, ela já pegava a mochila e segurava as duas malas.

Também pus a mochila vermelha apoiada nas costas e peguei a mala laranja. Não sabia se estava nervosa ou ansiosa.

Mas afinal, por que eu me sentia assim? De certo me sentiria melhor estando lá, não?

Desembarcamos do trem, dividi um taxi com Harry, não reparei muito na cidade.

Estávamos nos aproximando da escola, vi os portões que determinavam os limites dela. Adentramos à pé a partir daí.

A noite estava fria, chegamos em uma espécie de pedágio, falamos nossos nomes e mostramos as identificações, entramos.

Fui em direção ao dormitório indicado, eu e Harry moraríamos no mesmo prédio, não o mesmo apartamento, infelizmente.
Prestei atenção a cada detalhe do local, havia um lago no centro, tinha muito verde, várias calçadas interligavam os prédios, pude ver algumas quadras de esportes, vi algumas praças, poderia largar Harry e ir admirar tudo por lá, mas o meu cansaço falava mais alto, meus pés doíam quando chegamos em frente ao bloco 10, o último.

Via várias pessoas passando, algumas aparentavam ser mais velhas que eu e Harry, achei isso estranho, pois estávamos no último ano, mas lembrei-me que o local também era uma universidade.

Me despedi do cacheado, meu quarto era o 10305.

Não havia elevador por lá, ou seja: teria que me virar para subir aquele pesadelo laranja por dois lances de escada. Respirei fundo tentando procurar a minha coragem antes de começar o trabalho.

Com muito tempo passado, acho que uns 23 minutos, exatamente, cheguei ao andar de cima.

Caminhei até o quarto 10305, girei a chave, jurava que não iria conseguir entrar com a sorte que tinha, mas felizmente ela girou, estava dentro do local.

Olhei ao redor, era muito melhor do que imaginei que seria...

As paredes tinham um tom azul claro, haviam duas camas de solteiro com uma roupa de cama do mesmo tom das paredes, duas escrivaninhas também ao lado delas, e duas prateleiras.

O armário era dividido em dois também, e no canto do quarto havia um frigobar com um pouco ferrugem, havia também uma TV e um pequeno sofá.

Coloquei a minha mochila sobre uma das camas e começei a arrumar as minhas poucas coisas que de fato me pertenciam sobre o meu novo quarto que ainda não parecia me pertencer.

Já tinha me acostumado com isso.

Quando não tinha mais nenhuma roupa ou objeto de higiene pessoal na mala, cheguei nos livros. Eu não podia trazer todos, mas conseguir colocar uns 10 na mala.

Pegava os exemplares e colocava com cuidado na prateleira perto da não-tão-minha cama, quando tudo estava em seu devido lugar, coloquei a mala dentro do armário.

Sentei na cama e olhei em direção à porta. Tinha receio de não me dar bem com a menina que dividiria o quarto comigo.

Esperei lá por alguns minutos, os óculos caíam pelo meu nariz e eu os ajeitei. Ela provavelmente era uma veterana e devia estar com amigos já que demorava tanto. Tirei meus óculos e os pus em cima da cama junto com uma muda de roupas, entrei no banheiro pronta pra tomar o segundo banho do dia como uma forma de fazer com que o tempo passasse mais rápido.

Despi-me e pendurei a toalha no box antes de adentrar nele, a água era gelada e seu contato com minha pele fez com que um arrepio se acendesse por ela toda.

Minha cabeça girava, milhões de pensamentos passando por ela, saí do banho e me enrolei na toalha antes de pegar meu celular em cima da pia. Olhei a hora, 20:56.

Desbloqueei o aparelho e abri o aplicativo de mensagens, pronta pra avisar à minha mãe que já estava devidamente instalada no quarto.

– Wow! – ouvi uma voz masculina e o aparelho caiu no chão, eu fiquei paralisada e com as bochechas vermelhas ao ver um ruivo deitado na cama desocupada. – Hey, princesa... Acho que está no quarto errado. – uma risada alta o escapou.



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