História Closer - Capítulo 4


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Ed Sheeran, McFly, One Direction, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Dougie Poynter, Ed Sheeran, Harry Styles, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift, Zayn Malik
Tags Larry, Muke
Exibições 30
Palavras 1.985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Pub


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 4 - Pub

Meu quarto nunca pareceu tão pequeno enquanto eu rodava por ele, estava nervosa demais pra permanecer na cama.

Respirei fundo. Era aquilo.

Peguei meu laptop em cima da escrivaninha, sentei-me no chão e abri o navegador, minimizei todas as videoaulas nele até que uma página me chamou atenção.

Era um site que eu não entrava há muito tempo, vê-lo lá me fez sorrir.

Digitei meu e-mail e a senha o mais rápido que pude, em pouco tempo me afundava em minhas velhas histórias.

Eu amava escrever, amava colocar minhas ideias mirabolantes em palavras e amava ainda mais quando outras pessoas gostavam delas.

Eu havia começado uma nova naquele mês mas havia pensado em publica-la no site quando estivesse concluída. Era a história de uma donzela do começo do século XX, ela era obrigada a viver sob o mesmo teto de um homem que sempre a dizia coisas rudes e a deixava triste.

Este homem era filho de um amigo da família dela, ele se mudou pra sua casa em Londres pra poder fazer faculdade.

Felizmente, para ajudar no seu tormento, seu melhor amigo sempre a animava.

Eu planejava fazê-la perceber que o melhor amigo era apaixonado por ela desde que eram crianças no desenvolver da história, que seu pai não aprovasse o namoro por ele não vir de uma família com grande poder aquisitivo, eles fugiriam juntos, mas acabariam separados pela guerra.

– Abre a porta! – era a voz de Harry, sorri de lado. Eu me inspirei nele pra o melhor amigo.

Não que eu estivesse apaixonada pela cacheado, mas sabia que suas covinhas e palavras de apoio eram apaixonantes e fariam minhas leitoras o amar.

– Já vai... – suspirei e deixei o computador de lado, peguei os óculos na escrivaninha e os coloquei. Não precisava mais deles desde que tinha 11 anos, mas não conseguia me olhar no espelho sem.

Abri a porta e observei uma menina de pele escura, traços grossos e cabelos negros. Era Jessie, primeiro ano de Direito, uma das amigas de Harry que eu mais falava.

Ela usava um curto short e isso me fez ter pena, levando em consideração o clima de outono que já se espalhava e fazia com que eu colocasse suéteres em cima das camisas de botão que usava.

– Vamos pro pub.

– Não. – respondi prontamente.

– Não pode recusar! – Harry falou como se eu fosse idiota por pensar que poderia ter uma opinião sobre aquilo.

– Harry...

– Vamos, garota! – foi a vez de Jessie interferir, ela tinha um sorriso. – Comemorar a aprovação!

– E-Eu passei?! – arregalei os olhos naquela hora. Havia me distraído tanto com a história que esqueci de ver a lista dos aprovados.

O céu já estava negro e minha barriga roncava, me perguntei quanto tempo havia perdido.

– Você ainda está surpresa? Vamos logo!

– Harry, para! – ri enquanto o moreno me puxava pra fora do quarto pelo braço. – Eu não tenho roupa!

– Ninguém vai olhar pra sua roupa não, garota! Pode ir com suas camisas de velhinha. – Jessie revirou os olhos.

– Não são camisas de velhinha! – consegui soltar meu braço das mãos de Harry. – Minha mãe diz que...

– "Minha mãe diz que..." foda-se! Vamos! – ele imitou meu jeito de falar com uma voz fininha, suspirei.

– Não sei nem porque ainda falo com você. – suspirei derrotada. – Me dê cinco minutos.

– Caralho, a gente realmente conseguiu?! – Jessie virou-se pra Harry surpresa, revirei os olhos e soltei uma risada enquanto caminhava de volta pro quarto.

Coloquei uma calça preta e um suéter bege por cima da blusa de botões branca, penteei o cabelo e pus o celular no bolso junto com uma nota de £20 para comer alguma coisa.

