História Closer - Capítulo 3


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Ed Sheeran, McFly, One Direction, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Dougie Poynter, Ed Sheeran, Harry Styles, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift, Zayn Malik
Tags Larry, Muke
Exibições 27
Palavras 1.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Tutor


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 3 - Tutor

Olhava para o meu quarto devidamente arrumado com um sorriso de satisfação. As paredes dos quartos femininos eram amarelas, o que era enjoativo. Gostava mais dos tons azuis dos quartos masculinos.

Eu não podia reclamar, na verdade. Eu era uma felizarda. Um quarto inteiro somente pra mim, afinal.

Eu tinha duas camas, dois armários e duas prateleiras até que uma garota nova entrasse. Aquilo era maravilhoso, eu havia juntado as duas camas para formar uma cama grande e o cobertor extra me ajudava a dormir em noites especialmente frias.

Giuliart não era muito diferente de minha antiga escola em questões de alunos. Claro, todos tinham uma condição financeira melhor, mas ainda eram divididos entre os populares, os talentosos, os nerds, as pessoas comuns e eu.

Talvez eu me encaixasse nos "nerds", mas não falava com nenhum deles. Na verdade, não falava com ninguém com exceção de Harry.

Ele estava no grupo dos "talentosos", andava com pessoas muito legais e eu ainda não conseguia entender o porquê de falar com alguém como eu, mas gostava daquilo.

– Preciso te apresentar para o pessoal, vão gostar de você. – ele falava enquanto me seguia pelos corredores, afrouxando a gravata. Tínhamos acabado de sair da aula dupla de Física e aquele era meu primeiro horário livre na semana. Iria para a secretaria afim de pegar o nome de meu tutor e ir então para a biblioteca.

Giuliart dava oportunidade para que os universitários ajudassem estudantes com matérias da escola, os recompensava com bolsas parciais.

Não eram muitos os alunos que escolhiam ter tutores, no entanto. Harry questionava o porquê da minha escolha de ter um quando não precisava de ajuda em absolutamente nenhuma matéria.

Minha decisão era fácil quando via quais eram as outras opções: Música, Teatro, Culinária ou entrar para algum time de esportes.

Não gostava da interação com pessoas, era uma péssima esportista e cozinheira.

Eu só sabia estudar, e era aquilo que faria com o tutor.

– Não vão gostar de mim. – eu falei com a atenção presa na anotação a lápis embaixo do tópico "Termodinâmica", algo que eu teria de pesquisar depois por não ter entendido direito.

– Claro que vão!

– Eu não sei conversar. – dei de ombros subindo o olhar pra ele. – E você fala muito. Não acho que vão gostar de mim.

– Hey, isso é só porque você não se solta com todo mundo. – ele cutucou minhas costelas. Dei um mínimo sorriso de lado. – Vamos pra um pub hoje à noite!

– Não... É minha primeira semana aqui, não vou infringir nenhuma...

– É minha primeira semana aqui também, se não se lembra. Ah, vamos, Ally! Ver uns caras gostosos da Universidade sem ter que precisar correr pra outra aula. – arregalei os olhos com aquilo.

– Eu não estou atrás de um namorado, sabe? Além do mais, tenho que estudar para o MSE. – pude ver Harry revirar os olhos.

Era um exame importante, me garantiria uma vaga para a segunda fase em uma prova que valeria uma bolsa para a melhor faculdade de Biologia do país.

– Vai ser daqui a dois meses, terá o fim de semana inteiro pra estudar... E além do mais, você tem que ter uma vida, garota! – respirei fundo, estávamos em frente ao bloco da secretaria.

– Harry, eu...

– Aperte a gravata, senhor Styles! – ouvi uma voz feminina em tom severo, o que me deu um arrepio. Eu odiava quando professores brigavam e mesmo que nunca fosse comigo, sentia-me envergonhada do mesmo jeito.

– Perdão, senhora Stryder. – ele automaticamente ajeitou a peça antes de começar a subir as escadas no meu encalço.

– Eu não vou, eu não me dou bem em nada que envolva socialização. – o cacheado suspirou.

– Tá, tá... Eu tenho que ir agora, História no segundo andar. Boa sorte com o "tutor".

– Boa sorte em não morrer de tédio.

– Te digo o mesmo. – Harry mandou-me um beijo exagerado antes de correr até a sala.

Sorri com aquilo e subi mais um lance de escada antes de chegar à porta da secretaria, estava prestes a bater lá quando uma voz conhecida despertou meus sentidos.

– Ah, princesa! Como o campus é pequeno, não é? – ele riu ironicamente. Revirei os olhos antes de ver o mesmo homem que eu havia tido o infeliz desprazer de ter como meu colega de quarto por uma noite. Bati na porta então. – Não precisa falar com a secretaria... Eu sou seu tutor. – congelei na hora.

– Você?! Meu tutor?! – virei-me para o ruivo novamente. Naquele dia ele vestia uma camiseta preta com a logomarca de alguma banda, os braços tatuados totalmente expostos. – Não pode ser meu tutor!

– Ah, quer alguém mais nobre pra te ajudar com o dever de casa? Eu também não estou nem um pouco feliz, acredite. – ele tinha um sorriso irônico. – Por isso vim aqui pra trocar.

– Tem meu total apoio. – bati na porta antes de entrar, sendo acompanhada por ele.

Era mesma mulher que havia nos atendido na primeira noite, a mesma que havia dado minha grade e a chave do meu novo quarto, 08212, ela usava uma saia social preta e uma blusa de botões branca, o óculos de tartaruga ainda maior que o meu na ponta do nariz. O ruivo pigarreou pra chamar sua atenção, a mulher se virou.