Andei com os dois até o carro azul velho de Jessie, havíamos saído nele várias vezes basicamente pra ir em algum McDonald's e logo voltar para o campus nos sábados, então juntávamos-nos à Shawn - um colega de Jessie - na biblioteca e estudávamos um pouco. Quer dizer, eu e Shawn estudávamos, Jessyca e Harry faziam algumas questões e começavam a conversar sobre alguma série então eram repreendidos pela bibliotecária.

Depois nos despedíamos, eu ia para meu bloco acompanhada de Harry que ficava no primeiro andar pra falar com alguns dos amigos "talentosos" que provavelmente o levariam pra algum pub pra que bebessem ou escutariam música alta e me impediriam de escrever ou dormir.

Pensava sobre a história novamente quando senti que o carro parava, Harry me cutucou no banco do carona antes de abrir a porta e me deixar só dentro do veículo, então também tratei de sair de lá.

Ao entrar no pub meus ouvidos foram massacrados por uma música alta, minha respiração ficou acelerada a medida que meu sistema nervoso liberava adrenalina pelo simples medo de socialização que eu tinha.

Havia muita gente, muitas meninas com muito menos roupa que eu, muitos caras que bebiam, riam, conversavam entre si ou tentavam algo com algumas delas.

A maioria estava no ensino superior, era perceptível, mas haviam alguns seniors também.

Quando estávamos a uma distância considerável do palco, nos sentamos em uma mesa, pude ver que quem estava nele era um certo ruivo que eu conhecia bem. Revirei os olhos ao constatar isso.

Depois do fatídico dia em que ele realmente quase me fez chorar, parei de falar com ele. Basicamente sentávamos na biblioteca um do lado do outro e não trocávamos nenhuma palavra, nenhum olhar, nada. Quer dizer, eu o olhava quando ele não estava prestando atenção, sempre presa em suas tatuagens...

Ele tocava musicas animadas que faziam meu pé ficar inquieto, o que eu odiava. Odiava tudo naquele homem.

Um moreno de olhos claros sentou-se ao lado de Harry.

– Oi, Louis! – o cacheado me cutucou e eu revirei os olhos. Era o crush do meu amigo. Capitão do time de futebol, faculdade de Engenharia Elétrica.

– Harry... Amiga do Harry. – dei um sorriso irônico e balancei a cabeça em uma saudação, meu amigo se virou pra mim com um olhar de conflito.

Ele não queria me abandonar, mas queria dar a devida atenção ao boy magia, é claro.

– Eu vou pegar uma bebida. – saí de lá com essa mentira descarada. É claro, eu não bebia.

Avistei Jessie conversando com uma garota, suspirei. Eu estava só.

Procurei com os olhos por alguma alma conhecida, mas era inútil levando em consideração o fato de que além dos dois, só havia falado com Shawn, uma menina chamada Lessie na aula de calculo, Taylor - amiga de Harry que eu havia trocado duas palavras - e Ashton, um cara que fazia Biologia e depois tentaria ser médico, minhas mesmas pretenções.

Sentei-me no balcão então, prendi meus cabelos castanhos em um coque mal feito e puxei as mangas do suéter para deixarem meus antebraços expostos, o bartender encarou-me com uma sobrancelha erguida. É, eu não tinha mesmo o perfil de frequentadores do bar.

– Vocês têm algo pra comer?

– Perdão?

– A dama quer um número 3, com tudo incluso. – um garoto falou alto, para ser ouvido sobre o volume das caixas de som. Então se virou com um sorriso pra mim.

Ele tinha a pele um pouco escura, cabelos negros e olhos castanhos, sua barba cobria seu rosto.

– Obrigada, mas eu não bebo. – disse prontamente, ele riu.

– Eu imaginei, o número três é hambúrguer com batata frita, se não se importa.

– Ah, não... Obrigada. – repeti sem graça, sentia meu rosto queimar de leve enquanto meu coração acelerava o ritmo. Por que ele estava falando comigo, afinal?!

A música parou de repente, o que nos permitiria uma conversa sem gritos.

– Sou o Zayn, Zayn Malik, Arquitetura, você?

– Estou no ensino médio, último ano. – pigarreei. – Allison McCauster. Me chama de Ally. – ofereci minha mão e ele deixou um beijo nas costas dela, o que provavelmente me fez ficar ainda mais sem graça.

– Então, Ally... Não tinha a visto por aqui. É da Giuliart? – o moreno perguntou se aproximando. Não gostava de contato humano, então não estava totalmente confortável com aquilo, mas também não reclamaria.

– Eu não sou bem o tipo "sociável", sabe? Provavelmente estava enfiada no quarto estudando, por isso não me viu. – ele passou a mão por meu cabelo, o que me deixou meio alarmada.

– Ah, mas você é tão bonita, não devia se esconder...

– Então, qual o motivo que trás a realeza pra um lugar que se misture com a peble? – revirei os olhos mesmo querendo ter suspirado de alívio por alguém interromper aquela conversa estranha.

– Por que está falando comigo? Não lembro de ter convidado. – esbravejei para o ruivo que estava logo atrás de mim.

– Perdão, alteza! É perfeitinha demais pra falar comigo, entendo! – bufei.

– Será que você...?!

– Então, Ally, foi legal te conhecer. Pode me dar seu telefone? – hesitei naquela hora.

Olhei do ruivo pra Zayn. Suspirei, por que não?

Peguei uma caneta em cima do balcão, anotei em um guardanapo e o entreguei pra o moreno que sorriu uma última vez antes de sair.

O homem então se aproximou e sentou na cadeira que Malik havia deixado vazia. Pediu alguma bebida e ficamos em silêncio enquanto uma música que dessa vez estava sendo tocada por um DJ começava a invadir o ambiente.

– Se eu fosse você, ficaria longe desse cara. – ele já virava o que parecia ser a terceira dose de whisky.

– Se eu fosse você, ficaria bem longe de mim.

– Tem certeza? – sorri irônica.

– Sim. Morre, por favor.

– Já que pediu com educação... – o ruivo então simulou que se enforcava com uma corda, isso fez com que escapasse uma risada minha por mais que eu não quisesse admitir. – Nossa, que bug na matriz! Você está rindo como uma pessoa normal!

– Cala a boca! – me aproximei do bar pra pegar o hambúrguer que havia sido trazido pelo bartender. Dei algumas mordidas sem nem prestar atenção no homem. Achei que ele já tinha ido, inclusive, quando o mesmo me cutucou.

– Me dê atenção! Eu estou entediado!

– Quantas doses já bebeu? – não pude deixar de rir novamente.

– Muitas.

– Vai atrás de uma pessoa que ao menos goste de você pra te dar atenção, mate. – ele revirou os olhos.

– Não tem opção, McCauster, se tivesse eu sei que teria que estar bem longe pra você continuar flertando.

– Hey! Eu não estava flertando com ele!

– "Ah, mas você é tão bonita... Blah, blah, blah, eu sou o Zayn! Olha pro meu topete!" – ele imitou o moreno com uma voz afetada, aquilo me irritou.

– E o que você tem a ver com isso afinal?!

– Eu? Nada, mas você tem e eu estou te avisando, ele não é um cara pra você.

– Se um dia eu quisesse sua opinião, eu... Ah, não, eu me mataria antes de pedir sua opinião. – o ruivo se aproximou um pouco, com o cenho franzido.

– Se um dia você me pedisse uma opinião, eu cortaria a língua pra não te dar ajuda com meus conselhos nem a força. – foi minha vez de aproximar com o dedo apontado para o rosto dele.

– Bem que podia cortar os testículos fora, assim não teria de correr o risco de ter mais gente como você nesse planeta. – o ruivo sorriu, eu relaxei por um momento.

– Você falou algo estúpido. Isso faz de você menos perfeita, huh?

– Você tem que... – parei antes que terminasse de falar, escapei de uma investida.

O ruivo tentava juntar seus lábios nos meus, um movimento brusco pra trás me salvou daquilo enquanto a adrenalina atacava meus sentidos ao máximo pela segunda vez na noite.

E então eu saí correndo sem nem olhar pra trás, nunca paguei pelo hambúrguer.

Entrei no primeiro táxi disponível que achei e disse que queria que ele me deixasse em Giuliart enquanto minha mente trabalhava em probabilidades. A probabilidade de que ele realmente quisesse me beijar era 1 em 7.139.183.827.

Eu claro havia entendido algo errado, ele queria limpar alguma coisa no meu queixo, talvez.

É, aquilo fazia mais sentido. Total sentido. 100% de sentido.

Afinal, qualquer coisa faria mais sentido que o fato de aquele ruivo ter tentado me beijar.



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