– Senhora Byrnes.

– Ah, sim, vocês dois! – ela levantou-se e me estendeu o papel. – Boa sorte com os estudos.

– Podemos trocar? – perguntei sem mais delongas, sem nem olhar o documento.

– Trocar? Achei que era uma boa ideia por os dois juntos já que já se conheciam... – a mulher tinha o cenho franzido.

– Bom... Não é uma boa ideia. Não mesmo. Tem como nos trocar? – ela deu um tímido sorriso.

– Infelizmente não, querida. – maravilha. – Como eu já disse, bons estudos. – respirei fundo antes de sair da sala, o ruivo demorou mais uns bons três minutos lá dentro mas logo saiu pela porta.

– Sem chance nenhuma. – riu. – Vai ter que aguentar a ralé duas vezes por semana, princesa.

– Só vamos pra biblioteca de uma vez, por favor!

As primeiras "aulas" com o ruivo não deram em nada, pra falar a verdade. Ele só ficava mexendo no celular ou rabiscando em um caderno com cara de entediado.

Às vezes eu parava no meio de alguma questão chata de Física, matéria que eu mais odiava, e encarava um pouco suas tatuagens. Eram absurdamente coloridas, totalmente aleatórias mas prendiam a atenção de uma maneira inexplicável.

– O que está olhando, princesa? – ele perguntou em um tom divertido, o que me fez revirar os olhos.

– Estou pensando!

– Acho que estava olhando minhas tatuagens...

– Ache o que quiser. – marquei a letra C no gabarito sem nem pensar direito.

– Tá errado. – o homem falou olhando de relance para o dever de casa à minha frente.

– Ah, claro! Você é o gênio da física! – falei ironicamente enquanto pulava pra outra questão.

Na verdade, eu não sabia se ele de fato era. Eu não sabia que curso ele fazia, não sabia a idade dele, não sabia em que ano estava.

Só sabia que ele morava no quarto 10305, tinha cabelo ruivo, gostava de suéteres e camisetas de flanela, tinha tatuagens que eu começava a apreciar, que tinha várias namoradas já que sempre o via com garotas diferentes a cada dia e que rabiscava inutilidades no caderno a todo o tempo. Não sabia que aquela folha podia ser usada pra algo relevante?!

Mas pra mim ele era tão insuportavelmente irritante que só o fato de estar gastando uma porcentagem do oxigênio que poderia estar sendo usado de maneira melhor pra outros animais me deixava enraivecida.

– Na verdade, eu estou fazendo faculdade de Física. – ergui uma sobrancelha em sua direção.

Como um cara idiota e todo tatuado estava fazendo Física? Como ele estava ao menos na faculdade?!

– Minha família disse que não deixaria eu fazer Música se não fizesse outra faculdade... E é, Física era a matéria que eu mais gostava na escola. – ele explicou. Não tinha um tom acusador ou irônico, estava disposto a ajudar. Pegou o próprio óculos em cima da mesa e a apostila, releu a questão por um momento. – E eu não preciso ser um gênio da Física pra saber que a qualidade do som que o caracteriza quando a frequência e força são iguais é o Timbre. – bufei, agora ele falava como se eu fosse uma idiota.

– Acho melhor pararmos por hoje.

– Ah, vamos com isso, princesa, não é difícil. Pra falar a verdade, Som é um assunto bem interessante, você pode sempre associar com música e fica mais fácil.

– Isso é besteira. Eu não devia precisar saber disso pra entrar na faculdade de Biologia!

– Já sei, o sistema é um lixo, aquela velha história... – o homem revirou os olhos. – Certo, quando eu toco um violão e uma guitarra, você pode diferenciar e saber qual é qual mesmo que eu não esteja tocando na sua frente, e mesmo se for o mesmo acorde, certo?

– Eu não saberia. – ele franziu o cenho.

– Bom, diga-me alguma música folk que você escu...

– Eu não escuto música. – o homem parou e ficou olhando-me abismado.

Fiquei irritada com sua expressão, ajeitei o óculos no rosto antes de me virar pra não ter que olha-lo.

– Você é um humano?! – revirei os olhos me pondo de pé.

– É bobagem. É só um bando de sons juntos em um período que fomos ensinados a achar que combinam juntos desde quando éramos crianças, então...

– Ah, você não sabe a merda que tá falando... – ele riu ironicamente.

– Acho melhor pararmos por hoje. – enfiei meu caderno dentro da mochila vermelha.

– De que buraco você saiu? Porque, sério, já vi gente que não ouve muito, mas que não ouve música nunca?! Que não gosta de música?!

– Meus pais dizem que é perda de tempo, que desconcentra nos estudos.

– E por isso você se privou de ouvir música, pra sempre?! – revirei os olhos.

– Eles falam porque se preocupam, eu tenho que os ouvir já que querem que...

– Que vire uma sem vida?!

– Eu não sou uma sem vida! – revirei os olhos. – Querem que eu seja a melhor e sabem o que é melhor pra mim. – olhei para o ruivo e ele continuava com os olhos arregalados, como se estivesse assustado com aquilo. – E pare com isso!

– É perfeita demais pra música? A perfeição? A melhor arte? A que...?

– Eu nunca falei isso!

– Você é só um robôzinho. Aposto que se te dissessem que se saltasse de uma ponte você passaria na droga da faculdade você faria! – respirei fundo sentindo meus olhos queimarem, as lágrimas que queriam aparecer.

– Acabamos por hoje! Só me deixa em paz! – empurrei a porta da saída da biblioteca para que batesse nele enquanto eu corria o mais rápido que a saia permitia em direção à meu bloco.



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